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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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05.01.16

Leituras: Martin Pistorius - QUANDO EU ERA INVISÍVEL

mpgpadre

MARTIN PISTORIUS (2015). Quando eu era invisível. Amadora: Nascente. 272 páginas.

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        A partir dos 12 anos, Martin entrou em estado vegetativo, encerrado dentro da sua mente, e com a o corpo descontrolado. Uma criança saudável, tímida, com um futuro risonho pela frente. Para os pais é um choque verem que o filho vai definhando. Ficam com a vida hipotecada. O pai nunca desistiu e sempre acreditou que o filho estava ali naquele corpo quase inerte. A mãe passou por um momento de dor, de perda e de luto, para poder cuidar dos outros dois filhos.

       Passando por diferentes centros de cuidados específicos, ou lares que acolhem pessoas com estas fragilidades enquanto os pais estão em viagem ou em férias, vai registando diversas experiências, positivas e negativas, desde pessoas que desabafam na sua presença, outras que o obrigam a comer, ou abusa dele, até que, passados 12 anos, conhece uma jovem terapeuta, Virna, que percebe que ali não está apenas um corpo, mas alguém que habita esse corpo e que só mexia os olhos.

       Após alguns testes, aos quais responde, apontando para símbolos, vai ser acompanhado mais de perto, com o apoio sempre presente dos pais e dos irmãos, adaptando-se a utilizar um computador, com software para produzir a fala e para responder através de símbolos e palavras. Vai-se aperfeiçoando com o corpo a responder a maiores estímulos e com um maior controlo.

       Pouco a pouco conquistou a autonomia que lhe permitiu estudar, trabalhar, executar algumas tarefas, ter um emprego a tempo inteiro.

        Há muitas situações diferentes, em casos semelhantes. Por vezes é quase um milagre encontrar as pessoas certas para verem além do corpo e das suas limitações. Este é um caso extraordinário de luta, de encontro, de amor e de afetos. Martin encontrará o amor da sua vida e de África do Sul viajará para Londres, para casar, e viver a sua vida. Com muitas necessidades e dependências, mas onde o amor vence barreiras e ilumina os seus dias.

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"Gostaria que todos vós parassem por um momento e imaginassem se não tivesse uma voz ou qualquer outro meio de comunicação.

Nunca poderia pedir "passa-me o sal" ou dizer a alguém coisas verdadeiramente importantes como "amo-te". Não poderiam dizer a ninguém que se sentiam incómodos, com frio ou com dores. Durante algum tempo, depois de descobrir o que me tinha acontecido, tive uma fase em que seria capaz de me morder de frustração pela vida que levava. Depois deixei-me disso. Tornei-me completamente passivo.

A minha vida sofreu uma mudança radical. Todavia, continuo a aprender a ajustar-me a ela e, embora as pessoas me digam que sou inteligente, tenho dificuldade em acreditar nisso. Os meus progressos são fruto de muito trabalho e do milagre que aconteceu quando as pessoas acreditaram em mim.

A comunicação é uma das coisas que nos torna humanos. E eu sinto-me honrado por me terem dado a oportunidade de comunicar".

20.01.12

20. Bendizer - BÊNÇÃO - dizer bem - bem-fazer.

mpgpadre

Bendizer - BÊNÇÃO - dizer bem - bem-fazer.
Mais uma escolha pela positiva.

Quando falámos em bênção falamos nas graças que Deus nos concede, em primeiro lugar. Ele é fonte de todas as bênçãos. Está sempre a abençoar-nos. Até escolhe um povo - o povo eleito, povo da Aliança, o povo de Israel - para nele abençoar todas as nações da terra. São as palavras de Deus a Abraão, a bênção não é egoística mas altruísta, oblativa, a favor de outros. Só assim faz sentido ser abençoado.

Obviamente, todos queremos ser bafejados pela vida, em abundância, saúde e paz.
Mas a bênção é tão mais eficiente quanto mais nos tornamos instrumentos, intermediários da bênção para os outros. É assim com o povo de Israel. É assim com os profetas. É assim com o próprio Jesus Cristo. Ele é a bênção de Deus, em Pessoa, em carne e osso, é bênção para toda a humanidade. Sendo bênção, dá a vida pela humanidade, mostrando-nos a plenitude da caridade a plenitude da bênção de Deus. Gastar, dar a vida, a favor do próximo.
É a sina de Jesus, o Seu projeto de vida e dessa forma concretiza o acolhimento da vontade de Deus, dando a vida nos gestos, nas palavras, nos encontros, no olhar, no toque humano.

Se formos à raiz da palavra, ou a um dicionário de língua portuguesa, poderemos torná-la muita mais expressiva para nós. Bênção, bendizer, isto é dizer bem,  abençoar, louvar, glorificar, apoteosar, aureolar, benzer, engrandecer, exaltar, gloriar, honrar, magnificar, santificar, canonizar, purificar, sagrar,...

Podemos escolher: fazer com que as nossas palavras sejam bênção para os outros (e para nós, pois o bem e o mal recaem sobre quem o fizer), dizer bem delas, mesmo quando nos irritam. Se for mais forte do que nós, se não tivermos palavras para dizer bem, calemos, deixemos que o silêncio não injurie, não exponha, não denuncie, não destrua. Sabemos como as palavras por vezes são mais destrutivas que muitos gestos. Como diz um ditado, só somos bons enquanto as más-línguas quiserem. Então, antes de falarmos sobre alguém, pensemos como as nossas palavras podem ser bênção, vida ou maldição e morte.

Obviamente que o dizer bem inicia o caminho de fazer bem. E de novo a bênção. Sintamo-nos agraciados por Deus, louvemo-'O pela vida, pelo sol, pelo frio, pelas estrelas, pelos animais, pelos outros, pela chuva da tarde e pelo orvalho da manhã, pela nossa vida e pela vida daqueles e daqueles que Deus colocou no mundo para se cruzarem connosco e nos ajudarem a preparar-nos para a eternidade, como consequência lógica das nossas opções de vida.
Acolhámo-l'O e depois tornemo-nos bênção uns para os outros. As palavras, como nos lembra São João, levam-nos ao compromisso, não podemos dizer que amamos Deus e que O sentimos na nossa vida se depois não o concretizamos na nossa comunhão e partilha com os demais.
Bendiga a vida. Faça da sua vida bênção para si e para os outros.

17.01.12

17. Em busca do essencial e da essência da vida!

mpgpadre

Em busca do essencial e da essência da vida!
O essencial é invisível aos olhos, é visível ao coração (Principezinho).
As aparências iludem. Olhar para além do visível.

Na primeira leitura proposta para a Eucaristia desta terça-feira (1 Sam 16, 1-13), O Senhor Deus envia o profeta SAMUEL ter com Jessé de Belém, a fim de escolher um novo rei. Diante de Samuel vão desfilando os filhos de Jessé.
Samuel, como qualquer um de nós, deixa-se "levar" pelas primeiras impressões. Chega o primeiro dos irmãos, de belo aspeto, alto, forte. Samuel prepara-se para o ungir. As palavras do Senhor são inequívocas: "Não te impressiones com o seu belo aspeto, nem com a sua elevada estatura, porque não foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração".

É uma lição importante. A nossa vida, a sociedade do nosso tempo, orienta-se demasiado pela aparência, pela moda. Mas como passa a moda, também a nossa vida se a vivermos apenas para a aparência. Tornar-se-á passageira, efémera, curta, sem nos tocar no fundo da alma.
Devemos procurar o essencial, em nós e nos outros. O essencial leva-nos a Deus. No mais íntimo de nós encontrámos a nossa identidade primeira. Se procurarmos nos outros o essencial, acabaremos por encontrar-nos com a visibilidade de Deus.

A vida não é branco e preto. Buscamos o essencial. Pelo caminho, por opção ou por necessidade, encontramos momentos de aparência. É uma busca que nos há de levar do acessório e secundário para o essencial e o verdadeiramente importante.

Todos falhamos. Mas nem todas as falhas nos destroem. Muitas falhas podem converter-se em novas oportunidades, como provações.

Na nossa relação com a aparência, encontramo-nos com pessoas cuja primeira impressão corresponde, depois de a conhecermos, positiva ou negativamente.
Há pessoas que são o que parecem. (Há ladrões que parecem o que são).
Há pessoas que parecem-nos de boa índole e são-nos de facto.
Há pessoas que nos parecem de má índole e o tempo confirma-no-lo, mesmo que tenha havido espaço e tempo para a tolerância.
Há pessoas que não são o que parecem.
Há pessoas que nos parecem afáveis e generosas e efetivamente não o são.
Há pessoas que nos parecem arrogantes e orgulhosas e na volta mostram que são extraordinárias, humildes, generosas.

E pelo meio ainda haverá pessoas que ora se aproximam ora se distanciam dos nossos conceitos e preconceitos, e nem são tão más como nos pareciam, ou não são tão generosas como quereríamos que fossem. E como nós também estão a caminho.
Procuramos o essencial, ou como quem diz, aperfeiçoamo-nos, mas porquanto vamos também vivendo das imperfeições que nos caraterizam...

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