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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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11.03.15

Do Templo de Jerusalém ao Templo Novo de Jesus

mpgpadre

3.º Domingo da Quaresma

Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, tendo em conta a passagem em que Jesus expulsa os vendilhões do Templo (cf. Jo 2, 13-25), dois tijolos, um maior ou mais pequeno, um inteiro, outro partido... no Templo que é Cristo, todos temos lugar...

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(Paróquia de Pinheiros)

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 (Paróquia de Tabuaço)

 

       «Destruí este templo e em três dias o levantarei»

       Resposta pronta de Jesus àqueles que questionam a Sua autoridade.

       Jesus chegou ao Templo para rezar, para refletir, para Se encontrar com Deus, juntamente com o Povo. Em vez de um espaço agradável de acolhimento, Jesus encontra uma balbúrdia, o Templo transformado numa praça, onde se discute, se compra e se vende, com uns tantos a aproveitar-se da miséria e da fé dos muitos crentes que se aproximam.

       Bem sabemos que uma construção – uma casa, um templo, um jardim – leva o seu tempo e os seus cuidados. Para destruir é mais fácil!

       Quantos dias e quantas horas para que o jardim fique a nosso gosto? Há sempre alguma coisa a acrescentar, a ratificar, a compor! Ervas a mondar, regas a efetuar, proteções a colocar! E de repente, um vendaval, um animal selvagem, um roedor, e é destruído em segundos, o trabalho que demorou tanto a fazer e tantos cuidados ocupou.

       O Templo de Jerusalém demorou 46 anos a construir e bastaram algumas horas para os romanos deitarem por terra o trabalho de milhares de judeus! Daí que os judeus não percebam como é possível a Jesus levantar um novo Templo em três dias?

       «Destruí este templo e em três dias o levantarei».

       Jesus fala-nos de outro templo, fundado na Sua vida e na Sua entrega. Será morto para nos salvar. Três dias depois ressuscitará, dando início a um novo Templo, no Seu Corpo, do qual nos tornamos membros, pelo Batismo.

       Neste Templo cada pedra é importante. Ninguém é substituível, pois todos têm o seu lugar. Muitos membros, mas o mesmo Corpo, a mesma Igreja, o mesmo Templo. Numa construção, os tijolos que não prestam, que têm defeito, que estão partidos, são dispensáveis. Nesta construção, (GESTO: introdução do tijolo… ou um tijolo bom e um meio partido) cada pedra, cada prego, cada tijolo, cada pedaço, é fundamental para a construção do Corpo de Cristo. Se um só tijolo estiver de fora será nossa obrigação repescá-lo para a construção do Reino de Deus.

 

       Senhor Jesus, que neste Templo, que é a Igreja, o Teu Corpo, saibamos ser pedras vivas, acolhendo os que chegam, procurando os que partem, indo ao encontro dos desavindos, para construirmos com mais amor a família de Deus. Amém.

08.11.14

Não façais da casa de meu Pai casa de comércio

mpgpadre

1 – A dedicação de uma Igreja assinala e visualiza e referencia um espaço dedicado especialmente a Deus, para uma maior proximidade, recolhimento e intimidade do homem com Deus, e para a comunidade se reunir e viver como Igreja.

A Basílica de S. João de Latrão é a Sede do Bispo de Roma, considerada a igreja-mãe de todas as igrejas da Urbe e do Orbe (da cidade e do mundo), «preside à assembleia universal da caridade» (Sto Ambrósio). Celebrando a Dedicação desta Basílica, Cátedra de Pedro, sinalizamos o amor e a unidade à volta do Sucessor de Pedro.

Facade_San_Giovanni_in_Laterano_2006-09-07.jpg

2 – A mais sublime adoração é realizada em espírito e verdade. Mas, porquanto, não sendo nem anjos nem puros seres espirituais, situamo-nos com os outros num determinado tempo e num espaço (físico) concreto. Assim também a nossa relação com Deus, situa-nos na história humana, onde Ele nos procura e nos encontra e onde Se deixa procurar e encontrar por nós. A Encarnação de Deus, com Jesus Cristo, é disso expressão e sacramento: a eternidade torna-se acessível e percetível ao ser humano. Em Jesus, Deus assume a condição humana, submetendo-se, POR AMOR, às coordenadas espácio-temporais.

 

3 – Jesus sobe ao Templo de Jerusalém e constata que o Templo é usado para maquinações e injustiças, formas de ganhar mais, exigindo a quem tem menos.

A reação de Jesus é inesperada. Os que por ali andam já nem estranham. Jesus escandaliza-se, faz um chicote, expulsa os vendilhões e os seus animais, derruba as mesas e o dinheiro dos cambistas e diz aos que vendem as pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».

Alguns negociantes perguntam a Jesus: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?» E é então que Jesus faz a ponte para outro Templo: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Porém, não percebem que Jesus lhes fala do Seu próprio Corpo, como Templo no qual somos resgatados.

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4 – Problema do nosso tempo é que temos menos casa e menos igreja. Atarefados com mil e uma coisas, não nos resta muito tempo para estarmos em casa e, sobretudo, em família. Do mesmo jeito, vamos à Igreja se não há mais nada para fazer. Se vêm uns amigos de Guimarães, ou se o almoço é de festa, deixamos a Igreja, pois há mais domingo no ano. Faltando a família e a comunidade (a casa e a Igreja), pouco nos resta para vivermos saudavelmente. Para os descrentes, para que não fiquem eternamente ensimesmados, frequentem espaços (e tempos) de encontro, de descoberta, de partilha…

 

5 – São Paulo incentiva-nos a edificar o Corpo de Cristo, Verdade do amor de Deus em nós: «Vós sois edifício de Deus. Veja cada um como constrói: ninguém pode colocar outro alicerce além do que está posto, que é Jesus Cristo. Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Porque o templo de Deus é santo e vós sois esse templo».

Somos o templo que Deus habita. Se o alicerce é Cristo, cada um de nós concorrerá para a construção do Corpo de Cristo, a Igreja.

 

6 – Aquilo que havemos de ser só se manifestará totalmente na eternidade. Para já caminhamos, deixando que Deus nos habite e sendo morada uns para os outros, com a certeza que Ele nos conduz às águas refrescantes, como Bom Pastor; do Seu Templo, como refere Ezequiel, saem águas que nos purificam e nos salvam. As fontes da salvação estão acessíveis em Cristo, no Seu Corpo que é a Igreja.

«Deus é o nosso refúgio e a nossa força, auxílio sempre pronto na adversidade. Por isso nada receamos ainda que a terra vacile e os montes se precipitem no fundo do mar. Os braços dum rio alegram a cidade de Deus, a mais santa das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela e a torna inabalável». 


Textos para a Eucaristia: Ez 47, 1-2. 8-9. 12; Sl 45 (46); 1 Cor 3, 9c-11. 16-17; Jo 2, 13-22.

 

01.02.14

Luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo

mpgpadre

       1 – Passaram 40 dias do Natal, celebração do nascimento de Jesus. Conforme a tradição religiosa dos judeus, o Menino é levado ao Templo para em Seu nome ser oferecido, mediante as possibilidades da família, um par de rolas ou duas pombinhas. O acontecimento sublinha a fé dos pais e a pertença ao Povo da Aliança.

       Em pouco tempo, é a segunda vez que Jesus é levado ao Templo. Oito dias depois do nascimento para ser circuncidado e lhe porem o nome; 40 dias depois, apresentação, sacrifício e louvor, bênção e proteção de Deus. Passado este tempo, a Mãe da criança, no caso presente Maria, poderá de novo participar no culto.

       Alguns anos depois veremos de novo Maria, José e Jesus no Templo de Jerusalém, a cidade santa, por volta dos 12 anos de idade. Nessa ocasião Jesus mostrará que já tem vontade própria e que a Sua vontade se conformará com a de Deus Pai.

       2 – Porquanto, passaram 40 dias. Vejamos Maria e José. Estão radiantes. Deus foi generoso com eles. José, o homem dos sonhos novos acolheu o mistério que lhe foi revelado pelo Anjo. Está felicíssimo e com Maria apresenta o REBENTO. Cada criança deveria ser luz e salvação para a família. Também Aquele Menino é uma bênção do tamanho do mundo.

       José vestiu a melhor roupa que tinha. Maria arranjou-se o melhor que pôde. É um dia de festa. A melhor roupa é sempre o coração disponível para amar e para se deixar transformar por Deus.

       O coração vai em festa. Não cabem dentro de si. Dançam interiormente. Há muita vida pela frente. Não sabem com exatidão o que poderá reservar o futuro para o Seu Menino, mas se O souberem com Deus isso basta para enfrentar todo o perigo, toda a treva. Um dia será o próprio Jesus a confiar-Se a Deus: «Pai nas Tuas mãos entrego o Meu espírito» (Lc 23, 46). Maria estará por perto, recordando-se (talvez) das palavras de Simeão.

       3 – Fixemos o nosso olhar e o nosso coração e a nossa vida em Jesus. Maria e José aproximam-se do Velho Simeão, homem justo e piedoso, e colocam-lhe Jesus nos braços.

       Diz-nos o Evangelho que Simeão foi ao Templo movido pelo Espírito Santo, que lhe revelara que não morreria sem ver o Messias. Mais uma luz: deixarmo-nos guiar pelo Espírito Santo, o que nos permitirá reconhecer Jesus nos outros e recebê-l’O em nossos braços.

       Simeão deixa que as palavras fluam: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». 

Maria e José ficam admirados com o que d'Ele diz Simeão. Mas o santo sábio diz a também a Maria: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

       Tal como o parto, também a salvação virá com dor e sofrimento e esforço e com muito amor. Só este, com efeito, possibilitará que as horas mais amargas sejam enfrentadas com esperança. O Menino será a Luz das Nações. Será um SINAL de contradição. A luz não condena, mas põe a descoberto as "imperfeições" ou as manchas da parede… Mas só vendo, podemos corrigir e caminhar…


Textos para a Eucaristia: Mal 3, 1-4 ; Sl 23 (24) Hebr 2, 14-18; Lc 2, 22-40.

 

Reflexão dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

05.02.13

Festa da Apresentação de Jesus - Festa das Crianças

mpgpadre

       No passado dia 2 de fevereiro, tradicionalmente o Dia das Candeias, a Igreja celebra a festa da Apresentação de Jesus no Templo (mas algumas terras continuam a clebrar em honra de Nossa Senhora das Candeias).

       Como em outras paróquias, também na de Nossa Senhora da Conceição, oportunidade para envolver as ciranças da catequese, acentuando a LUZ, a BÊNÇÃO, as primícias. A clebração da Eucaristia iniciou com a bênção das velas, recordando o nosso batismo: à LUZ que é Cristo Jesus vamos buscar luz para as nossas vidas.

       O Evangelho (que disponibilizámos), foi encenado por crianças e adolescentes da catequese, e com um bébé. No momento de ação de graças, a bênção e distribuição do pão, símbolo da primícias da terra, como oferenda a Deus, pedindo que nos dê fartura de pão e sobretudo de sentido para a nossa vida. No final a bênção de todas as crianças da catequese, renovando o desafio da fé para nos tornarmos bênção uns para os outros.

       Para outras fotos visitar a página da Paróquia de Tabuaço no facebook.

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