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18.05.14

Leituras: RATZINGER e BALTHASAR - Maria, primeira Igreja

mpgpadre

Cardeal JOSEPH RATZINGER e HANS URS VON BALTASHAR (2014). Maria, primeira Igreja. Coimbra: Gráfica de Coimbra 2, 190 páginas.  

       Uma colaboração curiosa entre dois dos maiores teólogos do século XX. Aquele que viria a ser eleito Papa, adotando o nome de Bento XVI, Cardeal Ratzinger, alemão. Hans Urs Von Balthasar, teólogo e sacerdote suíço, morreu (1988) dois dias antes de ser escolhido para Cardeal pelo Papa João Paulo II.
       O livro foi publicado pela primeira vez na Alemanha em 1980. A versão que temos entre mãos é a tradução portuguesa da quarta edição alemã de 1997, aumentada com novos artigos dos dois amigos que enriqueceram o pensamento da Igreja na segunda metade do século XX.

 

       É certo que não se devem ler os livros só pelo nome dos seus autores. Mas estes dois, em conjunto, ou individualmente, são uma garantia de fidelidade a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho, de fidelidade comprometida com a Igreja e com a sociedade. Hans Urs Von Balthasar foi considerado como o homem "mais culto" do século XX, e um dos maiores teólogos do seu tempo. De Ratzinger não existem dados novos: um dos teólogos mais brilhantes do século XX e nos começos do século XXI. Ligação dos dois ao papa que agora é santo, João Paulo II, que elevaria Balthasar a Cardeal e que escolheu o Cardeal para o ajudar no serviço da Igreja, nomeando-o como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé e não lhe concedendo a reforma que algumas vezes lhe solicitou. Até ao fim, Ratzinger foi o "braço direito" de João Paulo II, sucedendo-lhe no ministério petrino.

       Mas vamos ao livro que motiva esta sugestão de leitura. Os textos recolhidos foram escritos como intervenções, artigos, homilias, sintonizados na figura ímpar de Maria, a primeira Igreja. São textos acessíveis, de fácil compreensão, como estamos habituados em Ratzinger/Bento XVI e que não difere muito no que se refere a Von Blathasar. Procuram-se dos dados bíblicos sobre a figura e a missão de Maria, procurando apresentar linhas e critérios para uma sã devoção. Um e outro mostram a evolução da devoção a Nossa Senhora, fazendo a ponte para o diálogo com os protestantes e com os ortodoxos. Mostram que Maria não apenas é a primeira discípula de Jesus, mas tem um papel especialíssimo, como primeira Igreja, a Igreja espiritual. Por exemplo, Balthasar, fala na Igreja petrina, ministerial, masculina, e na Igreja mariana, anterior, que nasce com a Encarnação, espiritual e feminina. Maria é Mãe de Jesus, e torna-se Mãe da Igreja. O que se diz da Igreja pode dizer-se de Nossa Senhora, e o que se diz de Maria pode dizer-se da Igreja. O SIM de Maria vem antes, Ela é a Igreja sem mácula, santa, pura. A Igreja é santa também neste fundamento. É pecadora nos seus membros.

       Um dos aspetos abordados e curiosos, e que temos ouvido expressar ao Papa Francisco, é precisamente o papel da Mulher na Igreja e que valeria uma reflexão mais aprofundada como desafio o atual Papa. Maria tem uma missão precedente em relação a Pedro, a Igreja Espiritual, santa, imaculada, feminina. Maria, criatura como nós, assume-se primeira discípulo, envolvida pelo mistério pascal do Seu Filho Jesus. Pelo Espírito Santo, nasce Jesus, nasce a Igreja. É verdadeira intercessora, mesmo onde Jesus a coloca no silêncio como nas Bodas de Caná: Mulher, que temos nós a ver com isso? Ainda não chegou a Minha hora. No entanto, Maria prossegue: Fazei o que Ele vos disser. É um papel que continua a desempenhar.

       A Igreja é, com Maria, sobretudo feminina, custodia a vida biológica e a vida espiritual. Mas a Igreja é também uma realidade sociológica, que se rege com regras e estrutura e daí a necessidade da dimensão masculina, o ministério petrino. Como Cristo encarnou, por Maria, também a Igreja tem que encarnar no tempo e na história.

       Outro aspeto importante, que ambos os autores sublinham, é a necessidade de não descurar as devoções populares que traduzem uma grande sensibilidade. A esse propósito, o então Cardeal Ratzinger sublinhava como os teólogos da libertação deram um contributo decisivo nomeadamente partindo do Magnificat, pelo qual se mostra a exaltação dos humildes e o derrube dos poderosos.

17.07.13

BRUNO FORTE - porquê confessar-se?

mpgpadre

BRUNO FORTE. Porquê confessar-se? A reconciliação e a beleza de Deus. Paulus Editora. 2.ª edição. Lisboa 2012, 64 páginas.


       Bruno Forte é um reconhecido teólogo italinao. Aos 30 anos já era doutorado em Teologia e em Filosofia. Natural de Nápoles, desde cedo dedicou a sua vida ao estudo, à investigação teológica, ao diálogo filosófico. Paris e Tubinga, França e Alemanha (e passagens por outros países,  encontros com outras tendências teológicas), permitiram-lhe novas experiências e aberturas.

       No seu percurso académico, e sacerdotal, o diálogo com crentes de outras confissões cristãs, com a ortodoxia, com outras religiões, o judaísmo, o islamismo, em ambientes muitos diferentes, mas com o fito de tornar acessível a procura de Deus que nos visita na história. Diga-se, aliás, que este é um princípio basilar na sua reflexão teológica: Deus entranha-Se na história dos homens, da humanidade. Não é um Ser distante, alheado.

       Nomeado Bispo, por João Paulo II, ordenado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Bruno Forte dedica-se sobretudo à missão de Pastor. Ainda, como o próprio refere, a teologia seja de uma ajuda prestimosa para o serviço pastoral, procurando tornar mais simples a Palavra de Deus e mais acessível a reflexão teológica, sem, no entanto, deixar de lado os fundamentos teológicos do compromisso eclesial com os mais pobres e simples.

       Para melhor conhecer a obra e o pensamento de Bruno Forte e o seu percurso, o nascimento, a família, o ambiente em que é educado, a vocação, o sacerdócio e a teologia, a filosofia, as viagens, os livros, o trabalho pastoral em Nápoles, a eleição para Bispo, o trabalho episcopal como Arcebispo Metropolitano de Chieti-Vasto recomedamos outras leitura, em forma de entrevista (o entrevistador é sobrinho do Papa João XXIII):

BRUNO FORTE. Uma Teologia para a vida. Fiel ao Céu e à terra. Paulus Editora. Lisboa 2013, 248 páginas.


       Nesta entrevista biográfica também se veem encontro com grandes pensadores e teólogos, como Henri de Lubac, Yves Congar,, Chenu, Moltmann, ou com filósofos de renome. Em 2004, o Papa João Paulo II convidou-o para Pregador do retiro ao Papa e aos seus colaboradores, no início da Quaresma. O então Cardeal Ratzinger prontificou-se a "emprestar-lhe" a secretária a fim de esta traduzir as reflexões para alemão, para a edição alemã. Já antes, Ratzinger, Presidente da Comissão Teológica Internacional, pedira a Bruno Forte para encabeçar a comissão responsável pelo documento "Memória e Reconciliação", base para o pedido de perdão do Papa João Paulo II, pelo ano jubilar 2000. Ratzinger, deu a sua aprovação.

       Com 55 anos foi eleito Bispo e ordenado, a 8 de setembro de 2004, pelo Cardeal Ratzinger, em Nápoles. Por curiosidade, a homilia de Ratzinger veio a ser publicada no primeiro conjunto de escritos, discursos, homilias, de Bruno Forte, sob o título "A Luz da Fé", que é exatamente o título da primeira Encíclica do Papa Francisco, Lumen Fidei - a Luz da Fé... Curioso.

       Como Bispo, Bruno Forte, tem apostado em clarificar e tornar acessível a teologia para a comunidade.

        No ano de 2005, no início da Quaresma escreveu à Diocese esta carta pastoral, sobre o Sacramento da Reconciliação. Outros escritos pastorais: "Crismar-se, porquê?", "As quatro noites da salvação"; "Porquê ir à Missa ao Domingo?"

         Neste pequeno livro, além da Carta Pastoral de D. Bruno, também a lectio divina, leitura meditada da parábola do Filho Pródigo/Pai da Misericórdia (cf. Lc 15, 11-32). Nas últimas páginas, subsídio para o Exame de Consciência, baseado nos 10 Mandamentos, e ainda oração para o Ato de Contrição.

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