...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
24
Mar 18
publicado por mpgpadre, às 16:00link do post | comentar

1 – A Semana Santa faz-nos reviver especialmente as últimas horas da vida de Jesus. A Sua vida inteira está contida na celebração dos Sacramentos, especialmente na Eucaristia, que torna atual a Sua presença no meio de nós, fazendo-nos participar da Sua vida divina.

Há uma multidão que aclama Jesus: Hossana, Hossana, Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! O Rei vem num jumentinho! É um Rei sem poder, sem cavalos e sem exército! Um bando de maltrapilhos! São os amigos de Jesus. Entre eles, estamos nós! Uns mais pobres, outros mais desafogados, todos entusiasmados com os cânticos e com a manifestação de júbilo. Por vezes perdemo-nos na multidão, para o bem e para o mal! Deixamo-nos entusiasmar!

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2 – Na ceia pascal, o ambiente torna-se mais denso! Sentemo-nos ao redor de Jesus! Também somos Seus convidados.

Em Betânia, em casa de Simão o leproso, uma mulher derrama um vaso de alabastro, perfume de alto preço, sobre a cabeça de Jesus. Diante de alguma contestação Jesus declara: «Ela fez o que estava ao seu alcance: ungiu de antemão o meu corpo para a sepultura».

Logo depois, a Ceia Pascal. Um memorial que nos remete para a Eucaristia, instituída na Última Ceia. Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco! Estamos também lá! Somos João, Pedro e Judas, somos Tomé e Filipe, Tiago e André. Porque é que o Mestre está tão concentrado, o que é que Lhe vai na cabeça?

«Tomai: isto é o meu Corpo... Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança derramado pela multidão dos homens». Jesus não nos deixará sós! Ainda não foi morto, mas já abre uma janela, uma possibilidade, Ele ficará presente!

 

3 – Cantaram os salmos e saíram para o Jardim das Oliveiras. Jesus previne. «Ficai aqui e vigiai». Todos garantem que não O abandonarão… Jesus reza, suplica, volta-Se totalmente para o Pai: se é possível, afasta de Mim este cálice, «Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres». A oração gera intimidade com Deus.

Judas, um dos amigos mais chegados, trai-O com um beijo. Jesus é levado às autoridades dos judeus e logo de seguida ao poder romano, pois só este pode decretar a morte de alguém. Novamente a multidão se junta. «Crucifica-O». Um multidão em polvorosa. A humanidade tem do melhor e do pior. Cada um de nós!

 

5 – A morte está logo ali! Porém, Jesus não Se deixa destruir. Podem matá-l'O (fisicamente), mas não O destroem. Ele entrega a Sua vida ao Pai. Ele entrega a Sua vida para nos salvar. A Sua Cruz é por nós, para nossa salvação. Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á e quem perder (gastar) a sua vida ganhá-la-á para a vida eterna. É o que Ele faz, dá-Se até ao último fôlego, até à última gota de sangue.

A oração de Jesus na Cruz envolve o nosso próprio sofrimento, a nossa confiança em Deus e o nosso clamor: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?».

Soltando um forte grito expirou. Fica o testemunho: «Na verdade, este homem era Filho de Deus». Fica o silêncio e a presença de algumas mulheres. Fica a delicadeza da sepultura: José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, pediu o corpo de Jesus e deu-Lhe sepultura num sepulcro novo cravado na rocha.


Textos para a Eucaristia (B): Is 50, 4-7; Sl 21 (22); Filip 2, 6-11; Mc 14, 1 – 15, 47.


30
Abr 17
publicado por mpgpadre, às 12:45link do post | comentar

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Deus. Amor. Criação. Vida. Humanidade. Harmonia. Cumplicidade. Diálogo. Alegria.

Homem e Mulher. Fragilidade. Pecado. Egoísmo. Discussão. Violência. Inveja. Morte.

Chamamento. Promessa. Aliança. Profecia. Conversão. Perdão. Misericórdia.

Jesus Cristo. Abaixamento. Compaixão. Vida nova. Nova criação. Salvação. Ressurreição.

Chamamento. Vocação. Seguimento. Discípulos. Missionários. Espírito Santo. Igreja.

Fraternidade. Humildade. Escuta. Obediência. Verdade. Libertação. Caridade.

Deus criou-nos por amor. Desde toda a eternidade e para sempre, Deus nos ama, como Pai e sobretudo como Mãe. A Páscoa de Jesus, a Sua ressurreição entre os mortos, clarifica, ilumina, torna percetível e pleniza a Encarnação, mistério de abaixamento, Ele que era de condição divina não se valendo da Sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, humilhou-se a Si mesmo, obedecendo até à morte e morte de Cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu o NOME que está acima de todos os nomes.

A vinda do Filho Unigénito de Deus aproxima a eternidade do tempo. Deus que nunca Se afastou nem Se distanciou, tornou-Se visível em Jesus Cristo. Não há como voltar atrás. Ele está no meio de nós como Quem serve, sempre e para sempre. Ao longo da Sua vida, sobretudo, ao longo dos três anos de vida pública, Jesus viveu para servir, para amar, para gastar a vida, para salvar, integrar, redimir, incluir todos os que andavam dispersos pelo pecado, pelas trevas e pela morte.

Foi crescendo em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens e chegada a Sua hora espalhou bondade e doçura, procurando os que andavam cansados e abatidos, como ovelhas sem pastor, indo às margens para Se encontrar com os que se tinham perdido pela solidão, pela pobreza, pela exclusão social, cultural e religiosa. Contundente contra os que usavam de artimanhas e hipocrisias, escravizando pessoas e perpetuando situações de pecado, de abuso, de corrupção; dócil, próximo, misericordioso para leprosos, cegos, coxos, crianças, mulheres, publicanos, pecadores, estrangeiros. Veio para incluir, revelando a Misericórdia de Deus Pai. O Seu projeto e o Seu propósito, o Seu alimento e a Sua vida: em tudo fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que todos se salvem.

Qual manso Cordeiro levado ao matadouro, inocente, arrastado para julgamento, condenado à morte, à ignomínia da Cruz, como malfeitor. Da Sua boca não se ouviram injúrias! Procurando-nos com o Seu olhar compassivo para nos manter vivos, como a Pedro ou a Judas; elevando o olhar, o coração e a vida para o Pai, nas mãos de Quem Se coloca por inteiro e em Quem nos coloca.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4408, de 18 de abril de 2017


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Não, não é a Cruz que mata Jesus.

Não, não é a Cruz que nos mata.

O que mata Jesus é o nosso pecado, o nosso egoísmo, o nosso desamor.

O que nos mata é a solidão, o colocar-nos como centro ou deixando que os outros nos endeusem. O que nos mata é a preguiça em amar e fazer o bem.

Mata Jesus a prepotência, a corrupção, a idolatria, a intolerância.

Morremos, não quando o coração falha ou o cérebro se desliga, mas quando deixamos de amar, quando deixamos de sentir a vida, o apelo dos outros, quando somos indiferentes ao sofrimento e necessidades dos irmãos.

É na Cruz que Jesus é morto, mas nem a Cruz O impede de nos encontrar. Jesus não dá as costas à Cruz, enfrenta-a, carrega-a, mas não foge. Ressuscitado, traz na Sua carne, na Sua vida, as marcas da crucifixão. Vede as minhas mãos e o meu lado, Sou Eu, não temais. E de forma ainda mais incisiva a Tomé: vê, toca, as minhas chagas, Sou Eu, não é um fantasma ou um espírito.

Poderíamos dizer, em contraponto, que não é a Cruz que nos salva, mas o amor de Jesus. Somos salvos por uma Cruz, mas não por uma cruz qualquer ou a cruz enquanto instrumento de tortura e de matança, mas por Aquele que leva o amor até às últimas consequências, até ao limite, enfrentando a injúria, os escarros e o escárnio, a flagelação e a morte cruenta na Cruz.

O cristão não vive sem a Cruz. Sem a Cruz não existe Igreja, não existem cristãos. Mas, em definito, quem nos salva é Jesus que morreu na Cruz. Quem nos salva é Jesus que volta à vida. Não é a cruz mas a ressurreição que ilumina o nosso caminho para Deus. A cruz é memória e promessa. Recorda-nos o imenso amor de Deus por nós manifestado em Jesus Cristo. É promessa que desemboca na Ressurreição. Aquele que vimos esmagado pelo sofrimento, agredido violentamente, obrigado a carregar o travessão da cruz, exausto pelas vergastadas e pela perda de sangue, voltou à vida. Deus Pai, a Quem Se confiou, não O desapontou, ressuscitou-O. Ele vive e está no meio de nós.

E de volta à vida, com as marcas da Paixão, Jesus carrega a mesma mensagem, enviando-nos: ide e anuncia o Evangelho a toda a criatura, curai os doentes, expulsai os demónios, comunicai a paz e a esperança, testemunhai o amor e a fidelidade de Deus, até ao fim do mundo.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4409, de 25 de abril de 2017


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Iniciámos a Semana Santa, a semana maior, pois nela se visualiza, de forma mais viva e intensa, o mistério maior da nossa fé, a paixão redentora de Jesus, que dá a vida por nós, e a Sua ressurreição gloriosa, certeza que a última palavra é da vida, é do amor, é de Deus. Até à Páscoa solene (anual) somos envolvidos nas últimas horas de vida de Jesus, centrados especialmente no processo rápido que O leva da ceia pascal ao Calvário, revelando-nos por inteiro o mistério de amor, de dádiva, de libertação, de resistência ao sofrimento, de priorização de Deus e da Sua vontade, de ousadia e de humildade, de perdão e de compaixão.

Jesus manda preparar a Páscoa. É um momento de festa, de convívio, de encontro e de memória. A comunidade reúne-se para celebrar a libertação; em família, relembra-se tudo quanto fez o Senhor, Deus de Israel, a favor do povo, para que as gerações vindouras vivam agradecidas e voltadas para o Senhor.

Quando a Ceia se aproxima do fim, Jesus antecipa a Sua morte e ressurreição, instituindo a Eucaristia: sempre que fizerdes isto, fazei-o em memória de Mim. Este é o Meu Corpo. Este é o Meu sangue, entregue por vós e a vós confiado para a salvação do mundo.

Terminada a refeição, Jesus sai com os discípulos para o Jardim das Oliveiras. A noite convida ao descanso. Mas não são horas para dormir, são horas de vigiar, de rezar com insistência. Pelo menos da parte de Jesus. Aproximam-se trevas densas, tenebrosas, mas mais do que a falta de luminosidade exterior é a falta de luz nos corações. Quem não tem luz no coração vive mergulhado na morte.

Naquela hora, Jesus penetra o sofrimento mais atroz. O desfecho está à vista. Um pouco mais, e ainda escuro, na noite de Judas e das lideranças judaicas, Jesus será preso, julgado, condenado à morte. Alguns minutos, algumas horas, e o fim virá! Pai, Pai, Pai, se é possível que passe de Mim esta hora, que passe rápido. Tanto sofrimento para um Homem só. Os gritos de Jesus levam os nossos gritos também. Pai, Pai, Pai, cumpra-se a Tua vontade. É mortal este caminho de entrega, é dom, mas é o caminho da salvação. Não há armas para lutar. A vida ganha-se pela fragilidade/força do amor, pela benevolência, pela misericórdia. O ódio, a guerra, a inveja, só geram mais discórdia, mais destruição, mais desumanização. Caminhemos com Jesus até ao calvário, até à cruz, e Ele nos mostrará a Luz!

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4407, de 11 de abril de 2017


10
Abr 17
publicado por mpgpadre, às 11:48link do post | comentar

A vida da comunidade também se faz de memória agradecia. O Boletim Paroquial serve para fixar momentos, recordar celebrações, sublinhar vivências, desafiar a novos compromissos.

Este trimestre destaque para a Festa da Apresentação de Jesus, bênção das crianças e de mulhers grávidas; festa do Pai-nosso em Dia do Pai; Vigília de oração pelos doentes; GJT no cinema; Visita aos Doentes, conferência da Irmã Ângela Coelho em Moimenta da Beira, por ocasião do Centenário das Aparições.

Texto e fotos, para recordar, para guardar, para fazer memória, para preservar... e continuar a viver, a participar, a gastar a vida com e pelos outros, como Jesus.

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O Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


08
Abr 17
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar

1 – O Domingo de Ramos remete-nos para o centro da nossa fé, com o mistério de entrega de Jesus a favor da humanidade inteira, logo a favor de cada um de nós, mistério de amor, de dádiva, de libertação, de resistência ao sofrimento, de priorização de Deus e da Sua vontade, de ousadia e de humildade, de perdão e de compaixão.

Entrada triunfal de Jesus na cidade santa de Jerusalém, montando num jumentinho. É o Príncipe da Paz, o filho de Deus, o Filho da Promessa. Não traz com Ele um exército, traz uma multidão desorganizada de maltrapilhos, pobres, galileus, adeptos, simpatizantes, discípulos, mulheres, publicanos. É uma multidão barulhenta, feliz, esperançosa. Aclamam, talvez, não a uma só voz ou na mesma direção, mas aclamam com júbilo, preparando-se exterior e interiormente para a Festa da Páscoa. Há rostos com lágrimas, há olhares apreensivos, há sorrisos rasgados e rostos fechados. Há quem esteja totalmente ali e quem esteja apenas por curiosidade, arrastados pelo ajuntamento.

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2 – A noite disfarça e esconde muita coisa. Depois da Ceia, Jesus sai com os discípulos para o Jardim das Oliveiras. A noite permite também o silêncio e, até certo ponto, o descanso. Mas não são horas para dormir, são horas de vigiar, de rezar com insistência. Pelo menos da parte de Jesus. Aproximam-se as trevas densas, tenebrosas, mas mais do que a falta de luminosidade exterior é a falta de luz nos corações. Quem não tem luz no coração vive mergulhado na morte.

Naquela hora, Jesus penetra o sofrimento mais atroz. O desfecho está à vista. Um pouco mais, e ainda escuro, na noite de Judas e das lideranças judaicas, será preso, julgado, condenado à morte. Resta pouco tempo. Alguns minutos, algumas horas, e o fim virá! Pai, Pai, Pai, se é possível que passe de Mim esta hora, que passe rápido que não aguento mais, ou passe adiante, porque é de mais, tanto sofrimento para um Homem só. Os gritos de Jesus levam os nossos gritos também. Pai, Pai, Pai, cumpra-se a Tua vontade. É mortal este caminho de entrega, é dom, mas é o caminho da salvação, a afirmação da verdade, da vida, da compaixão. São horas de levantar do sono, já se aproxima aquele que vai entregar o Filho do Homem.

 

3 – Em menos de nada, Jesus é condenado à morte, sem tempo para que alguém lance dúvidas ou ponderações. É açoitado, cuspido, injuriado, escarnecido. Colocam-se uma coroa, de espinhos, que se espetam na carne. Põem-Lhe aos ombros a trave da cruz. Pesada a cruz, difícil o caminho, fisicamente Jesus vai ficando esgotado.

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4 – Entre apupos, sobe a encosta do calvário, a arrastar-se, faz das tripas coração, das fraquezas forças. Os açoites violentos fizeram com que perdesse muito sangue, ficando em carne viva quase por todo o corpo, com músculos gravemente feridos. Segue mais morto que vivo. Mas avança decidido conforme as forças Lhe permitem. E se arrastam um Simão para ajudar a Cruz é por alguma compaixão ou simplesmente para apressar o desfecho, pois também os soldados veem que Jesus já não pode mais. Os amigos vão ficando para trás, escondendo-se entre a multidão e só as mulheres O seguem de perto, com Maria, Sua Mãe, no Seu encalço.

Completamente esgotado, a respirar a custo e ainda assim não O deixam sossegado, recebendo mais injúrias. A Sua oração ao Pai respira este aparente abandono – «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?». É o início do longo Salmo que termina confiando, entregando-se e suplicando a Deus. «Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim, sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me».


Textos (ano A): (Ramos:) Mt 21, 1-11 (Ramos); Is 50, 4-7; Sl 21 (22); Filip 2, 6-11; Mt 26, 14 – 27, 66.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


19
Mar 16
publicado por mpgpadre, às 17:00link do post | comentar

1 –  As horas que se aproximam, distribuídas na Semana Maior da nossa fé, valem a vida de Jesus e a salvação da humanidade.

Suor e lágrimas, cansaço, dor física, traição e fuga dos amigos, violência, injúrias, crucifixão e morte. Jesus sobe a Jerusalém pela Páscoa. Há um vislumbre de paz e de festa. Com Jesus, os seus amigos, discípulos, alguns familiares, conterrâneos. Segundo Bento XVI, esta multidão é constituída por galileus, pobres, agricultores e artesãos, pedintes, discípulos, mulheres, pessoas que curou e reabilitou.

Alguns judeus juntam-se ao molhe, por curiosidade, por amizade, em processo de conversão. Jesus tinha amigos nas redondezas, em Betânia, a família de Lázaro, Marta e Maria, e em Jerusalém, o amigo que lhe empresta a casa para comer a Páscoa. Sendo poucos, mostram que Jesus não é propriedade exclusiva de um grupo.

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2 – Jesus voltará a entrar na cidade de Jerusalém. Então formar-se-á outra multidão, instigada pelas autoridades judaicas, líderes do Templo e elites sociais. Prevalece, nestoutra multidão, a animosidade para com Jesus. Também aqui há boas pessoas simples e/ou ingénuas.

Durante a Ceia, Jesus faz-nos passar do sossego à apreensão. A refeição é um momento de repouso, de alegria, de festa, satisfaz uma necessidade e coloca em comunhão íntima os convivas.

A Paixão aproxima-Se. Há que dizer as últimas palavras. «Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve... Eu preparo para vós um reino, como meu Pai o preparou para Mim: comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino… Simão, Satanás vos reclamou para vos agitar na joeira como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos».

O reino de Deus que Jesus inaugura é exigente, pois reclama a verdade e o serviço. É para julgar, servindo, com misericórdia.

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3 – Depois da refeição, Jesus retira-Se para o Jardim das Oliveiras, para rezar. São horas de agonia. Vai morrer. Já não há volta a dar. Tem que enfrentar ou que fugir. «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua». Prevalece a vontade do Pai. Jesus há de assumir a Cruz como expressão do amor pela humanidade. O Mestre da Vida leva até ao fim a opção por nós.

Na hora mais dramática, os discípulos adormecem. É a história da nossa vida. Será oportunidade de conhecermos os amigos que temos! «Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai».

Ainda estava a falar quando a multidão se aproximou. Judas encabeça este grupo. Um dos amigos mais fiáveis não resistiu a entregar Jesus! Porquê? Por não acreditar em Jesus e no Seu projeto de amor? Ou por acreditar tanto mas sem paciência para esperar por Deus?

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4 – Jesus à injúria e à violência reage com amor, com perdão: «Basta! Deixai-os». A violência não resolve. É arrastado, escarnecido, os discípulos não O acompanham. Judas trai. E todos O traem. Pedro nega-O. Todos os apóstolos se mantêm à distância. Fogem.

Diante do Sumo-Sacerdote ou de Pilatos, Jesus mantém a mesma docilidade. A Sua vida tem um propósito definido: entrega, oblação, dádiva, a favor da humanidade.

Ele "que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz".

Até o pobre Barrabás é beneficiário da morte de Jesus Cristo, tal como o bom ladrão que com Ele foi crucificado.

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5 – No final, o dia escurece mas não desaparece nem a delicadeza nem a esperança. Primeiro o centurião, que glorifica a Deus: «Realmente este homem era justo». Depois, José de Arimateia a mostrar que é sempre possível a compaixão. Uma das últimas obras de misericórdia corporal: enterrar os mortos!

Ecoam até ao túmulo as últimas palavras de Jesus: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». No meio daquele torpor, a certeza da entrega confiante de Jesus nas mãos do Pai. Entrega-Se e entrega-nos, confia-nos, a Deus, Pai de Misericórdia.

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Textos para a Eucaristia (ano C): Lc 19, 28-40. L1 Is 50, 4-7; Sl 21 (22); Filip 2, 6-11; Lc 22, 14 – 23, 56.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

 


14
Mar 16
publicado por mpgpadre, às 11:34link do post | comentar

A Igreja aproxima-se do tempo litúrgico mais importante, a celebração anual festiva da Páscoa da Ressurreição de Jesus. O tempo que a prepara e o tempo subsequente são também oportunidades para recentrar a liturgia, a reflexão, a vivência no essencial da fé cristã, o mistério pascal que nos redime, nos assume, nos eleva, nos ressuscita, abrindo-nos, em definitivo, as portas da eternidade de Deus, de onde Jesus, à direita do Pai nos atrai e nos protege e nos desafia a vivermos como Ele viveu entre nós. Com a Ressurreição, Jesus voltaou à vida, e vive entre nós quando nos reunimos em Seu nome e procuramos viver como Ele nos ensinou, como Ele viveu.

Estamos às portas da Semana Santa, a Maior da nossa fé. As comunidades vivem intensamente, com as celebrações próprias destes dias. Assim também na comunidade Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço. O Cartaz ajuda a divulgar, para que outros possam envolver-se vivendo as pegadas de Jesus.

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Nas vésperas da Semana Santa, uma das festas da Catequese, no sábado, 19 de março, Solenidade de São José:

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 Para iniciarmos a Semana, a Bênção de Ramos, na Capela de Santa Bárbara, prosseguindo a procissão até à Igreja para aí celebrarmos a Eucaristia, com a leitura da Paixão do Senhor. Caindo a noite, e como habitualmente nos últimos anos, a Via-Sacra Paroquial com a encenação das 14 estações que a compõem:

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Na quarta-feira da SEMANA SANTA, o dia tradicional das Confissões para a comunidade. Tal como no ano passado, o dia será preenchido com a Adoração do Santíssimo Sacramento, DIA DO PERDÃO E DA MISERICÓRDIA envolvendo e comprometendo os diferentes grupos eclesiais-paroquiais:

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Revisitando, vivendo, os acontecimentos mais importantes da vida de Jesus, para viver renovando a fé e os compromissos batismais e assim nos configuramos mais e mais e mais a Jesus Cristo e, com Ele, aprendermos a dar largos à misericórdia para com todos.


08
Jun 15
publicado por mpgpadre, às 19:00link do post | comentar

A edição do Boletim Voz Jovem, de abril a junho centra-se sobretudo na vivência da Semana Santa 2015. Nesta nossa opção, a cores, impresso em papel de qualidade, fotos de diversas celebrações e momentos. Destaque também para o Fátima Jovem 2015, para a XXX Jornada Diocesana da Juventude, com a participação significativa do GJT, no dia, mas também ao longo de várias semanas nos ensaios de cânticos. A última página dá destaque, na notícia e nas imagens à Profissão de Fé, com mais algumas Fotos da Páscoa.

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O Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


28
Mar 15
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar

1 – A celebração do Domingo de Ramos visualiza diversas faces da nossa existência. Há uma multidão de gente pobre e humilde, trabalhadora e cheia de fé, que acompanha Jesus, da Galileia para Jerusalém, do mundo para a cidade santa. Há um murmúrio que se eleva, aclamando e reconhecendo Jesus como o Messias.

À Sua passagem depõem capas e ramos, para que o chão de Jesus seja macio e, sobretudo, como reconhecimento da Sua realeza. É um Rei sem coroa e sem exército, sem pompa nem circunstância. Não vem armado nem ostenta riqueza.

Sobe o entusiasmo à volta de Jesus, faz-nos olhar na Sua direção. Os discípulos estão entre aquela multidão. Seguem empolgados com tão grande manifestação de afeto para com o Seu Mestre.

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2 – Algumas horas depois, o empolgamento dará lugar ao desencanto, à tristeza, à desilusão. «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?». Quantas situações na nossa vida em que nos apetece gritar bem alto: Meu Deus, meu Deus, porquê, porquê a mim? Porquê logo neste momento da minha vida?

O salmo inicia com uma pergunta que dá lugar a uma súplica confiante: Senhor, não me abandoneis, sois a minha força.

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3 – Umas horas antes… Como judeus, Jesus e os discípulos vão celebrar a Páscoa, recordando a libertação do Egipto. O ambiente começa a agitar-se. Em Betânia, à mesa, nova oportunidade para Jesus assentar o estômago aos seus discípulos. "Veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com perfume de nardo puro de alto preço". Os discípulos percebem o desperdício mas não a abundância do arrependimento e do amor. Também não percebem que aquela unção antecipa a unção de um corpo que daqui a algumas horas estará no sepulcro.

Ao cair da tarde, quando as trevas se adensam, diz-lhes Jesus: «Um de vós, que está comigo à mesa, há de entregar-Me». Como é possível num grupo de amigos! Logo depois, Jesus antecipa a Sua morte e a Sua ressurreição. «Tomai: isto é o meu Corpo... Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens... Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus».

Mas antes desse DIA NOVO, a noite prolonga-se. Abandono, traição, negação. «Todos vós Me abandonareis». Já no horto das Oliveiras, a oração intensa de Jesus. Os discípulos dormem de cansaço e de medo. A prisão. O discípulo de confiança, Judas, entrega o Mestre com um beijo. Açoites, injúrias e agressões, acusações e falsas testemunhas. Parece que vale tudo para condenar um homem.

O julgamento apressado e a fácil condenação à morte. A cruz pesada demais para um homem só, de tal que requisitam Simão de Cirene para ajudar. No alto da Cruz, Jesus olha para nós e puxa o nosso olhar para o Céu. Está rodeado de dois salteadores, como se fora um deles! E mesmo crucificado, a morrer, é insultado. Já desfalecido, solta forte grito e morre. A afirmação do Centurião mostra a estupefação diante da valentia com que aquele homem frágil enfrentou todos os que escarneciam d'Ele e a violência com que o faziam.

Há ainda lugar a um gesto de carinho. «José comprou um lençol, desceu o corpo de Jesus e envolveu-O no lençol; e rolou uma pedra para a entrada do sepulcro. Entretanto, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde Jesus tinha sido depositado».

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Textos para a Eucaristia (ano B): Is 50, 4-7; Sl 21 (22); Filip 2, 6-11;Mc 14, 1 - 15,47.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na págian da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


12
Abr 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar

       1 – «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres». Oportuna e luminosa síntese da vida e da missão de Jesus: fazer a vontade do Pai.

       Como qualquer ser humano, Jesus sente a dureza e fragilidade do caminho. Percebe que está próximo um desenlace fatal. Já não há como fugir. Há situações na vida em que enfrentamos ou nos perdemos, acobardando-nos. É preciso ter fibra.

       Nas horas de maior aperto, Jesus reza e ensina-nos a rezar. E se a oração é essencial, também a companhia. Cada um sofre à sua maneira, mas partilhar o que nos dói, ajudar-nos-á a dar sentido à nossa persistência. Jesus roga aos Seus discípulos: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».

       Um pouco antes, Jesus prepara os discípulos, e a nós também, para que as trevas não vençam. «Este é o meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados. Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».

       O medo pode agigantar-se. Havendo alguma centelha de luz – a fé, a confiança em Deus, a presença dos amigos –, isso fará que não nos percamos no meio (e apesar) das trevas.

       2 – "Não se faça como Eu quero, mas como Tu queres". Vem ao de cima o instinto de sobrevivência, mas há de ser mais forte a obediência. "Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte…"

       A realeza e a grandeza de Jesus revela-se no despojamento, esvaziando-se de Si – não se faça o que EU quero –, enchendo-se do Amor do Pai – faça-se o que TU queres. Jesus recusa salvar-Se a Si mesmo, livrando a própria pele da Cruz; pelo contrário, estende os braços para o Pai e para a humanidade. Até à morte e para lá da morte vencerá o amor, a obediência, a Presença de Deus.

 

       3 – Uns dias antes, a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém clarifica o mesmo despojamento. O Rei que aí vem não passa de (mais) um Profeta, e passaria despercebido não fora uma multidão de pobres que O acompanham desde a Galileia. Pessoas pobres e humildes, que cada ano, por ocasião da Páscoa, deixam as suas casas, e se deslocam para celebrar a sua fé em Deus, com os sacrifícios que terão de fazer e dos perigos que terão que enfrentar.

       "Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta... Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão… em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor!».

       4 – Podemos incluir-nos dentro daquela multidão, entre os apóstolos, com a autoridade judaica e com a autoridade romana, com a multidão da Galileia que antes O aclamava, ou com a multidão da Judeia que se deixa levar pela inventiva de alguns poucos. Acusando ou lavando as mãos. Traindo ou negando. Gritando em fúria no meio da multidão anónima ou a usar os instrumentos de flagelação. Ajudar a levar a cruz ou ser forçado a isso. Quais as mulheres e mães que não arredam, a espreitaram para o caso de as deixarem ajudar Jesus.

       "Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Entre elas encontrava-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus".

       No final sobrevêm novas escolhas. Enquanto vivemos, estamos a tempo de nos convertermos e aderirmos a Jesus Cristo. Pedro refaz o seu testemunho e o seguimento de Cristo. José de Arimateia não se envergonha e recolhe o corpo de um condenado. O Centurião, e os que por ali estavam, faz audível a sua fé: «Este era verdadeiramente Filho de Deus».


Textos para a Eucaristia (ano A):

Mt. 21, 1-11; Is 50, 4-7; Sl 21; Fl 2, 6-11; Mt 26, 14 – 27, 66.

 


29
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:56link do post | comentar

       O momento mais importante da vida litúrgica da Igreja é a Páscoa da Ressurreição, na Qual nasce a Igreja. No boletim Voz Jovem deste mês não poderia faltar a referência e a reflexão à volta da Semana Santa, com as várias celebrações comunitárias e seus significados. Para lá deste tema central outros fizeram/fazem a vida da comunidade paroquial: a Vigília Vocacional, proposta pelo Departamento da Pastoral Vocacional da Diocese de Lamego, a solenização da Eucaristia e convívio com o Grupo Coral dos Bombeiros Voluntários de Vila Real - Cruz Verde. No boletim, outras informações mais voltadas para a comunidade paroquial, mas também outros motivos de interesse: reflexão bíblica, ou editorial, neste mês, sobre o gesto de renúncia do Papa Bento XVI.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


05
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar


04
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar


30
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:34link do post | comentar


28
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar


26
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar

       A Semana Santa inicia com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, com destaque para a bênção dos Ramos e a proclamação do Evangelho da Paixão, este ano seguindo o evangelista São Lucas. Na paróquia de Tabuaço, apresentamos imagens da celebração da bênção dos Ramos, na Capela de Santa Bárbara, seguindo-se a procissão até à Igreja e a celebração da Santa Missa, e ao início da noite, a Via-sacra, na Igreja Paroquial, com a participação de vários grupos, à cabeça com as catequistas e catequese, mas incluindo acólitos, grupo coral, elementos do conselho económico, jovens...

Para ver outras imagens, visitar o perfil da Paróquia de Tabuaço no facebook


24
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar

       1 – Semana Santa, pois SANTO é Aquele vem da parte de Deus e nos dá Deus. Jesus percorre connosco as diversas situações da vida, como facilmente se visualiza nos dois momentos que se entrelaçam: entrada triunfal em Jerusalém, um REI sentado num jumentinho, e processo que condena Jesus, com uma coroa de espinhos e suspenso numa cruz.

       Na epístola de São Paulo aos Filipenses, encontramos um ponto de partida luminoso, uma grande síntese da vida de Jesus:

“Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes”.

       A realeza de Jesus é despojada de poder. Não vem numa caravana, protegido por um exército, vem num jumentinho.

       2 – Quando as coisas parecem estar a correr bem, eis que Jesus lhes revela um tempo de grande provação. Fá-lo na intimidade da casa e da refeição, com palavras e gestos já nossos conhecidos: “Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o reino de Deus...”

       A casa começa a desfazer-se. Um deles levanta-se da mesa e sai de casa. Doravante a casa fica vulnerável, exposta.

       O edifício começa a desmoronar-se e o espírito de sobrevivência vem ao de cima: “Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior?... O maior entre vós seja como o menor e aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve...”

       No momento da Ceia, a última ou a primeira, Jesus clarifica de novo a opção pelo serviço: EU estou no meio de vós para servir e dar a vida. A disputa não é pelo poder, mas pelo amor.

       3 – A ceia avança, e as horas aceleram. É tempo de Jesus solidificar a adesão e o seguimento dos seus discípulos.

       Diz Jesus a Pedro: “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos». Depois de Jesus ser preso, Pedro não resistirá ao medo e à vergonha: «Esse homem, com certeza, também andava com Jesus, pois até é galileu». Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes»... Por três vezes Pedro se coloca fora da comunhão com Jesus, contradizendo a predisposição manifestada quando está à mesa com Jesus.

       Aos discípulos ainda lhes falta a maturidade do sofrimento e das contrariedades. Precisam de muita oração e de muita confiança em Deus. “Então saiu e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para não entrardes em tentação... Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação»...

       Das indicações de Jesus, a oração é a primeira.

       4 – Jesus sai do Jardim das Oliveiras e entra triunfalmente em Jerusalém. Agora de novo vai para o Jardim, para rezar, para Se configurar mais à vontade de Deus. Leva os discípulos, para Se sentir apoiado. Mas eles dormem, estão demasiado ansiosos. O Mestre vai morrer. Não querem acreditar. Não pode ser.

“Judas aproximou-se de Jesus, para O beijar. Disse-lhe Jesus: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?».

       Ser traído é sempre mau. Ser traído pelo melhor amigo, o homem de confiança é inacreditável. O cumprimento de Judas a Jesus é o de um amigo próximo e confidente. Perdoa-lhes, Senhor, ele perdeu o juízo, não sabe o que está a fazer…

       Jesus não responde com injúrias ou palavrões: «Tu és então o Filho de Deus?». Jesus respondeu-lhes: «Vós mesmos dizeis que Eu sou». Confirma apenas o que abertamente já tinha dito: EU SOU.

       Subida para o Calvário, com a pesada CRUZ às costas, vergado pelo cansaço, pela desilusão, pelo desamparo dos discípulos, pelas acusações injustas, pelas vergastadas, pelas invetivas da multidão.

       É crucificado, e a postura é a mesma de sempre. De perdão: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». De entrega confiante ao Pai: “E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dito isto, expirou”.

       Mas a história não acaba aqui. Há de continuar ao terceiro dia…


Textos para a Eucaristia (ano C): Lc 19, 28-40; Is. 50, 4-7; Sl 21 (22); Filip 2, 6-11; Lc 22, 14 – 23, 56

 


28
Abr 12
publicado por mpgpadre, às 19:11link do post | comentar

        O boletim paroquial Voz Jovem está disponível nos formatos habituais. A destacar, neste mês de abril, a festa mais importante da liturgia, a PÁSCOA de Jesus Cristo, com a preparação da mesma, a vivência da Semana Santa. Este número está mais preenchido pelas imagens dos diversos momentos e celebrações da semana santa. Como editorial, o enquadramento do tema a refletir em comunidade e, na última página, informações da e para a comunidade paroquial de Tabuaço, bem assim com a reflexão bíblica, no olhar de um jovem. Boa leitura.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


11
Abr 12
publicado por mpgpadre, às 17:30link do post | comentar

       A Páscoa continua. A Quaresma conduz-nos a um novo começo, ou ao começo por excelência, à vida nova que Jesus Cristo nos traz pela Sua ressurreição. O túmulo está vazio. É tempo, agora, de O procurar onde Se pode encontrar, em casa, no coração, no mundo, na oração, na escuta da Palavra, e essencialmente nos Sacramentos, que se prolongam no compromisso quotidiano com as pessoas que nos rodeiam.

       Porém, para que a Páscoa seja mais efetiva, importa não esquecer a travessia, o que nos conduziu à celebração festiva da Ressurreição. Fizemos quaresma, celebrámos a Semana Maior da nossa fé, envolvemo-nos na festa. A Semana Santa é (deve ser) aglutinadora da vivência da comunidade crente. Aqui ficam alguns recortes, em imagens, em formato de vídeo, desta Semana Santa, deste ano da graça de 2012, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição:

 


07
Abr 12
publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar

       A sexta feira da SEMANA SANTA medita a paixão redentora de Jesus na CRUZ. Segundo os dados históricos, que aceitam os estudiosos, Jesus morreu no dia 7 de abril do ano 30, então com 37 anos (sabendo-se que o seu nascimento terá ocorrido 6 a 7 anos antes do início da era cristã, mas cujo erro inicial na datação do Seu nascimento provocou este desfasamento). Este ano quase coincidiu. Celebramos a morte de Jesus em 6 de abril. Em várias paróquias, ontem foi o dia da via-sacra, como por exemplo em Carrazedo e Pinheiros. Na paróquia de Tabuaço, seguimos a liturgia proposta para sexta feira santa, a adoração da Santa Cruz, com a Liturgia da Palavra (em que se proclamou, a três vozes, o evangelho da Paixão, segundo são João), a adoração da Santa Cruz, a Comunhão, e, no final, a procissão do Senhor morto para a Capela de Santa Bárbara. Aqui fica o registo fotográfico:

 

 

 

 

 

 

       Para ver todas as imagens da SEMANA SANTA 2012, da paróquia de Tabuaço, clique AQUI.


06
Abr 12
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar

       Da paróquia de Tabuaço, algumas imagens da celebração vespertina da Ceia do Senhor, com a comemoração da Instituição da Eucaristia e do Lava-pés.

       Para ver todas as imagens da SEMANA SANTA 2012, da paróquia de Tabuaço, clique AQUI.


03
Abr 12
publicado por mpgpadre, às 10:55link do post | comentar

       A Semana Santa inicia-se com a grande solenidade do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. E assim foi neste espaço pastoral de Tabuaço, Pinheiros, Távora e Carrazedo, no dia um de abril, talvez dia de desenganos... Na véspera, a Via-sacra em Távora, e neste dia em Tabuaço, encenada pelas crianças e adolescentes da catequese. Deixamos algumas imagens deste dia (só dispomos de fotos de Tabuaço, não conseguimos "contratar" fotógrafos para as outras comunidades).

       Em todas as comunidades há momentos específicos para celebrar a SEMANA SANTA. O programa deste espaço paroquial poderá ser visualizado AQUI.


30
Mar 12
publicado por mpgpadre, às 10:36link do post | comentar

       A SEMANA SANTA constitui o centro da vida cristã. Há de ser valorizada e vivida, nas diversas comunidades paroquiais, aproveitando e promovendo a identidade de cada uma delas. Fica aqui a calendarização das várias celebrações no espaço paroquial ao nosso encargo: Tabuaço (cartaz), Távora, Pinheiros e Carrazedo.

PARÓQUIA DE TÁVORA

31 de março: Via-sacra paroquial - 21h00

1 de abril: Domingo de Ramos - 9h00: bênção dos Ramos, Capela de Nossa Senhora dos Prazeres. Eucaristia, na Igreja Paroquial.

  17h00 - Confissões

5 de abril: quinta-feira santa - 18h00 - Instituição da Eucaristia e Lava-pés

6 de abril: sexta-feira santa - 15h00 - Adoração da Santa Cruz

8 de abril: Páscoa da Ressurreição - 12h00: Eucaristia e Procissão da Ressurreição - 14h30: Visita Pascal

 

PARÓQUIA DE PINHEIROS

1 de abril: Domingo de Ramos - 12h00: bênção dos Ramos e celebração da Eucaristia, na Igreja Paroquial.

 16h00: Confissões

6 de abril: sexta-feira santa - 20h30 - Via sacra e adoração da Santa Cruz

8 de abril: Páscoa da Ressurreição - 14h30: Eucaristia e Procissão da Ressurreição

9 de abril: segunda feira de Páscoa: celebração da Santa Missa e Visita Pascal

 

PARÓQUIA DE CARRAZEDO

1 de abril: Domingo de Ramos - 14h30: bênção dos Ramos e celebração da Eucaristia, na Igreja Paroquial.

 16h00: Confissões

6 de abril: sexta-feira santa - 15h00 - Adoração da Santa Cruz

8 de abril: Páscoa da Ressurreição - 15h30: Eucaristia e Procissão da Ressurreição. Segue a Visita Pascal


03
Mar 12
publicado por mpgpadre, às 10:34link do post | comentar

       A palavra Quaresma vem do latim e quer dizer 40.° dia (quadragésimo dia) antes da Páscoa. É tempo de preparação para a celebração anual do mistério pascal. Tem a duração de quarenta dias, sem contar os domingos, nos quais não se faz penitência. Começa na quarta-feira de cinzas e vai até à manhã de quinta-feira santa, com a celebração da bênção dos santos óleos.

       O número quarenta tem, na Bíblia, uma grande força simbólica: quarenta anos transcorridos pelo povo no deserto; quarenta dias em que Moisés e Elias se prepararam para encontrar-se com Deus no monte Horeb; quarenta dias e quarenta noites, a duração do dilúvio; por quarenta dias Jonas pregou a penitência aos habitantes de Nínive; o próprio Jesus passou quarenta dias no deserto, lutando contra as tentações e preparando-se para a missão. Quarenta indica tempo de caminhada, purificação, renovação espiritual.

       Com a Quaresma, inicia-se o ciclo Pascal cujo ponto mais alto é o Tríduo Pascal (sexta-feira santa, sábado santo e domingo da ressurreição), e se prolonga até a solenidade de Pentecostes.

       São seis domingos da Quaresma. O sexto, no qual se inicia a Semana Santa, chama-se Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.

       Que possamos fazer uma caminhada espiritual de jejum, oração e conversão para vivermos melhor o mistério de Jesus.

 

Ofélia Santos, in Boletim Voz Jovem, fevereiro 2012


28
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 15:20link do post | comentar

       Quase a findar o mês de Abril, não poderia falar o boletim VOZ JOVEM que faz a ressonância de tudo o que acontece de mais relevante na comunidade paroquial de Tabuaço. Nesta edição em particular há um tempo que percorre todo o boletim, com visões diferentes: a celeração da SEMANA SANTA, com informação e com reflexão dos diversos autores.

       A edição digital já está disponível nos formatos habituais.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


27
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 10:50link do post | comentar

       O acontecimento fundante do cristianismo e da Igreja é a Páscoa de Jesus Cristo. Do seu lado aberto, na Cruz, saiu sangue e água, símbolos dos Sacramentos do Baptismo e da Eucaristia, mas validados pela ressurreição de Jesus. Daí que a Liturgia da Igreja acentue a vivência da Semana Santa e da Páscoa, como oportunidade de reflectir e de se deixar envolver pelo mistério de Amor de Deus por nós, na entrega de Jesus até ao limite, ou melhor, para lá de qualquer, e a certeza, na ressurreição, de que Deus Se coloca do lado do Amor, da Vida, da Ressurreição, Se coloca do lado do ser humano, acolhendo a nossa natureza à Sua direita, em Jesus Cristo.

       Neste vídeo, com a música suave e envolvente da Irmã Glenda, algumas imagens das celebrações nas comunidades de Tabuaço e de Pinheiros.


21
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 14:25link do post | comentar


20
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 10:43link do post | comentar


19
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 10:14link do post | comentar
       Iniciámos a Semana Santa, a maior da nossa fé, em que celebramos o mistério redentor da morte e ressurreição de Jesus. A Semana inicia com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Em todas as comunidades, a bênção de Ramos.
       Em Tabuaço, e como tradicionalmente, a bênção dos Ramos na Capela de Santa Bárbara, com procissão até à Igreja Paroquial, onde foi celebrada a Eucaristia, com a leitura dialogada do Evangelho da Paixão do Senhor.
       Ainda neste dia, a Via-sacra, encenada pelas crianças, adolescentes e jovens da catequese, procurando tornar mais expressiva cada uma das 14 estações da caminhada de Jesus para o Calvário, com a Sua morte e sepultamento.. A 15.ª estação celebra-la-e-mos na grande Vigília de Sábado Aleluia e com a celebração jubilosa da ressurreição no Domingo de Páscoa.


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