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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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05.01.17

VL – Queria que a Mãe morresse… para ir para o Céu - 1

mpgpadre

Teresinha.jpg

       No Arciprestado de Moimenta da Beira – Sernancelhe - Tabuaço, procurando responder ao Plano Pastoral da Diocese de Lamego, sob o lema “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15), proposto, fundamentado e refletido por D. António Couto na Carta Pastoral dirigida a toda a Diocese, acolhemos uma iniciativa pastoral – “Um santo missionário por mês”.
       No Jubileu da Misericórdia havia um conjunto de santos mais ligados, pelas palavras e pelos gestos, à misericórdia e que nos ajudavam a viver a fé e a vida sob o prisma da misericórdia, da compaixão e da ternura, testemunhando e transparecendo a misericórdia divina. Quando nos centramos numa dinâmica missionária, como tem sido ao longo dos últimos anos na nossa Diocese, com a referência e convite permanentes “Ide”, há santos cuja vida visualiza a pressa em levar o Evangelho a toda a parte, a todas as pessoas.
       Desta feita, em 2016-2017, a missão evangelizadora alarga-se e aprofunda-se: “todos, tudo, sempre, em toda a parte”. Em diversas paróquias do Arciprestado, a oportunidade de nos deixarmos envolver com o testemunho de santos missionários como Santa Teresa do Menino Jesus (outubro) e São Francisco Xavier (novembro), Padroeiros das Missões; Santa Faustina de Kowalska (dezembro), missionária da misericórdia ou Santa Teresa De Calcutá, missionária da caridade.
       Em épocas distantes, em ambientes diferentes, em dinâmicas variadas, os santos missionários permitem-nos ver como é possível viver a santidade em casa, num convento, indo ao encontro dos outros, na família, no meio dos jovens, na prática da caridade, na oração.
       Nesta dinâmica pastoral, a entrega de uma pagela com o santo missionário do mês, com uma tarefa para o mês que pode passar por um pai-nosso pelas missões, uma oração, a prática de uma das obras de misericórdia, levar um convite e/ou mensagem ao vizinho, visitar um doente individualmente ou em grupo. Desdobráveis, boletins paroquiais ou dominicais, escolas da fé, para aprofundar o conhecimento sobre o respetivo santo missionário, procurando, pelo sua intercessão e pelo seu testemunho, assumir a mesma paixão missionária de viver o Evangelho, levando-o a todos.
       Na Paróquia de Tabuaço, na primeira sessão da escola da fé, desta iniciativa pastoral, o responsável arciprestal, reverendo Pe. Giroto, acerca de Santa Teresa do Menino Jesus e como provocação inicial, apresentou-nos um pedaço de um filme, em que Teresa ainda menina diz à Mãe que quer que ela morra. Ao porquê, responde que, segundo lhe disse a própria Mãe, só morrendo a Mãe poderá ir para o Céu.
 
Publicado na Voz de Lamego, n.º 4386, de 8 de novembro de 2016

05.01.17

VL: Queria que a Mãe morresse… para ir para o Céu – 2

mpgpadre

santa_teresinha_menino_jesus.jpg

       A afirmação inocente de Santa Teresinha será o seu modo de agir. É o seu desejo para consumar o encontro definitivo com Jesus Cristo. Aos 15 anos entra para o convento, por sua insistência, para viver uma vida inteiramente dedicada a Jesus, à oração, à contemplação.

       Quer ser santa. E tudo o que faz, o trabalho mais humilde, a paciência com os outros, o sofrimento em silêncio, a aceitação da zombaria por parte de outras irmãs, a oração e o tempo de recreio, em tudo procura ser agradável a Jesus Cristo, o Seu único Esposo, bem-amado, com Quem se quer em definitivo na eternidade.
       Não é caso único. Santa Teresinha tem a vida resolvida. Quer viva quer morra será para glória de Deus. Quer ir para o Céu, mas se for melhor permanecer viva, então aceita, pois dessa forma ajudar outros a encontrar-se com Jesus.
       O Apóstolo São Paulo, o maior missionário de todos os tempos, vive a mesma dualidade. A identificação a Jesus – «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 20) – deixam-no pronto para ascender à glória de Deus Pai. Todavia, o mais importante será cumprir a vontade de Deus: “Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida quer pela morte. É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. Se, entretanto, eu viver corporalmente, isso permitirá que dê fruto a obra que realizo. Que escolher então? Não sei. Estou pressionado dos dois lados: tenho o desejo de partir e estar com Cristo, já que isso seria muitíssimo melhor; mas continuar a viver é mais necessário por causa de vós. E é confiado nisto que eu sei que ficarei e continuarei junto de todos vós, para o progresso e a alegria da vossa fé, a fim de que a glória, que tendes em Cristo Jesus por meio de mim, aumente com a minha presença de novo junto de vós” (Fil 1, 19-26).
       Noutra missiva, o Apóstolo reafirma o mesmo dilema: “Permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão... Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar junto do Senhor. Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos, esforçamo-nos por lhe agradar” (2 Cor 6-9). 
       Mas outros santos tinham o mesmo desejo e o mesmo compromisso. Santa Fustina de Kowalska, Santo Inácio de Antioquia, Santa Eufémia de Calcedónia… Viver u morrer para glória e louvor de Deus Pai!
 
Publicado na Voz de Lamego, n.º 4387, de 15 de novembro de 2016

21.02.14

LEITURAS: Santa Teresa do Menino Jesus - História de uma Alma

mpgpadre

Santa TERESA DO MENINO JESUS. História de uma Alma. Manuscritos Autobiográficos. Editorial A. O., 14.º Edição. Braga 2009. 352 páginas.

       Padroeira das Missões, Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, também reconhecida por Santa Teresa de Lisieux, é uma das figuras maiores do Carmelo e da Igreja, onde figuram por exemploe Santa Teresa de Jesus / Santa Teresa de Ávila, que lhe serve de inspiração em muitos momentos, ou Santa Teresa Benedita da Cruz / Edith Stein.

       Conhecer o que se escreveu sobre os santos, ou sobre o comum dos mortais, é uma forma de nos inteiramos das suas vidas. Contudo, mais importante será ler o que os próprios escreveram sobre a sua vida e sobre a sua vocação. Teresa do Menino Jesus nasceu em 2 de janeiro de 1873, e foi-lhe dado o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Com quatro anos a família fixa-se em Lisieux. Vive num contexto de grande religiosidade, de tal forma que as cinco irmãs que sobreviveram à infância se tornaram religiosas. Teresa do Menino Jesus foi admitida no Carmelo antes da idade permitida, tendo recorrido ao Bispo e ao Papa. Consegue ser admitida com 15 anos, depois de muita persistência, orações, intercessões, súplicas ou como a própria refere depois de muito sofrer. Um dos momentos reveladores é a 13 de maio de 1883, domingo de Pentecostes, recebe o sorriso da Virgem Maria e a cura milagrosa e inexplicável,quando se encontrava gravemente doente.

       A sua delicadeza e a procura constante por viver identificada com Jesus Cristo, com a Sua Cruz, grangearam-lhe, ainda em vida, a admiração de irmãs e/ou sacerdotes que a acompanhavam. Por isso lhe foi solicitado que escrevesse as suas memórias, para que depois da morte outros possam benificiar do testemunho da sua vida. São muitos os padecimentos por que passa, procurando não deixar trasnparecer para os outros, para não dar trabalhos às irmãs de clausura. Por vezes mantém-se heroicamente de pé só para obedecer a alguma irmã. Por outro lado, a morte não assusta. Seguindo o testemunho de São Paulo, quer na morte quer em vida, o que importa é fazer a vontade de Deus, identidicando-se com Jesus Cristo.

       Morre em 30 de setembro de 1897, com 24 anos de idade. Muito jovem mas com uma longa história de vida que tem inspirado muitas conversões. Foi beatificada em 29 de abril de 1923 3 canonizada em 17 de maio de 1925, pelo Papa Pio XI, o mesmo que em 14 de dezembro de 1927 a declara Padroeira das Missões.

       Em 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II declara-a Doutora da Igreja. Refira-se que o Santo Padre ja tinha ido em peregrinação a Lisieus em 2 de junho de 1980. Por outro lado, o mesmo Papa declara Veneráveis os pais de Teresa do Menino Jesus, em 26 de março de 1994. Serão beatificados em 19 de outubro de 2008, em Lisieux.

       Depois de muitas revisões, o texto que ora recomendamos procura ser o mais fidedigno, apresentando notas com a indicação de palavras acrescentadas, ou rasuradas, pela próprio ou pelas Madres. Mas mais importante, esta é uma leitura verdadeiramente fundamental para entender a vida e a santidade de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.

(Jesus bate à nossa porta - quadro pintado por Santa Teresa do Menino Jesus, em 1982, oferecido à sua irmã Celina)

(Teresa do Menino Jesus no papel de Santa Joana d'Arc, em 21 de janeiro de 1895)

(Retrato de Santa Teresa, pintado pela sua irmã Celina, alusivo à chuva de rosas que Teresa prometeu fazer cair sobre a terra quando chegasse ao Céu)

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