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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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26.05.18

Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

mpgpadre

1 – O mistério acolhe-se, vive-se, reza-se, enquadra-se nas escolhas que fazemos, e também se racionaliza, mas continua a ser mistério. Jesus é o Logos (Verbo, verdade, Palavra, razão, Sabedoria do Pai), é Luz que nos guia, que clarifica o mistério de Deus, que traz Deus até nós tornando-O acessível, visível à história e ao tempo.

Quem Me vê, vê o Pai! Eu e o Pai somos Um! Ninguém vai ao Pai senão por Mim! Eu vou para o Pai e vou enviar-vos o Espírito Santo, o Paráclito, o Espírito de Verdade que vos revelará toda a verdade, Ele vos recordará o que vos disse, «Ele não falará por Si próprio, mas há de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há de vir… Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: ‘Receberá do que é Meu e vo-lo dará a conhecer’» (Jo 16, 13-15).

O mistério da Trindade santíssima é visualizável na vida e na missão de Jesus Cristo. Basta olhar para Ele, acreditar n'Ele, segui-l'O, amá-l'O, vivê-l'O, transparecendo-O, para estarmos por dentro do mistério trinitário, ou melhor, para a vida divina nos apossar com a Sua presença e com a Sua graça misericordiosa.

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2 – Ao longo da Sua vida, Jesus vive em dinâmica de doação, de entrega, de serviço, de cuidado aos outros, de atenção aos mais desfavorecidos, mulheres e publicanos, crianças e estrangeiros, pecadores e doentes (surdos, mudos, leprosos, coxos, cegos, endemoninhados). Este é o mistério da Trindade: o amor levado ao limite do possível, até ao último fôlego; oferecido, em sacrifício, eternizando-o, confiando a Deus Pai. A finitude e a fragilidade humanas, os limites do tempo e do espaço são integrados no Infinito, na eternidade de Deus, são elevados às alturas, ressuscitam com Jesus Cristo!

Deus é Amor! Deus são três Pessoas! Faz parte do ser-pessoa a relação com os outros e com o mundo. É o que nos revela Jesus: o amor de Deus que Ele concretiza com a Sua vida. Deus é mistério, mas é um mistério que em Cristo Se revela, Se dá, amando-nos! Será impossível saber quem é Deus em Si mesmo! Mas também é impossível saber quem é cada pessoa em si mesma! Conhecemo-nos pelo que revelamos, pelo que dizemos e pelo que fazemos (ainda que sejamos mais do que isso)! É também assim que conhecemos Deus, através da Sua Palavra, Jesus, Deus humano, e em Jesus é visível o amor de Deus. Ser assumidos pelo mistério da Santíssima Trindade é deixar-se conduzir e enformar pelo amor como oblação, entrega, serviço, mas também como amizade, como partilha e como comunhão, integrando as diferenças e a identidade de cada um!

 

3 – «Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência» (oração de coleta).

Professar a fé implica vivê-la. Não se trata de acreditar em algo, trata-se de acreditar e confiar em Alguém e querer que a Sua vida seja visível também na nossa! Queremos identificar-nos com Aquele que amamos ou, no mínimo, fazermos o que está ao nosso alcance para Lhe agradarmos! Vale na nossa relação com Deus, mas também vale na nossa relação com os outros!

Como o Pai me amou, também Eu vos amei! Como o Pai me enviou também Eu vos envio! «Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

A resposta ao amor de Deus, que nos inclui na Sua família – somos Seus filhos no Filho Jesus – faz-se para a frente, amando os nossos semelhantes, levando-lhes alento e conforto, ajuda e esperança.

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Textos para a Eucaristia: Deut 4, 32-34. 39-40; Sl 32; Rom 8, 14-17; Mt 28, 16-20.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

10.06.17

Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito

mpgpadre

1 – Só o amor consegue unir sem destruir (Theilhard de Chardin). O grupo só é mau quando se fecha num círculo fechado, sectário, excludente. Deus chama-nos em povo e em povo nos salva. Jesus chama uns quantos, forma um grupo, o grupo dos 12. É um grupo heterogéneo, mas ainda assim restrito e, para quem vê de fora, um grupo esquisito. Jesus não desiste de nenhum; procura gerir os "egos", as discussões e os conflitos, que a seu tempo servem para balizar as dificuldades e para treinar o diálogo e a comunhão, integrando os dons de cada um.

Na oração sacerdotal, Jesus reza ao Pai para que aquele grupo, mas também os que a Ele vão aderir, se mantenham unidos. «Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti» (Jo 17, 20-21). A oração é intercessão mas também desafio para os discípulos. Deus proverá a unidade dos discípulos de Jesus, mas estes terão que ser criativos e generosos para edificar a fraternidade em Cristo.

Ao longo do tempo, Jesus mostra que o caminho a seguir passa pelo amor, pela compaixão, pelo serviço. Quem quiser ser o maior terá de ser servo de todos. Por outro lado, não se pense que Jesus defende a anulação da personalidade de cada um. Desengane-se quem pensa assim. O grupo que O segue tem características muito distintas, que se mostram também no início da Igreja. Também nessa ocasião se verá que os temperamentos de cada um hão de ser temperados pela força do Espírito Santo, na oração comunitária. "Da discussão nasce a luz". Oração, reflexão partilhada, decisão!

O Apóstolo Paulo insistirá com as comunidades para que os dons sejam trabalhados a favor de todos: "Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco».

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2 – Mais que esmiuçar o mistério da Santíssima Trindade, um só Deus em três Pessoas, importa viver num estilo trinitário. Em Deus prevalece o amor que gera vida e comunhão, sem atropelos. O Amor de Deus é tão imenso que extravasa e nos cria. É tão imenso que nos recria para termos vida abundante. Como recorda Jesus a Nicodemos, «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».


Textos para a Eucaristia (A): Ex 34, 4b-6. 8-9; Salmo: Dan 3, 52.53-54.55acd-56; 2 Cor 13, 11-13; Jo 3, 16-18.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

03.06.17

Mandai, Senhor, o Vosso Espírito e renovai a terra...

mpgpadre

1 – «Se mandais o vosso espírito, retomam a vida e renovais a face da terra».

Só Deus é o Senhor da Vida. Ele a dá e a retoma e no-la devolve. «Como são grandes, Senhor, as vossas obras! A terra está cheia das vossas criaturas. Se lhes tirais o alento, morrem e voltam ao pó donde vieram. Se mandais o vosso espírito, retomam a vida». É o Espírito do Senhor que nos dá a vida.

Parafraseando o nosso Bispo, D. António Couto, na homilia do Crisma, em Tabuaço, é o Espírito de Deus que nos capacita para criar um mundo novo. Melhor do que o que está poderá ser ainda mau. É urgente criar um mundo novo, com o olhar cheio de Jesus, com o coração cheio do amor de Deus. A salvação já se deu, com a morte e ressurreição de Jesus. Cabe-nos transparecê-la, através das palavras e das obras, através do nosso compromisso sério uns com os outros, sob a dinâmica (ou o dinamite) do Espírito Santo.

É esse o dinamismo com que Jesus, no primeiro dia da semana, primeiro dia da Nova Criação, Se apresenta vivo no meio dos discípulos e Lhes comunica a paz, dando-lhes o Espírito Santo: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

O Espírito que recebemos é dinamismo que nos envia. A mensagem de Jesus é clara. A paz que Ele nos traz, a paz que nos dá, não é para nos adormecer, mas para nos comprometer. Recebei o Espírito e ide, perdoai. Como o Pai Me enviou também Eu vos envio a vós.

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2 – «Se mandais o vosso espírito, retomam a vida e renovais a face da terra».

O Espírito que nos renova, tornando-nos criaturas novas, envia-nos de imediato. Não é para amanhã. Não é para quando estivermos bem-dispostos. Não é para quando nos convém. Não é para quando as circunstâncias forem mais favoráveis. Não é para quando tivermos tempo e/ou disponibilidade. É para ontem. Hoje já é tarde. O Espírito Santo é fogo que arde em nós e nos preenche e nos provoca. A paz que Eu vos dou há de inquietar-vos até que a todos chega a vida, chegue a paz, chegue a Boa Nova da salvação.

 

3 – «Se mandais o vosso espírito, retomam a vida e renovais a face da terra».

A fraternidade constrói-se com o contributo de cada um. Não nos diluímos, desaparecendo, uns nos outros, mas somos diante e com os outros. Temos por fundamento e modelo a Santíssima Trindade: Um só Deus em Três Pessoas, comunhão perfeita de vida e de amor. Com efeito, somos um só Corpo, pois recebemos um só Espírito, todos fomos batizados na morte e na ressurreição de Jesus Cristo.

«Há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo». É Deus que opera em nós e cada um recebe d'Ele os dons, não para seu benefício, para em prol do bem comum. O corpo é um todo constituído por diversos membros. Também nós em Cristo, judeus e gregos, portugueses e chineses, somos um só Corpo.


Textos para a Eucaristia (A): Atos 2, 1-11; Sl 103; 1 Cor 12, 3b-7. 12-13; Jo 20, 19-23.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

21.05.16

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

mpgpadre

1 – Somos tolerantes e compreensivos quando concordam connosco ou quando estimamos aqueles que se nos contrapõem. É conhecido o episódio em que os discípulos voltam para junto de Jesus, dizendo-Lhe que proibiram um homem de expulsar espíritos impuros em Seu nome por não fazer parte do grupo (Mc 9, 38-40 ). Jesus dir-lhes-á que o serviço aos outros deve ser um compromisso constante. E, por outro lado, o bem é sempre bem, venha de onde vier!

Na política, no desporto e até na Igreja existe muito a tentação de excluir quem pensa diferente. Só o que vem da minha bancada, da minha janela, do meu grupo, do meu clube é que é positivo e defensável. Somos pouco trinitários, temos dificuldades ancestrais em valorar o que não é familiar, por defesa, por medo, por insegurança ou por sobrevivência. Quando duas tribos se encontravam, lutavam pelo mesmo lugar, mediam forças e tentavam aniquilar-se mutuamente garantindo que não estariam sujeitas a novas ameaças. Cortava-se o mal pela raiz! Ou, estabeleciam uma aliança de cooperação, garantida por casamentos mistos, envolvendo famílias das duas tribos.

Deus criou-nos para vivermos como família. O pecado – quando cada um encara o outro como adversário e como inimigo, o outro como impossibilidade para "eu" ser deus – gera conflitos e ruturas. Afastam-se os mais frágeis. Impõem-se os mais fortes. Pelo menos até certo ponto, pois os mais fracos fortalecer-se-ão para voltar à luta.

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2 – A solenidade da Santíssima Trindade cria mais uma oportunidade para louvarmos o Deus que nos é revelado por Jesus Cristo, que O encarna, dando-Lhe um rosto, um corpo. Em Jesus Cristo, vemos Deus. Nos seus gestos e palavras. Na Sua postura e nas Suas escolhas. Na Sua delicadeza e na Sua compaixão. Cumprido o tempo, Ele enviar-nos-á o Espírito Santo, para que continue a revelar-nos a misericórdia infinita do Pai e a suscitar em nós a docilidade para O acolhermos, vivendo-O e testemunhando-O.

Acompanhando Jesus, os discípulos veem que para Deus não há excluídos. Na expressão do Papa Francisco, não há santos sem passado nem pecadores sem futuro. Para Jesus, os pecadores, os excluídos do poder, da sociedade, da cultura, da religião; doentes, os publicanos, os pequeninos, as prostitutas; pessoas cujas profissões "menores" as afastam dos reinos deste mundo, têm preferência no Reino de Jesus, não por serem melhores mas precisamente porque são os primeiras a precisarem de ser socorridos. Ser família é isto: cuidar uns dos outros, a começar pelos mais frágeis. Atravessamos a cultura do descarte! Desafio: construir a cultura da proximidade, da inclusão, a civilização do amor e da vida, preconizada por Paulo VI, acentuada por João Paulo II, clarificada por Bento XVI e globalizada por Francisco.

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3 – Jesus sabe que os seus discípulos ainda precisam de tempo, mas sobretudo precisam da ligação ao Pai, pelo Espírito Santo. Se nos apoiarmos em nós, as nossas limitações e fraquezas virão ao de cima e facilmente podemos ensoberbecer-nos. Se nos deixarmos guiar pelo Espírito, Ele nos revelará a verdade, além das nossas debilidades e pecados. Somos vasos de barro, mas ainda assim Deus manifesta-Se em nós e através de nós. O Espírito de Deus faz-nos perceber a nossa grandeza, porque filhos de Deus, e a nossa dependência aos outros, porque irmãos; faz-nos acolher os outros como família e não como adversários e inimigos, mostrando-nos o caminho a percorrer e a distância que nos separa – e nos atrai – da misericórdia de Deus.

Diz Jesus: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».

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Textos para a Eucaristia (C): Prov 8, 22-31; Sl 8; Rom 5, 1-5; Jo 16, 12-15.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

14.06.14

Deus enviou o Seu Filho para salvar o mundo!

mpgpadre

       1 – “Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. O Deus do amor e da paz estará convosco. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”.

       São Paulo, partindo da realidade das comunidades, sabendo que não é fácil conjugar variadas sensibilidades, remete para a origem e fundamento da fé e da comunidade: o Deus de Jesus Cristo – o amor do Pai, a graça do Filho, Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo. Que todos diferentes, procurem viver com os mesmos sentimentos.

       2 – Somos pouco trinitários, na Igreja e na sociedade. Existem pessoas e grupos que promovem a corresponsabilidade, a participação de todos, procurando as melhores soluções, criando as condições para que todos se sintam em casa. Porém, o ideal "eu quero, posso e mando" está muito vincado e são demasiadas as situações que vem ao de cima a prepotência, o egoísmo, a imposição das próprias ideias pela chantagem, pelo poder, pelo controlo dos instrumentos de decisão.

 

       3 – O papa Francisco, tal como fazia em Buenos Aires, tem insistido na cultura do encontro, na cultura do diálogo. Esta cultura implica dar e receber. Se parto para um diálogo para impor a minha vontade, decidido a não fazer cedências, esperando que os outros renunciem às suas convicções, pois as minhas são as melhores do mercado, não será possível encontrar-me verdadeiramente com o outro. Em vez de diálogo temos monólogo, em vez de encontro, submissão, em vez de compromisso, imposição.

       Em grupos eclesiais, partidos políticos, clubes desportivos, vem muitas vezes ao de cima a prevalência de uma pessoa, ou de um conjunto de ideias que rejeitam tudo o mais. Vejam-se as disputas eleitorais. Quem ganha, ilude-se, muitas vezes, pensando que as suas ideias são as melhores do mundo.

       Na cultura do encontro, o diálogo fala e escuta, acolhe e contribui, interage para melhorar propostas. Se eu sei tudo e ninguém me pode ensinar, em nenhum aspeto, fecho-me a toda a novidade e a toda a riqueza que outros me tragam, deixo de progredir. Um sonho sonhado sozinho não passa de um sonho, um sonho sonhado com os outros torna-se realidade (frase atribuída a John Lennon).

       A evolução humana, social, política, cultural e religiosa, passa pelo diálogo, pelo encontro, pelo contributo de várias pessoas e povos. Há génios e descobertas extraordinárias. Mas ainda assim contam com os outros, a começar pelos genes, pela vida, e por intuições anteriores. Dessa forma, a humanidade avança. O "criador" humano avança a partir de alguma coisa, de outros, de outras invenções.

 

       4 – A cultura do encontro há de conduzir à civilização do amor, de que falava Paulo VI, tema retomado muitas vezes por João Paulo II. É a o AMOR, o Espírito Santo, que une o Pai e o Filho. O Pai que ama, o Filho que é amado, e o Espírito Santo, o Amor que faz a comunhão. É na Trindade que nasce a Igreja. É por amor, para nos salvar, que, em Jesus, Deus assume a nossa frágil condição humana. É por amor que Jesus vai até ao fim, dando a última gota de sangue. É por amor que Deus faz permanecer Jesus, através do Espírito Santo.

       Diz Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».

       A condenação não é querida por Deus. Resulta da nossa liberdade. Podemos recusar o amor, podemos destruir a esperança. Podemos fechar-nos em oposição aos outros. A vontade de Deus é a vida dos homens, a sua salvação. Moisés faz essa experiência de proximidade: invoca Deus que desce da nuvem e vem ao seu encontro. A oração de Moisés ajuda-nos a colocar-nos diante de Deus

       Apesar da dureza do caminho, e também por isso, Moisés, em nome de todo o povo, pede que Deus caminhe no meio, perdoando os seus, os nossos, pecados. 


Textos para a Eucaristia (ano A): Ex 34, 4b-6. 8-9; 2 Cor 13, 11-13; Jo 3, 16-18.

 

07.06.14

Recebei o Espírito Santo...

mpgpadre

       1 – Celebrar o Pentecostes é celebrar a vida nova que nos é dado por Jesus Cristo. Três dias depois da crucifixão e morte, o PRIMEIRO DIA da semana, o primeiro dia da NOVA CRIAÇÃO, o túmulo reenvia-nos, do lugar da morte, para o mundo, ao encontro de Jesus, ao encontro das pessoas para lhes dar Jesus. Ele vive e apresenta-Se no meio de nós. Nova presença, gloriosa, pelo Espírito Santo.

       PÁSCOA: Ressurreição. Ascensão do Senhor. Pentecostes. Santíssima Trindade. O mesmo mistério, aprofundado na liturgia por festas e solenidades. O mesmo AMOR de Deus por nós, que nos envolve, criando-nos, apostando em nós, esperando, pacientemente, pelas nossas escolhas de bem e de verdade, de justiça e de paz, de perdão e de amor, não para Lhe agradarmos, mas por que nos faz bem. O melhor louvor a Deus é tratar bem todos os seus filhos, sobretudo os mais pobres, imitando Jesus Cristo, e correspondendo ao Seu mandato: o que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos, a Mim o fazeis.

       2 – Diz Jesus: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós… Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

       Ainda não refeitos das horas amargas da Paixão e já Jesus Se coloca no meio deles, VIVO, deixando-Se ver e tocar. O medo encerra-nos, a alegria e a paz dão-nos confiança, provocam em nós o desejo de comunicar e de partilhar a vida. A surpresa inicial dá lugar à missão: IDE. Como o Pai Me enviou também vos envio. Ide. Ide, confiantes, pois não ides sós. Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos. Recebei o Espírito Santo e sentireis que Eu estou convosco.

       Jesus dissera-lhes que todos O abandonariam, deixando-O só. Só não, porque o Pai não O deixa só. É a mesma garantia que dá agora: não ficareis sós, Eu estarei convosco. Como o Pai Me ama, também vos amo. Eu e o Pai somos UM. Quem Me ama, cumpre os Mandamentos. Eu e o Pai viremos a ele e nele faremos a nossa morada. É o mistério da Santíssima Trindade muito vincado neste dia.

       3 – O Pentecostes, com efeito, ilustra a presença de um Deus que não é estático, distante, impassível. Pelo contrário, o Deus que Jesus nos mostra é próximo, que Se mexe ao encontro da humanidade. O Filho foi morto. O Pai ressuscitou-O. Jesus ascende para a eternidade e envia-nos o Espírito Santo.

       O medo apoderara-se dos discípulos, que levam tempo a assimilar que Jesus está VIVO. Os seus olhos duvidam, mas não o coração. Ele está de volta, assumindo uma PRESENÇA NOVA que só pode ser percebida através da fé, da disposição para O ver e tocar.

"Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem".

       Toda a casa fica CHEIA do ESPÍRITO SANTO. As línguas de fogo dividem-se por cada um. É tempo de deixar fluir o Espírito Santo. É HORA de espalhar a BOA NOTÍCIA. Ainda que o Espírito seja invisível, faz-Se notar, faz barulho, atrai. Uma multidão se ajunta para VER e para OUVIR. E alguns deles, a residir em países vizinhos, já não sabiam falar aramaico ou hebraico, mas entendem. A linguagem do bem, do amor, da conciliação compreende-se para lá das palavras, ainda que estas possam ajudar. «Ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus». As maravilhas de Deus são audíveis em todas as línguas, por todas as pessoas cujo coração está vazio de si e pronto a encher-se de Deus e do Seu amor.


Textos para a Eucaristia: Atos 2, 1-11; Sl 103 (104); 1 Cor 12, 3b-7. 12-13; Jo 20, 19-23.

 

 

26.05.13

Tudo o que o Pai tem é meu...

mpgpadre

       1 – “Uma pessoa sozinha nem para comer serve". Esta expressão popular pode ajudar a refletir no mistério da Santíssima Trindade. Como referem alguns Padres da Igreja, Deus é Uno mas não Um. Se fosse um seria solidão; dois seria conflito; Três é comunhão.

       A solidão é muito mais que estar sozinho e pode acontecer até no meio de uma multidão… quando uma pessoa não se sente amada, nem reconhecida pelo seu talento, pelo seu trabalho, quando sente que o mundo é inimigo e quando  tudo corre mal…

       Seja como for, precisamos dos outros, de ver e viver com pessoas. O estar sozinho consigo mesmo é um estado de alma que não dispensa a companhia. Precisamos uns dos outros, para nos reconhecermos como pessoas, para sabermos quem somos. Precisamos de um olhar, uma palavra, um toque, para sabermos que estamos vivos.

        2 – Assumir que o nosso Deus é Trindade faz-nos conjugar a harmonia com a diversidade, com os dons dos outros. A Igreja nasce da Trindade, sustenta-se na Trindade e encaminha-Se para a Trindade santíssima. Não é uma vestimenta, é a própria alma da Igreja e dos cristãos, condição sine qua non, sem a Trindade não existe Igreja, não há cristãos. A Trindade enforma-nos, preenche-nos. É sempre à Trindade que rezamos, e a Quem entregamos a nossa vida…

       Reconhecer Deus como Trindade anula o princípio ditatorial do “eu quero, posso e mando”, que não tem cabimento no CREDO cristão. Acolher Deus como Pai, Filho e Espírito Santo implica que recebamos em nós o DIFERENTE, os outros, reconhecendo-os como irmãos, com qualidades; implica reconhecer e aceitar outras ideias, outras vivências. Ao mesmo tempo, como na Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito, Três Pessoas, uma só natureza, assim nós com os outros, diferentes mas da mesma natureza humana.

 

       3 – O jeito de Jesus viver configura, nas palavras, na oração, na postura, esta realidade de comunhão trinitária. Ele vai à margem, traz os desvalidos, os excluídos, para o centro, para a luz, para a vida, reconhecendo-os como irmãos, filhos amados de Deus, independentemente da condição social, política, familiar, doentes, pecadores, pessoas impuras, todos acorrem a Ele e a todos acolhe com carinho e delicadeza, crianças, mulheres… Por outro lado, Jesus deixa claro que a Sua prioridade é fazer a vontade do Pai, não age por Si mesmo, realiza a obra do Pai.

        No evangelho que hoje escutamos, Jesus faz eco da comunhão íntima com Pai, pelo Espírito Santo: «… Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo… Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu».

        Jesus orienta a Sua vida pelo Pai, deixando-se moldar pelo Espírito Santo. Tem de ser também a nossa divisa: orientarmos a nossa vida a partir de Deus, para o Pai, no Filho pelo Espírito Santo.

        4 – Um problema de todos os tempos, mas também do nosso, é a (in)coerência de vida, passar das palavras à prática. Estamos a caminho. Deus caminha connosco e encontra-nos a caminhar. A Trindade também é isto, um Deus que não Se encerra em Si, num Céu estrelado e distante, mas que sai ao nosso encontro, encarna, faz-Se Homem, assumindo a temporalidade por nós.

        Jesus, a sabedoria do Pai (primeira leitura), vai para o Pai e  envia o Espírito Santo que O torna presente até ao fim dos tempos.

       Como nos recorda São Paulo, em nós já está em gestação o Reino de Deus: “Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

       Não há que enganar. Não estamos sós. O amor de Deus preenche-nos o coração e a vida. E o amor gera vida, partilha, comunhão.


Textos para a Eucaristia (ano C): Prov 8, 22-31; Rom 5, 1-5; Jo 16, 12-15.

 

04.06.12

Catequese Paroquial de Tabuaço - Festa da Vida 2012

mpgpadre

       Para este fim de semana, celebração da Festa da Santíssima Trindade, reservamos duas festas da catequese, do 8.º e 10.º anos. Sábado, Missa vespertina - Festa da Vida - 8.º ano de catequese. Aqui ficam algumas imagens, onde se salienta o grupo, e os elementos da vida: água, vinho, cruz - a vida que Deus no dá em Jesus Cristo, o pão, a cor...

03.06.12

A festa da sinfonia, a Santíssima Trindade

mpgpadre

       1 – O mundo é um oceano de mil e uma cores, mais, muito mais colorido que possamos imaginar. A experiência mais básica mostra-nos uma imensa variedade de formas e de vida (biodiversidade – pássaros, peixes, animais, plantas). Tudo é diferente, multicolor. E quando nos referimos ao ser humano, maior a complexidade. Cada pessoa é única e irrepetível. Conhecemos bem uma pessoa e de repente, sem contarmos ela surpreende-nos, em absoluto, negativa ou positivamente. Somos mistério. Um manancial de surpresas. Não abarcamos toda a realidade e muito menos a vida humana. Como as doenças: não há doenças, há doentes e o mesmo remédio não atua em de igual forma.

       Num primário instinto de sobrevivência opomo-nos à pluralidade, procurando uniformizar. Juntamos o que é parecido, em partidos, movimentos, associações, tentamos anular as diferenças:

  • na família – os filhos hão de seguir as pisadas dos pais, o marido e a mulher têm de se submeter ao que o outro pensa, o elo mais fraco é por vezes sacrificado para haver harmonia; na escola – queremos que as turmas sejam muito iguais, se alguém aparece diferente (positiva e negativamente) é muito difícil aceitá-lo sem resistência, sem conflito;
  • na política – encerrar todos no mesmo partido, ou dentro do partido nas mesmas ideias, as do chefe, só ele pensa, só ele deve falar, ou todos dizem o que ele diz, no governo e/ou na oposição;
  • no desporto – os treinadores e os jogadores só podem falar para secundarizar a opinião do presidente;
  • na cultura – só vale o que arrasta multidões, é necessário obrigar as pessoas a ser cultas, para isso elas têm que gostar daquele pintor, daquela tela, deste monumento e daquele grupo musical;
  • na economia – manda quem tem mais dinheiro ou mais riqueza, obedece e cala-se quem tem menos, se quer garantir o futuro;
  • na vida sindical – só o chefe argumenta contra patrões e contra o governo, e todos têm que alinhar dizendo mal;
  • na religião – que promove as diferenças e é voz dos que não têm voz, por vezes lida-se mal com as discordâncias, ao ponto de ostracizar aqueles que destoam.

       Obviamente que em todos os grupos sociais – constituídos por pessoas –, têm de existir regras e orientações, até para validar as pertenças e a identidade.

       Há uma enormíssima dificuldade em trabalhar em grupo, pois cada um quer impor-se e impor a sua visão. Os que discordam, estão errados, são intolerantes, não querem colaborar... E nós?! Cada um de nós precisa de se afirmar ou ser reconhecido pelos demais. Mas os caminhos podem aproximar-nos ou distanciar-nos. Podemos ser reconhecidos pelo bem, apostando precisamente no desenvolver das nossas capacidades, como um meio para nos realizarmos. Ou podemos impor-nos destruindo os outros, colocando-os como meio, como instrumento, e o fim é o reconhecimento – é preferível que falem mal de mim do que não digam nada.

       É neste quadro (que não é negro) que a celebração da Santíssima Trindade adquire uma importância colossal. Deus é Um e é Trino. Três Pessoas, uma Natureza (divina), Um só Deus. Coexiste a diferença e a unidade, sem confusão nem atropelo. Qual o segredo: o AMOR. Deus é amor. O amor acolhe, compreende, gera vida, cria e recria o mundo, reconcilia, envolve.

 

       2 – Na celebração solene do Pentecostes víamos como a linguagem do amor é acessível para todos. Se estendemos a mão, se oferecemos um sorriso, se damos uma flor, mesmo falando línguas estranhas uns aos outros, entendemo-nos na perfeição.

       A vida humana é multifacetada. Não é monotonia, mas sinfonia (Pe. João André, Da minha Janela). Celebramos hoje a festa da sinfonia, a Santíssima Trindade, onde a vida circula, criando e recriando. A Igreja nasce, sustenta-se e deve desembocar na Trindade. Há de configurar-se, identificar-se, imiscuir-se no mesmo projeto de amor e de vida nova. Batalhar pela unidade que respeita a diferença, que acolhe o estranho, que promove cada tonalidade do ser humano.

       Somos de uma riqueza incomensurável. Mesmo quando não aceitamos os outros e as suas opiniões, dependemos mais ainda deles, para lhes fazermos ver, ou para sermos reconhecidos. Ainda que nos julguemos perfeitos, o que dizemos e fazemos é muito em função dos outros. A aceitação da nossa fragilidade, das nossas imperfeições, da possibilidade de estarmos errados, ajudaria a dialogar, a crescer, a criar laços duradouros e fraternos, à inclusão/integração do diferente, sem imposição ou submissão da nossa parte, sem humilhações, mas na descoberta da beleza e da grandeza do ser humano que nos visita, que entra na nossa história, pessoal, familiar, social, profissional.

       Perdemos tanto tempo a impor-nos, a discutir para saber qual dos dois ou do grupo é melhor, quem tem mais seguidores, quem colhe mais simpatias, quem é o mais atraente da turma, ou o mais popular da escola, e por vezes, demasiadas vezes, esquemo-nos de viver, de apreciar os outros e a sua originalidade. Quantas vezes nos irritamos ao ver que o outro é o centro, como quereríamos anulá-lo e colocar-nos no seu lugar. (O mesmo e alteridade). Para quê reduzir o outro, quando podemos caminhar juntos, olhar na mesma direção, apreciando o horizonte e apoiando-nos nas dificuldades? Importa colher a presença de Deus em cada diferente... Também aqui Jesus é o Mestre dos Mestres. O seu grupo é heterogéneo. De tal maneira que por vezes tem de refrear a crítica ou os desejos incontroláveis de alguns.

       Na primeira leitura, os mandamentos de Deus são-nos propostos como aposta nos outros, na tolerância e na mútua aceitação.

Diz-nos Moisés, "considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro. Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre". É o trilho da descoberta e do encontro, da vida e da felicidade, sem endeusamento. Só Deus é Deus.

 

       3 – A nossa fragilidade é estrada de encontro na fragilidade dos outros. Se estamos "cheios" de nós, voltados para o nosso umbigo, a abarrotar, não há espaço nem para a alteridade nem para a transcendência, isto é, não há lugar nem para outros e nem para Deus.

       Reconhecermos a nossa pobreza é o primeiro passo para valorizarmos a riqueza que nos vem de Deus através dos outros. Reconhecer em nós a presença de Deus, é o primeiro passo para fazermos com que a nossa riqueza nos abra à generosidade, à partilha e à comunhão.

       São Paulo mostra-nos como a nossa origem, a nossa identidade, a abertura para o Espírito nos deve guiar como filhos de Deus.

"Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no temor, mas o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus. Se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo; se sofrermos com Ele, também com Ele seremos glorificados".

       Por sua vez, o Evangelho envia-nos em nome da Santíssima Trindade, para levarmos o melhor de nós, levarmos Deus a toda a parte, e acolhermos, potenciando, o que os outros nos dão da parte de Deus.

"Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos»".

       Cumprindo o que Ele nos manda, viveremos como filhos e como irmãos, como herdeiros e imitadores de Jesus Cristo, procurando espelhar em nós a vida nova que recebemos quando n’Ele fomos enxertados, pelo Espírito Santo, no sacramento do batismo.

 

       4 – Deitar-nos-emos na cama que fizermos. O que escolhemos fazer hoje, vivemo-lo amanhã, como bem canta Sara Tavares, em “Escolhas”, baseado no dilema de São Paulo, sei que posso fazer tudo, mas nem tudo me convém.

       Centrando-nos no mistério da Santíssima Trindade, o desafio é integrar o diferente, em dinâmica de amor oblativo e disponibilizando aos outros os dons que Deus nos dá.

       A escolha faz-se entre compreender (incluir, acolher, respeitar, amar) e julgar (catalogar, condenar, recriminar, destruir). Quando julgamos fazemo-lo (quase) sempre da nossa janela, a partir de nós, das nossas referências e (pre)conceitos, da nossa forma de ver o mundo, em tentação de reduzir o outro ao que sou e à ideia que tenho da vida. Em Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, predomina a relação amorosa e dialogante. 


Textos para a Eucaristia: Deut 4, 32-34.39-40; Rom 8, 14-17; Mt 28, 16-20.

 

Reflexão dominical na página da Paróquia de Tabuaço.

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