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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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06.03.17

Leituras: JOSÉ ANTONIO PAGOLA - IDE E CURAI

mpgpadre

JOSÉ ANTONIO PAGOLA (2015). Ide e Curai. Evangelizar o mundo da saúde e da doença. Lisboa: Paulus Editora. 312 páginas.

Ide_e_Curai.jpg

A doença e o sofrimento que acarreta nos próprios e na família e nos amigos é um tema de sempre. Poder-se-á dizer que é no sofrimento que se conhece o ser humano na sua profundidade. Os amigos e a resiliência da família e dos amigos testa-se no sofrimento, na doença crónica, nas doenças oncológicas, na SIDA, na toxicodependência, no alcoolismo, nas depressões profundas. Por vezes a persistência e a duração da doença são um autêntico desafio à coragem, à compaixão e ao amor. Mas não é fácil explicar, muito menos passar por algumas das situações dolorosas, para os próprios e para aqueles e aquelas que estão à sua volta.

A referência e o fundamento de qualquer compromisso cristão é Jesus Cristo, a força da Sua graça, a Sua postura e docilidade. O ministério de Jesus é um ministério de cura e de evangelização. Ide e evangelizai. Ide e batizai. Ide e curai. Tudo integra a missão de Jesus Cristo. Anuncia o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, cura os doentes e todas as enfermidades, liberta os que são oprimidos pelos espíritos impuros. O desafio é igual para os seus discípulos e para a Igreja: Ide e anunciai o Evangelho, curai os enfermos, expulsai os demónios. Recebeste de graça, dai de graça.

A dimensão curativa foi sendo esquecida. A missão de Jesus inclui sempre a dimensão sanadora, curando e restaurando a dignidade dos esquecidos da sociedade e da própria religião. Neste livro, que agrega textos do autor escrito ao longo dos anos, indicações, sugestões, fundamentação bíblico-teológico. A caridade, nomeadamente na Cáritas, tem-se desenvolvido, mas muitas vezes falta maior organização, incluindo a pessoa como um todo, e não apenas a assistência às necessidades pontuais. A visita aos doentes e os visitadores é um dos aspetos que o autor sublinha, como início, mas não esquecendo que a pastoral da saúde e da doença deve incluir e comprometer toda a comunidade, interagindo com outras instituições, com Hospitais e Lares, dialogando com médicos e enfermeiros e outros agentes hospitalares, empenhando-se sobretudo em ir ao encontro dos doentes mais frágeis, excluídos, esquecidos, os que sugerem maior afastamento, com determinadas doenças, como, por exemplo, os doentes mentais. A preocupação com os doentes há estender-se também às famílias.

O autor propõe o conhecimento da realidade e dos doentes que existem no espaço territorial da paróquia, atendendo a todos, sabendo em que condições se encontram, se é ou não necessário pôr-se em contacto com a Cáritas, vendo quais as necessidades, mas também a atenção e o cuidado à família. A visita aos doentes deve resultar do compromisso de toda a comunidade e quem está comprometido com a pastoral da saúde deve estar envolvido na comunidade.

Tão importante como visitar um doente, é telefonar-lhe, escrever-lhe, fazer com que vizinhos e familiares se aproximem. A celebração dos sacramentos, da Unção dos Enfermos e do Viático, deve acontecer naturalmente, para quem tem fé, para quem não tem pode ajudá-la a rezar, franquear-lhe a possibilidade mas não forçar. A presença, a escuta, a atenção é mais importante.

Por um lado, deve promover-se a celebração comunitária a Unção dos Enfermos. Por outro, os doentes também devem participar, quanto possível, na vida da comunidade. Por conseguinte, além de celebrações específicas, como Unção dos Doentes, o Dia Mundial do Doente, preparadas também com os doentes, eliminar, por exemplo, as barreiras arquitetónicas...

04.01.12

Deus também não podia ver-me assim

mpgpadre

       Desconhecemos a autoria desta pequena estória, mas vale a pena refletir nela...:

       Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.

       Perguntou:

       - Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? - Quando é que eu posso vê-lo?

       O cirurgião respondeu:

       - Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.

       Sally perguntou:

       - Porque razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa? - Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...'

       O cirurgião perguntou:

       - Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade. Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.

       - Quer um cachinho dele?

       Perguntou a enfermeira.

       Sally abanou a cabeça afirmativamente.

       A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.

       - Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:

       - Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

       Ela continuou:

       - O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.

       Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez. Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela. A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu. Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.

       A carta dizia:

       - Querida Mãe, Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-TE". Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe. Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem. Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes. Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico! Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar! E sabes uma coisa?... O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa?... Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido. Mas sabes uma coisa Mãe?... Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta. Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"... Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas veem este papel em branco. É mesmo maravilhoso não é!?... Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.

       Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?...

 

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

25.06.11

Ser uma fábrica de sonhos...

mpgpadre

       "A presença de sonhos transforma os miseráveis em réis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz de jovens, idosos...

 

       Uma mente saudável deveria ser uma fábrica de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido".

 

 

24.11.09

Uma pesada mala...

mpgpadre

       A meio caminho da cantina e do hospital cruza-se comigo um casal de idosos, que deviam rondar a oitava década de vida, que vinha do IPO. Um pouco ofegantes, a mulher pergunta-me qual era o caminho mais próximo para a paragem dos autocarros. Bem, conheço aquela zona relativamente bem e disse-lhe que havia duas. O melhor caminho dependeria do destinos que eles quisessem tomar. Depois de oxigenar melhor os pulmões diz o senhor:

 

      

       - Ó jovem nós queremos a carreira que vai para Bragança... - e com um olhar já cabisbaixo acrescenta -  ... "e tá quase na hora!".

       Para de uma longa avenida, para gente daquela idade, ainda tinham de subir umas escadas... com a pesada e enorme mala. Dois seres da natureza transmontana perdidos no outono na capital do norte correndo, ou melhor, andando para apanhar o autocarro.

Não consegui ficar indiferente. Para além de lhes ter indicado o caminho mais rápido, vi que a mala era um atrelado e atraso para eles. Pedi-lhes licença e peguei na mala. Subi as escadas. Enquanto subia a escadas diz o senhor "quando eu for jovem depois carrego eu a sua mala... quando você for velho!" - com um sorriso que invadio a minha pessoa. E, eu "combinado, caro amigo" - e sorri. Lá continuaram a sua correria...
       Parte do trajecto complicado estava jeito. Não obstante, gostaria ter levado aquela mala ao simpático casal ate ao autocarro. Por questões de ordem profissional não o pude fazer.

       Espero que tenham apanhado o autocarro!

 

A partir do blogue: Paróquia de Tarouca.

Blogue original: Momentos de Partilha.

13.12.07

Tratado Europeu e/ou feira das vaidades

mpgpadre

É assinado, hoje, 13 de Dezembro, três dias depois do Dia Mundial dos Direitos Humanos, o Tratado de Lisboa, sobre a Europa a 27. Para lá do texto, o que nos importa a nós, simples cidadãos do mundo, da Europa e de Portugal, é viver com qualidade de vida, vivendo dignamente, com o fruto do trabalho (e do emprego), com o acesso à educação e à cultura, à saúde e à assitência médica próxima.

Quando fecham urgências, centro de saúde fechados durante a noite e durante algumas horas do dia, quando vão para longe o atendimento básico às pessoas, onde é que haverá lugar para o Tratado? Aproxima os países europeus? Certo, e as pessoas, traz-lhes mais qualidade de vida, gera mais emprego e emprego com mais qualidade? Melhora o acesso aos cuidados de saúde, os meios de comunicação no interior do país?

É sempre uma imagem bonita e que leva o nome do país para lá das fronteiras. Fotos, mais fotos, mais fotos, mais filmagem, mais um jantar, um almoço, uma recepção? Qual o lugar das  pessoas comuns, como nós simples mortais deste povo?

Vejam-se ainda os 10 milhões de euros gastos na Cimeira Europa-África...

10 milhões de euros: pagámos viagens, hospedagem, refeições, proporcionámos luxo a muitos que se colocam no luxo à custa dos sacrifícios dos povos que deveriam servir. E o défice português? E as pensões dos mais idosos e dos que menos têm? E novamente, a saúde, a educação, a cultura, as vias de comunicação no interior do país?

Cimeira, Tratado, ou simplesmente FEIRA DAS VAIDADES

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