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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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10.02.18

«Se quiseres, podes curar-me»... «Quero: fica limpo».

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1 – Seguir Jesus é a primeira missão do cristão. Melhor, a missão de Jesus em cada um de nós. Seguir, amar, viver e testemunhar Jesus, transparecendo-O nas palavras e nos gestos! Ele age em nós e através de nós, na vitalidade do Espírito Santo, desde que deixemos!

Este é o contexto temático do ano pastoral da nossa diocese, a partir da Parábola do Bom Samaritano e de toda a vida de Jesus. Os discípulos, e porque são discípulos, hão de procurar imitar o Mestre da Bondade. Conhecer, seguir e amar Jesus implica que procuremos proceder do mesmo modo com que Ele vive a Sua relação com cada pessoa. Na Parábola do Bom Samaritano, Jesus alarga as fronteiras para nos mostrar claramente que há um caminho que nos conduz a Deus e que passa pela disponibilidade em olhar, ajudar, cuidar, curar o outro, levantando-o do chão e de todas as situações de escravidão em que se encontra mergulhado. Somos responsáveis uns pelos outros. Já não somos Caim; pelo batismo, tornámo-nos outros Cristo's!

Ao longo da vida de Jesus, é prática corrente a Sua delicadeza, atenção e disponibilidade para parar, para estar, para cuidar, para escutar, para abraçar! Quando se aproximam, Ele não olha para o relógio. Naquele momento o tempo para! É como se não houvesse futuro ou outras pessoas a ajudar. O tempo para. É preciso parar também. Quando viajamos sabemos bem que para apreciarmos uma paisagem é necessário parar, quanto mais para conhecer uma pessoa!

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2 – Eis que se aproxima de Jesus um leproso. Mesmo a esta distância temporal nos provoca medo e náuseas! É visível o aspeto e as marcas da lepra: é preferível manter-nos afastados! Hoje estas e outras doenças já não têm a mesma carga de falência! O leproso é um excluído por excelência. Não basta a doença quanto mais a exclusão. Estava prescrito na Lei que as pessoas que tivessem sinais de lepra se afastassem da civilização, vestissem de forma andrajosa, para serem reconhecidas, com o cabelo em desalinho, com o rosto coberto até ao bigode e avisando aqueles que se aproximassem: impuro, impuro!

Este homem, apesar de tudo, aproxima-se de Jesus. Ainda bem que é de Jesus que se aproxima, pois também Jesus Se faz próximo dele, imediatamente! Entre este homem e Jesus não há barreiras humanas, sociais, culturais ou religiosas. É uma pessoa que precisa de ajuda, filho amado de Deus,um irmão para cuidar. «Se quiseres, podes curar-me». Afinal a fama de Jesus já se espalhara! «Quero: fica limpo». É a resposta de Jesus, fazendo o que Lhe é possível.

 

3 – O que fizer a tua mão direita não saiba a tua esquerda. Isso não impede a "divulgação" do bem! Aliás, o mundo seria bem melhor se se anunciasse sobretudo o bem e não tanto o mal, ainda que se justifique para evitar situações semelhantes, para repor a justiça e a verdade, ou para sensibilizar para os problemas escondidos.

Divulgar o bem pode suscitar o desafio de imitarmos o bem que vimos fazer ou de que ouvimos dizer, na certeza de que é possível contribuir para uma sociedade mais justa e fraterna.

Jesus recomenda àquele homem que não faça grande alarde da cura, ficando com a missão de se mostrar ao sacerdote, fazendo a oferta ao Templo daquilo que Moisés tinha prescrito. Este mandato evoca a gratidão para com Deus e o testemunho (ainda que limitado). O encontro com Jesus cura da lepra e provoca a alegria do testemunho acerca dos benefícios que Deus opera por Seu intermédio.

Jesus deixa de poder andar abertamente pelas cidades, pois vêm pessoas de toda a parte ao Seu encontro. Percebe-se então a reserva de Jesus acerca da divulgação das curas, levando alguns a dispensar o trabalho, o esforço, o compromisso por cooperarem com a transformação do mundo à espera que tudo se resolva a partir da eternidade! Jesus não vem para nos substituir, mas para nos ensinar a sermos mais humanos, com tudo o que isso significa!


Textos para a Eucaristia (ano B): Lev 13, 1-2. 44-46; Sl 31 (32); 1 Cor 10, 31 – 11, 1; Mc 1, 40-45.

17.03.15

D. António Couto: Introdução ao Evangelho segundo Marcos

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D. ANTÓNIO COUTO (2015). Introdução ao Evangelho segundo Marcos. Lisboa: Paulus Editora. 136 páginas.

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       Mais um excelente subsídio para preparar a Eucaristia de Domingo, para melhor compreender o Evangelho de São Marcos, colocando-se em atitude de seguimento, como discípulo em relação a Jesus Cristo, para melhor se entranhar na lógica de serviço, de doação, configurando a própria vida à vida de Jesus.

        O Evangelho seguido prevalentemente neste ciclo litúrgico do ANO B é São Marcos.

        Tal como havia feito para o Ano A, para o qual D. António Couto nos colocou nas mãos dois títulos: Quando Ele nos abre as Escrituras. Ano A, e Introdução ao Evangelho segundo Mateus, o Bispo da mui nobre Diocese de Lamego colocoa à nossa disposição mais dois títulos: Quando Ele nos abre as Escrituras: Ano B, com o comentário à liturgia de cada Domingo, e agora este sobre São Marcos.

        Como já nos habituou, D. António Couto coloca neste trabalho a sua fé, a experiência de vida, a dedicação ao Evangelho, valendo-se de conhecimentos diversos, ao nível da Sagrada Escritura, da história, da psicologia, da teologia, socorrendo-se dos Padres da Igreja e de outros estudiosos, mas sobretudo fazendo-nos mergulhar no texto de Marcos.

       São Marcos voltou à ribalta. Se antes era um texto considerado secundário, ficando quase no esquecimento, pois era entendido como uma espécie de resumo do Evangelho de São Mateus, ou de São Mateus e de São Lucas, a partir do século XIX começa a ser redescoberto, pois é reconhecido como o primeiro Evangelho a ser escrito e, por conseguinte, mais simples, direto, mais próximo cronologicamente de Jesus. Por outro lado, ainda que a linguagem seja diferente, com diferentes destinatários, segundo D. António Couto, os outros Evangelhos, Mateus, Lucas e mesmo São João, mantêm um esquema similar ao de Marcos.

       Sublinham-se no texto temas como chamamento, semente, pão e paixão de Jesus, discipulado. Com efeito o Evangelho de São Marcos faz-nos seguir como que no filme que passa diante de nós, em que a personagem principal é e deve ser o próprio Jesus, que Se aproxima, que chama, que diz, que faz, que nos envia. O discípulo é o que vai atrás.

       Este estudo divide-se em três capítulos:

  1. À porta do Evangelho de Marcos (quem é Marcos, onde e quando escreveu, para quem, estrutura do evangelho).
  2. Quem é Jesus? À procura da identidade de Jesus (Dizer Jesus, dizer do povo, de Pedro, do centurião; jornada de Carfarnaum: Parábola da semente / pão / paixão / ensinados e não compreendidos; na Barca sem Jesus, na Barca com Jesus.
  3. Quem é o discípulo de Jesus e como tornar-se discípulo de Jesus? À procura da identidade do discípulo de Jesus.

       D. António Couto, com mestria, faz-nos sentir discípulos de Jesus, ou melhor, coloca-nos na posição daqueles que se aproximam de Jesus ou de quem Jesus Se aproxima, mostrando que os Seus ditos são para nós, quando nos envolve, nos desafia, nos recrimina, quando nos lembra da nossa condição, quando nos faz passar para trás, como a Pedro e aos demais discípulos, quando nos relembra nossa nudez diante do mistério de Deus. Outro aspeto muito interessante, é a linguagem corrida e muitas vezes (quase) poética de D. António, bem como o estudo dedicado de alguns termos, a partir do grego, do hebraico ou do aramaico e até aqueles que não percebam estas línguas, ficam a perceber melhor o texto e o contexto do filme do Evangelho de Marcos.

 

LER a apresentação/sugestão do livro:

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura: AQUI.

07.02.15

Vamos a outros lugares, a fim de pregar aí também...

mpgpadre

1 – O anúncio do Evangelho – Palavra de Deus encarnada, Jesus Cristo – é acompanhado de libertação, de acolhimento, de inclusão, de vida nova. A Boa Notícia que Jesus nos traz – Deus ama-nos como filhos – faz-nos família, sara as nossas feridas, expulsa os demónios que nos atormentam, cura os nossos ódios e desejos de vingança, liberta-nos para nos amarmos uns aos outros, apostando no perdão e no serviço.

Jesus faz-Se acompanhar de Tiago e João e vai a casa de Simão e de André, que estão preocupados pois a sogra de Simão Pedro está doente, com febre. Logo lhe falam dela. Veja-se a dinâmica e a importância da intercessão. A delicadeza de Jesus é notória: toma-a pela mão e levanta-a. Como em outras situações, aqueles que se sentem salvos por Deus predispõem-se de imediato para o serviço. É o que faz a sogra de Pedro: curada, responde com serviço.

Ao cair da tarde, depois do sol-posto, trazem a Jesus os doentes e possessos, com a cidade inteira reunida para O ver e O ouvir. Jesus cura muitas pessoas e liberta os que são atormentados pelos demónios, para que vivam na claridade do amanhecer que vai surgir.

Sem muito tempo para descansar, ainda manhã cedo, Jesus levanta-se e retira-se para orar. A intimidade com o Pai é o Seu alimento. Quanto mais perto de Deus, mais perto dos homens. Quanto maior a intimidade com Pai, mais desprendimento para cuidar dos irmãos.

Quando os discípulos despertam e se apercebem que Jesus já não está no meio deles, saem à procura d'Ele. Para nós: se nos apercebemos que Jesus não está no meio de nós há que O procurar, indo ao Seu encontro.

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2 – «Todos Te procuram» – dizem os discípulos a Jesus. Saliente-se, mais uma vez, a intercessão. Os discípulos levam a Jesus a preocupação das pessoas. Por outro lado, TODOS Te procuram, inclui-nos e reforça a necessidade da evangelização dos cristãos e da Igreja. O "todos" que os discípulos levam a Jesus refere-se por certo às pessoas daquela cidade e que se tinham juntado diante da casa de Pedro. Mas logo Jesus alarga a referência a "TODOS": «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim».

Jesus relembra o Seu propósito: IR a outros lugares PREGAR.

 

3 – São Paulo, na segunda leitura hoje proclamada, chão da Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, deixa claro qual a sua missão como Apóstolo, vivendo-a como vocação e compromisso:

«Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Desempenho apenas um cargo que me está confiado... Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo faço por causa do Evangelho».

A sua e a nossa missão primeira: EVANGELIZAR. Em todo o tempo, em todas as ocasiões, oportuna e inoportunamente, como diz a Timóteo: "Proclama a palavra, insiste em tempo propício ou fora dele, convence, repreende, exorta com toda a compreensão e competência" (2 Tim 4,2). A pregação provoca movimento, ação, saída, ir ao encontro, procurar o outro e entrar em comunhão com ele. Por Cristo, "fiz-me tudo para todos". 


Textos para a Eucaristia (ano B): Job 7, 1-4. 6-7; Sl 146 (147); 1 Cor 9, 16-19. 22-23; Mc 1, 29-39.

 

REFLEXÃO COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

11.01.15

Leituras: Frei Filipe: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho

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FREI JOSÉ FILIPE RODRIGUES, op (2014). Arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Homilias para o Ano B. Cascais: Lucerna. 168 páginas.

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        Há pouco tempo publicado, em novembro, bem a tempo de com este trabalho se entrar no novo ano litúrgico B, com o ciclo de leituras de domingos e dias santos que privilegia o Evangelho de São Marcos a quem o autor pede emprestado o título para agregar estas homilias, originalmente proferidas há três anos, isto é, no mesmo ciclo de leituras do Ano B, maioritariamente na paróquia de Campo Grande, onde o Frei Filipe, da Ordem dos Pregadores (op), dominicano, colabora regularmente.

        O livro viria a ser apresentado na Paróquia de Almacave, Diocese de Lamego, no dia 15 de dezembro, tendo como orador principal D. António Couto, que recomendou a leitura a todos, particularmente aos que têm a responsabilidade de preparar as homilias, os sacerdotes, apresentando o texto como uma trabalho diligente, que tem muito trabalho escondido, oração, leitura, meditação. São homilias, propriamente ditas, ainda que a oralidade do seu autor, neste como em outros casos, ultrapasse as linhas escritas. São homilias simples, de leitura fácil, acessível e que se centram sobretudo nos três textos principais da Liturgia da Palavra, primeira e segunda leituras, e Evangelho. A indicação das respetivas Leituras, salmo incluído, surgem referenciadas no início de cada homilia.

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         A amizade e a ligação virtual, por esta rede, esta aldeia global, com pontos de contacto, tendo em conta as raízes do frei Filipe, que sublinhou na apresentação da sua obra, levaram-me à cidade de Lamego para encontrar pessoal o seu autor, tomando contacto mais direto com este trabalho meritório. Como acompanho as suas reflexões, litúrgicas e/ou pastorais, dia a dia, culturais, sociais, já sabia, antes participar nesta apresentação ou de ler/meditar o Livro, que se lê com agrado, é acessível, faz diversas pontes que nos levam aos dominicanos, mas também a outros autores, outras andanças, poetas, escritores, pinturas, quadros... acontecimentos, monumentos.

       Anteriormente recomendámos aqui RETALHOS DA VIDA DE UM PADRE. É uma leitura envolvente, a vida de um frade/padre, inquietações, meditações, encontros com a alegria e com o sofrimento, com a vida e com o mistério da morte.

       Desta feita, recomendámos agora este livro de Homilias, que publica o trabalho rezado, meditado, escrito, proferido. A leitura pode fazer-se pelo menos de duas formas: como leitura espiritual, de fio a pavio. Foi o que fizemos, ainda que com a preocupação de o recomendarmos. só o poderíamos fazer depois de o lermos. Neste caso dá-nos também uma visão de conjunto de todo o ano litúrgico. A segunda forma: a fim de preparar cada Eucaristia de domingo seguinte, ler e meditar o texto correspondente. Dessa forma, a disponibilidade para participar na Eucaristia será mais motivadora e mais consciente.

       Lê-se com agrado. Ajuda a refletir. Faz-nos entrar nas narrações do Evangelho. Faz-nos ver melhor Jesus, acolhê-l'O, senti-l'O mais próximo. Por outro lado, a abertura para este tempo, com acontecimentos e o clima social e cultural atuais, nos quais a Palavra de Deus se reflete para converter. Como tinha referido o Frei Filipe, na apresentação em Lamego, a leitura atempadamente,, no domingo à noite para o domingo seguinte, ajuda a ajuntar acontecimentos, reflexões e outras leituras. Em algumas Homilias, o Frei Filipe presenteia-nos com pérolas de pensadores, poetas, escritores, ou com quadros artísticos, outros tempos e lugares e outras sensibilidades: um coral de Bach; uma resposta de Gandhi; um ou outro poema de Sophia de Melo Breyner; um comentário do Papa Leão Magno; reflexão de São Máximo de Turim; uma ou outra intervenção do Papa Bento XVI; o aggiornamento do Vaticano II; o tempo de Jesus e dos apóstolos e o nosso tempo.

       Do primeiro Domingo do Advento ao último domingo do tempo Comum - Solenidade de Cristo Rei, passando pelas comemorações mais importantes, Natal e Páscoa, Pentecostes, Corpo de Deus, Todos os Santos, Assunção de Nossa Senhora, Imaculada Conceição.

       Aí está um subsídio importante, acessível, de agradável leitura, envolvente, que nos pode ajudar a preparar homilias, se for o caso, ou a preparar cada domingo.

"O Evangelho de hoje diz-nos que não devemos contornar as situações desagradáveis, não devemos fingir que elas não aconteceram. O Evangelho diz-nos que Aquele que tudo pode, Aquele que tem poder sobre tudo e sobre todos, o nosso Deus está na nossa barca. Com Ele o vento acalma, as ondas deixaram de ser perigosas e a nossa barca viaja no sossego e na alegria da Sua presença" (p. 100)

08.11.12

O CAMINHO aberto por JESUS - Marcos

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       "O Caminho aberto por Jesus - Marcos", é o título de um interessantíssimo livro de José António Pagola, cuja publicação em Portugal é da responsabilidade da Gráfica de Coimbra 2 (Comibra 2012).

O evangelista que nos acompanha, no ciclo de leituras do Ano B, que termina com a solenidade de Cristo Rei, é São Marcos, o primeiro, e talvez por isso, o mais rudimentar, mais genuíno, mais direto, mais acessível, e mais perto (cronologicamente) de Jesus.

       Nesta obra, o autor apresenta o texto do evangelho, contextualizado, procurando situar-nos no tempo de Jesus, no ambiente da época, deixando vir ao de cima a delicadeza de Jesus, a sua bondade, a atenção aos mais desvalidos, a inversão de todos os estereótipos sociais e religiosos, interessando-se pelas pessoas mais insignificantes. O autor procura lançar questões à Igreja e aos cristãos, à sociedade deste tempo e desafiar a uma atitude que assume a Mensagem cristã, em definitivo, sem preconceitos, e sem receio, abrindo para a esperança de Deus.

       Veja-se a apresentação feita pelo próprio autor:

 

23.09.12

Quem quiser ser o primeiro será o servo de todos...

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       1 – O anúncio da Cruz é uma evidência na vida de Jesus. Para os cristãos, é um projeto de vida, a sua maneira de ser.

       Depois da confissão de fé de Pedro – “Tu és o Messias” –, o anúncio progressivo, mas sem recuos, dos sofrimentos que o Mestre vai enfrentar. O caminho do sucesso e da fama, que se vinha a espalhar e a consolidar, dá lugar rapidamente à desilusão.

       É neste sentido que vemos Pedro a repreender Jesus por Ele anunciar o fracasso: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».

       A visão de Pedro, e dos demais apóstolos, corresponde à tentação de Satanás: o reino de Deus será do poder, de domínio e de violência sobre os outros. Para Jesus o caminho é outro: a CRUZ.

       2 – A Cruz é símbolo da entrega total de Jesus a favor de todo o povo. É necessário que UM morra por todos. É consequência lógica da Sua vida.

       Jesus coloca-Se do lado do pedinte, do órfão e da viúva, do estrangeiro e do perseguido, do pobre e do doente, coloca-Se do lado dos mais frágeis. Quem assume a defesa dos mais pobres, cedo sofrerá o desprezo e a perseguição dos mais fortes, dos que vivem pela violência. Jesus sabe isto. Não o esconde. Não faz campanha. Não diplomatiza para ter mais seguidores.

       Para Jesus, dar a outra face, deixar-se machucar, é mais humano do que agredir, morrer é muito mais humano do que matar. Ao egoísmo contrapõe o serviço, o amor e o perdão. Ao poder contrapõe a humildade: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».

 

       3 – As palavras da Sabedoria são clarificadoras:

       “Disseram os ímpios: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas obras; censura-nos as transgressões à lei e repreende-nos as faltas de educação…».

       O justo não procura aniquilar-se, não parte em busca de problemas, ou provocando os outros para a guerra. No entanto, a sua existência é já um atentado a quem pratica o mal. Ora o justo é provocador pelas palavras, denunciando, e muito pela vida de retidão, de justiça e de verdade.

 

       4 – “Como Eu vos fiz, fazei-o vós também”. Jesus consagra o serviço como única forma de chegar perto de Deus. Ele que era Mestre e Senhor não Se valeu da Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se, tornou-Se servo, humilhou-Se em obediência até à morte, até à cruz, como se reza e poetisa na Epístola aos Filipenses. Ele não vem para ser servido, mas para servir e dar a vida pela vida de muitos.

       Pode até doer, levar-nos à Cruz, mas não há outro caminho que nos leve a Deus que não seja o da caridade, do serviço, da verdade, do perdão. Não nos salvamos sozinhos. Não seguimos pela estrada de ninguém. A nossa estrada é aberta para que possamos seguir juntos.

       A Cruz guia-nos pela caridade, pela paz, pela justiça.

       Pelo contrário, como insiste São Tiago, “onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más ações. Mas a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz”.

       À inveja e ao egoísmo, à injustiça e à guerra, opõe-se como purificação e cura o serviço, o amor, o diálogo, o perdão, e a oração, para que a corrente de Deus nos mantenha vigilantes e atentos e prontos para nos ajudarmos, quem quiser ser o primeiro de todos seja o servo de todos.


Textos para a Eucaristia (ano B): Sab 2, 12.17-20; Tg 3, 16 – 4, 3; Mc 9, 30-37.

 

Reflexão DominicaL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARISTAS IN VERITATE.

16.09.12

E vós quem dizeis que Eu sou?

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       1 – A Epístola de São Tiago, segunda leitura, lavra a ligação íntima e fundamental entre a fé e a vida. O apóstolo exemplifica com situações concretas, reais e exequíveis:

“De que serve a alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Poderá essa fé obter-lhe a salvação? Se um irmão ou uma irmã não tiverem que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia, e um de vós lhe disser: «Ide em paz. Aquecei-vos bem e saciai-vos», sem lhes dar o necessário para o corpo, de que lhes servem as vossas palavras? Assim também a fé sem obras está completamente morta. Mas dirá alguém: «Tu tens a fé e eu tenho as obras». Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé”.

       A fé autêntica, em e com Jesus Cristo, conduz-nos aos outros.

       2 – Não há compromisso social puro, autêntico, libertador, se antes não se der um encontro transformador com Jesus Cristo. A fé é DOM recebido, acolhido e aprofundado na partilha. A fé há de levar-nos a imitá-l'O, pelo que nos compromete nas obras, como expressão, visualização, e comprovação da nossa adesão firme a Jesus e ao Seu Evangelho de caridade.

       Tudo se inicia em Jesus. Ele desce de Deus e traz-nos Deus. Mas não Se impõe. Cabe-nos acolher a nossa vocação, o Seu chamamento. Cabe-nos escolher o caminho que nos guia ao CAMINHO. Cabe-nos, livremente, aceitar a salvação que Ele nos dá, deixarmos que a nossa vida se transforme por inteiro e sermos portadores desta boa notícia em nós, pelas palavras e pelas obras.

 

       3 – Pergunta-nos Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

       Não basta a opinião dos outros. Não vale responder com o que ouvimos dizer: João Baptista; Elias; um dos profetas…

       Chega um momento em que se tornam insuficientes as respostas dos outros, precisamos de responder por nós. Quem é Jesus para mim? Que importância tem na minha vida? Toca a minha alma? Mobiliza-me para a comunhão e para a comunidade? Posso dizer com Pedro: «Tu és o Messias», o enviado de Deus? És Deus para mim? És a minha salvação e o meu descanso? És a minha bússola, o meu norte?

       Que resposta dar? Não assobiemos para o lado como se não fosse nada connosco. É connosco que Jesus está a falar.

 

       4 – Jesus conta connosco mas não contemos com a vida facilitada. Aliás, sublinhe-se desde logo, quem segue um caminho de honestidade e de trabalho cedo encontrará escolhos e inimigos. Não se pode agradar a toda a gente. «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

       Jesus anuncia tempos conturbados, de que dá nota a contestação de Pedro. É o fim das expetativas dos discípulos. E eles que pensavam que o reino de Deus seria imposto sem custo e sem esforço! E afinal vai custar pelo menos a vida do Mestre.

 

       5 – A Palavra de Deus não promete vida fácil, mas promete a presença permanente de Deus. O Seu olhar não se desviará do nosso, como na Cruz não se desprendeu da Mãe e não se desprendeu do Pai. Como rezamos com o salmo: “O Senhor guarda os simples: estava sem forças e o Senhor salvou-me”.

       Ou como visualiza o profeta Isaías:

“O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba… O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me?”

       A certeza que Deus vem salvar-nos, anima-nos a caminhar, conforta-nos, puxa-nos para a frente e para cima. Não nos deixa desistir.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 50,5-9a; Sl 114 (116); Tg 2,14-18; Mc 8,27-35.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

ou no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

22.07.12

Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente

mpgpadre

       1 – “Os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”. 

       Jesus e os Seus discípulos estão em constante movimento. Quase não têm tempo para descansar e por vezes as refeições são feitas à pressa, pois há sempre pessoas a chegar e a partir.

       O primeiro dos evangelistas, São Marcos, o mais "genuíno", não tendo a preocupação de apresentar uma reflexão refletida e ordenada sobre Jesus, quer dar-nos o testemunho daqueles que viveram com Ele, como é o caso de São Pedro, para que o maior número de pessoas possa beneficiar da Sua mensagem e da Sua benevolência. É um Jesus mais humano e sensível, em ação permanente, sem tempo para grandes paragens, e onde são mais as interrogações que as respostas.

       Duas premissas sobressaem de imediato em São Marcos: Jesus é o Filho de Deus e tem consciência que é Filho de Deus, mas é um homem entre homens, com necessidades, precisa de comer e de descansar, de se afastar da multidão e rezar em silêncio; e é o Messias esperado, n'Ele se cumprem as promessas de Deus feitas ao Povo da Aliança, de forma mais explícita pelos profetas; surge do povo e ao povo é enviado.

       Ao lermos com atenção este trecho do evangelho sobrevém a delicadeza e atenção de Jesus. Enviou os seus discípulos e no regresso Ele sabe/sente que precisam de descansar, de retemperar forças, de comer, e de relatar tudo o que passaram, a experiência vivida. É um lado muito humano de Jesus e muito concreto. Neste episódio não há nada de abstrato ou elaborado. É a vida no seu pulsar quotidiano. O Messias, o Enviado de Deus, assume em pleno a Sua humanidade.

 

       2 – A compaixão de Jesus pela multidão é constante na Sua vida. Vem da parte de Deus. É o próprio Filho de Deus, mas vem como Pastor para o meio da humanidade, para o meio de um rebanho tantas vezes desorientado, sem guia e sem esperança.

       É notório que há muitas pessoas que ouviram falar de Jesus e não apenas um bando de maltrapilhos (que Ele acolhe com maior afabilidade). É grande a multidão que a Ele acorre, gente que vem de toda a parte, de vários grupos sociais, religiosos e políticos, de várias regiões e em diferentes idades.

       A resposta de Jesus é atitudinal: levanta-Se de imediato, não deixa a multidão à espera. Ensina-lhes muitas coisas. Quem chega não está faminto apenas de pão, mas de vida nova, de sentido para os seus dias de trabalho e canseira.

       As palavras do salmista apropriam-se a Jesus: “O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. A bondade e a graça hão de acompanhar-me todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”. Deus nada nos tira. Diante d'Ele não precisamos de disfarces, apresentamo-nos como somos, com a nossa alma em transparência, sabendo que Ele nos guia para o bem, que nos proporciona descanso, o reencontro connosco.

 

       3 – A primeira leitura que hoje nos é proposta antecipa a chegada do Messias-Pastor. Deus virá para o meio do Seu povo. É uma promessa que renova a esperança em Deus e que haveria de motivar os israelitas a voltarem à Aliança, evitando a conflitualidade, egoísmo, a perversão, que levaria à ruína do reino do Norte e de Judá. Um povo sem Deus, e sem Mandamentos, é um povo sem alma e sem futuro, correndo o sério risco de se desmoronar.

       Jeremias é mais um profeta da interioridade, cimentando o compromisso com as pessoas mais frágeis, apontando a conversão interior, como caminho para Deus e para os outros, adesão firme à Aliança e que implique, pressuponha e conduza à prática da justiça e da caridade. Os ritos valem se preenchidos com Deus e com a Sua Palavra, na vivência dos Seus mandamentos. De contrário são como ossos ressequidos, esqueleto sem carne e sem músculo, sem vida!

       A religião, como a vida política e social, há de estar ao serviço do bem, da paz, ao serviço de todos, promovendo os mais pequenos. Só iguais podemos viver como irmãos e também com a mesma responsabilidade social e política.

       Hoje precisamos de profetas que bradem esperança e sobretudo nos tragam Deus. E nós também somos responsáveis pela profecia da esperança e de Deus. Deus não tardará, já alouram as searas, os campos começam a ficar preparados para a ceifa, Deus já se anuncia breve, como o Bom Pastor para o meio do seu rebanho, do Seu povo.  

“Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem. Dar-lhes-ei pastores que as apascentem e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor. Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há de exercer no país o direito e a justiça. Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: «O Senhor é a nossa justiça»”.

 

       4 – O anúncio profético realiza-se em Jesus Cristo, o Pastor por excelência. Não vem por sobre as nuvens, mas encarna, vem do povo, é Homem que tem poiso e pisa o nosso chão, terra sagrada para o encontro de Deus e do Homem, vem com a força divina encher de beleza e enriquecer a fragilidade humana. Não se coloca de fora, como observador, mas dentro da humanidade. É n'Ele que encontramos a salvação de Deus.

       Como clarifica o Apóstolo,

“foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele, graças ao sangue de Cristo. Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo… de uns e outros, Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo... Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto”. 

       Veio para reunir de todas as nações, para congregar os de perto e os de longe, para salvar, para semear a paz e a justiça, para formar de todos um só Povo para Deus.


Textos para a Eucaristia (ano B): Jer 23, 1-6; Sl 22 (23); Ef 2, 13-18; Mc 6, 30-34.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço

30.01.12

Editorial Voz Jovem - janeiro 2012

mpgpadre

       Os dias que medeiam entre a Epifania e a Quaresma – Tempo Comum (1.ª parte) – são também sinal e expressão do amor de Deus por nós.

       O ano litúrgico recentra-nos em dois vértices: o NATAL e a PÁSCOA, e que incluem os tempos de preparação (Advento e Quaresma) e os tempos que se lhe seguem (tempo de Natal e tempo Pascal), tornando mais acessível o mistério da salvação.

       Com efeito, a Encarnação do Verbo tem como fim a Sua Manifestação plena no dar a vida pela humanidade. É no dar a vida que Jesus nos mostra o caminho de retorno a Deus. Com a Ressurreição percebemos o DOM da vida nova. É à luz da Páscoa que havemos de encarar toda a nossa vida de fé. Jesus assume a nossa fragilidade e finitude para nos (re)introduzir na eternidade.

       Depois do batismo de Jesus, por João Batista, iniciamos o chamado Tempo Comum ou Ordinário. O tempo comum celebra a Páscoa, em cada domingo, em cada Eucaristia. Com efeito, a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição de Jesus, que Ele antecipou na Última Ceia, de forma a permanecer no meio de nós, faz-nos participantes da vida divina e alimenta-nos até à eternidade. Por esta razão, a Eucaristia é a oração mais completa da Igreja. Encaminhamo-nos para Deus, alimentamo-nos da presença de Deus entre nós. Na palavra proclamada, refletida e acolhida e pela condivisão do Corpo de Cristo, tornamo-nos com Ele um só Corpo.

       Na verdade, o tempo comum desafia-nos a deixar-nos surpreender por Deus em todos os momentos da nossa vida, também no silêncio e na aridez dos nossos dias, também na rotina e na azáfama, também nos vazios e nas dúvidas, nas contrariedades e nas nossas realizações humanas.

       É no dia a dia que nos afirmamos como pessoas, nos descobrimos sociedade, formamos Igreja, como crentes peregrinos, em busca de um sentido novo para a vida. Deus age em todo o tempo, em toda a parte, em todas as ocasiões.

       Será oportuno envolver-nos nas diversas manifestações de Deus, nos encontros e gestos de Jesus, cuja riqueza do Evangelho não se esgota num ciclo litúrgico. Daqui também, a necessidade da Igreja encontrar espaço para abranger melhor o mistério de Cristo, promovendo três ciclos de leituras. Encontrámo-nos no ciclo B, em que o Evangelho de São Marcos será a referência fundamental para os domingos.

 

       1 – “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1, 35-42). O 2.º domingo do tempo comum, faz-nos viver a passagem de testemunho, de João Batista para Jesus, no sinal que dá aos seus discípulos para seguirem Jesus.

 

       2 – “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 14-20). A mensagem de Jesus desafia à fé e à conversão. No 3.º domingo, Jesus chama alguns Apóstolos, para que vivam com Ele e O acompanhem, para depois os enviar ao mundo.

 

       3 – “Uma nova doutrina, com tal autoridade que até manda nos espíritos impuros” (Mc 1, 21-28). No 4.º domingo, a certeza de que em Jesus está a força e a graça de Deus. Ele vem salvar-nos dos demónios que nos afastam de Deus e uns dos outros.

 

       4 – “Todos Te procuram… Vamos a outros lugares (…) a fim de também aí pregar” (Mc 1, 29-39). No 5.º domingo, o Evangelho mostra como o ministério de Jesus se revela em gestos concretos, cura a sogra de Pedro e muitos outros que acorrem à Sua presença. É urgente ir, partir, anunciar, pregar…

 

       5 – “Se quiseres, podes curar-me” (Mc 1, 40-45). No 6.º domingo, um leproso aproxima-se de Jesus com a certeza de n’Ele encontrar a cura. E nós? Com que confiança rezamos a Jesus?

 

       6 – “…para saberdes que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados…” (Mc 2, 1-12). A salvação envolve toda a nossa vida, como podemos refletir neste 7.º domingo. Jesus vem para nos curar de todo o mal. Só o perdão dá lugar a uma vida nova.

 

       O reino de Deus está próximo, convertamo-nos de todo o coração e acreditemos no Evangelho… é tempo de salvação, Deus vem salvar-nos!

 

Editorial Boletim Voz Jovem, janeiro 2012.

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