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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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19.11.16

Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso

mpgpadre

1 – Que realeza esta! Um trono, uma cruz! Uma coroa, tecida de espinhos e de amor! Um reino, sem terras nem palácios! Um exército sem armas nem treino militar! Um poder feito de serviço e de perdão! Uma chefia que se coloca de joelhos para Se dar! Uma esperança que é pregada no madeiro! Uma certeza: quem seguir o líder deste Reino não vai ter uma vida facilitada! Um projeto de vida: amar, servir, dar-Se por inteiro, colocar os outros em primeiro lugar, salvar os outros para que os outros me/te salvem, comprometer-se na transformação do mundo, deixar marcas de amor espalhadas por toda a parte, em todos os momentos, seguir Jesus, transparecer Jesus, testemunhar Jesus, dar a vida por Jesus, para que Jesus seja tudo em todos!

A realeza de Jesus contradiz as realezas do mundo. Estas têm vassalos! Jesus tem discípulos! Os súbditos dos reinos deste mundo têm títulos e honrarias. Os discípulos de Jesus estão comprometidos com a verdade, com o serviço, com a caridade! Os membros dos reinos históricos têm regalias e são premiados com terras e mais títulos pelos serviços prestados. Os seguidores de Jesus são premiados com a alegria e com o sofrimento, com a satisfação de O seguir e com a certeza que serão perseguidos como Ele.

O rei veste os melhores trajes, linho fino, seda, com brocados de ouro, com mantos compridos... Adorna-se com fios e anéis, com pedras preciosas. O "Rei dos Judeus" está sem vestes! D'Ele se pode dizer com propriedade: "o rei vai nu". Apenas um pano em volta da cintura. Sem bolsas nem cordões! A túnica é sorteada! As roupas distribuídas! Sem maquilhagens nem adornos reais. Está maquilhado de sangue e de lágrimas, de amor e de confiança em Deus.

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2 – «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito»... «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo»... «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».

Uma das tentações nas sociedades do nosso tempo é visível diante da cruz de Jesus. Salva-Te a Ti e a nós. Eu, eu e eu! De fora fica o tu e os outros! O mundo é atravessado por uma crise que parece não ter fim: guerras, fome, violência, pobreza, refugiados, exclusão social, fanatismo religioso, nacionalismos cada vez mais acentuados, racismo a florescer. As razões são variadas: interesses económico-financeiros, defesa de valores "religiosos" e da identidade cultural! Mas, no final, a única razão é o egoísmo, o colocar-se a si em primeiro lugar! À frente de todos, além e apesar de todos!

Os chefes do povo, alguns dos soldados, um dos malfeitores, sintonizam pelo mesmo diapasão. É sempre um risco deixar-nos levar pelos outros quando estamos em grupo!

O outro malfeitor não se deixa envolver pelos escárnios e pela maledicência. Intervém. Marca posição. Distancia-se da opinião corrente e das vozes sincronizadas contra Jesus. Já não tem muito a perder! Melhor, tem tudo a ganhar! Repreende o companheiro de armas: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável».

Este malfeitor deixou-se trespassar pelo olhar de Jesus e pelo Seu amor. E, por conseguinte, é para Ele que se dirige em súplica: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». Em tons de brincadeira, costuma dizer-se que este foi o maior ou melhor ladrão, pois no último momento roubou o Reino de Deus. «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso». A realeza de Jesus exerce-se na misericórdia, na compaixão, no perdão. Há sempre tempo enquanto estamos no tempo. A misericórdia de Deus não tem limites, a não ser que lhos ponhamos!


Textos para a Eucaristia (C): 2 Sam 5, 1-3; Sal 121 (122); Col 1, 12-20; Lc 23, 35-43.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

21.11.15

Sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo

mpgpadre

1 – Deus liberta-nos para vivermos como filhos, constituindo-nos herdeiros, Sua família, abençoando-nos, em Jesus Cristo, de Quem recebemos a plenitude da redenção. Com Ele a eternidade fica ao nosso alcance. Participamos da santidade de Deus que Se faz Um connosco, Um de nós. Só há verdadeira fraternidade entre iguais, da mesma carne e do mesmo sangue, com a mesma origem e o mesmo fim (destino). Em Jesus Cristo, Deus abaixa-Se, coloca-Se, como dom, ao mesmo nível que nós, prova o sofrimento e a morte, a fragilidade e a finitude, a alegria e a festa, o encontro e a partilha que comunica e gera vida em nós e no nosso mundo.

Não acima. Não à margem. Não indiferente. Não alheio ou insofrível. Não distante nem juiz iníquo. Não intocável ou sobranceiro à humanidade. Um de nós, Um connosco. Entra na história e no tempo. Caminha connosco. Acompanha-nos. Vive. Ama. Sofre. Sente. Sorri. Cansa-Se. Tem fome e sede e deseja matar a fome e a sede e encontrar o sentir das pessoas, dando sentido às suas vidas. Alegra-Se. Chora. Comove-Se e envolve-Se. Deus, em Jesus Cristo, é ROSTO, e carne e corpo e vida. Deixa-Se ver e ouvir, deixa-Se tocar e perceber, deixa-Se amar e odiar, deixa-Se perseguir e matar.

E ainda assim Aquele Deus, que em Jesus Se torna tão próximo, continua a ser Deus. Na história de Jesus, Deus deixa-Se ver. Deixa-Se tocar. Podemos segui-l'O. A divindade como a realeza de Deus é caracterizada pelo abaixamento. É uma soberania de amor, a partir de baixo, a partir de dentro. Deus não Se impõe. Deus propõe-Se, expõe-Se. Sujeita-Se às coordenadas do espaço e do tempo. Sujeita-se a ser rejeitado, perseguido e morto.

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2 – A realeza de Cristo está despida de poder e das armaduras que pesam, distanciam, afastam e amedrontam. A coroa não tem pérolas ou esmeraldas. É uma coroa de espinhos, tecida com os fios do amor de Deus para connosco. Para Ele a nossa vida vale. Cada vida vale. Só não vale matar – tirar a vida – em nome d'Ele que nos dá a Sua própria Vida. Ele dá a Sua vida, para que a nossa seja abundante.

Não Se levanta para matar ou destruir. Oferece-Se como sacrifício. Dá a Sua vida para que nenhuma vida dada seja tirada ou desperdiçada. Puro dom, entrega total. Até ao fim. Até à última gota de sangue. Não se vislumbram grandezas. Nem exército, nem segurança pessoal, nem palácio, nem cetro. Somente Jesus, somente Ele, com a Sua vida, dando-Se. A realeza está no olhar, no falar, no tocar, no chamar, no amar, no servir. A realeza de Jesus está no encontro, no perdão e na bênção, na proximidade e na compaixão. Por nós.

Pilatos fica intrigado com Jesus. Pergunta-lhe se Ele é Rei. Jesus responde-lhe: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». E logo acrescenta: «Sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade».

A busca do poder é uma característica (ou tentação) muito humana, mas que por vezes desumaniza. A manutenção do poder a qualquer custo, em qualquer situação, não com o ensejo de servir e de melhorar o mundo, mas como possibilidade de subjugar vontades e pessoas, em benefício pessoal, para autossatisfação, tirando proveitos à custa do trabalho e sacrifício de outros, torna o poder preservo.

Não seja assim entre vós. Dizia Jesus aos seus discípulos, preparando-os para um tempo novo em que eles se tornassem artífices dos novos céus e nova terra. Quem entre vós quiser ser o primeiro seja o servo de todos. Será como o Filho do Homem que veio não para ser servido mas para servir e dar a vida por todos. É um Rei que parte (para a guerra) para morrer em vez dos seus soldados, evitando que se percam. Ele não foge, não Se esconde, não envia outros em Seu lugar, não permite que outros “paguem” por Ele. Quem buscais? Jesus de Nazaré? Sou Eu mesmo!

_______________________

Textos para a Eucaristia (B): Dan 7, 13-14; Sal 92 (93); Ap 1, 5-8; Jo 18, 33b-37.

 

REFLEXÃO DOMINCIAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARISTAS IN VERITATE

23.11.13

Este é o Rei dos judeus. Salva-te e ti e a nós também...

mpgpadre

       1 – A realeza de Jesus Cristo assenta no Amor. É uma realeza frágil, exposta, carente, dependente do acolhimento e da aceitação alheia. Não é imposta e não vive pela força. Impõe-se pelo serviço, pelo testemunho, como lâmpada que se acende para irradiar Luz.

       Hoje são vários os motivos que nos levam/trazem à Eucaristia: solenidade de Cristo Rei, Senhor do Universo, Dia da Igreja Diocesana de Lamego, Encerramento do Ano da Fé, convocado por Bento XVI e concluído pelo Papa Francisco.

       A síntese e o enquadramento do Ano da Fé pode encontrar-se na primeira carta Encíclica do novo Papa, Lumen Fidei, escrita a quatro mãos, preparada por Bento XVI e assumida, com as suas contribuições pessoais, por Francisco. Melhor síntese ainda: a passagem de testemunho de um a outro papa, sublime Evangelho da Humildade. Um, a fé, o serviço e o despojamento, pondo em evidência o que sempre foi: simples trabalhador da vinha do Senhor. Outro, com a temperatura muito latina, próximo, afável, universalizando o que era como sacerdote e cardeal, pastor da proximidade e da clareza, do encontro e da ternura. Outra síntese luminosa, anunciada neste ano, a canonização do Bom Papa João XXIII e do infatigável papa João Paulo II, a realizar em 27 de abril de 2014.

       2 – A coroação de Jesus realiza-se na Cruz, bela expressão do Amor sem fronteiras nem reservas, sem condições prévias.

       Alguns zombam de Jesus: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito»; «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo»; «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». O próprio letreiro pregado na cruz refere a realeza de Jesus: «Este é o Rei dos judeus».

       A zombaria contrasta com a bondade de Jesus durante a vida pública. Ele prega e vive a proximidade com todos, especialmente com as pessoas mais frágeis e desconsideradas social, política e religiosamente, acerca-se delas, faz-Se caminho para pessoas portadoras de deficiência, publicanos, crianças, mulheres. Coloca no centro precisamente aqueles que foram colocados nas periferias da vida.

       A última tentação, na Cruz e na vida, é cada um procurar salvar-se a si mesmo, usando todos os meios, mesmo que à custa de outros. «Salva-te e ti e a nós também». Jesus não quer salvar a pele e muito menos à custa do sacrifício de outros. Ao invés, Jesus oferece-Se como sacrifício, como Amor partilhado, para salvar a todos. Não se livra do sofrimento, do suplício e da morte. Mas aprouve a Deus que na Sua oferenda todos fôssemos reconciliados com Ele, eternamente.

       No final, Jesus não tem nada, nem sequer a roupa do corpo. Tudo é para Deus. É todo de Deus. É todo para a humanidade.


Textos para a Eucaristia (ano C): 2 Sam 5, 1-3; Sl 121 (122); Col 1, 12-20; Lc 23, 35-43.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

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