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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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01.04.15

Caminhada Quaresmal 2015: início da Semana Santa

mpgpadre

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Em Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, a Cruz, expressão do Amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Em Tabuaço, a capa e a cruz... em Pinheiros, a Cruz.

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 (Paróquia de Pinheiros)

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 (Paróquia de Tabuaço)

 

Com o Domingo de Ramos iniciamos a Semana Maior dos Cristãos, mistério pascal da morte e ressurreição de Jesus, Amor divino que nos assume na nossa fragilidade humana, na nossa caminhada pela história e pelo tempo.

 

CAPA – No primeiro momento, a entrada triunfal de Jesus na cidade santa de Jerusalém. À passagem de Jesus, várias pessoas lançam capas e ramos ao chão, reconhecendo-O como Messias, o Rei de Israel.

Seguindo o gesto daquela multidão, que saibamos amaciar o chão dos nossos irmãos para que sintam mais suaves as pedras que encontram pelo caminho. Podemos não evitar os tropeços ou os obstáculos, mas podemos estender a capa e a mão que os outros caminhem confiantes.

 

CRUZ – Quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim.

A Cruz é o sinal maior do amor de Deus que Se mostra em Jesus. Amor levado às últimas consequências, até à última gota de sangue. 

Que cada um de nós, atraído por tão grande amor, atraído pela Cruz de Jesus que nos abraça, possa tornar-se discípulo missionário, acolhendo a Mensagem e a Vida de Jesus, que nos é dada, e anunciando a todos a alegria do Evangelho.

A Cruz abarca a nossa história por inteiro. O AMOR de Deus que se firma na terra e se levanta, levantando-nos para a amizade com Deus e com os que seguem o caminho connosco.´

Professemos a nossa Fé:

Creio em Um só Deus…

30.03.15

Tabuaço: Boletim Paroquial Voz Jovem: janeiro-março 2015

mpgpadre

O Boletim Paroquial é uma das ferramentas de relembrarmos acontecimentos, celebrações e pessoas, e nos aproximarmos como comunidade. Aí está o boletim de janeiro-março, com algumas das notícias que mobilizaram a comunidade paroquial de Tabuaço neste primeiro trimestre de 2015: taizé, jornada da família, festa da apresentação, festa do Pai nosso e dia do Pai, caminhada quaresmal 2015.

Distribuído em Domingo de Ramos, disponibiliza-se os horários das diversas celebrações da Semana Santa.

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O Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

21.03.15

«Senhor, nós queríamos ver Jesus».

mpgpadre

1 – Como o rio que corre para o mar... a vida pública de Jesus aproxima-se do fim: «Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».

Fazendo memória daqueles dias, a Epístola aos Hebreus acentua a dramaticidade com que Jesus enfrenta este momento: «Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte… aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna».

Jesus sobe a Jerusalém com os seus discípulos, por ocasião da Páscoa (judaica), vivendo, ensinando, com uma clarividência cada vez maior: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará».

Amar, servir, dar a vida, gastando-a a favor dos outros.

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2 – «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Um pedido que enche todo o Evangelho dito neste dia.

Filipe escuta o pedido daquelas pessoas, e com André, vai ter com Jesus. Filipe é instrumento para chegar a Jesus. Por outro lado, o discipulado envolve os que caminham connosco, não somos discípulos sozinhos. Filipe "arrasta" André, para em conjunto irem até Jesus.

Mas se Filipe e André são facilitadores da aproximação dos gregos a Jesus, há também aqueles que dificultam o acesso ao Senhor. O pedido denota que há barreiras que impedem um acesso fácil a Jesus. Isso deve-se à multidão e também à língua falada.

O anúncio da salvação é para todos.

Ouve-se uma voz que dá testemunho acerca de Jesus: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». No batismo, a voz dirige-se a Jesus; na Transfiguração, dirige-se aos apóstolos; desta feita é audível pela multidão. O desafio é idêntico, Deus sanciona Jesus. Cabe-nos a nós seguir aquela voz, seguir Aquele de Quem a Voz dá testemunho.

 

3 – Com o salmista, deixemos que ressoe em nós esta súplica: «Criai em mim, ó Deus, um coração puro / e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. / Dai-me de novo a alegria da vossa salvação / e sustentai-me com espírito generoso. / Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos / e os transviados hão de voltar para Vós».

_____________________________

Textos para a Eucaristia (ano B): Jer 31, 31-34; Sl 50 (51); Hebr 5, 7-9; Jo 12, 20-33.

 

REFLEXÃO COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso bloue CARITAS IN VERITATE.

18.03.15

Dentro do Coração de Jesus cabe cada um de nós

mpgpadre

4.º DOMINGO DA QUARESMA

Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, a certeza clara que Jesus veio para que o mundo seja salvo por Ele. Deus amou tanto o mundo que lhe entrega o Seu Filho Unigétio (cf. Jo 3, 14-21). Gesto: um Coração, o Coração de Jesus.

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(Paróquia de Tabuaço)

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 (Paróquia de Pinheiros)

 

 
       Deus é Amor.
       Só quem ama conhece a Deus.
       Amar é a maior tarefa do ser humano. Quem não for capaz de amar e de ser amado, nunca descobrirá a beleza da vida e a possibilidade de se encontrar com Deus.
       Só o amor nos liberta das garras da morte, do medo e da solidão, do egoísmo e da injustiça.
       O pior que nos pode acontecer não é morrer. O pior é não amar. Não ser amado. Morremos antes de morrer. A solidão é uma das doenças mais endémicas do nosso tempo. Viver só. Sentir-se só. Sentir-se abandonado, incompreendido, sem um olhar que nos acolha como irmãos, sem uma voz que nos faça sentir vivos, sem a escuta que nos reconheça como iguais!
       Viver sem amor é viver sem futuro, sem esperança, sem sonhos para cultivar, sem projetos para construir. 
       Deus é Amor. Só o amor cria. Só o amor clama por esperança, por vida, por futuro.
       Desde o início que por Amor Deus nos chama à vida, nos ampara e envia sinais e mensageiros para nos anunciarem caminhos de salvação.
       Jesus – Deus connosco – vem transparecer este amor. Só o amor nos salva. Jesus é o Amor em carne e osso. Faz-Se um de nós, identifica-Se com a nossa fragilidade e com os nossos sonhos, abre-nos o Seu Coração para que n’Ele o nosso coração seja maior.
       O CORAÇÃO de Jesus é um Coração de carne, cheio de Deus, cheio de amor, que transvasa para nós. Ele não veio para condenar o mundo mas para que o mundo seja salvo por Ele. Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu próprio para filho, assumindo-nos também a nós como filhos bem-amados.
       No coração de Jesus cabemos todos. E todos podemos viver como irmãos se estivermos dentro do Seu coração.
Preparemo-nos para escutar a Palavra de Deus.
Na primeira leitura, a certeza que Deus não Se esquecerá de Jerusalém, não Se esquecerá de nós e, como num sábado permanente, esperará por nós.
Na segunda leitura, o apóstolo São Paulo faz-nos ver a riqueza da misericórdia de Deus. A salvação é dom de Deus, colocado ao alcance da nossa mão.
No Evangelho, a certeza que a vinda de Jesus Cristo tem como propósito a salvação do mundo. Ele é a luz que nos guia para a verdade.
Serenamente escutemos a Palavra de Deus.

11.03.15

Do Templo de Jerusalém ao Templo Novo de Jesus

mpgpadre

3.º Domingo da Quaresma

Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, tendo em conta a passagem em que Jesus expulsa os vendilhões do Templo (cf. Jo 2, 13-25), dois tijolos, um maior ou mais pequeno, um inteiro, outro partido... no Templo que é Cristo, todos temos lugar...

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(Paróquia de Pinheiros)

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 (Paróquia de Tabuaço)

 

       «Destruí este templo e em três dias o levantarei»

       Resposta pronta de Jesus àqueles que questionam a Sua autoridade.

       Jesus chegou ao Templo para rezar, para refletir, para Se encontrar com Deus, juntamente com o Povo. Em vez de um espaço agradável de acolhimento, Jesus encontra uma balbúrdia, o Templo transformado numa praça, onde se discute, se compra e se vende, com uns tantos a aproveitar-se da miséria e da fé dos muitos crentes que se aproximam.

       Bem sabemos que uma construção – uma casa, um templo, um jardim – leva o seu tempo e os seus cuidados. Para destruir é mais fácil!

       Quantos dias e quantas horas para que o jardim fique a nosso gosto? Há sempre alguma coisa a acrescentar, a ratificar, a compor! Ervas a mondar, regas a efetuar, proteções a colocar! E de repente, um vendaval, um animal selvagem, um roedor, e é destruído em segundos, o trabalho que demorou tanto a fazer e tantos cuidados ocupou.

       O Templo de Jerusalém demorou 46 anos a construir e bastaram algumas horas para os romanos deitarem por terra o trabalho de milhares de judeus! Daí que os judeus não percebam como é possível a Jesus levantar um novo Templo em três dias?

       «Destruí este templo e em três dias o levantarei».

       Jesus fala-nos de outro templo, fundado na Sua vida e na Sua entrega. Será morto para nos salvar. Três dias depois ressuscitará, dando início a um novo Templo, no Seu Corpo, do qual nos tornamos membros, pelo Batismo.

       Neste Templo cada pedra é importante. Ninguém é substituível, pois todos têm o seu lugar. Muitos membros, mas o mesmo Corpo, a mesma Igreja, o mesmo Templo. Numa construção, os tijolos que não prestam, que têm defeito, que estão partidos, são dispensáveis. Nesta construção, (GESTO: introdução do tijolo… ou um tijolo bom e um meio partido) cada pedra, cada prego, cada tijolo, cada pedaço, é fundamental para a construção do Corpo de Cristo. Se um só tijolo estiver de fora será nossa obrigação repescá-lo para a construção do Reino de Deus.

 

       Senhor Jesus, que neste Templo, que é a Igreja, o Teu Corpo, saibamos ser pedras vivas, acolhendo os que chegam, procurando os que partem, indo ao encontro dos desavindos, para construirmos com mais amor a família de Deus. Amém.

07.03.15

Destruí este templo e em três dias o levantarei

mpgpadre

1 – «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Resposta de Jesus àqueles que o questionam sobre a autoridade com que repreende e expulsa os vendilhões do templo.

Os ouvintes de Jesus contestam: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?» São duas leituras diferentes sobre realidades distintas. Os judeus falam do templo de Jerusalém. Jesus fala da Sua vida, anunciando a Sua morte e a Sua ressurreição três dias depois de ser morto. «Quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus».

A casa é lugar, é espaço sagrado, é altar, é sacramento, do nosso encontro com Deus e com os irmãos, seja templo de pedra ou a nossa vida, e, por conseguinte, deverá ser honrado, íntegro, sem tralha que nos impeça de voltar o coração para Deus e de abraçar os irmãos.

Mais à frente, no diálogo com a Samaritana, Jesus concluirá, com todas as letras, que o verdadeiro culto não se realiza em Jerusalém ou em Gerizim, mas em espírito e verdade, através do nosso corpo, da nossa vida por inteiro. Porém, e como se conclui da atitude de Jesus, os espaços sagrados devem ser respeitados e respeitáveis.

Três domingos e três espaços para encontrar Deus. No deserto, onde as seguranças não existem, ficámos a sós com Deus. O monte que nos invita a sair do nosso conforto e comodismo, exigindo que nos ponhamos a caminho e subamos, não para ficarmos envoltos em nuvens, mas para regressarmos e trazermos a luz ao mundo. Hoje é o Templo, espaço sagrado, para sentirmos que Deus tem lugar e hora marcada connosco, não é simples abstração espiritual.

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2 – «Não façais da casa de Meu Pai, casa de comércio». Nas entrelinhas, os discípulos percebem as palavras da Escritura Sagrada: «Devora-me o zelo pela tua casa».

Jesus é o TEMPLO que nos acolhe. A Sua vida, feita doação, tornar-se-á LUGAR de encontro e de vida nova. N'Ele seremos uma só família para Deus. Do alto da Cruz, Ele nos assumirá como irmãos,  dando-nos Maria por Mãe, para que n'Ela aprendamos a amar-nos uns aos outros. Maria cuidará de nós para que a casa do Pai não seja casa de comércio, mas casa de encontro, de partilha e de comunhão.

É preciso muito tempo para construir, edificar, para solidificar. Num edifício como nas nossas vidas, na nossa família e no grupo de amigos. Para destruir por vezes basta uma pequena aragem, uma palavra, um gesto, uma gota de inveja. Um jardim leva uma geração a ficar do agrado de quem dele cuida. Uma família está sempre em aperfeiçoamento, entre alegrias e tristezas.

O que muitos em muito tempo edificaram, poucos em pouco tempo podem destruir com a maior das facilidades. Todo o cuidado é pouco. Será muito importante não desistir. Deus não desiste de nós. Nunca desiste da humanidade. Não desistamos uns dos outros!

____________________________

Textos para a Eucaristia (ano B): Ex 20, 1-17; Sl 18 (19); 1 Cor 1, 22-25; Jo 2, 13-25.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

07.03.15

Para lá das nuvens, o sol continua a brilhar

mpgpadre
O texto publicado na última edição da Voz de Lamego (3 de março de 2015) foi em parte utilizado na dinâmica da Quaresma nas Paróquia de Tabuaço e de Pinheiros, no segundo domingo da Quaresma, com a proclamação do Evangelho da Transfiguração de Jesus...

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(Paróquia de Pinheiros)

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(Paróquia de Tabuaço)

 

       Ficamos felizes com um dia radiante, cheio de sol e de luz e sobretudo se é em pleno inverno. Há dias em que as nuvens são densas, carregadas, escuras, prontas a cair-nos em cima.

       Assim é connosco, com a nossa vida. Por vezes, os desertos, as cinzas, o sofrimento, a morte, a tristeza, fazem-nos perder o pé. Mas sabemos que não será para sempre.
       O Sol continua a brilhar para lá das nuvens que nos assustam e tiram brilho aos nossos dias.
       Por vezes precisamos apenas de um raio de sol, uma palavra, um sorriso, alguém que nos diga que a nossa vida faz sentido e que as coisas vão melhorar, apesar de tudo. Dias melhores virão.
       Jesus tinha dito aos seus discípulos que ia ser morto (cf. Mc 8, 27-33).
       Os discípulos ficam em desespero. Como é possível que Jesus vá ser morto? Logo agora que encontraram um sentido maior para as suas vidas!
       Jesus mostra-lhes a luz que vem das alturas, mostra-lhes o Céu (cf. Mc 9, 2-10), mas não lhes diz, nem a eles nem a nós, que a vida vai ser fácil daqui para a frente. Não. Diz-lhes que têm que descer da Montanha. Por maiores que sejam as dificuldades, Deus não os abandonará.
       Quando as trevas forem mais densas e o sofrimento mais intenso, lembrar-se-ão deste momento, desta luz, para prosseguirem caminho, pois para lá das nuvens o Sol continua a brilhar, depois das trevas a luz virá, depois da noite o dia surgirá.
       A Quaresma desperta-nos para esse caminho de luz e salvação, de esperança e vida nova. A Quaresma é um tempo limitado (podemos dizê-lo em relação à Páscoa, que se prolonga por 50 dias e em todas as Eucaristias do anos, e em relação à Páscoa definitiva). Logo estaremos a celebrar a Ressurreição de Cristo, a Páscoa.
       É uma primavera de promessas a despontar. O que está encoberto, sob a terra, logo desabrochará; os rebentos morrerão para que nasçam as flores e os frutos. A Páscoa, a vida, a felicidade, Deus, o amanhã, impelem-nos a caminhar, a avançar. Ainda que seja um pequeno vislumbre de luz far-nos-á avançar com mais segurança, até que a luz inunde por completo o espaço em que caminhamos, até que a vida se imponha sobre a morte, a luz sobre as trevas, a alegria sobre a tristeza.
       Transfiguremo-nos com Cristo, para melhor sentirmos a Páscoa!
 
in Voz de Lamego, edição de 3 de março de 2015

27.02.15

QUARENTA DIAS DE ORAÇÃO E 40 HORAS DE PERDÃO

mpgpadre

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MENSAGEM DE D. ANTÓNIO COUTO PARA A QUARESMA 2015

  1. Na sua mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lança um forte apelo contra a indiferença generalizada e globalizada, que se instala no nosso coração e o anestesia e endurece, tornando-nos insensíveis. A indiferença é, diz o Papa, uma reclusão mortal em nós mesmos, e desafia, por isso, as nossas paróquias e comunidades a serem ilhas de misericórdia no meio deste vasto mar de indiferença. E contra a dureza enrugada do nosso coração, o Papa propõe a beleza e leveza, sem rugas, da graça e do perdão, uma Igreja maternal, vigilante, compassiva e comovida, com «um coração que vê», como uma mãe sempre atenta, uma mão sempre estendida para manter entreaberta a porta do amor e do perdão, a porta de Deus (Salmo 106,23).
  1. Para tornar as coisas mais palpáveis e visíveis, o Papa propõe mesmo a realização de um «Dia do Perdão», 24 horas de reconciliação, a levar a efeito na Igreja inteira nos dias 13 e 14 de Março, de meia tarde a meia tarde, sob o lema: «Deus, rico de misericórdia» (Efésios 2,4). Peço, por isso, encarecidamente, a todos os sacerdotes que convoquem as comunidades paroquiais para este exercício de renovação das pautas do coração através da oração, da escuta atenta e qualificada da Palavra de Deus, da vivência da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação e da prática da caridade. Não deixemos de dar corpo e alma a este «Dia do Perdão», para o qual o Papa Francisco nos convoca.
  1. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de graça para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
  1. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para apoiar os 25 Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Guiné Bissau. Esta mão de amor estendida até à Guiné Bissau traduz-se no apoio concreto a 60.000 crianças (dos 0 aos 6 anos), enquadradas em 10.000 famílias e 320 comunidades. Lembro que a mortalidade infantil (dos 0 aos 5 anos) atinge, na Guiné Bissau, a cifra altíssima de 27,4%, muito devido à subnutrição e parcos cuidados de higiene e de saúde. Estes 25 Centros de Recuperação Nutricional, geridos por Congregações Religiosas com a coordenação da Cáritas da Guiné Bissau, representam um pouco mais de esperança para as crianças guineenses. A Fundação Fé e Cooperação (FEC), que foi instituída em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), e que este ano celebra 25 anos de existência, diálogo, fé e cooperação, encontra-se também a trabalhar no terreno guineense, dando apoio a estes 25 Centros de Recuperação Nutricional. Serão os membros desta instituição da Igreja Católica que levarão a nossa esmola para as crianças da Guiné Bissau, e velarão pela sua eficaz aplicação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
  1. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2015, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados (em ano a eles consagrado), todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação muito especial a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.

Lamego, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas

Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,

+ António.

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