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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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26.11.17

Leituras: RANIERO CANTALAMESSA - PARA QUE NADA SE PERCA

mpgpadre

RANIERO CANTALAMESSA (2017). Para que nada se perca. Novos pensamentos sobre o Concílio Vaticano II. Lisboa: Paulus Editora. 128 páginas.

Cantalamessa.jpg

Raniero Cantalamessa é o Pregador oficial da Casa Pontifícia, há mais de 30 anos, desde 1980. Nos tempos fortes do Advento e da Quaresma, é ele quem, habitualmente, orienta os retiros do Papa, dos Cardeais e de outros signatários da Cúria vaticana. Cantalamessa, italiano, nascido a 22 de julho de 1934, é frade franciscano capuchinho.

No 50.º aniversário do Encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II, o autor teve a ideia de refletir sobre o mesmo nos retiros seguintes a realizar na Casa Pontifícia, Advento (2015) e Quaresma (2016). Muito já se refletiu sobre o Vaticano, Cantalamessa procurou abordar os principais documentos, as quatro Constituições: Lumen Gentium, sobre a Igreja; Sacrosanctum Concilium, sobre a Liturgia; Dei Verbum, sobre a Palavra de Deus, e Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo, refletindo também sobre o Decreto sobre o Ecumenismo, Unitatis redintegratio.

A reflexão proposta visa uma dinâmica sobretudo espiritual dos documentos, acentuando os compromissos dos cristãos e da Igreja já em andamento ou ainda a cumprir, desafiando-nos de novo a debruçar-nos sobre a riqueza do Concílio e dos documentos gerados para bem da Igreja e do compromisso dos cristãos para este tempo da história, deixando que o Espírito Santo continue a a inspirar-nos para acolhermos e transparecermos Jesus Cristo e assim nos assumirmos, em definitivo, filhos do mesmo Pai.

É um saboroso contributo para viver a fé na e com a Igreja, Corpo de Cristo, do qual somos membros, povo de Deus convocado pela palavra e pela caridade. Fica mais perto de nós o sopro do Espírito Santo que inspirou os Padres conciliares do Vaticano II.

 

Algumas frases sugestivas proferidas pelo autor e agora passadas a livro:

Mérito do então Cardeal Ratzinger ao ter realçado a relação intrínseca entre as duas imagens: «A Igreja é Corpo de Cristo porque é Esposa de Cristo... Corpo de Cristo que é Igreja com o Corpo de Cristo que é a Eucaristia... Sem a Igreja e sem a Eucaristia, Cristo não teria "corpo" no mundo».

«O que conta não é o lugar que ocupo na Igreja, mas o lugar que Cristo ocupa no meu coração!».

«Se a Igreja é o corpo de Cristo, a adesão pessoal a Ele é o único modo de começar, existencialmente, a fazer parte dela».

«Jesus já não é uma personagem, mas uma pessoa; já não é alguém de quem se fala, mas alguém a quem e com quem se pode falar, porque ressuscitado e vivo; já não é apenas uma memória, por mais liturgicamente viva e operante, mas uma presença... A fecundidade da Igreja depende do seu amor a Cristo».

 

«Não nos salvamos pelas boas obras, mas não nos salvamos sem  as boas obras... A criança não pode fazer absolutamente nada para ser concebida no ventre da mãe, precisa do amor de dois progenitores... no entanto, depois de ter nascido, tem de acionar os seus pulmões para respeirar e mamar; em suma tem de fazer alguma coisa, senão a vida que recebeu acabará... a fé sem as obras morre».

«O contrário de santo não é pecador, mas fracassado».

Madre Teresa de Calcutá: «A santidade não é um luxo, é uma necessidade».

 

«É sobretudo quando a oração se torna cansaço e luta que se descobre toda a importância do Espírito Santo para a nossa vida de oração. Então o Espírito Santo torna-se a força da nossa oração 'débil', a luz da nossa oração extinta; numa palavra, a alma da nossa oração. Na verdade, Ele 'irriga o que é árido'... O fosso que existe entre nós e o Jesus da história é preenchido pelo Espírito Santo. Sem Ele, na liturgia tudo é apenas memória; com Ele, tudo também é presença».

 

Santo Inácio de Antioquia: «Que nada se faça sem o teu consentimento; mas tu não faças naa se o consentimento de Deus».

 

«Não há missão, nem envio, sem uma prévia saída. Falamos frequentemente de uma Igreja 'em saída'. Mas devemos dar-nos conta  de que a primeira porta que temos de sair não é da Igreja,da comunidade, das instituições ou das sacristias; é a do nosso 'eu'. O Papa Francisco explicou-o muito bem em determinada ocasião: 'Estar em saída - dizia - significa antes de tudo sair do centro para deixar no centro o lugar a Deus'».

«Antes de ferir os ouvintes, a palavra deve ferir o anunciador, mostrar-lhe o seu pecado e impeli-lo à conversão».

«Quanto mais aumenta o volume da atividade, tanto mais deve aumentar  o volume da oração».

«A palavra não faltará, certamente, porque, ao contrário, quanto menos se ora, mais se fala, mas são palavras ocas, que não chegam a ninguém».

«O Evangelho do amor só se pode anunciar por amor. Se não nos esforçarmos por amar as pessoas que temos diante de nós, as palavras transformam-se-nos facilmente nas mãos em pedras que ferem e das quais nos protegemos como nos protegemos de uma saraivada».

«É preciso amar Jesus, porque só quem está apaixonado por Jesus pode proclamá-l'O ao mundo com íntima convicção. Só se fala com entusiasmo daquilo por que se está apaixonado. Quando, no anunciador, existe o amor também existe a alegria, o que é o fator determinante para o sucesso do anúncio».

 

«Abrir-se ao outro sexo é o primeiro passo para se abrir ao outro que é o próximo, até ao Outro com maiúscula que é Deus. O matrimónio nasce no sinal da humildade; é o reconhecimento de dependência e, portanto, da própria condição de criatura. Apaixonar-se por uma mulher ou por um homem é fazer o ato mais radical de humildade. É fazer-se mendigo e dizer ao outro: 'Não e basto a mim mesmo, preciso do teu ser'... Diante de Deus, podemos dizer que a sexualidade humana é a primeira escola de religião».

«O predomínio do homem sobre a mulher faz parte do pecado do homem, não do projeto de Deus».

«Deus é amor e o amor exige comunhão, permuta interpessoal; requer que haja um 'eu' e um 'tu'. Não há amor que não seja amor por alguém; onde só há um sujeito não pode haver amor, mas apenas egoísmo ou narcisismo. Onde Deus é concebido como Lei ou como Poder absoluto não há necessidade de uma pluralidade de pessoas... O Deus revelado por Jesus Cristo é amor, é único e só, mas não é solitário; é uno e trino...».

12.12.13

Consagração a Nossa Senhora da Conceição - 2013

mpgpadre

 

Virgem Imaculada, Mãe de Deus e nossa Mãe.

De Portugal Rainha, Senhora da Conceição.

Vimos aqui de novo, 25 anos passados,

em que as nossas gentes se quiseram consagrar a Vós,

erguendo, sobre a Vila de Tabuaço, esta imagem e este altar,

para honrar o Vosso Nome e invocar a Vossa Proteção.

Voltamos a este lugar, como comunidade peregrina,

a renovar o nosso compromisso

e a nossa sentida homenagem,

Mãe da Igreja e de cada cristão.

Consagramo-nos a Vós, hoje como então,

Virgem da Conceição.

Guia-nos ao Teu Filho, como outrora aos primeiros cristãos,

no silêncio do sábado santo e na alegria da manhã de Páscoa.

Que aprendamos, como filhos bem-amados,

a seguir o Teu convite de Mãe:

– Fazei tudo o que Ele vos disser –

e Contigo a responder como discípulos, empenhados:

– Faça-se em Mim segundo a Tua Palavra –

Consagramos, neste dia e sempre,

o nosso coração ao Teu coração, doce e imaculado.

Que o nosso olhar mergulhe no Teu olhar, humilde e casto,

E no teu regaço de Mãe,

aprendamos a amarmo-nos como irmãos.

Faz com que o Teu sorrir

nos encha de bondade e misericórdia.

Consagramos-Te as nossas casas, as nossas ruas e praças,

os de cá e os que nos visitam, os que chegam e os que partem.

Confiamos-Te, Mãe santíssima,

as nossas crianças, adolescentes e jovens…

Que em Ti encontrem refúgio e em nós esperança e luz.

E os nossos irmãos mais crescidos,

os que sentem o peso da idade, a doença e a solidão,

os que se sentem incompreendidos e injustiçados…

Que em Ti se aconcheguem

e em nós descubram atenção, proximidade e ajuda.

Pedimos-Te, Mãe admirável,

cheia de graça e de beleza, de alegria e de luz,

ampara as nossas famílias,

de modo muito especial as que estão mais fragilizadas,

pela doença, pela discórdia, pela morte de algum familiar,

pela falta de trabalho condigno,

que lhes daria segurança e paz.

Sejas para todos Estrela da Esperança que anima e conduz.

E que também hoje possamos levantar o olhar e o coração,

contemplando o Teu amor,

deixando-nos levar pela Tua mão,

e, como Tu, dizer SIM a Deus e ao irmão.

Sim, no serviço e na fidelidade a Jesus.

Sim, na dúvida e no cansaço que nos aflige.

Sim, quando nos falta o chão e a coragem

e a pedalada para caminhar.

E como Tu, Maria Imaculada,

saibamos resistir diante da Cruz,

com o coração despedaçado,

mas com o olhar a Jesus ligado,

de Quem nos vem a paz e a salvação.

Consagramo-nos como Filhos Teus,

toda a nossa vida, o trabalho e o lazer,

as angústias e as tristezas, as alegrias e as esperanças,

E que o nosso pão de cada dia, partilhado,

tenha o sabor do amor e da alegria, e da comunhão,

para que em cada Eucaristia e em cada encontro,

Contigo, ó Mãe, nos sintamos família.

Virgem Imaculada, nossa Rainha e Padroeira,

Senhora da Conceição,

concede-nos a dita, a Teus filhos em Tabuaço

e a quantos Te têm por Mãe,

de um dia Te encontrarmos, na felicidade eterna,

no reino do Teu amado Filho,

que com o Pai vive e reina na unidade do Espírito Santo.

Amém.

10.12.13

Festa de Nossa Senhora da Conceição - Tabuaço 2013

mpgpadre

       A festa da Padroeira é, sem dúvida, o momento mais significativo para a comunidade paroquial de Tabuaço, congregando pessoas e instituições. Este ano teve a peculiaridade das Bodas de Prata do Monumento erigido em honra de Nossa Senhora da Conceição, sobre a Vila/Paróquia de Tabuaço. Ao longo de 9 dias a novena, tempo de reflexão, de oração, de encontro.

       No primeiro sábado da novena, o Compromisso dos Acólitos. No segundo sábado, véspera da Imaculada Conceição, a iniciativa do Sdpj Lamego, com a EAJ, "Mensageiros do Amor" - Preparação do Natal, para os jovens do Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe, Tabuaço. A animação foi da responsabilidade dos Jovens sem fronteiras, com a presença do Pe. Pedro, que presidiria à Missa vespertina. À noite, o concerto de Oração com Claudine Pinheiro, num momento de rara beleza musical.

       O grande dia é o dia 8 de dezembro, com a solene Eucaristia e com a Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição, que este ano se deslocou à Fraga do Tostão, onde se encontra o Monumento, sobre a Vila e Paróquia de Tabuaço, local onde se renovou a Consagração a Nossa Senhora, seguindo-se a bênção de viaturas dos Bombeiros Tabuaço, que têm como Madrinha Nossa Senhora da Conceição. O pregador da novena e da solenidade foi o Pe. Jorge Henrique, contando, neste último e dia principal com a presença amistosa do Pe. João Morgado, que é também Pró Vigário Geral da Diocese de Lamego, e com o reverendo Pe. Ildo, Pároco de Chavães e de Arcos. Algumas imagens:

Para outras fotos visite a página da Paróquia de Tabuaço no facebooK

ou o nosso GOOGLE +

10.12.12

Tabuaço - Festa da Padroeira - Imaculada Conceição 2012

mpgpadre

       Depois da Novena de prepação, eis o grande dia para a comunidade paroquial de Tabuaço, com a Festa da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, Padroeira de Tabuaço, Madrinha dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço. Pela manhã, a bênção de 2 carros dos Bombeiros, incluída na cerimónia de aniversário assinalado neste dia. Já completaram 80 anos. Da parte de tarde a celebração da Eucaristia, seguida da Procissão por algumas das ruas da paróquia/vila de Tabuaço.

       Toda a comunidade presente, Conselho Económico, Catequistas, Zeladoras da Igreja e dos altares, Grupos Corais e Organistas, Acólitos, Leitores, Mordomas, Guias da Europa, Jovens. Entidades públicas - Bombeiros Voluntários, Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Guarda Nacional Republicana.

       A Eucaristia animada no canto pelo Grupo Coral/Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, e com a prestimosa pregação do Pe. Ricardo Barroco, que durante 10 dias soube comunicar a beleza da palavra de Deus, com o recurso à vida e missão de Nossa Senhora, entrando na vida concreta das pessoas, e com exemplos de fácil captação. Todos se empenharam para que a celebração fosse festiva, alegre, envolvente.

       Na Procissão, a presença da Fanfarra de São João da Pesqueira, a convite dos Bombeiros Voluntário de Tabuaço, cartazes alusivos a Nossa Senhora, o ícone e a CRUZ das Jornadas Diocesanas da Juventude, com os jovens, as crianças da Primeira Comunhão, junto ao andor de Nossa Senhora, Os Bombeiros, e os sacerdotes e acólitos, as autoridades, e Banda de Música de Sendim, e todos os que fizeram questão em integrar a Procissão.

       Aqui ficam algumas das imagens deste dia tão significativo para a comunidade paroquial, e para toda a Vila de Tabuaço, bem como para muitas pessoas do Concelho.

Disponibilizamos outras fotos na página da Paróquia de Tabuaço no facebook.

08.12.11

Solenidade da Imaculada Conceição: rellexão do Pregador

mpgpadre

REFLEXÃO proposta pelo Pregador para este dia e distribuída durante a Eucaristia, na Igreja Paroquial de Tabuaço, às 14h30:

        Todos os anos a comunidade de Tabuaço inicia o advento de um modo muito especial. Coloca-se ao lado de MARIA e inicia com ela uma caminhada de fé que a todos levará ao Natal de Jesus. O objectivo é fazer deste tempo um espaço de graça que parte da recordação da vivência cristã de MARIA para uma actualização e implicação de cada um de nós no projecto que Deus tem para todos. No presente ano a reflexão teve como tema “MARIA, Mulher Santíssima, transparência de Deus”.

       A necessidade e a vontade que temos de ser santos leva-nos a fazer da novena um momento de auto-exame, diagnóstico da nossa vida, da distância a que mantemos Deus.

       Na verdade, toda a nossa vida cristã é como um curso, um curso superior. Inscrevemo-nos e somos imediatamente seleccionados, sem concurso, no nosso baptismo. Temos aulas teóricas onde aprendemos e estamos com o Mestre e temos aulas práticas. A metodologia não é e-learning, não é à distância. O Mestre, o tutor, acompanha-nos em cada momento, estando ao nosso lado e ajudando na resolução de problemas, na superação de desafios, na partilha das dificuldades, mas está também na profundidade do nosso olhar, na largueza do nosso sorriso e na amplitude do nosso serviço. A avaliação, contínua, não assusta, antes é estímulo e impedimento de distracção dos nossos deveres. As notas, semestrais, trimestrais, mensais, diárias até, vão-nos dando o feedback do Mestre em relação ao nosso trabalho e à nossa produtividade.

       Para a maioria de nós é difícil ter 20 mas isso não impede nem desmotiva quem para isso luta. São necessárias aulas, muitas aulas, e prática, muita prática. A nota final valorizará muito o nosso esforço, a nossa dedicação, a nossa assiduidade, o nosso comportamento. Que o medo da negativa não nos faça anular a matrícula, desistir antes de tentar, partir para “exame de recurso”. Esse é o último momento e pode não ser suficiente para uma nota digna do Mestre. Não desistamos.

       Este é o curso da santidade do qual MARIA foi a melhor aluna. Temos autorização para copiar por Ela, podemos usar os seus apontamentos, o seu método (caminho para…). Mais, podemos tê-l’A connosco nos testes e nos intervalos, no estudo e na aplicação. MARIA ajuda a corrigir, a melhorar, a ter vontade de ser melhor, a olhar para o máximo sem medo de apenas conseguir o mínimo. O seu exemplo de Santidade torna-a transparência de Deus. As suas imagens e os seus ícones são reflexo de Deus para a humanidade. Não sejamos opacos para os que fazem parte da nossa turma, da nossa escola…

       A Sua santidade, nota máxima, passou sempre pelo sim ininterrupto dado ao Mestre. Ele continua connosco na esperança que sejamos seus discípulos. Os discípulos dos filósofos seguiam as ideias dos seus mestres e imitavam o seu agir. É esse o desafio, a oportunidade. Imitar o agir do Mestre implica dinamismo, caminhada, presença ao lado dos que precisam de Deus, dos que precisam do Deus presente em nós.

       A escola-vida encerra um misto de beatitude e dor, de felicidade e angústia, de alegria e de tormento (Beato João Paulo II, NMI, n.º 27). É o paradoxo de Jesus na Cruz, feliz por ter terminado o seu curso, por ter consumado a sua aprendizagem/realização, mas ao mesmo tempo angustiado por todos aqueles que não querem estudar, que ficam à margem, que ficam à espera de “Novas Oportunidades”.

       Com Maria, em vez de esperar para ver e vir, optamos por vir e ver. Em vez de viver na sombra, escolhemos o Sol de Deus que aquece, que ilumina, que dá vida.

       Estamos inscritos, temos número, temos turma, temos apontamentos. Alinhamos?

 

Pe. António Jorge Giroto

08.12.11

CRUZ: lugar de arrependimento e não de culpabilidade

mpgpadre

Ao 9.º dia da novena, o texto escolhido e proclamado foi o que narra o episódio de Maria junto ao Cruz, com o discípulo amado, tradicionalmente identificado com o apóstolo e evangelista São João.

        O pregador remeteu-nos para a Cruz de Jesus, sublinhando a necessidade de não excluir a cruz pela ressurreição, esta acontece porque a morte é real, é verdadeira. Junto à Cruz estavam poucos, mas a Sua Mãe estava. "A cruz não é lugar de culpabilidade mas de arrependimento".

       Maria está de pé junto à cruz, com doçura mas firme. Quando nos dobramos sobre nós, não vemos Deus, temos que levantar o pescoço, a cabeça, firmes, mesmo que o sofrimento seja intenso.

       Maria não grita, esquece-se de Si, não desvia o olhar de Jesus Cristo. Aponta sempre para Ele. Fixa-se no Seu Menino.

       Jesus que teve compaixão da viúva de Naim que vê morrer o seu filho único, ressuscitando-lho, agora não recorre ao milagre, também Ele filho único, mas vence a obediência.

       Quando Abraão vai ao alto do monte para oferecer o Cordeiro, Isaac interroga-o porque não levam com eles o cordeiro a imolar. Abraão diz simplesmente: Deus providenciará. Agora no alto do monte, no calvário, Deus entrega o Filho como Cordeiro. É Ele que tira o pecado do mundo.

A salvação não vem pelo sofrimento, mas pela obediência até ao fim, é um amor louco pela humanidade, por cada um de nós.

       Na cruz dá-se como que uma segunda anunciação: "Eis o teu filho". Maria torna-se a mãe de uma multidão, a mãe da Igreja. No nascimento Maria coloca o Menino na manjedoura, dá-O à humanidade. Agora é Jesus que no-l'A entrega. Que fazemos? Como o discípulo amado que A leva para casa?

       Com Maria, firmes diante da Cruz que nos redime, e mesmo que a noite da fé também nos envolva na dúvida, confiemos que Ela nos guia a Jesus, dissipe as nossas dúvidas e incertezas, apazigue o nossos medos.

08.12.11

Ser "serventes" dos milagres de Deus

mpgpadre

       Ao 8.º Dia de novena, o nosso padre pregador, Pe. António Giroto, partiu da proclamação do Evangelho das Bodas de Caná da Galileia. Jesus, Sua Mãe e os discípulos são convidados para uma boda. A determinada altura, Nossa Senhora constata que os noivos não têm vinho e faz chegar rapidamente essa informação ao Seu filho Jesus.

 

O caminho de Maria é um caminho de Fé,ligado a Jesus.

       A partir de agora ela deixa o nome próprio e passa a ser a Mãe de Jesus. A presença de Maria increve-se numa lógica de caridade, como na visitação assim também nas bodas de Canaã. Sublinhe-se a delicada atenção de Maria e o exemplo de uma oração confiante: Ela não especifica a Jesus o que tem de fazer, Ele o saberá. Diz apenas que os noivos não têm vinho. Quantas vezes nas nossas orações já especificamos o que queremos e em que tempo queremos que Deus nos atenda e até "negociamos" a realização das nossas súplicas. Deus bem sabe o que precisamos.

       "A mediação ininterrupta de Maria; solidária com as necessidades humanas, mas confiante no plano de Deus (não sabia o que jesus ia pedir) - Maria... confia em Deus".

       Aos serventes, Maria diz apenas para que eles façam tudo o que Jesus lhes disser. Também nós precisamos de ser serventes de Deus, para que Ele continue a operar no mundo, para que os milagres continuem a realizar-se.

       Entre Maria e Jesus mantém-se uma ligação íntima, numa troca de olhares intensa, permanente, comunhão de alma e de coração. Ela confia, mesmo quando Ele lhe diz: que temos nós a ver com isso? Maria "sugere" aos serventes que sirvam confiantes.

  

"O vinho da boda é distribuído por toda a humanidade sedenta"

       As talhas que estavam por ali serviam para a purificação dos judeus. Tinha água suja. Deus serve-se até do nosso pecado para realizar o milagre. Naquelas talhas surge "o vinho da alegria oferecido por Deus... vinho das núpcias, da nova aliança, sangue do cordeiro.

 

O seguimento de Cristo

       Depois da Boda, Maria, Jesus e os seus discípulos desceram para Cafarnaum… Depois do milagre, da festa, tempo para refletir, para rezar, para fazer um exame de consciência sobre o sucedido, até para apreciar o dom. Por sua vez, Maria surge agora como discípula, acompanha Jesus e com Ele faz o caminho de Nazaré até Jerusalém, das Bodas até à Cruz, no Calvário...

 

A tentação da Mãe 

       Maria e José guiam-se pela certeza de que Jesus vem da parte de Deus, é o Filho de Deus altíssim, mas por outro lado a incredulidade do povo, as hesitações. Jesus esteve sujeito às tentações. Certamente também Maria o esteve. Mas que tentações? A tentação das mães, tentação de ir buscar Jesus, o Seu Menino, de O proteger contra os delatores, os boatos, a malediência, de não deixar que digam ma d'Ele, por exemplo quando é instada a ir ver o que se passa com Jesus, de Quem se dizia que tinha um espírito impuro, que estava possuído. A espada de dor que atravessa a alma de Maria é cada vez mais profunda. 

 

Caminho de alegria 

       "Feliz o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram" - alguém grita o meio da multidão. Contudo Jesus acentua uma vez mais que felizes são os que escutam a Palavra de Deus e procuram fazer a Sua vontade. Isso vale para Maria, vale também pata nós.

       Perante Jesus é necessário assumir uma liberdade interior de acolhimento, de aceitação. Ele vem até nós para nos elevar. Deixemos que através de nós, Deus continue a operar maravilhas.

08.12.11

Voltar à cidade de Jerusalém para encontrar Jesus

mpgpadre

       No sétimo dia de novena o nosso pregador, Pe. António Giroto, partiu de duas passagens dos Evangelhos de Infância: a "Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora (4.º mistério gozoso) e a "perda e encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei (5.º mistério gozoso).

       Maria não precisava de purificação, Ela é sumamente pura, mas não quer "armar-se", cumpre, como todos os do seu tempo, com os preceitos religiosos prescritos. Assim o cumprem Maria e José em relação a Jesus.

       No templo estão dois anciãos, Simeão e Ana. São movidos pelo Espírito Santo. Quando o Espírito Santo guia as nossas escolhas não erramos.

       Simeão expressa a sua alegria ao receber o Menino nos seus braços. N'Ele reconhece o Messias prometido: "Agora Senhor, segundo a Tua palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a salvação que puseste ao alcance de todos os povos, luz para se revelar às nações, glória de Israel vosso povo." Nas palavras de Simeão, a certeza de que o Deus que vem está em seus braços, dado ao mundo por Maria.

       Mas se Simeão proclama a glória, também projeta a cruz: "uma espada atravessará a tua alma". Maria e José não entram em euforia nem se tornam depressivos. Confiam em Deus.

 

       A perda de Jesus no templo marca uma nova etapa na vida de Jesus, passa para a idade adulta, pode ler e comentar a Sagrada Escritura em público. Ele está onde deve estar, no templo. Maria e José dão-se conta que Jesus ficou para trás. Notam a ausência do MENINO. Quantas vezes nos apercebemos da ausência de Deus, não porque Ele esteja distante, mas porque o nosso pecado ou a nossa distração não nos permitem perceber a Sua presença. Precisamos de O procurar onde O poderemos encontrar. Maria e José voltam ao templo. Hoje, a Igreja é o lugar privilegiado para encontrar Jesus, no pão da Eucaristia. Podemos encontrar Deus no mundo, nas pessoas, na natureza, mas é na Igreja, nos Sacramentos, no Pão da Eucaristia onde Ele se dá inteiramente.

       Como Maria e José, precisamos de regressar, voltar, procurá-l'O, ou melhor, deixarmo-nos encontrar por Ele. Mas ainda que se esteja bem no templo, na Igreja, e nos sintamos fortes, não podemos ficar o tempo todo, temos de ir. Maria e José encontram o Seu menino no templo, depois regressam a casa, ao mundo, guardam as Suas palavras, para o testemunhar. Assim também nós, procuremo-l'O até o encontrar, como diria Santo Agostinho, e depois de O encontrar, continuemos a procurá-l'O... voltemos com Ele para a nossa casa, para o nosso mundo.

08.12.11

Viver na nostalgia do passado ou no desejo do futuro

mpgpadre

      No 6.º dia da Novena da Imaculada Conceição, o Pregador, Pe. Giroto, centrou a sua reflexão à volta do Evangelho de São Mateus, sobre o nascimento de Jesus.

        Habitualmente, a novena inicia com a recitação do Terço e a Eucaristia, incluindo a pregação, numa única celebração. Ao domingo, o Dia do Senhor, a novena tem uma configuração ligeiramente diferente, com a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, e que inclui o terço e a meditação.

       Depois da recitação do terço, a proclamação do Evangelho do nascimento de Jesus, para de seguida o Pe. António Giroto encetar a meditação do dia.

  • Jesus nasce numa pequena cidade, quase insignificante, mas nem por isso desprovida de simbolismo. Belém significa a casa do pão. Pão do deserto, o Maná, com que Deus alimenta o Seu povo; pão da Eucaristia, que Se transforma em Corpo de Cristo, com que nos alimentamos até à vida eterna, e que agora adoramos; pão dos pobres que somos chamados a partilhar, a distribuir pior quem o não tem.
  • Por vezes vivemos na nostalgia do passado ou no desejo do futuro e esquemo-nos de viver o presente. Queremos regressar ao passado que já não volta, ou antecipar o futuro que ainda não vem. Quando comemos a maça verde ela faz-nos mal, pois ainda não tem todas as propriedades que lhe são próprias e que nos tornam mais fortes. Maria espera 9 meses, com paciência e alegria. Ao fim desse tempo torna-se Mãe de Deus, do Deus que vem e que fica, torna-Se homem para nos divinizar. Rezamos, pedimos a Deus, mas não Lhe damos tempo, com pressa não esperamos por Ele.
  • Depois do nascimento, Maria não fica com o menino nos seus braços, coloca-O na manjedoura, para que O possamos tocar, pegar ao colo, fazer-lhe mimos. Ele está assim tão perto de nós, como agora no Santíssimo Sacramento.
  • Os Magos vêm, vêem e adoram-n'O e deixam-se transformar por Ele. No encontro pessoal com Jesus, o Deus menino, os Magos mudam de vida, voltam por outro caminho. Quando nos encontramos com Deus, com Jesus Cristo, também mudamos, não podemos regressar à mesma vida, aos mesmos hábitos.
  • Uma das frases, colocada na Igreja, e lema para os meses de Outubro e Novembro é "Ide e Ensinai". Mas antes disso é preciso vir e ver, fazer a experiência de encontro pessoal com Cristo e então, depois ir anunciá-l'O em palavras e obras, ou melhor testemunhá-l'O pela caridade.
  • É necessário vir para ver e não estar à espera de ver para vir, senão não vimos e não vemos. Se viermos, podemos vê-l'O assim desta forma, tão perto de nós...

08.12.11

São José: homem justo, Pai solícito, esposo dedicado

mpgpadre

       No 4.º dia da Novena de preparação para a Festa de Nossa Senhora da Conceição, o nosso pregador centrou a sua reflexão na figura de São José, como esposo de Nossa Senhora, e como Pai de Jesus.

       São José, um homem jovem, que tem promessa de casamento com Maria, é "surpreendido" pelos desígnios de Deus. Não terá sido nada fácil. As promessas trocadas entre Maria e José assentam na honra e na fidelidade. Entretanto Maria fica grávida. Como seria a reação de José perante um facto de que é alheio? De estupefacção? E agora?

       Certamente Deus encarrega-se de preparar também São José, falando-lhe ao coração. José aparece como um homem justo. Ele justifica-se pela honestidade, pelo trabalho, pela dedicação à família. É um homem de silêncio, que se põe à escuta de Deus. Temos uma boca e dois ouvidos, para ouvirmos. Deus fala-nos, mas nós falámos mais. São José escuta. Acolhe a vontade de Deus com alegria, com generosidade.

       É um homem justo. Maria, sua esposa, é a sua santidade. José, por sua vez, é a santidade de Maria. Santificam-se na vivência quotidiana um com o outro e com o filho Jesus Cristo. São José justifica-se com a fé que concretiza em obras, no trabalho humilde, sério, sacrificado. Com as suas mãos alimenta, sustenta, protege Maria e Jesus. Ele é verdadeiramente pai de Jesus, na medida em que cria o espaço para que Jesus viva tranquilo, seguro e feliz. Pai não é apenas o que dá a vida, mas o que está, acompanha...

       Numa imagem sugestiva, o pregador sugeriu que pudéssemos fazer uma ecografia espiritual para vermos até que ponto Jesus Cristo nasce e cresce em nós, no nosso interior, como nasceu e cresceu em Maria e José...

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