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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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16.02.17

Leituras CORMAC McCARTTHY - A ESTRADA

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CORMAC McCARTTHY (2010). A Estrada. Lisboa: Relógio d'Água. 192 páginas.

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Um livro que se lê de fio a pavio, sem respirar, com o fôlego a exigir que se continue, pela trama, pela beleza da escrita, pelo conteúdo. Vamos por partes. Há livros que nos caem nas mãos. Há livros que temos de ler. Há livros que encontramos por acaso. Há livros que sugerimos aos outros porque, para nós, são belos, importantes, com um conteúdo relevante, por constituírem literatura premiável, por serem arte.

Na leitura de alguns comentários sobre o filme/romance Silêncio, livro de Shusaku Endo, adaptado ao cinema por Martin Scorsese, encontramos esta crónica de Henrique Cardoso, "Ser cristão no coração da trevas", crónica semana na Rádio Renascença. «No meu processo de conversão, o romance “A Estrada” foi fundamental. Costumo dizer a brincar que este livro de Cormac McCarthy é o meu quinto evangelho. Na altura (2009), já não era ateu e estava naquele centrão teológico chamado agnosticismo, que é uma forma chique de dizer ainda-não-tinha-coragem-para-dar-o-passo-em-direcção-de-Deus».

O cronista comentava o filme de Martin Scorsese, Silêncio, adaptado a partir do romance de Shusaku Endo, que já por aqui recomendei (SHUSAKU ENDO - SILÊNCIO).

A ligação do livro "A estrada" ao filme: «O livro parte desta pergunta: o que fazer no coração das trevas? Num mundo apocalíptico sem qualquer esperança, num mundo que parece o local da batalha onde Lúcifer venceu Gabriel, como é que mantemos a nossa decência? Como é que mantemos a nossa moral num mundo que nem sequer é imoral mas sim amoral, tal é a indiferença perante o mal? A própria ideia de “moral” é concebível num mundo onde até o canibalismo se torna normal? Quase dez anos depois, o filme “Silêncio” de Martin Scorsese remete-me de novo para essa questão. Só que agora, já na condição de convertido, coloco a palavra “fé” onde antes tinha a palavra “moral”. Como é que se serve Deus e Jesus a partir do coração das trevas? A própria ideia de “fé” faz ali sentido?».

Foi nesta altura que pessoalmente achei crucial ler o "Silêncio" mas ler também "A Estrada". Acabada a leitura de um, logo iniciei o outro.

É um daqueles livros memorável. Um homem com o seu filho, ao longo de uma estrada (sem fim), a procurar sobreviver, entre escombros, encontrando pessoas más (algumas serão boas), um mundo destruído, ardido, desumano, onde a vida escasseia, e assim também os alimentos... vivendo um dia de cada vez e uma noite de cada vez, em sobressalto. O pai que tudo faz para proteger o filho, num diálogo vivo em que sobrevém a vida e os sentimentos. No filho assoma a bondade, a inocência. No pai o pragmatismo, o instinto de sobrevivência. Apoiam-se um ao outro. Quando falta tudo e também a esperança parece desaparecer, apoiam-se um ao outro, até ao fim... O perigo de um morrer pode significar a morte do outro. O pai não deixará que o filho morra e se morrer também ele acabará com a sua vida, são o mundo um do outro.

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Fome, frio, medo, "A Estrada é a história verdadeiramente comovente de uma viagem, que imagina com ousadia o futuro onde não há esperança, mas onde um pai e um filho, 'cada qual o mundo inteiro do outro', se vão sustentando através do amor... é uma meditação inabalável entre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afeto que mantém duas pessoas vivas en«frentando a devastação total" (contracapa).

Hei de gostar de ver o filme...

08.01.16

AUGUSTO CURY - TREINAR AS EMOÇÕES PARA SER FELIZ

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AUGUSTO CURY (2014). Treinar as emoções para ser feliz. Alfragide: Lua de Papel. 168 páginas.

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       A TIM - Teoria da Inteligência Multifocal é uma das teses estudadas ao longo de anos e de milhares de páginas por Augusto Cury. Não se trata apenas de uma teoria ao lado de outras para estudiosos testarem, refutarem, compararem. Trata-se de uma opção psicoterapéutica para ajudar pessoas, famílias, escolas, projetos educativos, líderes...

       Para qualquer um de nós seria muito difícil pegar num livro de 3 mil páginas e tentar acompanhar o texto, os passos, o conteúdo. Por certo, só o tamanho já seria suficiente para desmobilizar muitos de nós. O autor, através de diversos artigos, livros, tem procurado tornar mais acessível a teoria, com os diferentes enfoques, utilizando uma linguagem mais simples, com exemplos, muito exemplos, com os quais nos podemos identificar, ou pelo menos, dos quais poderemos tirar ilações para as nossas dificuldades.

       Neste livro, Augusto Cury desafia-nos a cuidar das nossas emoções, que são por demais importantes para a nossa vida, mas que devem ser doseadas com a nossa inteligência, com a nossa razão. Podemos e deveremos duvidar das impossibilidades da nossa vida, criticar os pensamentos e as emoções negativas, e escolhermos viver positivamente, determinando ser autores da nossa história e não meros observadores (DCD - duvidar, criticar, determinar).

       O ser humano é um mistério. Nem a nós nos conhecemos bem quanto mais àqueles que nos são mais próximos. A nossa mente regista todas as informações (RAM - Registo automático da memória), mas sobretudo os momentos mais tensos da nossa vida, os mais significativos. A memória não poderá ser apagada, como quando queremos apagar dados de um computador, mas podemos reeditar as memórias, optando pela vida, pela luta, deixando-nos ajudar pelos outros. O subtítulo ajuda-nos a perceber o conteúdo deste livro: "Não procure a felicidade no mundo lá fora. Ela está dentro de si".

       Cada um de nós é um vencedor. Vencedor na maior das batalhas, a batalha pela vida. Outrora, ainda não tínhamos consciência, nem pensávamos, e lutamos, contra milhões de outros idênticos a nós, prosseguimos a maior das viagens, sem muitos meios. Claro que houve um conjunto de fatores que concorreram para chegarmos ao destino. O espermatozóide que fomos prosseguiu corajosamente até perfurar o óvulo, a outra metade de nós e da qual dependemos para viver. Os fatores que concorreram, outros que foram forçando o óvulo, até que cedeu connosco.

       Vejam-se os oito capítulos em que se divide o livro e que fazem referência direta ao início da vida, à fecundação, mas também ao Mestre dos Mestres, Mestre da Vida, Mestre da Sensibilidade, Mestre do Amor, Mestre da Emoção, Jesus Cristo:

 

  1. Você venceu o maior concurso da história
  2. Você foi o maior nadador da história
  3. Você foi o maior alpinista da história
  4. Você viveu o maior romance da história
  5. O mais excelente mestre da emoção
  6. O treino da emoção do Mestre dos mestres
  7. A corrida pela vida o grande encontro
  8. Você é insubstituível: um ser único no universo

       Umas das obras de referência de Augusto Cury é sobre a inteligência de Jesus Cristo. A análise parte de uma perspetiva psicológica, pedagógica, e não do ponto de vista religioso e divide-se em 5 volumes: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre do Amor, O Mestre Inesquecível, O Mestre da Vida. Jesus tinha tudo para ser uma pessoa ansiosa, stressada, derrotista. Desde as condições em que nasceu às dificuldades que teve que enfrentar ao longo da vida. Quando se aproxima a morte, no Horto das Oliveiras, a ansiedade é tão grande que se dá com ele uma fenómeno muito raro: suor com gotículas de sangue. Mas logo desperta os seus discípulos, fala-lhes do que está a sentir, sem medo, sem se esconder numa suposta supremacia.

"O mestre da emoção andou com o seu traidor, Judas, por muito tempo e, embora tivesse consciência da sua traição, não o baniu do convívio do seus discípulos. Previu que Pedro iria negá-lo de maneira dramática e não fez nada para impedi-lo. Que homem é este que não desiste nem de um traidor e que suporta ser negado com paciência? ... Ele sabia navegar e ser livre nas águas da emoção!"

       Este é mais um contributo de Augusto Cury para que nunca desistamos da vida. Já fomos os melhores alpinistas, os maiores nadadores da história, já vivemos o maior romance da história, então não desistamos agora ou no momento em que a nossa vida pareça desfeita.

06.01.16

Augusto Cury - ANSIEDADE. Como enfrentar o mal do século.

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AUGUSTO CURY (2015). Ansiedade. Como enfrentar o mal do século. Lisboa: Pergaminho. 160 páginas.

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       Augusto Cury tornou-se um escritor de renome, que lhe vem da formulação de algumas teorias em psicologia e psiquiatria. Durante 17 anos estudou e produziu um nova teoria: Inteligência Multifocal (TIM), escrevendo milhares de páginas. A tese inicial tinha mais de 3 páginas. Para conseguir que publicassem o seu trabalho teve de batalhar muito. Ao longo do tempo têm vindo a público diversas publicações, que partem daquela teoria, exemplificam-na, tornam-na explícita e acessível a todos.

       Este livro coloca em evidência o SPA - Síndrome do Pensamento Acelerado. Pensar faz bem. Não temos forma de parar o pensamento. É o maior centro de lazer do ser humano. No entanto pensar demasiado é prejudicial à saúde mental e, consequentemente, à pessoa.

        Temos muita informação, mas não somos mais felizes. A ciência e a tecnologia permite-nos resolver muitos problemas mas não têm acrescentado muita qualidade à nossa vida emocional, afetiva. A esperança média de vida é muito mais elevada, mas começamos a morrer muito antes, a envelhecer, ficando pessimistas, agressivos, doentes. E com um forte poder da mente, o surgimento de doenças corporais. O corpo e a mente estão interligadas. Somos psicossomáticos.

       Um dos males maiores do nosso tempo, segundo Augusto Cury, é o SPA, a ansiedade. Não estamos satisfeitos com nada. Pensamos em demasia, fazemos luto antes do tempo, andamos demasiado ocupados e preocupados, não temos tempo para apreciar a vida, a beleza à nossa volta, trabalhamos muitas horas que nem temos tempo para as pessoas que nos são queridas.

       Lembra-nos o autor, que a nossa mente regista milhares de informações, num fenómeno que chama de RAM (Registo automático da memória). Num computador podemos apagar o que não nos interessa, na nossa mente não, não podemos apagar partes da memória, quando muito podemos reeditar as memórias. Com efeito, a memória regista privilegiadamente os acontecimentos, momentos, mais significativos, positivos ou negativos. Se não fizermos a crítica aos nossos pensamentos, se não duvidamos do nosso pessimismo, então poderemos viver num campo minado de emoções.

       Outro dos termos utilizados por Augusto Cury, as janelas killer, pensamentos assassinos. Um clique e disparamos, por vezes sem saber bem porquê. Vem uma lembrança e caímos derrotados, antecipando problemas ou criando-os, deixando-nos abater por uma crítica ou uma derrota. O desafio do autor é a que façamos higiene mental através da técnica de DCD - duvide, critique, determine... Duvide da sua incapacidade, critique os seus pensamentos sobretudo os que são negativos. Seja determinado em promover pensamentos e decisões positivas.

 

Algumas expressões do autor neste livro:

"Quem não estiver preparado para perder o trivial não é digno de conquistar o essencial. E, se formos amigos da sabedoria, descobriremos que o essencial são as pessoas que amamos... " (p 7).

"O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional" (pp 10-11).

"Tudo o que mais detestamos ou rejeitamos será registado com maior poder, formando janelas traumáticas, que denomino killer. Se o leitor detesta alguém, tenha a certeza de que essa pessoa dormirá consigo e estragará o seu sono" (p 27).

"A loucura e a racionalidade são mais próximas uma da outra do que imaginamos. Por isso, uma pessoa inteligente jamais discrimina ou diminui os outros" (p 30).

"Quem vence sem riscos triunfa sem dignidade" (p 33).

"Quem vence sem dificuldade triunfa sem grandeza" (p 86).

"Quem vence sem crises e acidentes vence sem glória" (p 144).

"Não há céu sem tempestade" (p 40).

"Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como hipótese de recomeçar" (p 45).

"A maturidade psíquica não exige que sejamos heróis, mas seres humanos com uma humildade inteligente, capazes de reconhecer a nossa pequenez e imaturidade e de construir uma nova estratégia, uma plataforma de janelas saudáveis, um novo «bairro» na nossa memória. O heroísmo deve ser enterrado" (p 61).

"Pais que querem ensinar os seus filhos a ser pacientes quando eles são impulsivos... o exemplo grita mais do que as palavras... quem trai as suas palavras com as suas ações precisa de aumentar o tom de voz e exercer pressão para ser ouvido. É, portanto, um péssimo líder. Devemos plantar janelas light para contribuir para a formação de mentes livres e de emoções saudáveis" (p 68-69).

"É fundamental que os pais não deem presentes e roupas em excesso aos filhos nem os coloquem em múltiplas atividades. É igualmente fundamental que conquistem o território da emoção deles e saibam transferir o capital das suas experiências, ou seja, que lhes deem o que o dinheiro não pode comprar. Não deixá-los o dia inteiro ligados às redes sociais e a usar smartphones. A utilização ansiosa destes aparelhos pode causar dependência psicológica como algumas drogas..." (p 110).

"Um Eu saudável e inteligente percebe que todos os seres humanos são igualmente complexos no processo de construção de pensamentos, embora essa construção implique diferentes manifestações culturais, velocidade de raciocínio, coerência e sensibilidade (p 84).

"O Eu gestor faz uma higiene mental diária: duvida dos pensamento perturbadores, critica as falsas crenças e determina ou decide estrategicamente aonde quer chegar; portanto, usa a técnica do duvidar, criticar e determinar (DCD)" (p 86).

"Duvidar de tudo o que nos aprisiona, criticar cada pensamento que nos fere e determinar estrategicamente aonde queremos chegar quanto à nossa qualidade de vida e relações sociais são tarefas fundamentais do Eu" (p 136).

"Quem exige demasiado de si retira o oxigénio da própria liberdade, asfixia a sua criatividade e, o que é pior, estimula o registo automático da memória produzir janelas killer sempre que falha, tropeça, claudica ou não corresponde às suas altíssimas expectativas" (p 92)

"Quem faz muito do pouco é muito mais estável e saudável do que quem precisa de muito para sentir migalhas de prazer" (p 92).

"A imaturidade emocional acompanha algumas necessidades neuróticas: de poder, de estar sempre certo, de não saber lidar com os limites, de controlar os outros, de querer tudo rapidamente e de ser o centro das atenções sociais" (p 122).

"Quem não luta pelos seus sonhos e quer tudo rapidamente será uma eterna criança" (p 123).

"Só os amigos nos traem; os inimigos dececionam-nos. Só as pessoas a quem nos damos nos podem ferir tanto" (p 145).

Outros livros que já sugerimos anteriormente (clique sobre o título):

05.01.16

Leituras: Martin Pistorius - QUANDO EU ERA INVISÍVEL

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MARTIN PISTORIUS (2015). Quando eu era invisível. Amadora: Nascente. 272 páginas.

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        A partir dos 12 anos, Martin entrou em estado vegetativo, encerrado dentro da sua mente, e com a o corpo descontrolado. Uma criança saudável, tímida, com um futuro risonho pela frente. Para os pais é um choque verem que o filho vai definhando. Ficam com a vida hipotecada. O pai nunca desistiu e sempre acreditou que o filho estava ali naquele corpo quase inerte. A mãe passou por um momento de dor, de perda e de luto, para poder cuidar dos outros dois filhos.

       Passando por diferentes centros de cuidados específicos, ou lares que acolhem pessoas com estas fragilidades enquanto os pais estão em viagem ou em férias, vai registando diversas experiências, positivas e negativas, desde pessoas que desabafam na sua presença, outras que o obrigam a comer, ou abusa dele, até que, passados 12 anos, conhece uma jovem terapeuta, Virna, que percebe que ali não está apenas um corpo, mas alguém que habita esse corpo e que só mexia os olhos.

       Após alguns testes, aos quais responde, apontando para símbolos, vai ser acompanhado mais de perto, com o apoio sempre presente dos pais e dos irmãos, adaptando-se a utilizar um computador, com software para produzir a fala e para responder através de símbolos e palavras. Vai-se aperfeiçoando com o corpo a responder a maiores estímulos e com um maior controlo.

       Pouco a pouco conquistou a autonomia que lhe permitiu estudar, trabalhar, executar algumas tarefas, ter um emprego a tempo inteiro.

        Há muitas situações diferentes, em casos semelhantes. Por vezes é quase um milagre encontrar as pessoas certas para verem além do corpo e das suas limitações. Este é um caso extraordinário de luta, de encontro, de amor e de afetos. Martin encontrará o amor da sua vida e de África do Sul viajará para Londres, para casar, e viver a sua vida. Com muitas necessidades e dependências, mas onde o amor vence barreiras e ilumina os seus dias.

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"Gostaria que todos vós parassem por um momento e imaginassem se não tivesse uma voz ou qualquer outro meio de comunicação.

Nunca poderia pedir "passa-me o sal" ou dizer a alguém coisas verdadeiramente importantes como "amo-te". Não poderiam dizer a ninguém que se sentiam incómodos, com frio ou com dores. Durante algum tempo, depois de descobrir o que me tinha acontecido, tive uma fase em que seria capaz de me morder de frustração pela vida que levava. Depois deixei-me disso. Tornei-me completamente passivo.

A minha vida sofreu uma mudança radical. Todavia, continuo a aprender a ajustar-me a ela e, embora as pessoas me digam que sou inteligente, tenho dificuldade em acreditar nisso. Os meus progressos são fruto de muito trabalho e do milagre que aconteceu quando as pessoas acreditaram em mim.

A comunicação é uma das coisas que nos torna humanos. E eu sinto-me honrado por me terem dado a oportunidade de comunicar".

18.12.12

Festa de Natal da CATEQUESE - 2012

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       No passado sábado, 15 de dezembro, no Auditório do Centro de Promoção Social de Tabuaço, realizou-se a Festa de Natal da Catequese. Com encontro marcado para as 14h30, a festa iniciou com a celebração da Santa Missa. Seguiu-se a apresentação dos vários anos de catequese, do 1.º ao 6.º ano, que nos brindaram com poemas, canções, teatro, dança.

        Ficam algumas imagens desta tarde bem animada, agradecendo a todos os que participaram e a todos os que apoiaram a logística.

 

Para ver todas as imagens que temos disponíveis

visite-nos na página da Paróquia de Tabuaço no facebook

22.09.12

Heitor e as 23 lições da felicidade...

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Lições sobre a felicidade, sugeridas por Heitor, em "Heitor e a procura da felicidade":

Lição n.º 1: Uma boa maneira de estragar a felicidade é fazer comparações.

Lição n.º 2: A felicidade surge muitas vezes de surpresa.

Lição n.º 3: Muita gente só perpetiva a sua felicidade no futuro.

Lição n.º 4: Muita gente pensa que a felicidade é ser mais rico ou mais importante.

Lição n.º 5: Às vezes a felicidade é não compreender.

Lição n.º 6: A felicidade é uma boa caminhada no meio de belas montanhas desconhecidas.

Lição n.º 7: O erro é acreditar que o objetivo final é a felicidade (explicar melhor).

Lição n.º 8: A felicidade é estar com as pessoas que amamos.

Lição n.º 8 bis: A infelicidade é estar separado daqueles que amamos.

Lição n.º 9: A felicidade é não faltar nada à família.

Lição n.º 10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

Lição n.º 11:A felicidade é ter uma casa e um jardim.

Lição n.º 12: A felicidade é mais difícil feliz num país governado por pessoas más.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º 14: A felicidade é ser-se amado por aquilo que se é.

          Nota: as pessoas são mais simpáticas com uma criança que sorri (muito importante).

Lição n.º 15: A felicidade é sentir-se completamente vivo.

Lição n.º 16: A felicidade é festejar.

          Pergunta: Será a felicidade apenas uma reação química do cérebro?

Lição n.º 17: A felicidade é pensar na felicidade daqueles que amamos.

          Lição n.º 18: A felicidade seria poder amar várias mulheres ao mesmo tempo. (Riscado, as mulheres não estariam pelos ajustes. Para substituir a

Lição n.º 18: A felicidade é não dar demasiada importância à opinião dos outros.

Lição n.º 19: O sol e o mar são a felicidade para todas as pessoas.

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 21:A rivalidade é um poderoso veneno da felicidade.

Lição n.º 22: As mulheres são mais atentas que os homens à felicidade dos outros.

Lição n.º 23: A felicidade é ocuparmo-nos da felicidade dos outros?

As três lições que o monge lhe sugere:

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

 in François LELORD, As viagens de Heitor. Heitor e a procura da felicidade. Lua de Papel (Leya), Alfragide 2011.

16.07.12

COMUNICADO da Diocese de Lamego...

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O Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, em conjunto com o presbitério da Diocese e, em particular, os Reverendos P. Amadeu Costa e Castro e P. José Filipe Mendes Pereira, Párocos de Pereiro, concelho de Tabuaço, vêm, por este meio, manifestar a sua proximidade às vítimas e seus familiares do trágico acidente que, na manhã deste Domingo, dia 15 de Julho, vitimou uma pessoa e deixou feridas, com certa gravidade, outras cinco. Todas elas, bem como a Comunidade Paroquial de Pereiro, estão no pensamento e nas orações do Sr. Bispo e dos fiéis da Diocese de Lamego, que invocam a ajuda de Deus para superar este momento difícil e trágico.

 

Lamego, 15 de Julho de 2012

Diocese de Lamego - Gabinete de Comunicação, DIOCESE DE LAMEGO.

09.03.12

Laurinda Alves com o Pe. Alberto Brito: OUVIR, FALAR, AMAR

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Ouvir, Falar, Amar. A compreensão é a única força de mudança, Oficina do Livro. Alfragide: 2011.

 

 

       Laurinda Alves à conversa com o Pe. Alberto Brito. Já o conhecia de um encontro/retiro no distante ano de 1998, em Braga, na Casa dos Jesuítas. Um pensamento clarificador. Não para eliminar as dúvidas, mas para colocar mais questões.

       A Laurinda Alves não precisa de apresentação, mas para quem desconhece pode sempre consultar o seu blogue pessoal: Laurinda Alves - A Substância da Vida. 

       Ouvir/escutar, "porque ouvir os outros é a maior escola da vida". Escutar com o coração, prestar atenção não apenas ao que a pessoa diz e à sua história de vida, mas à pessoa em si mesma. Diz o Pe. Alberto que se nos fixarmos apenas nas histórias das pessoas e não nas pessoas, ficamo-nos pela fofoquice. Ficar-nos-íamos pelo ouvir, como se estivéssemos a ouvir um rádio e não uma pessoa concreta.
        Falar. É assim que a comunicação acontece,
é "a comunicar e a dialogar que nos entendemos e que se constroem relações". Temos uma boca e duas orelhas/ouvidos. Escutámos com interesse, a história da pessoa, mas sobretudo escutar com atenção o que a pessoa é, o que a pessoa sente, o que a pessoa vive, ouvindo o seu grito, o seu desabafo, acolhendo a sua partilha. Pode não ser fácil... queremos falar mais que escutar... queremos que alguém nos escute, nos compreenda, que por vezes esgotámos o tempo com as nossas palavras e não escutámos a pessoa que está diante de nós, como apelo e desafio. Quem não ouve, ou não quer ouvir, corre o sério risco de ficar a falar sozinho.
        Amar, "porque é a partir da aceitação de nós próprios e dos outros que tudo é possível". Escutámos a pessoa, comunicamo-nos como irmãos, para acolhermos e aceitarmos os outros, aceitando-nos também a nós como pessoas, cidadãos, filhos de Deus. Como diz o Pe. Alberto, o que nos separa e divide não são as ideias ou as crenças, mas os sentimentos. O maior desejo do ser humano, de todo o ser humano, é amar e ser amado. E o maior medo é ser rejeitado pelo(s) outro(s). A escuta e a comunicação visam aproximar-nos dos outros, com amor, com paixão, celebrando a vida.
        Enquadra-se aqui outra realidade: a compreensão. "As pessoas quando se sentem compreendidas, mudam". É o que pode resultar da escuta que ama, das palavras que se tornam comunicação amistosa, dos sentimentos que se partilham e se acolhem.
        Seja/sê ouvinte (escutador não tanto de estórias, mas das pessoas que estão perto de ti); fala do que te vai na alma; confia, estimulando os outros à confiança, a libertarem-se do medo; ama, com toda a tua alma, faz do(s) outro(s) a tua casa, o teu refúgio, tendo sempre como horizonte originário e final o Senhor Deus.

       Mais uma leitura que recomendámos, e mais um texto que se lê de fio a pavio. Nesta entrevista perpassa uma grande alegria de quem pergunta e de quem responde, numa conversa fluente, também aqui ao correr da pena, ou melhor no fluir da conversa que existe entre pessoas amigas, entre familiares, entre pessoas que se respeitam e admiram.

       Vale a pena entrar neste diálogo entre e Laurinda Alves e o sacerdote jesuíta, Pe. Alberto Brito.

07.02.12

38. Descomplique / Simplifique / Descomprima / Alivie

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Descomplique / Simplifique / Descomprima / Alivie

Nem sempre é fácil olharmos para a nossa existência quotidiana com serenidade, ponderação, de forma descontraída. Por vezes é preciso demasiado pouco para alterarmos a cor com que vemos os outros e o mundo que nos rodeia. Basta uma leve irritação para que tudo se torne diferente, pesado, feio, mau, irritante, provocador.

Augusto Cury fala nos primeiros 30 segundos em que tudo se decide. Um leve toque. Uma picada ligeira que mexe com o nosso cérebro, com o nosso sistema nervoso, uma insinuação, uma palavra, um gesto fora de tempo, um clique, e a nossa mente dispara. E se dispara torna-se muito difícil corrigir a trajetória. Daí que os primeiros segundos de uma altercação sejam essenciais, para manter a calma ou para perder a paciência.

 

Obviamente, nem todas as pessoas são iguais. Cada pessoa é única e tem reações diferentes às mesmas provocações. No entanto, o clique que vai despoletar uma alteração, se não se resguardar a mente, embora diferente, há clique para todos. O importante é tentar não responder de imediato, em 30 segundos, para que o clique que espicaça a nossa mente possa ser redirecionado, assimilado, compreendido. Por vezes reagimos quase por reflexo.
Augusto Cury conta uma pequena história. Num tribunal, perante um júri, o advogado de defesa, para defender o seu cliente e justificar que por vezes uma palavra, ou um estalo, podem desencadear uma guerra violenta e mortífera, pega um copo com água, e sem ninguém (quase) dar por isso, zás, atira a água para a cara do Juiz... o que acontece... de imediato o Juiz irritado se põe a discutir com o advogado, ameaçando expulsá-lo do tribunal e da própria Ordem... O ponto de vista do advogado: se um copo de água arremessado contra alguém provoca tamanha irritação, quanto mais...

Sabendo isto, podemos ver que muitas vezes reagimos de imediato ainda antes de  compreendermos o verdadeiro motivo, as razões, ou nos irritamos com alguém logo que abre a boca... mas aquela palavra, aquele gesto, aquela frase, já as conhecemos e o nosso cérebro melhor, aquece rapidamente, reage instintivamente, defende-se, fecha-se logo... Somos admiráveis. Deus criou-nos admiravelmente.

Pensemos num outro exemplo.
Sublinhamos de novo que cada pessoa é ela mesma um mistério, única e irrepetível, um milagre de Deus (ou da natureza, do ocaso!). E por outro lado, nem tudo é linear, pode dar-se numas pessoas e outras não. A vida não é branca ou preta, é um conjunto de mil cores, colorida pelas mãos de Deus.

Imaginemos que a nossa vida é um novelo de lã. Um fio que nos conduz de uma ponta a outra. Para nós crentes, é um fio que nos traz do Céu à terra, de Deus à história, pela criação, e que nos faz regressar de novo ao Céu, como a água que cai e não volta sem ter produzido fruto. Estamos ligados.
Por um lado, o fio de lã que é a nossa vida entrelaça-se com outros fios de lã que são as vidas das muitas pessoas que se cruzam connosco, ou que direta ou indiretamente têm a ver connosco.

 

Por outro lado, no feminino e no masculino, salvando a identidade e a irrepetibilidade de cada pessoa, também aqui as diferenças e características masculinas e femininas... o homem é quase sempre apenas um fio que se desprende de cada vez, dois ou três fios que se desprendem do novelo já é muito para um cérebro masculino; para a mulher, podem desprender-se vários fios, ao mesmo tempo, que consegue dar conta do recado tal é a riqueza da sua mente.
Mas à parte estas diferenças, que podem ajudar a compreender melhor a mente humana, na sua masculinidade e na sua feminilidade, sabendo que todos temos as duas dimensões. Na mulher acentua-se o feminino. No homem, o masculino. Mas cada um de nós, em diferentes situações, pode acentuar mais o masculino ou o feminino que nos caracteriza...

 

Se há vários fios entrelaçados, os nossos (para já não falar nos fios que entrelaçamos com todos aqueles com quem nos cruzamos), podemos chegar a uma altura que nos desorientamos completamente. Para uns e outros, homens e mulheres, importa pegar num fio condutor, ver de onde parte e para onde vai, onde passa e o que está a impedir que se desenvencilhe. Elas, talvez consigam pegar em vários fios e testá-los. Em certas situações é um emaranhado tal que nenhum homem é capaz de compreender, é uma riqueza muito grande para um homem só. Para eles, um problema é um problema, mas também se pode diabolizar de tal forma que pareça muitos fios, muitos problemas, muito difícil de perceber-se...

Descomplique, descontraia, simplifique. Lembre-se, por vezes a árvore - um problema que se agiganta - pode esconder toda a beleza da floresta, pode esconder a riqueza da outra pessoa.
Os pássaros voam porque não complicam. Também temos asas, mas por vezes a amargura da vida, as desilusões, os fracassos, os tropeços, podem impedir-nos de voar, de ver mais longe.
Que o fio da nossa vida nos ligue aos outros. Que o fio da nossa vida nos ligue a Deus. Se todos nos ligarmos a Deus, estaremos ligados entre nós. Seja feliz.

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