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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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08.12.15

Pe. Diamantino: O dever de ser alegre, como Nossa Senhora

mpgpadre

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Reflexão preparada e distribuída na Solenidade da Imaculada Conceição 2015:

 

A sabedoria de quantos – e são tantos – os que souberam fazer das batalhas da vida um trampolim maior para alcançar uma felicidade profunda e duradoura advém, em grande parte, das pequenas alegrias que souberam semear e colher, nas e das diversas situações do seu quotidiano. Um dos exemplos mais evidentes disso mesmo é o da mãe de Jesus, a quem tão carinhosamente invocamos como Senhora da Conceição.

 

Precisamente desde o momento da conceção de Cristo, no seu seio, que conhecemos a sua vida como um contínuo e constante hino à alegria. A mulher que, de entre todas as do seu tempo, tenha sido talvez a mais incompreendida, a mais criticada e a mais desprezada, tornou-se para uma multidão de pessoas e um sem número de gerações a mulher mais admirada, mais seguida e mais amada. Tudo isto pela força inaudita de uma alegria inesgotável que transcorre do seu sentir e que transparece no seu agir.

 

Em Maria conseguimos ver refletido o contentamento inédito que nos podem trazer as mais simples realidades do dia-a-dia, que também esteve presente na vida d’Ela, em muito semelhante à quotidianidade da nossa própria vida. Por isso pudemos, até hoje, e podemos, a partir de agora, compreender a incomensurável alegria de chegar a diferentes lugares, ou a tantos corações que precisam da nossa presença, como outrora foi necessária a chegada de Maria à vida de tanta gente, e como hoje continua a ser desejada a Sua visita à vida de cada um de nós. De igual modo, experimenta Ela a alegria de partir, e ensina-nos a fazer o mesmo, e impele-nos a partir para destinos humanos, e desafia-nos a ir, mesmo que o caminho seja de calvário. 

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A existência alegre de Maria denota-se também na sua felicidade em receber, tanto aquilo que vem de Deus, e que por Ela toda a humanidade recebeu, como o muito que o mundo e as vicissitudes da sua vida terrena lhe puderam oferecer. É esta alegria que ela nos ensina também a experimentar. E para que muitos recebam é indispensável que outros tantos tenham alegria de dar. Quanto a isso, também Nossa Senhora, com a doação gratuita e generosa de si mesma, nos ensina a maneira quanta felicidade nos chega quando damos e nos damos. 

 

Também o modo de atuar da Mãe do Céu nos testemunha a necessidade alegre de falar, sobretudo quando se fala de Deus e as nossas palavras respiram Evangelho e exalam o perfume da paz e do amor, do respeito e da compreensão. Esta é a mesma alegria que cada um é convidado a experimentar quando se torna oportuno e necessário calar, porque as palavras não conseguem dizer mais que o silêncio, ou simplesmente porque se impõe o dever e a necessidade de escutar, como tão bem soube fazer Maria de Nazaré.

 

É ainda Ela, que nos faz interiorizar a alegria de estarmos juntos. É importante que por Ela estejamos reunidos. Mas é sobretudo urgente que através d’Ela estejamos também muito unidos. Esta união, porem, depende substancialmente da alegria de estarmos sozinhos, numa intimidade muito estreita com Deus e numa sintonia bastante perfeita com aquela que nos ensina o valor do recolhimento, da oração e do encontro fecundo com Deus. 

 

No limiar do jubileu da misericórdia, não conseguimos deixar de olhar para Nossa Senhora como aquela de muito perto experimenta a alegria do perdão. Não porque precisasse de ser perdoada, mas porque nos dá lições de como é grande a alegria e inextinguível a felicidade de quem sabe perdoar sempre e para sempre.

 

Pe. Diamantino Duarte

Pregador da Novena e da Festa de Nossa Senhora da Conceição, 2015

03.12.13

Compromisso dos Acólitos 2013

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Durante a NOVENA de preparação para a Festa da Padroeira, a Imaculada Conceição, o Compromisso dos Acólitos, dos que fazem parte e dos novos que integram o Grupo para ajudar, mais de perto, a solenização das celebrações litúrgicas, sobetudo a Eucaristia.

        Este ano o Compromisso foi firmado no segundo dia de novena, no sábado, dia 30 de novembro. Ficam algumas imagens deste momento importante (sobretudo) para a Mariana, a Margarida, o Guilherme, A Daniela Sofia, a Daniela Gonçalves e a Sofia Silva, e para toda a comunidade paroquial.

 Para outros fotos visitar a página da Paróquia de Tabuaço no facebook

ou o nosso GOOGLE +

30.09.13

Festa e Romaria de Santa Eufémia 2013

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       O dia 16 de setembro é o mais marcante para a comunidade paroquial de Pinheiros, Festa da Padroeira, Santa Eufémia. É uma data para os paroquianos e devotos de Santa Eufémia. Todos os que se encontram fora, Porto, Lisboa, Andorra, Angola, Macau, Suiça, França ou em outras paragens, fazem todo o esforço por estar presentes nesta ocasião. Só compromissos de maior impedem a participação na festa e romaria. A maior do Concelho de Tabuaço.

       Considerada a última festa (popular) de Tabuaço, aqui acorre uma multidão de pessoas, para coroar o tempo de festas, para honrar Santa Eufémia, para cumprir promessas, para rezar, suplicar, colocar novos pedidos diante de Santa Eufémia, para agradecer os benefícios por intercessão de Santa Eufémia.

       A partir do dia 7 de setembro, a NOVENA de preparação, com momentos diversos, recitação do Terço em honra de Nossa Senhora, celebração da Santa Missa, em honra de Santa Eufémia, e pelos que entretanto já partiram, no domingo, e este ano foram dois, a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, já que a Eucaristia se mantém no horário habitual, no final da manhã.

       No dia 14, sábado, e pela primeira vez, Procissão das Velas, em honra de Nossa Senhora do Rosário, Padroeira primitiva da paróquia.

       Mas o dia maior é mesmo o dia 16. Logo pela manhã, 8h00, a celebração da Missa matutina, para cozinheiros/as e outros que estarão ocupados durante a solene Eucaristia. Logo depois tempo dedicado ao Sacramento da Reconciliação. E são sempre tantas as pessoas que se confessam neste dia. Para algumas faz parte da promessa de se confessarem e participarem na Santa Missa.

       O facto deste ano ser numa segunda-feira, afastou alguns da festa e romaria, por se encontrarem na apanha da Maça, gentes de Armamar, por exemplo, ou já nas vindimas. Mas os romeiros são mais que muitos e o largo de Santa Eufémia preenche-se de pessoas vindas das paróquias vizinhas, dos concelhos de Tabuaço, em maioria, de Armamar e de Moimenta da Beira. A hora da Missa é a mais sagrada. E a pessoas cumprem com grande generosidade e em grande silêncio. Nem o calor as afasta.

       Este ano o pregador foi o Pe. Manuel João, sacerdote há dois anos, e natural de Penedono, precisamente onde existe um Santuário dedicado a Santa Eufémia. Esta ligação, só por si, já diz muito da devoção a Santa Eufémia por esta região. Contamos também com a presença amiga e prestável do Pe. Jorge Giroto, pregador em 2011.

       Depois da Missa, da Pregação, evocando a firmeza e fidelidade de Santa Eufémia e o desafio a vivermos testemunhando Jesus Cristo, a magestosa procissão com as 9 imagens dos Santos à veneração em Pinheiros: São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego, Santo António, Menino Jesus, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário, Sagrado Coração de Jesus, São José, Santa Bárbara e Santa Eufémia. Este ano, outra novidade, os andores foram enfeitados com flores e já não com os tradicionais panos coloridos. A beleza honra-nos e sobretudo como homenagem aos santos evocados através das Imagens.

       No dia 17 de setembro a festa continua, mais reservada, mais familiar, maioritariamente para os pinheirenses. Se na véspera estiveram, muitos deles, concentrados em acolher/atender aos romeiros, neste segundo dia de festa, em Honra de Santa Bárbara, podem participar de forma mais descontraída. Inicia-se a Procissão, da Igreja para a Capela de Santa Bárbara, onde é celebrada a Eucaristia, com a pregação, seguindo a Procissão até à Igreja Paroquial.

       O mais também é muito importante, comes e bebes, o convívio, a música e a dança, os minutos em família, esteeitanto laços, amizades, vivendo a vida.

       Para o ano há mais, se Deus quiser. Em todo o caso, todo o ano há romeiros devotos de Santa Eufémia, que se deslocam a Pinheiros para cumprir promessas, agradecer a sua intercessão, ou fazer pedidos.

Para visualizar outras fotos visite o perfil da Paróquia de Pinheiros no facebook.

04.12.12

Tabuaço: Compromisso dos Acólitos 2012

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       Desde alguns anos a esta parte que o sábado anterior à solenidade da Imaculada Conceição é o dia do Compromisso dos Acólitos, dos que já fazem parte e dos novos acólitos que se comprometem com a comunidade. Este ano, forma 5 os que integraram o grupo de acólitos: Ana Balsa, Ana Almeida, Bárbara, Luana e Sofia. Aqui ficam algumas imagens...:

Para outros fotos visitar a página da Paróquia de Tabuaço no facebook.

12.12.11

Festa da Imaculada Conceição - Tabuaço 2011

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       A Solenidade da Imaculada Conceição é, para a comunidade paroquial de Tabuaço, o acontecimento mais importante. Tem-n'A como Padroeira e cada ano, com carinho e muita devoção, esteja chuva, nevoeiro, frio, um número significativo de pessoas participa na novena e um maior número na Eucaristia e na Procissão em honra da Padroeira. No decorrer da novena alguns momentos que têm ganhado relevância, o Compromisso dos Acólitos, e as comemorações dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço, de que Nossa Senhora da Conceição é Madrinha.

       Aqui ficam em formato de vídeo as imagens dos vários momentos, mas sobretudo da Eucaristia e da procissão. Parte das fotografias foram-nos gentilmente cedidas pela Nucha Martins. A música de fundo que escolhemos - Nossa Senhora do Sim, interpretada pelo Grupo Coral da Catequese de Gavião, de Famalicão.

10.12.11

Grupo de Acólitos de Tabuaço - Compromisso 2011

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       Os elementos do grupo de acólitos da paróquia de Tabuaço renovaram o seu compromisso de servir Jesus Cristo na comunidade, no dia 3 de dezembro. Durante a Eucaristia, inserida na novena da Imaculada Conceição, com a pregação do Pe. António Giroto, novos acólitos se comprometeram, a Inês Rocha, a Tatiana, a Daniela e a Mara. No dia 4 de dezembro foi a vez do Samuel fazer o seu compromisso e passar a integrar o grupo de Acólitos.

08.12.11

Solenidade da Imaculada Conceição: rellexão do Pregador

mpgpadre

REFLEXÃO proposta pelo Pregador para este dia e distribuída durante a Eucaristia, na Igreja Paroquial de Tabuaço, às 14h30:

        Todos os anos a comunidade de Tabuaço inicia o advento de um modo muito especial. Coloca-se ao lado de MARIA e inicia com ela uma caminhada de fé que a todos levará ao Natal de Jesus. O objectivo é fazer deste tempo um espaço de graça que parte da recordação da vivência cristã de MARIA para uma actualização e implicação de cada um de nós no projecto que Deus tem para todos. No presente ano a reflexão teve como tema “MARIA, Mulher Santíssima, transparência de Deus”.

       A necessidade e a vontade que temos de ser santos leva-nos a fazer da novena um momento de auto-exame, diagnóstico da nossa vida, da distância a que mantemos Deus.

       Na verdade, toda a nossa vida cristã é como um curso, um curso superior. Inscrevemo-nos e somos imediatamente seleccionados, sem concurso, no nosso baptismo. Temos aulas teóricas onde aprendemos e estamos com o Mestre e temos aulas práticas. A metodologia não é e-learning, não é à distância. O Mestre, o tutor, acompanha-nos em cada momento, estando ao nosso lado e ajudando na resolução de problemas, na superação de desafios, na partilha das dificuldades, mas está também na profundidade do nosso olhar, na largueza do nosso sorriso e na amplitude do nosso serviço. A avaliação, contínua, não assusta, antes é estímulo e impedimento de distracção dos nossos deveres. As notas, semestrais, trimestrais, mensais, diárias até, vão-nos dando o feedback do Mestre em relação ao nosso trabalho e à nossa produtividade.

       Para a maioria de nós é difícil ter 20 mas isso não impede nem desmotiva quem para isso luta. São necessárias aulas, muitas aulas, e prática, muita prática. A nota final valorizará muito o nosso esforço, a nossa dedicação, a nossa assiduidade, o nosso comportamento. Que o medo da negativa não nos faça anular a matrícula, desistir antes de tentar, partir para “exame de recurso”. Esse é o último momento e pode não ser suficiente para uma nota digna do Mestre. Não desistamos.

       Este é o curso da santidade do qual MARIA foi a melhor aluna. Temos autorização para copiar por Ela, podemos usar os seus apontamentos, o seu método (caminho para…). Mais, podemos tê-l’A connosco nos testes e nos intervalos, no estudo e na aplicação. MARIA ajuda a corrigir, a melhorar, a ter vontade de ser melhor, a olhar para o máximo sem medo de apenas conseguir o mínimo. O seu exemplo de Santidade torna-a transparência de Deus. As suas imagens e os seus ícones são reflexo de Deus para a humanidade. Não sejamos opacos para os que fazem parte da nossa turma, da nossa escola…

       A Sua santidade, nota máxima, passou sempre pelo sim ininterrupto dado ao Mestre. Ele continua connosco na esperança que sejamos seus discípulos. Os discípulos dos filósofos seguiam as ideias dos seus mestres e imitavam o seu agir. É esse o desafio, a oportunidade. Imitar o agir do Mestre implica dinamismo, caminhada, presença ao lado dos que precisam de Deus, dos que precisam do Deus presente em nós.

       A escola-vida encerra um misto de beatitude e dor, de felicidade e angústia, de alegria e de tormento (Beato João Paulo II, NMI, n.º 27). É o paradoxo de Jesus na Cruz, feliz por ter terminado o seu curso, por ter consumado a sua aprendizagem/realização, mas ao mesmo tempo angustiado por todos aqueles que não querem estudar, que ficam à margem, que ficam à espera de “Novas Oportunidades”.

       Com Maria, em vez de esperar para ver e vir, optamos por vir e ver. Em vez de viver na sombra, escolhemos o Sol de Deus que aquece, que ilumina, que dá vida.

       Estamos inscritos, temos número, temos turma, temos apontamentos. Alinhamos?

 

Pe. António Jorge Giroto

08.12.11

CRUZ: lugar de arrependimento e não de culpabilidade

mpgpadre

Ao 9.º dia da novena, o texto escolhido e proclamado foi o que narra o episódio de Maria junto ao Cruz, com o discípulo amado, tradicionalmente identificado com o apóstolo e evangelista São João.

        O pregador remeteu-nos para a Cruz de Jesus, sublinhando a necessidade de não excluir a cruz pela ressurreição, esta acontece porque a morte é real, é verdadeira. Junto à Cruz estavam poucos, mas a Sua Mãe estava. "A cruz não é lugar de culpabilidade mas de arrependimento".

       Maria está de pé junto à cruz, com doçura mas firme. Quando nos dobramos sobre nós, não vemos Deus, temos que levantar o pescoço, a cabeça, firmes, mesmo que o sofrimento seja intenso.

       Maria não grita, esquece-se de Si, não desvia o olhar de Jesus Cristo. Aponta sempre para Ele. Fixa-se no Seu Menino.

       Jesus que teve compaixão da viúva de Naim que vê morrer o seu filho único, ressuscitando-lho, agora não recorre ao milagre, também Ele filho único, mas vence a obediência.

       Quando Abraão vai ao alto do monte para oferecer o Cordeiro, Isaac interroga-o porque não levam com eles o cordeiro a imolar. Abraão diz simplesmente: Deus providenciará. Agora no alto do monte, no calvário, Deus entrega o Filho como Cordeiro. É Ele que tira o pecado do mundo.

A salvação não vem pelo sofrimento, mas pela obediência até ao fim, é um amor louco pela humanidade, por cada um de nós.

       Na cruz dá-se como que uma segunda anunciação: "Eis o teu filho". Maria torna-se a mãe de uma multidão, a mãe da Igreja. No nascimento Maria coloca o Menino na manjedoura, dá-O à humanidade. Agora é Jesus que no-l'A entrega. Que fazemos? Como o discípulo amado que A leva para casa?

       Com Maria, firmes diante da Cruz que nos redime, e mesmo que a noite da fé também nos envolva na dúvida, confiemos que Ela nos guia a Jesus, dissipe as nossas dúvidas e incertezas, apazigue o nossos medos.

08.12.11

Ser "serventes" dos milagres de Deus

mpgpadre

       Ao 8.º Dia de novena, o nosso padre pregador, Pe. António Giroto, partiu da proclamação do Evangelho das Bodas de Caná da Galileia. Jesus, Sua Mãe e os discípulos são convidados para uma boda. A determinada altura, Nossa Senhora constata que os noivos não têm vinho e faz chegar rapidamente essa informação ao Seu filho Jesus.

 

O caminho de Maria é um caminho de Fé,ligado a Jesus.

       A partir de agora ela deixa o nome próprio e passa a ser a Mãe de Jesus. A presença de Maria increve-se numa lógica de caridade, como na visitação assim também nas bodas de Canaã. Sublinhe-se a delicada atenção de Maria e o exemplo de uma oração confiante: Ela não especifica a Jesus o que tem de fazer, Ele o saberá. Diz apenas que os noivos não têm vinho. Quantas vezes nas nossas orações já especificamos o que queremos e em que tempo queremos que Deus nos atenda e até "negociamos" a realização das nossas súplicas. Deus bem sabe o que precisamos.

       "A mediação ininterrupta de Maria; solidária com as necessidades humanas, mas confiante no plano de Deus (não sabia o que jesus ia pedir) - Maria... confia em Deus".

       Aos serventes, Maria diz apenas para que eles façam tudo o que Jesus lhes disser. Também nós precisamos de ser serventes de Deus, para que Ele continue a operar no mundo, para que os milagres continuem a realizar-se.

       Entre Maria e Jesus mantém-se uma ligação íntima, numa troca de olhares intensa, permanente, comunhão de alma e de coração. Ela confia, mesmo quando Ele lhe diz: que temos nós a ver com isso? Maria "sugere" aos serventes que sirvam confiantes.

  

"O vinho da boda é distribuído por toda a humanidade sedenta"

       As talhas que estavam por ali serviam para a purificação dos judeus. Tinha água suja. Deus serve-se até do nosso pecado para realizar o milagre. Naquelas talhas surge "o vinho da alegria oferecido por Deus... vinho das núpcias, da nova aliança, sangue do cordeiro.

 

O seguimento de Cristo

       Depois da Boda, Maria, Jesus e os seus discípulos desceram para Cafarnaum… Depois do milagre, da festa, tempo para refletir, para rezar, para fazer um exame de consciência sobre o sucedido, até para apreciar o dom. Por sua vez, Maria surge agora como discípula, acompanha Jesus e com Ele faz o caminho de Nazaré até Jerusalém, das Bodas até à Cruz, no Calvário...

 

A tentação da Mãe 

       Maria e José guiam-se pela certeza de que Jesus vem da parte de Deus, é o Filho de Deus altíssim, mas por outro lado a incredulidade do povo, as hesitações. Jesus esteve sujeito às tentações. Certamente também Maria o esteve. Mas que tentações? A tentação das mães, tentação de ir buscar Jesus, o Seu Menino, de O proteger contra os delatores, os boatos, a malediência, de não deixar que digam ma d'Ele, por exemplo quando é instada a ir ver o que se passa com Jesus, de Quem se dizia que tinha um espírito impuro, que estava possuído. A espada de dor que atravessa a alma de Maria é cada vez mais profunda. 

 

Caminho de alegria 

       "Feliz o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram" - alguém grita o meio da multidão. Contudo Jesus acentua uma vez mais que felizes são os que escutam a Palavra de Deus e procuram fazer a Sua vontade. Isso vale para Maria, vale também pata nós.

       Perante Jesus é necessário assumir uma liberdade interior de acolhimento, de aceitação. Ele vem até nós para nos elevar. Deixemos que através de nós, Deus continue a operar maravilhas.

08.12.11

Voltar à cidade de Jerusalém para encontrar Jesus

mpgpadre

       No sétimo dia de novena o nosso pregador, Pe. António Giroto, partiu de duas passagens dos Evangelhos de Infância: a "Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora (4.º mistério gozoso) e a "perda e encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei (5.º mistério gozoso).

       Maria não precisava de purificação, Ela é sumamente pura, mas não quer "armar-se", cumpre, como todos os do seu tempo, com os preceitos religiosos prescritos. Assim o cumprem Maria e José em relação a Jesus.

       No templo estão dois anciãos, Simeão e Ana. São movidos pelo Espírito Santo. Quando o Espírito Santo guia as nossas escolhas não erramos.

       Simeão expressa a sua alegria ao receber o Menino nos seus braços. N'Ele reconhece o Messias prometido: "Agora Senhor, segundo a Tua palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a salvação que puseste ao alcance de todos os povos, luz para se revelar às nações, glória de Israel vosso povo." Nas palavras de Simeão, a certeza de que o Deus que vem está em seus braços, dado ao mundo por Maria.

       Mas se Simeão proclama a glória, também projeta a cruz: "uma espada atravessará a tua alma". Maria e José não entram em euforia nem se tornam depressivos. Confiam em Deus.

 

       A perda de Jesus no templo marca uma nova etapa na vida de Jesus, passa para a idade adulta, pode ler e comentar a Sagrada Escritura em público. Ele está onde deve estar, no templo. Maria e José dão-se conta que Jesus ficou para trás. Notam a ausência do MENINO. Quantas vezes nos apercebemos da ausência de Deus, não porque Ele esteja distante, mas porque o nosso pecado ou a nossa distração não nos permitem perceber a Sua presença. Precisamos de O procurar onde O poderemos encontrar. Maria e José voltam ao templo. Hoje, a Igreja é o lugar privilegiado para encontrar Jesus, no pão da Eucaristia. Podemos encontrar Deus no mundo, nas pessoas, na natureza, mas é na Igreja, nos Sacramentos, no Pão da Eucaristia onde Ele se dá inteiramente.

       Como Maria e José, precisamos de regressar, voltar, procurá-l'O, ou melhor, deixarmo-nos encontrar por Ele. Mas ainda que se esteja bem no templo, na Igreja, e nos sintamos fortes, não podemos ficar o tempo todo, temos de ir. Maria e José encontram o Seu menino no templo, depois regressam a casa, ao mundo, guardam as Suas palavras, para o testemunhar. Assim também nós, procuremo-l'O até o encontrar, como diria Santo Agostinho, e depois de O encontrar, continuemos a procurá-l'O... voltemos com Ele para a nossa casa, para o nosso mundo.

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