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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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26.01.19

Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir

mpgpadre

1 – A palavra convoca-nos, humaniza-nos, irmana-nos, faz-nos comunidade. Pela palavra, Deus criou o mundo. Deus disse e assim se fez! Pela Palavra, feita Carne, Jesus, Deus salva-nos, reconciliando-nos uns com os outros, integrando-nos, novamente, na Sua comunhão. O Verbo encarnou e habitou entre nós!

Depois do Batismo, é tempo de Jesus a anunciar a Boa Nova da salvação. Para o evangelista São João, as Bodas de Caná marcam o início do ministério público de Jesus. Em São Lucas, depois do Batismo, Jesus é impelido ao deserto, vencendo connosco as tentações do poder, dos atalhos fáceis, das aparências, do egoísmo, e chega o tempo de pregar a Palavra que traz da eternidade.

A um sábado, como bom judeu, Jesus vai à Sinagoga, na terra em que cresceu, em que conhece as suas gentes. Todos O conhecem! Ainda que a pessoa esteja envolta em mistério, nunca totalmente decifrável, quanto mais Aquele que é o Filho de Deus! A Palavra de Deus reúne os judeus, fá-los recordar as maravilhas do Senhor, as dificuldades do caminho, e a esperança com que aguardam novos tempos. Jesus toma a Palavra, um trecho de Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor».

A Sinagoga é lugar de oração, de escuta e de meditação da Palavra de Deus. Jesus faz um comentário simples, mas lapidar: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Desde a primeira hora, Jesus diz ao que vem. N'Ele Se cumprem as promessas de Deus. É a força do Espírito que O guia.

Na-sinagoga.jpg

2 – Hoje, em Igreja, continuamos a rede que se estende dos tempos antigos. Também nós nos deixámos convocar pela Palavra. A preocupação de Lucas, ao investigar as palavras e a vida de Jesus, é para que outros possam ler, escutar e mastigar confiantes a Palavra de Deus. "Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado".

Em Nazaré, Jesus lê, comenta a Escritura Sagrada, procura mostrar como a Palavra de Deus encaixa na Sua vida. É o que nos cabe fazer como cristãos e como comunidade, escutar a Palavra de Deus e procurar que ilumine as nossas opções, a nossa vida.

 

3 – Na primeira leitura, Neemias, pouco depois do povo voltar do exílio, procura reconstruir a cidade, mas também o povo. A Palavra de Deus é a oportunidade para recordar a Aliança celebrada entre Deus e Israel. O futuro começa a construir-se das raízes.

O Povo comove-se com a proclamação da Palavra. Neemias, Esdras e os Levitas dizem a todo o povo: «Hoje é um dia consagrado ao Senhor vosso Deus. Não vos entristeçais nem choreis». O sábado para eles... Domingo para nós, o Dia do Senhor, dia da alegria, oportunidade para louvarmos o Senhor pela vida, pelas maravilhas da criação, tempo para agradecermos as bênçãos e as graças recebidas e por aqueles que caminham connosco, partilhando as alegrias e as tristezas, as esperanças e as angústias uns dos outros.

Neemias acrescenta: «Ide para vossas casas, comei uma boa refeição, tomai bebidas doces e reparti com aqueles que não têm nada preparado. Hoje é um dia consagrado ao Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza».

A alegria do Senhor é a vossa fortaleza! Um dia de consagração para o Senhor, mas também para o Povo. A escuta da palavra e a reunião familiar, a festa, mas sem esquecer aqueles que não têm nada preparado! A proximidade com a Palavra de Deus faz-nos próximos e comprometidos uns com os outros.

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Textos para a Eucaristia (ano C): Ne 8, 2-4a. 5-6. 8-10; Sl 18 B (19); 1 Cor 12, 12-30; Lc 1, 1-4: 4, 14-21.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

28.12.13

Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto

mpgpadre

       1 – José sonha novamente. Todos sonhamos: uma vida melhor, mais fácil, mais feliz, na companhia daqueles que nos fazem sentir vivos. Porém, nem tudo é como sonhamos. O sonho exige dedicação e, por vezes, sacrifício e renúncia. José sonhou e acolheu Maria como esposa, dando-lhe casa e proteção. José volta a sonhar e dá a Maria e a Jesus outra casa, outros cuidados, foge com eles para um lugar seguro. A verdadeira CASA é onde estão os nossos amigos.

       Em sonho, o Anjo do Senhor interpela José: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». Para escutar Deus é preciso fazer silêncio. No silêncio da noite, José é visitado pelo Anjo do Senhor. Ainda ensonado, José toma o Menino e Sua Mãe e parte para o Egipto, onde permanecerá até à morte de Herodes. Não lhe ouvimos nenhum lamento, apenas a pressa para proteger a família.

       Após a morte de Herodes, o Anjo do Senhor volta a aparecer a José, em sonhos: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel". Entretanto fica a saber que o filho de Herodes governa a Judeia e, tendo receio de colocar a família em perigo, segue para Nazaré. José permanece em atitude de escuta, de silêncio, de sonho, para perceber a vontade de Deus.

       Em todas as etapas vem ao de cima o cuidado de José, a sua serenidade, o seu silêncio, a sua fé, a sua predisposição para escutar a voz de Deus, através do Anjo, a sua prontidão em agir, em acolher a vontade de Deus. José não é uma figura decorativa. A sua missão é essencial para resguardar Jesus e a Maria de diferentes perigos.

       2 – A família de Nazaré passou por momentos difíceis, desde o início. Maria encontra-se grávida. José, homem justo e temente a Deus, fica a saber da gravidez misteriosa daquela que lhe estava prometida. Surge a primeira sombra. José dorme antes de tomar qualquer decisão. A travesseira é boa conselheira. A bondade e a prudência de José dão frutos. Reza e deixa-se inspirar por Deus.

       Logo depois novas dificuldades. Têm que partir com certa urgência para a cidade de Belém (casa do pão), para se recensearem na terra natal de José. A gravidez de Maria está avançada, a qualquer instante pode dar à luz. Confiam em Deus. Partem. Chegados a Belém não encontram lugar em hospedarias ou, visto de outro ângulo, cedem a habitação própria para que outros tenham um teto onde ficar naqueles dias agitados. Continuam a confiar na providência de Deus. E até os animais ajudam a aquecer o lugar onde vai nascer o salvador do mundo. Afinal a minha, a tua casa, a verdadeira casa, é onde estão os que nos querem bem. Jesus está em casa, com José e com Maria, com os pastores e com os magos.

       Novas dificuldades. Herodes quer matar o Menino. Têm de fugir à pressa e procurar abrigo em outro país. Mas não desanimam. Põem mãos à obra e partem. Deus não deixará de estar com eles, Deus não deixará de estar connosco.

       No regresso a casa, têm de adiar esse sonho e fixar-se em Nazaré, para que fiquem garantidas a estabilidade e a segurança. Pela vida fora outras adversidades chegarão. Até ao fim. Não têm a vida facilitada. Também por esta razão, a família de Nazaré pode ser um estímulo para as nossas famílias. Confiar em Deus, procurando cada um dar o melhor de si para o bem de todos, com prudência e sobretudo com muito amor, cuidando especialmente dos mais frágeis.

       3 – Ser família é, hoje mais que nunca, um desafio enorme. Se a humanidade está em crise é porque antes a família começou a colapsar. Há uma mão cheia de desculpas e/ou descuidos. A família tonar-se-á um fardo dispensável se apenas olhamos para as próprias necessidades.

       Por outro lado, os bens materiais não podem ocupar o espaço dos afetos, dos sentimentos, da disponibilidade de tempo e atenção. O mais importante são os filhos, ou os pais e avós, mais importante é a companhia. Sem esta, tudo o mais vale pouco. Só quando os pais morrem é que damos pela sua falta, só quando não temos mão nos filhos é que percebemos que não tivemos tempo para eles!

       Na família aprende-se a viver e a respeitar as diferenças dos seus membros, aprende-se a ser filho e irmão, a ser mãe e pai, aprende-se a ser neto e ser avó e avô. Na família aprende-se a acolher o outro e a respeitar o seu espaço. Assim na família, assim na sociedade.


Textos para a Eucaristia (ano A):

Sir 3, 3-7.14-17ª; Sl 127(128) Col 3, 12-21; Mt 2, 13-15.19-23.

 

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