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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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06.01.18

Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O

mpgpadre

1 – Do Oriente, diz-nos Mateus, chegam a Jerusalém uns Magos, por ocasião do nascimento de Jesus em Belém da Judeia. «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». A pergunta é acompanhada de um propósito: adorar Aquele que nasceu.

Vêm de onde? Do Oriente, isto é, de todo o mundo. Só se conheciam povos a Oriente; a Ocidente, água e mar. Por conseguinte, os Magos foram adquirindo ao longo do tempo nomes e cor de pele diferente, para significar/representar as nações do mundo inteiro.

Quantos eram? A tradição mais popular popularizou-os em três, a conta que Deus fez. Porém, o Evangelho só se refere a Magos! Serão dois? Serão três? Quatro? Talvez! Ou cinco ou seis, eu e tu também queremos estar lá para adorar o Senhor Jesus!

Quem são os Magos? Eu e tu? Podemos ser todos! São Reis ou são Magos? São sábios! Hoje seriam os homens da ciência e da cultura. Jesus veio para os pastores! Veio para mim e para ti. Veio para os Magos! Veio por mim, por ti e por todos e todos somos convidados a adorá-l'O, reconhecendo-O como Deus, para nos reconhecermos iguais e caminharmos fraternalmente. Os Reis ficam descansados, fartos, acomodados no Palácio! Os magos são buscadores da luz e da verdade! No final, é um Rei que encontram! Mas um Rei-Menino, pobre, simples, Deus, despojado, sem ouro nem adornos.

Que presentes dar? O melhor que têm! Ouro, Incenso e Mirra. Divindade, Realeza, Humanidade. Reconhecimento do mistério que se desvela e se esconde n'Aquela criança. O facto de serem três presentes, levou a tradição a considerar que os magos eram tantos quantos os presentes que deram a Jesus! Talvez tenhamos que colocar aos pés do Menino-Deus mais alguns presentes para lá cabermos também nós: o nosso olhar, o nosso coração, a nossa vida! A minha e a tua!

Na Eucaristia rezamos para que seja Ele o nosso presente: «Olhai com bondade, Senhor, para os dons da vossa Igreja, que não Vos oferece ouro, incenso e mirra, mas Aquele que por estes dons é manifestado, imolado e oferecido em alimento, Jesus Cristo».

adoracao dos magos -  Francesco Bassano - 1567-69.

2 – O encontro com Jesus provoca alegria. Com efeito, quando a estrela «parou sobre o lugar onde estava o Menino, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra».

 

3 – A vinda de Jesus ao mundo é para todos. Para mim e para ti! Certamente! Mas também para ele! Para aqueles que estão perto e para aqueles que estão longe! O desafio papal em colocar a Igreja em rota de saída, de evangelização, indo às periferias (não apenas geográficas, mas sobretudo) existenciais recorda-nos que Jesus veio para todos e a todos deve ser anunciado.

 

4 – O encontro com Jesus provoca a mudança de rumo. O encontro dos Magos com Jesus muda as suas vidas. A alegria do encontro deixo-os prostrados em adoração. Quando regressam às suas terras, regressam por outro caminho, percebendo que não podem voltar aos mesmos lugares. Num primeiro plano, não podem regressar ao palácio, pois Herodes tem o propósito de matar o Menino. Num plano mais abrangente, o encontro é de tal forma luminoso e redentor que a vida nunca será como dantes. A Luz que os guiou está mais viva, mais dentro, levá-los-á mais longe! Há que rasgar novos horizontes, novas vias, estradas e avenidas!

Predisponhamo-nos a seguir a Estrela de Belém, a seguir a Luz que é Jesus e a deixarmo-nos guiar por Ele. «Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já Vos conhecemos pela fé levai-nos a contemplar face a face a vossa glória». E, uma vez inundados pela Luz de Jesus, deixemos que a luz passe para os outros.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 60, 1-6; Sl 71 (72); Ef 3, 2-3a, 5-6; Mt 2, 1-12.

 

30.12.17

Maria e José levaram Jesus a Jerusalém...

mpgpadre

1 – «Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas».

No Seu amor imenso, Deus vem habitar connosco. Assume-nos por inteiro, nas nossas fragilidades e na nossa finitude. O nosso Deus, Deus de nossos Pais, Abraão, Isaac e Jacob, Moisés e David, o Deus que Se revela plenamente em Jesus, é um Deus de amor, que nos ama sem desistir de nós. Ama-nos como Pai e como Mãe. É este o mistério do Natal, expressão visível da Encarnação de Deus.

Deus criou-nos por amor, à Sua imagem e semelhança, capazes de amar e ser amados. Deus é Amor, Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo, comunidade de vida e amor.

Para entrar no mundo, Deus escolheu uma família humana. Jesus não é um extraterrestre, ou uma espécie de super-homem caído do espaço. Deus humaniza-Se, encarnando, por ação do Espírito Santo, no ventre virginal de Maria. Na normalidade da família de Jesus, Maria e José, Deus mostra-nos o caminho do amor que une e salva.

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2 – José e Maria são um casal jovem, judeus, descendentes da linhagem de David. Em Belém ou em Nazaré, ninguém dirá que Aquele Menino é Filho de Deus. Nada há de estranho na família de Jesus. Os Seus pais trabalham arduamente para terem o necessário para viverem com dignidade, participam na vida da comunidade, nas festas e nos lutos, entreajudam-se nos trabalhos do campo e da vinha, trocam saberes e bens que manufaturam segundo a arte de cada um.

Como praticantes judeus, completando-se os dias da purificação, Maria e José levam Jesus ao Templo de Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, cumprindo as prescrições da Lei de Moisés. É um momento importante para os Pais, pois dessa forma confiam o seu filho a Deus e inserem-se na Aliança de Deus com o Seu povo.

No Templo, Maria e José vão escutar palavras promissoras acerca do Seu querido filho. Um filho é uma bênção, ou deveria ser, nunca um estorvo ou empecilho. O Filho de Maria e de José foi inesperado, talvez até fora de tempo, acolhido com todo o amor. No Templo vão perceber que Ele será uma bênção para todo o Povo, conforme as palavras de Simeão: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

Também Ana, profetisa, mulher de idade avançada louva o Senhor Deus pelas maravilhas que fará através d'Aquele Menino.

 

3 – Mas a história não acaba aqui, muito pelo contrário.

Os pais tudo farão para evitar qualquer sofrimento ao(s) seu(s) rebento(s). As palavras de Simeão e de Ana acalentam a esperança de um futuro risonho para o Seu Menino. Porém, a vida é um mistério que se abre à nossa frente e que o futuro só a Deus pertence. Haverá sempre surpresas e nem todas fáceis de dirigir. É a vida! Um mistério a viver! Uma história a sonhar e a realizar. Os imponderáveis fazem parte da vida.

O Velho Simeão tem um recado para Maria e para José, ainda que se volte mais para Maria: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

A Luz de Israel – iluminará as Nações da terra inteira – ferirá os olhos habituados às trevas, à escuridão do pecado, do egoísmo e da vida cómoda; levará uns a lutar pela justiça e pela verdade, exporá outros que vivem à custa da exploração corrupta, à custa dos mais frágeis. A vida de Jesus, Aquele Menino-Deus, será uma caixinha de surpresas. Será uma bênção, entre muitas adversidades!


Textos para a Eucaristia (ano B):Sir 3, 3-7. 14-17a; Sl 127 (128); Col 3, 12-21; Lc 2, 22-40.

09.12.17

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

mpgpadre

1 – Vigiai. Era a palavra-chave que escutámos há oito dias. Hoje a palavra-chave é PREPARAI, preparai o caminho do Senhor. É-nos servido o início do Evangelho de São Marcos que nos remete para Isaías, trazendo a promessa de Deus ao Seu povo. Ele enviará um mensageiro na frente para preparar o caminho d'Aquele que há ser enviado para nos trazer a salvação.

João Batista é a voz que no deserto proclama um batismo de penitência para a remissão dos pecados. Ele é voz da Palavra que está a chegar. Para que a Palavra Se seja percetível é urgente que a voz provoque os ouvidos e sobretudo os corações. Demasiada cera pode ser impeditivo de uma boa audição, um coração empedrado terá dificuldade em acolher e em amar Aquele que vem.

É tempo de preparar o caminho, o coração, a vida.

Um caminho que não é utilizado nem é limpo acabará por ficar intransitável. Se é um caminho muito usado, as pegadas e os rodados pisam as ervas que ameaçam nascer e crescer. Pedras que caiam ou silvas que despontam sempre se vão tirando. Mas de vez enquanto é necessário fazer uma limpeza mais a fundo, para que o caminho volte a ser caminho. E se por ele tiver que passar alguém especial então o cuidado será maior.

Está a chegar Jesus, Alguém que nos é muito caro, muito especial, então há que preparar bem o caminho da nossa vida para Ele passar e permanecer em nós. As famílias estavam habituadas no Natal e sobretudo na Páscoa a fazer uma limpeza a fundo nas casas – as barrelas – e nas ruas. É esta a preparação a que São João nos desafia.

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2 – Na 1.ª Leitura, Isaías, uma das figuras do Advento, anuncia a chegada do Emanuel, «O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Como um pastor apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso». O poder de Deus far-se-á serviço, pois não vem para impor e dominar, mas como Pastor para congregar.

Os tempos de treva e dispersão não durarão para sempre. Já se vislumbra no horizonte uma luz a despontar como aurora, uma voz que clama tão forte que não podemos não escutar: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas. Então se manifestará a glória do Senhor».

Se Ele vem, se está próxima a Sua chegada, como é que vamos recebê-l’O? Como é que nos vamos preparar? Como é que traduzimos o convite da palavra de Deus?

 

3 – A nossa grandeza há de ser o reflexo da grandeza de Deus, pelo que é na pequenez, na humildade e no abaixamento que deixamos que Deus seja visto em nós como num espelho. "A minha alma engrandece o Senhor". Palavras de Maria que sublinham como a grandeza de Deus Se revela através da humilde serva do Senhor. Isso mesmo foi colocado em evidência por Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, não é Maria que torna Deus maior, mas Ela deixa que Deus Se mostre. Isso mesmo nos é pedido. Parafraseando Santo Agostinho, o nosso egoísmo faz-nos crescer ao ponto de nos entrepormos entre Deus e os outros. A nossa opacidade não permite que os outros vejam em nós ou através de nós. A humildade torna-nos transparentes e, por conseguinte, Deus será visível em nós e para os outros.

Vejamos como São João Batista aponta para Aquele que há de vir em glória e poder. «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu batizo-vos na água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo»

Preparar o caminho do Senhor também é isto: treinar a humildade, a capacidade para transparecer Jesus, testemunhar Jesus, deixar que Jesus fale em nós e através de nós. O nosso centro é Jesus e o Seu Evangelho de amor, de perdão e de serviço.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 40, 1-5. 9-11; Sl 84 (85); 2 Pedro 3, 8-14; Mc 1, 1-8.

02.12.17

Acautelai-vos e vigiai...

mpgpadre

1 – Iniciamos um novo ano litúrgico com o 1.º Domingo do Advento. A palavra-chave – VIGIAI – esteve presente nos últimos dias do ano litúrgico que finalizou.

A nossa vida é como uma bola de neve, acrescentamos coisas novas e largamos outras pelo caminho. Por vezes, excluímos o que entendemos ser-nos prejudicial, outras vezes não temos força para deitar fora o que nos faz sofrer e, por vezes, é bom que o que nos faz sofrer esteja presente como memória, como desafio, como gratidão.

Algumas vezes colocam-se à bola de neve – a nós – os desperdícios dos outros, outras vezes o caminho percorrido atrai e cola detritos inúteis. A acumulação de situações, momentos, alegrias, sofrimentos, tornam a bola maior, mas não necessariamente mais pesada. Uma bola de neve pode ficar descompensada, desequilibrada, torta ou bastante perto de ser redondinha.

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2 – «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento». A vigilância não é uma atitude passiva, indiferente ao tempo que passa. Faz-nos arregaçar as mangas e deitar mãos à obra.

Voltemos à imagem da bola de neve. Por um lado, tal como a bola da neve também a leveza da nossa vida depende de circunstâncias interiores e exteriores. Mas como a bola de neve não tem consciência nem vontade própria fica mais dependente dos declives do terreno. O seu tamanho e a sua forma, mais redonda ou achatada, influenciam o seu avanço… A bola de neve pode encontrar grandes obstáculos e superá-los num terreno mais inclinado ou pela consistência e tamanho fazendo resvalar e contornar ou passar por cima…

Como temos vida interior e consciência do que somos, vontade e capacidade de discernir e noção das nossas capacidades e limitações, não somos simplesmente bolas de neve que deslizam como se fôramos meros espetadores do que se desenrola à nossa volta. Não. Nem pensar. Deus chama-nos à vida e confia-nos o mundo inteiro, confia-nos a vida e sobretudo a vida humana. Guiamos a bola de neve a partir do interior mas sujeitos à temperatura exterior, à consistência da neve e do entulho que vamos acumulando, ao declive do terreno e da vida!

Sim, mas como a bola de neve também podemos confiar-nos a Deus e deixarmo-nos guiar por Ele, pela Sua mão, pela Sua vontade.

 

3 – Temos presente as parábolas que escutámos nos domingos anteriores: dos talentos e das 10 virgens que acompanharão o esposo até ao banquete (Mt 25, 1-30). Aí está o entrelaçamento entre o final do ano litúrgico e o início deste novo ano. O reino de Deus é comparável a um nobre que partiu em viagem para ser coroado como rei e confiou os seus bens aos seus servos. Quando chegou de viagem alguns apresentaram-lhe os bem multiplicados… Na Parábola das virgens, 5 delas prepararam-se, preveniram-se com azeite nas lamparinas e nas almotolias…

A parábola de hoje inscreve-se nesta dinâmica. «Um homem partiu de viagem... e deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse».

Deus não parte de viagem, permanece sempre perto de nós. Todavia, dá-nos plenos poderes para administrarmos o mundo. Cada um com os seus dons e talentos. Um dia este Senhor há de chegar para nos pedir contas dos nossos irmãos, sobretudo o cuidado que prestamos aos mais pequeninos (Mt 25, 31-46. Não sabemos o dia nem a hora em que virá o dono da casa: «se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha». E se vier e nos encontrar a dormir? Poderá chegar inesperadamente. Jesus coloca-nos de sobreaviso: «O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!».

Este é também o desafio da primeira oração da Eucaristia: «Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus». Uma espera que se concretizará na prática do bem.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7: Sl 79 (80); 1 Cor 1, 3-9; Mc 13, 33-37.

04.01.17

VL - E tudo se renova… ressuscitando!

mpgpadre

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       As Portas da Misericórdia encerram-se mas não a Misericórdia divina. Como referiu o nosso Bispo, na Solenidade de Cristo Rei, no passado dia 20 de novembro, o encerrar das Portas recorda-nos a urgência de ir e levar a misericórdia a toda a gente, a todo o mundo.

       No Arciprestado de Moimenta da Beira-Sernancelhe-Tabuaço, a Caminhada do Advento, proposta às paróquias que o constituem, sintonizando com o plano pastoral diocesano e com a liturgia dominical, inicia com uma porta fechada, para impedir os ladrões de entrar. No decorrer da Eucaristia, a porta abre-se para que Jesus entre, deixando que Ele nasça na nossa vida. Fechamo-nos ao mal, a todo o tipo de guerra, dispomo-nos à paz, a construir, a viver as obras de misericórdia, a despertarmos do sono para saborearmos o DIA que irradia com a vinda de Cristo.

       O Advento é tempo de graça e salvação. Sendo um tempo novo, o Advento não se desfaz do que está antes, mas dá-lhe o colorido da festa que se aproxima, comprometendo-nos mais, fazendo-nos recordar a razão da nossa esperança e do nosso compromisso com os outros. Preparamo-nos para celebrar o aniversário de Jesus. Não é algo que se repita. Nada se repete na nossa vida. Cada instante conta. Cada segundo. É a minha, a tua, a nossa vida. Todos os momentos são importantes. Todos os minutos valem!

       Um ciclo finda, outro se inicia, entrelaçando-se no anterior e projetando-nos para o futuro, em espiral. Nos textos da liturgia (cf. Mt 24, 37-44), Jesus a desafia-nos à vigilância para que a Sua vinda não passe despercebida como no tempo de Noé, em que as pessoas comiam e bebiam, casavam-se e davam em casamento e só se aperceberam do dilúvio quando este chegou. Era tarde demais!

       Jesus anuncia aos seus discípulos um tempo novo que está a chegar, aproxima-se a Sua morte. Logo advirá a Sua ressurreição, inaugurando, em plenitude, um Reino novo, de paz e de misericórdia, de justiça e de amor. Naquele tempo, o mistério da Sua morte e da Sua ressurreição passou indiferente para muitos. Também nos pode passar ao lado. Não podemos deixar o tempo correr. É preciso que saboreemos a vida e nos comprometamos uns com os outros.

       Ele continua a emergir na nossa vida e a ressuscitar connosco em todo o bem que praticamos. Por ora, preparamos a celebração da Sua primeira vinda, mas em dinâmica futura. Jesus volta. Não tardará. Como nos vai encontrar? Como O vamos receber?
 
Publicado na Voz de Lamego, n.º 4389, de 29 de novembro de 2016

04.01.17

VL – E tudo de renova… ressuscitando! – 2

mpgpadre

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       «Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais» (Mt 24, 42-44).

       O que se avizinha não tem de ser atemorizador! A salvação está ao nosso alcance, foi-nos colocada na palma da mão. Jesus viveu e morreu por nós, por mim e por ti. E, por mim e por ti, por nós, ressuscitou. Introduziu-nos na eternidade de Deus. Deixemos que nasça em nós, na nossa vida, que nasça e nos ressuscite, nos desperte para a vida abundante de graça e de misericórdia.

       Nada há a temer quando estamos preparados. Sabendo que Ele vem. Há 2.000 mil anos veio ao mundo. A Sua vinda conjuga-se agora no presente. Vem. E vem para ficar, para criar raízes. E para que n'Ele enraizemos a nossa vida. Lembremo-nos que os ramos crescem à medida que as raízes se fincam na terra. Ou, noutra imagem, a videira e a seiva que alimentam os ramos e as folhas. Quando a vida de Jesus Cristo circula em nós então a nossa vida está garantida, como promessa e como tarefa. Os sustos que apanhamos têm a ver com o facto de estarmos desprevenidos. Jesus previne-nos para estarmos preparados, para O reconhecermos e O acolhermos.

       No "Principezinho", a Raposa sublinha a alegria a crescer com o aproximar do encontro com o Principezinho quando sabe a hora do mesmo. "Teria sido preferível teres voltado à mesma hora. Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, eu, a partir das três, já começo a ser feliz. Quanto mais se aproximar a hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já estarei agitada e inquieta; descobrirei o preço da felicidade! Mas se vieres a qualquer hora, ficarei sem saber a que horas hei de vestir o meu coração..."

       Ora, Jesus diz-nos que está a chegar. Revistamo-nos de alegria e de esperança. Preparemo-nos para que não nos surpreenda distraídos. Abramos os ouvidos, os olhos, o coração, a vida por inteiro. Ele está a chegar. Não aqui ou ali. Mas em nós. Em cada pessoa que se aproxima de nós, em cada pessoa de quem nos aproximamos. Em todo o tempo! A qualquer hora!

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4391, de 13 de dezembro de 2016

31.12.16

Maria conservava todos estes acontecimentos em seu coração

mpgpadre

1 – Cada novo ano civil se inicia sob o patrocínio de Maria, Mãe de Deus. Renovamos a esperança num mundo em que (re)nasça e cresça a paz e a alegria, a luz e a justiça e a ternura da Virgem Mãe.

A vida de Jesus é envolvida pela docilidade e delicadeza, pela inclusão e pelo cuidado aos mais frágeis. Por certo não será difícil encontrar a doçura, a afetividade, a delicadeza em Maria e em toda a sagrada Família. A entreajuda nas tarefas de casa e nos compromissos sociais, a participação na vida da comunidade, os tempos de festa e de alegria, os momentos de dor, de perda e de luto.

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2 – No Principezinho, o narrador inicia a sua história com um desenho: uma jiboia a digerir um elefante. Como os adultos não percebem o desenho, faz um segundo, colocando os contornos do elefante dentro da jiboia. Tinha então seis anos de idade e mostra o desenho 1 e depois o 2 para meter medo, mas para quem vê não passa de um chapéu. Dizem-lhe que deixe de brincar e se dedique à história, à geografia, à matemática e à gramática. Só mais tarde, muito mais tarde, já aviador, perdido no deserto do Saara, alguém, o pequeno Príncipe, percebe espontaneamente o seu desenho: uma jiboia a digerir um elefante! Afinal, as pessoas adultas são esquisitas, andam de um lado para o outro e nem sabem o que procuram!

«Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos…» (Lc 10, 21). Só os pequeninos, pobres, simples e humildes de coração compreendem os mistérios de Deus e, quando não compreendem, confiam. Não admira, portanto, que sejam os pastores os primeiros a escutarem a voz que vem das alturas e a compreenderem que Aquele Menino é uma bênção de Deus dado à humanidade.

Os pastores são gente simples, pobre, humilde! Aproximam-se rapidamente de Maria e de José, veem o Menino deitado na manjedoura e extravasam de alegria, relatando tudo o que ouviram acerca d'Aquele Menino. Todos ficam maravilhados. Têm o encanto do encontro e a alegria da partilha. Há de ser assim o nosso encontro com Jesus, contando-Lhe a nossa vida e confiando-Lhe os nossos anseios e preocupações, os nossos sonhos e projetos. Em simultâneo, atraiamos outros com o nosso entusiasmo em falar e transparecer Jesus.

Sublinha-se, neste episódio, a importância da dimensão missionária. Os pastores escutam os Anjos. Diante de Jesus, Maria e José, dizem as razões da sua alegria. No regresso a suas casas continuam a anunciar Jesus e o que Deus fez a favor de todo o povo.

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3 – «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra…  A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1, 38.46-55). As palavras de Maria sublinham a humildade com que acolhe e vive a Sua vocação de Se tornar a Mãe do Salvador. Transparece a grandeza de Deus para o mundo. É a Sua missão. Há de ser também a nossa: engrandecermos, com humildade, a presença de Deus, para que Ele, em nós e através de nós, opere maravilhas.

Os pastores não disfarçam a alegria deste encontro e têm urgência em comunicar tudo o que ouviram acerca deste Menino.

Maria deixa que as palavras saltem do coração, quando se encontra com Isabel. Hoje silencia, escuta com o coração, medita nas palavras proferidas pelos pastores. «Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração». Como reiteradamente tem salientado o nosso Bispo, D. António Couto, Maria não apenas escuta mas compõe as palavras e os acontecimentos que lhe chegam ao coração. É uma melodia nova que está a manifestar-Se ao mundo.


Textos para a Eucaristia (A): Num 6, 22-27; Sl 66 (67); Gal 4, 4-7; Lc 2, 16-21.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

10.12.16

Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta...

mpgpadre

1 – Alegra-te, rejubila. O terceiro domingo do Advento, é Domingo da Alegria (gaudete), pois estamos às portas do Natal, celebração festiva do nascimento de Jesus. Em menos de nada estamos lá. À nossa volta já tudo nos fala desta quadra, mesmo que este tudo seja pouco, enfeites e prendas, vendas e compras e luzes, tudo faz parte e obviamente é importante, mas já que se faz a despesa que se festeje com o aniversariante, com Jesus. Essencial será renovar a fé, acolher Jesus, amar Jesus, descobrir Jesus, na oração e na celebração, em casa e na rua, na Igreja e no trabalho, na pessoa amiga e na vizinha, no que está próximo e no que está distante, naquele de quem precisamos e quem precisa de nós.

O dia a nascer! São horas de despertar. Os primeiros raios de Sol começam a clarear a aurora. Já o galo canta e já a vida encanta. É tempo de cantar, de sorrir, de louvar, é tempo de amar e de servir, é tempo de aprontar o biberão e dispor das mãos para trabalhar.

A certeza da chegada prometida, será cumprida. A promessa vem de Deus, o anúncio feito pelo Batista, tem em Jesus guarida. João cumpriu a sua missão, preparar a vinda do Messias. É o mensageiro que mostra o Reino a emergir. João é preso pela frontalidade com que anuncia e denuncia, pondo a descoberto os artesãos do mal e da corrupção. Da cadeia pede informações sobre Jesus e a Sua luz. Já ouviu dizer mas quer saber em definitivo que Aquele Jesus é mesmo o Messias prometido. A resposta, faz saber Jesus, está nas palavras proferidas, na mensagem proclamada, mas sobretudo no fazer e no viver: «Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo».

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2 – Querendo ainda olhar para João, para melhor perceber o que nos quer levar a viver, ouçamos então o que Jesus também tem para dizer: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

O deserto é incerto, mas é desafio certo, dele sair para cumprir o projeto que está a surgir. Jesus é a Palavra e o Rosto e a Vida do Pai. João é a Voz que ressoa pelo deserto até que doa, é Profeta e Precursor, que mostra que é essencial seguir o Salvador, Cristo Senhor.

 

3 – E continuando neste pendor, em preparação para celebrarmos o nascimento do Redentor, o desafio do Profeta Isaías: alegria, alegria! Não por qualquer passe de magia. Pelo contrário, é a vida, dada e oferecida, trabalhada e comprometida.

A convocação para o júbilo abarca toda a criação, o campo, o descampado e a terra árida. Dirige-se a todos, especialmente aos que estão fatigados. O Senhor Deus "vem fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos". É um tempo novo, de graça e de salvação. Anuncia-se o que se cumprirá com a chegada do Messias, cegos, coxos e mudos hão de ver, saltar e cantar com alegria.

A alegria firma-se na fé e na confiança em Deus. A Sua vinda está para breve. A Sua promessa é para concretizar. Ele volta-Se para nós, especialmente para aqueles que se predispõem a crescer, a amadurecer, que se querem protegidos, amados e redimidos.

Preparamos a chegada do Salvador agindo ao Seu jeito, cuidando de quem está mais frágil, pois cada vez que tratarmos a ferida do outro é de Cristo que estamos a cuidar, como muitas vezes lembrava a Santa Teresa de Calcutá.


Textos para a Eucaristia (A): Is 35,1-6a.10; Sl 45 (46); Tg 5,7-10; Mt 11,2-11.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

03.12.16

«Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus».

mpgpadre

1 – Um tronco! Uma vida. Uma raiz! Um começo. Um rebento! Vida nova a germinar! Anúncio de primavera! Tempo de esperança! Aurora de um novo dia, claridade a despontar! E com o dia, mais tempo para viver, para aproveitar. Um tronco! Uma raiz! Um rebento! O deserto! Vazio ou espaço a preencher? João Batista a pregar, a anunciar, a provocar! Um Messias para vir! Um profeta novo a chegar!

De uma raiz desponta um rebento, de onde florescerá uma nova criação, um mundo novo. João Batista, sem peias nem teias: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». No dizer do profeta Isaías é a VOZ que clama no deserto, que nos interpela a prepararmo-nos para recebermos e reconhecermos a PALAVRA que vem do alto, que vem de Deus. Um rebento do qual germinará a vida e a salvação! Aprontemo-nos para perceber a Sua chegada. "Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão".

A salvação está aí, a árvore tem de dar fruto. De contrário, apenas servirá para fazer sombra, produzir oxigénio, para deitar ao lume... já é bastante útil e até necessário, mas não se compreende que árvores de fruto não deem fruto, se foram plantadas para esse efeito!

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2 – João e Jesus. Advento. A vinda de um prepara a vinda do outro. João vem primeiro, como Precursor, dulcificar os corações para se deixaram cativar por Jesus. Jesus está antes. Junto do Pai, desde sempre. Vem para salvar, para ajuntar, para redimir. Ele batizará no Espírito Santo e no fogo. Vem depois, mas é perante Ele que João Batista (e cada um nós) se prostrará para O adorar.

Do tronco de Jessé brotará um rebento. Um enxerto. Um novo David, novo Adão, novo Moisés. O rebento florescerá, dando frutos de misericórdia, de perdão, de justiça e de paz. O enxerto de uma árvore visa a produção de frutos de qualidade. Jesus enxerta-se na humanidade, assumindo-nos, Ele mesmo se torna em raiz, em árvore, na qual, doravante somos enxertados. Uma vez enxertados em Cristo, se o enxerto vingar, só podemos produzir bons frutos.

O profeta Isaías convida-nos a olhar para o Messias que virá, sobre Quem "repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus... não julgará segundo as aparências…"

Com Ele, um tempo de paz. "O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir... A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora..." A partir dos frutos saberemos se estamos no caminho certo!


Textos para a Eucaristia (A): Is 11, 1-10; Sl 71 (72); Rom 15, 4-9; Mt 3, 1-12.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

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09.01.16

Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda o meu enlevo

mpgpadre

1 – «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

O Céu abre-se para que a VOZ de Deus se faça ouvir. Com Jesus, Deus está mais perto de nós, tão perto que O podemos ver, tocar, O podemos perseguir, podemos apedrejá-lo e até matá-l'O. Deus está tão perto que Se esconde no meio de nós. Caminha connosco. Percorre ruas e vielas e avenidas que também percorremos, e sonhos e projetos de transformar o mundo e fazer com que todo o mundo seja uma só família e em que todos sejamos irmãos.

A voz que vem de Deus diz-nos que Aquele Homem da Galileia (e da Judeia e do mundo inteiro) é o Filho, o Amado do Pai. É único para o Pai, pois todos aqueles que amamos são únicos para nós. Ama-O com todo o amor. Deus não Se dá aos pedaços, às prestações, ou sob condição em conformidade com o comportamento futuro. Como a Jesus, também a nós Deus nos ama. Ama-nos primeiro. Antes de o merecermos. Ama-nos por inteiro. Como a Jesus. Seremos, como Ele, filhos únicos e bem-amados.

 

2 – A vida pública de Jesus inicia com o Seu Batismo. A nossa vida, como membros do Corpo de Cristo que é a Igreja, inicia com a inserção no Batismo de Jesus, tempo novo de graça e de salvação, novas criaturas, beneficiários da Misericórdia de Deus.

Importante lição de João Batista quando a multidão se pergunta se não será ele o Messias. Poderia deixar andar e beneficiar da expetativa e do sucesso granjeado entre a multidão. Mas depressa lhe assenta o estômago: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».

João prepara o caminho, é a Voz que torna audível a Palavra de Deus que é Jesus Cristo. Aponta para o Messias: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele está antes, porque desde sempre é o Filho de Deus. É Ele que Eu anuncio. Foi por Ele que eu vim.

E lição importante de Jesus que se coloca na fila, sem passar à frente, ao largo ou ao longe, sem Se colocar acima, à margem ou de fora, coloca-Se em fila e como parte daquele povo que se aproxima de João Batista para ser batizado.

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3 – Um dos fios condutores do Evangelho e da missão evangelizadora de Jesus é a sintonia com o Pai. O Meu Alimento, diz Jesus, é fazer a vontade de Meu Pai. Nada faço por Mim mesmo. Como vi fazer ao Pai, assim Eu faço. Mais tarde, no entardecer de Quinta-feira santa, o mandato aos seus discípulos: Como EU fiz, fazei vós também. É o caminho e compromisso com o amor, com o serviço, no cuidado terno aos semelhantes que em Jesus se tornam irmãos de cada um de nós.

Enquanto levanta o olhar, o coração, a vida e o mundo para Deus, o céu abre-se e o Espírito Santo assume a forma corporal de uma pomba. E faz-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

No Batismo de Jesus, e no nosso também, Deus está por inteiro, Pai e Filho e Espírito Santo, manifesta-Se totalmente e assume-nos por inteiro. Ele coloca em nós todo o Seu amor de Pai.

 

4 – São Pedro, na segunda leitura, aponta-nos o CAMINHO a seguir, acessível a todos, já que Deus não faz aceção de pessoas e, portanto, cada um de nós se habilita à Sua herança. Ele enviou-nos Jesus Cristo, Sua palavra, que nos anuncia e nos traz a paz. A condição é o temor/amor a Deus e a prática da justiça.

A referência, o nosso CAMINHO, é Jesus Cristo, Enviado pelo Pai, ungido com a força do Espírito Santo, “passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele».

Deus está connosco! Está no meio de nós. Avancemos fazendo o bem e sendo cura para todos os que vêm até nós. Partamos ao encontro uns dos outros.

____________________________

Textos para a Eucaristia (ano C): Is 42, 1-4. 6-7; Sl 28 (29); Atos 10, 34-38; Lc 3, 15-16. 21-22.

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