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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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25.04.11

Jesus Cristo saiu para a vastidão de Deus

mpgpadre

       1 – "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro... Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro... Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos".

       A ressurreição é um acontecimento inaudito, surpreendente, novo. Como nos lembra Bento XVI, no livro "Jesus de Nazaré", no segundo volume, os judeus conheciam a Ressurreição dos mortos, no fim dos tempos, no último dia. Também puderam testemunhar a ressurreição de Lázaro, do jovem de Naim e da filha de Jairo. Mas neste caso, eles voltam, por algum tempo, à vida que tinham antes, e também para eles a morte temporal chegará (de novo). A ressurreição de Jesus é uma realidade nova. É Ele, mas já não com as limitações espácio-temporais. "Ele, diz Bento XVI, saiu para uma vida diversa, nova: saiu para a vastidão de Deus e é a partir dela que Se manifesta aos Seus".

       Os Apóstolos são surpreendidos com a Ressurreição. Apesar da sua fé, não era claro o que queria dizer Jesus com o anúncio da Sua ressurreição. Daí a necessidade de "verem", de palpar. As mulheres testemunham, mas os discípulos precisam de ir ao túmulo, precisam de encontrar Jesus. Só nesse encontro pessoal é que compreendem que estão perante uma realidade nova. É Cristo que vêem, Ressuscitado, que Se senta à mesa com eles, mas sem possibilidade de O "prenderem" na história e no tempo.

       2 – A Ressurreição de Jesus é a certeza de que Deus Pai sanciona o projecto de Jesus. É Deus Quem O envia para junto de nós. Em Jesus, Deus assume a nossa humanidade e e nossa fragilidade, as nossas limitações, não para ficar igual a nós mas para nos libertar, para iluminar o nosso caminho, para nos ensinar a fazer com que o mundo e a história em que vivemos se tornem novos céus e nova terra, para todos e todos possamos identificarmo-nos na origem, como irmãos, como filhos de Deus.

       "Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos Judeus e em Jerusalém; e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos".

       Esta é a marca de Cristo e há-de ser a marca dos cristãos. Jesus passou fazendo o bem. O cristão deve tornar-se, em Cristo, um fazedor do bem, enquanto testemunha, em palavra e obras, pela voz e pela vida, da ressurreição de Jesus, como fizeram os primeiros cristãos.

       As palavras de Pedro, em nome dos Apóstolos, são sintomáticas. Todos eles fizeram a experiência de encontro com o Ressuscitado, revisitaram as suas vidas à luz da Ressurreição, e tornaram-se Apóstolos. Com eles também nós, para este tempo, nos tornamos anunciadores da ressurreição e da vida.

 

       3 – Ouçamos as palavras do Apóstolo Paulo: "Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória".

       Pelo Baptismo tornámo-nos novas criaturas, entramos na ressurreição de Jesus Cristo. Logo, a nossa vida há-de ser projectada e enformada pela luz da ressurreição. As obras das trevas não são próprias do dia. Devemos aspirar às coisas do alto. Cristo Jesus atrai-nos desde a eternidade de Deus. Colocou à direita do Pai a nossa humanidade, atraindo-nos constantemente. Importa que nos deixemos atrair por Ele e para Ele, vivendo desta vida nova que recebemos pela água e sobretudo pelo Espírito Santo.

___________________________

Textos para a Eucaristia (ano A): Act 10,34a.37-43; Col 3,1-4; Jo 20,1-9.

 

25.01.11

Amar um ser é esperar nele para sempre

mpgpadre

       «Que significa amar?

       Amar um ser é esperar nele para sempre.

 

       Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece: «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.

 

       Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.

 

       Se bem leio no Evangelho, poderei concluir da maneira pela qual Jesus saiu ao encontro dos homens e os amou e enriqueceu, que Ele sempre os considerou crianças, crianças que não haviam crescido convenientemente, que não haviam sido suficientemente amadas.

      

       Cristo nunca os identificou com aquilo que tinham feito até então.

 

       Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»

       Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.

 

       Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam atónitos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»

 

       Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.

       Alguém não havia repetido o que nós dizemos: «Não há nada a fazer dele, nada se conseguirá. Tentei tudo. Não quero tornar a vê-lo. Não volto a escrever. É perder tempo...»

       Cristo foi ao encontro de cada um deles, dizendo: «Só porque não foi amado o bastante é que se tornou assim mau. Se o amassem mais, seria melhor. Se tivessem sido mais delicados, mais generosos, mais afectuosos para com ele, ele teria conseguido libertar-se daquela armadura, daquela carapaça de que se revestiu para não sofrer tanto»...

 

Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho", in Abrigo dos Sábios.

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