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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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15.04.21

Manuel Martínez-Sellés - e DEUS fez-Se... célula

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MANUEL MARTÍNEZ-SELLÉS (2016). E Deus fez-Se... célula. Apelação: Paulus Editora. 112 páginas.

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Um livro do bolso, mas com muito conteúdo para refletir. Um médico que recorre à fé, à vivência, cristã, à Bíblia e aos magistério da Igreja, mas também à biologia e à sua condição de médico e investigador, na defesa da vida humana desde a fecundação à morte natural, abordando temáticas como aborto ou inseminação artificial, cultura da morte e eutanásia.
"Um olhar sobre a Encarnação e a origem da vida à luz da ciência e da fé. Relacionando ciência e fé, estudos científicos e ensinamentos da Igreja, Manuel Martínez-Sellés introduz questões polémicas e concretas que se colocam aos jovens, aos casais e a todos os cristãos como contraceção, técnicas de fertilização ou aborto. O autor explica conceitos e técnicas da ciência de forma muito simples e em capítulos curtos.
Sabia que o coração das mães se regenera com células dos bebés? Que, por isso, países engravidaram atletas para ter melhores resultados e, depois das competições, lhes faziam abortos? Ou que há cientistas que defendem que deva ser possível matar bebés até aos dois anos nas mesmas circunstâncias em que poderiam ter sido abortados durante a gravidez? A obra analisa também as implicações da Encarnação e do conhecimento científico atual na vida concreta familiar: Devem os casais cristãos usar técnicas de fertilização in vitro? E os métodos contracetivos?".
Quando dizemos que Deus encarnou, pensamos imediatamente numa criança ou mesmo no adulto Jesus. Mas o processo é igual a qualquer ser humano, uma célula com 23 cromossomas masculinos e 23 cromossomas femininos. Uma célula que se desenvolve, como embrião, feto, criança, adulto, ancião. Um processo contínuo, a não ser que seja destruído em alguma das suas fases de crescimento. A maior grandeza manifesta-se no mais simples, frágil, pequenino. Deus faz-Se célula.
 
O autor:
MANUEL MARTÍNEZ-SELLÉS D'OLIVEIRA SOARES
é casado e tem sete filhos. É Doutor em Medicina e Cirurgia, Mestre em Desenho e Estatística em Ciências da Saúde e Especialista Universitário em Pastoral Familiar.
É chefe do Serviço de Cardiologia, professor titular de Universidade, presidente da Secção de Cardiologia Geriátrica da Sociedade Espanhola de Cardiologia e vice-presidente do Comité de Ética do Hospital Universitário Gregorio Marañón. Tem mais de 100 artigos publicados em revistas e editou três livros internacionais.
Recebeu os seguintes prémios na área de cardiologia e bioética: Prémio In Memoriam Asin Enrique Calderon da Real Academia de Medicina e Cirurgia de Cádis; Prémio García-Conde da Real Academia de Medicina de Valença; Menção Honrosa Dr. Fernando Jiménez Herrero da Real Academia de Medicina da Galiza; Prémio Hipócrates do Colégio de Médicos de Madrid; Menção Honrosa Prémio Bial; Prémio Esteve "Unidos pela atenção ao Paciente" outorgado pela Organização Médica Colegial; Prémio Pfizer em Saúde da Mulher, Categoria Sanitária; ISCP Young Investigator Award da Sociedade Europeia de Cardiologia; Prémio Doctor Cardeñosa da Real Academia de Medicina; Prémio de Investigação Mapfre para Jovens Investigadores outorgado pela Sociedade Espanhola de Cardiologia.

15.04.21

MONICA HESSE - A GUERRA AQUI TÃO PERTO

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MONICA HESSE (2019). A guerra aqui tão perto. Amadora: Topseller. 320 páginas.

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Na cidade de Crystal City, durante a Segunda Guerra Mundial, foi criado o Campo de Detenção Familiar de Crytal City. A autora foi à procura do local e das diferentes aéreas de construção, e procurou 8 placas com inscrições sobre o campo, com fotos de mulheres e crianças a saírem dos comboios... Nessa ocasião, decorria um jogo de futebol na escola secundária. Como só encontrou seis placas, perguntou a uma mulher, mãe de uma aluna, onde poderia encontrar as placas em falta. A mulher respondeu que nem sabia que estavam na localização de um antigo campo de detenção. Razão que acentua a necessidade de escrever sobre a Segunda Guerra Mundial e doutros momentos da história que, de contrário, ficam esquecidos. A memória alerta-nos para os perigos que poderemos enfrentar no futuro e previne-nos, eventualmente, de cair nos mesmos erros.
"A Guerra aqui tão perto", embora seja um romance ficcionado, é baseado em factos reais e históricos sobre campos de detenção de alemães, japoneses e italianos, residentes nos EUA, e muitos nascidos e/ou com nacionalidade americana, durante do período da Segunda Guerra Mundial. A história fala de duas jovens, uma de ascendência alemã e outra de ascendência japonesa, que constroem uma cumplicidade muito forte. Com elas, percorremos o campo de Crystal City, com alemães e japoneses, com escolas separadas, bem como uma vida cultural e social específica de cada comunidade, ainda que haja eventos comuns. A trama mostra o desenrolar da vida, com amizades que se constroem, com traições que se verificam, com leituras diferentes sobre os mesmos acontecimentos.
As histórias contadas através de Haruko e de Margot são baseadas em muitas histórias que a autora leu, através da investigação, de testemunhos escritos, cartas, e testemunhos orais, ou lendo outras obras. O local e a forma como as pessoas eram arbitrariamente detidas e levadas para os campos, a correspondência dos soldados com as famílias e muitos outros contextos, embora sejam criação ficcionada, corresponde ao que se viveu naqueles tempos.
 
A Autora:
Monica Hesse, além de escritora de romances para jovens adultos, é jornalista do Washington Post. Devido à sua versatilidade jornalística, esta autora norte-americana é convidada frequentemente para comentar temas da atualidade na televisão e na rádio.
Os seus artigos valeram-lhe já diversas nomeações para prémios jornalísticos como o Livingston Award e o James Beard Award. A Rapariga do Casaco Azul é o seu primeiro romance histórico para jovens adultos e é também a estreia da autora em Portugal, e que sugerimos anteriormente. Um pouco por todo o mundo, tem sido amplamente aplaudido pela crítica, contando já com as mais diversas nomeações e distinções.

30.03.21

Isidro Lamelas: MELITÃO DE SARDES - sobre a Páscoa

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ISIDRO LAMELAS (2021. Melitão, Bispo de Sardes. Sobre a Páscoa (Perì Pascha). A mais antiga homilia pascal. Prior Velho: Paulinas Editora. 80 páginas.

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Ao aproximar-se a festa maior dos cristãos, eis esta homilia do Bispo de Sardes, Melitão, data de 164 a 166. É uma das mais antigas homilias que se conserva e que mostra bem como a Páscoa era verdadeiramente a única das festas cristãs.
 
Vejamos como é apresentado este livrinho:
"O conceituado exegeta franciscano Frei Isidro Lamelas oferece-nos aqui uma pequena pérola do tesouro da Tradição Patrística, concretamente, uma Homilia do século II sobre a Páscoa. Esta tradução para português é mais uma pedra do repositório patrístico, na nossa língua, de que o autor tem sido esforçado cultor. O autor da Homilia é o Bispo Melitão da cidade de Sardes, mas o ano em que foi proferida situa-se por volta de finais da década de 160, o que, em termos de cronologia, nos situa às portas da Ressurreição de Jesus. O especial interesse suscitado pelo texto desta Homilia reside no olhar que ela nos transmite sobre a forma como as primeiras comunidades se colocavam perante esse evento fundante da Ressurreição, como o viviam e que sentido e força regeneradora comportava, pois viviam-se tempos de testemunho cristão dado com intensa impregnação de sangue de mártires".
Antes da homilia, o enquadramento, contexto, a descoberta do texto e como se preservou, como se chegou ao seu autor, o estilo da homilia, a cidade de Sardes e as referências a esta Igreja no livro do Apocalipse. O autor tem o cuidado da apresentação, da tradução, das notas, explicitando aspetos da homilia, na ligação á Bíblia, às comunidades e a algumas heresias daquele tempo.
 
O autor:
ISIDRO PEREIRA LAMELAS é natural de Penude, concelho e diocese de Lamego e membro da Ordem Franciscana desde 1985. Licenciado em Teologia (UCP 1990), especializou-se em Estudos Patrísticos, no Instituto Patrístico Augustinianum de Roma. Frequentou Instituto Oriental de Roma (1997-1998), tendo concluído o Doutoramento na Universidade Gregoriana (1998).
Desde 2000 leciona na Faculdade de Teologia da UCP.
Ao longo destes anos tem promovido a tradução e estudo das fontes do cristianismo antigo, com especial atenção para o período pré-constantiniano e os autores galaico-lusitanos. Foi, entre 2013 e 2018, diretor da revista Didaskalia e, desde então, continua na Equipa editorial da revista Ephata, publicada pela Faculdade de Teologia. É ainda Diretor da revista Itinerarium, publicada pelos Franciscanos OFM. Tem publicados numerosos artigos e vários livros sobre o cristianismo das origens e a literatura patrística, de entre os quais destacamos os mais recentes: Gaudeo ubi audio, Santo Agostinho: a alegria da Palavra, 2012; Sim Cremos. O Credo comentado pelos Padres da Igreja, 2013; As origens do Cristianismo. Padres Apostólicos, 2016; A via da misericórdia na sabedoria dos Padres do deserto, 2016; Padres do deserto. Palavras do silêncio, 2019; Justino, filósofo e mártir do século II. Em defesa dos Cristãos, 2019; Os Padres da Igreja. Dos Apóstolos a Constantino, 2020; Potâmio de Lisboa. Escritos (em co-autoria com José António Gonçalves); Os espaços litúrgicos dos primeiros cristãos. Fontes literárias dos primeiros quatro séculos, 2021. É membro da Direção da Faculdade de Teologia da UCP e membro integrado do CITER-UCP
MELITÃO DE SARDES
Pouco sabemos da vida deste Bispo da Igreja de Sardes (na Lídia), pelos anos 160-170. As fontes antigas referem-se a ele como um dos «luminares» da antiquíssima Igreja da Asia Menor. Autor de vários escritos, entre os quais uma Apologia dirigia ao imperador Marco Aurélio (cerca do ano 170), quase tudo se perdeu. Visitou os lugares santos para estudar as Escrituras afirmando-se como um teólogo ilustrado e fecundo. Até meados do século passado não tínhamos como confirmar essa fecundidade teológica e literária atestada pelas fontes históricas. Desde 1940 0 nome de Melitão voltou a dar que falar, com a descoberta do texto quase completo da sua Homilia Sobre a Páscoa que aqui se publica.

30.03.21

Giancarlo Paris - SÃO JOSÉ, o grande silencioso

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GIANCARLO PARIS (2021). São José, o grande silencioso. Prior Velho: Paulinas Editora. 96 páginas.

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Como expectável, em ANO especial dedicado a SÃO JOSÉ, estão a surgir várias publicações, estudos, recuperação de documentos, que nos permitirão conhecer melhor o Pai (adotivo) de Jesus e esposo da Virgem Maria, guardião de Maria, de Jesus e da Igreja, homem justo e temente a Deus.
No dia 8 de dezembro de 2020, o Papa Francisco convocou este ano especialmente dedicado a São José, no 150.º aniversário do Decreto Quemadmodum Deus, com o qual o Beato Pio IX, declarou São José Patrono da Igreja Católica, num tempo de grande hostilidade para com a Igreja. De 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021, "seja celebrado um especial Ano de São José, em que todos os fiéis, seguindo o seu exemplo, possam reforçar em cada dia a sua vida de fé no pleno cumprimento da vontade de Deus"(Decreto sobre o dom das indulgências).

Na Carta Apostólica PATRIS CORDE, o Papa convoca-nos à oração: Só nos resta implorar, de São José, a graça das graças: a nossa conversão. Dirijamos-lhe a nossa oração:
 
Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.
Ó Bem-aventurado José,
mostrai-vos pai também para nós
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Ámen.
 
Neste livro do bolso, o autor conduz-nos pelos Evangelhos, nas referências a São José e na ligação às promessas feitas por Deus ao Seu povo, no Antigo Testamento. A ligação, por exemplo, de São José a José, filho de Jacob, e como ambos têm a graça de Deus lhes falar através dos sonhos. Dos evangelhos, particularmente o de São Mateus e o de São Lucas, por apresentarem evangelhos de infância.
Num outro capítulo, a figura de São José no magistério dos Papas e a evolução na importância crescente do Esposo de Maria na vida da Igreja e da liturgia.
O Autor disponibiliza o terço de São José e as orações de São José. Referência especial para o túmulo de São José, onde se crê que foi sepultado, em Igreja que a arqueologia recuperou.

24.03.21

Monica Hesse - A Rapariga do Casaco Azul

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MONICA HESSE (2019). A rapariga do Casaco Azul. Amadora: Top Seller. 320 páginas

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A memória enraíza-nos e humaniza-nos. Uma pessoa ou um povo sem memória, não tem muito para contar, não sabe o que significa gratidão, cedo esquecerá a direção para prosseguir uma vez que não sabe de onde partiu e de onde vem. É bom que continuem a escrever-se livros sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre as maldades levadas a cabo pelos nazistas, inspirados por Hitler. Seis milhões de judeus foram mortos e há pessoas que tentam ignorar ou passar a ideia que tal não aconteceu, apesar de tantas evidências.
A Rapariga do Casaco Azul situa-se em Amsterdão e, como a autora diz no final, é um livro de ficção, mas com factos e lugares históricos, bem como o enredo baseado na resistência holandesa. Um grupo de jovens estudantes que cria uma rede para ajudar os judeus, descobrindo esconderijos, garantindo alimentos, salvando crianças judias. Pelo meio, fotógrafas que vão registando os acontecimentos, os abusos dos soldados ou os rostos judeus, para que haja memória, para reencontrar as crianças.
 
CONTRACAPA (sinopse):
Um livro multipremiado de extraordinária beleza, que faz lembrar clássicos como A Rapariga Que Roubava Livros e O Rapaz do Pijama às Riscas. Inesquecível!
 
Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos… Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.
Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.
Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.
Uma história poderosa e envolvente. Um olhar sobre a cidade de Anne Frank e sobre a força daqueles que, com pequenos gestos, lutaram contra o terror nazi.
 
A AUTORA:
Monica Hesse, além de escritora de romances para jovens adultos, é jornalista do Washington Post. Devido à sua versatilidade jornalística, esta autora norte-americana é convidada frequentemente para comentar temas da atualidade na televisão e na rádio.
Os seus artigos valeram-lhe já diversas nomeações para prémios jornalísticos como o Livingston Award e o James Beard Award. A Rapariga do Casaco Azul é o seu primeiro romance histórico para jovens adultos e é também a estreia da autora em Portugal. Um pouco por todo o mundo, tem sido amplamente aplaudido pela crítica, contando já com as mais diversas nomeações e distinções.

24.03.21

Markus Zusak - A Rapariga que Roubava Livros

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MARKUS ZUSAK (2020). A Rapariga que Roubava Livros. Barcarena: Editorial Presença. 468 páginas.

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Este é um daqueles romances intemporais. Está incluído no Plano Nacional de Leitura, recomendado para alunos do 9.º Ano. Liesel Meminger é uma adolescente, com nove anos, é adotada por uma família, cujos filhos já saíram de casa. Hans e Rosa recebem-na, inicialmente com alguma frieza, sobretudo a "mãe adotiva". Pouco a pouco "enche" a casa com a sua alegria, espontaneidade.
Quem leu "O Rapaz com o Pijama às Riscas", vai gostar também de ler esta história. Sobressai na personagem principal, Liesel, a inocência, despreocupada e despreconceituosa, que não compreende como há pessoas que são maltratadas, expulsas de suas casas, e remetidas para trabalhos forçados em campos de concentração, só por serem judias.
Logo nos início, a "nova" família recebe em sua casa um judeu, Max, filho de um ex-companheiro de Hans, que foi morto na Primeira Guerra Mundial, e de quem Hans herdou o acordeão. Procuram escondê-lo e mantê-lo vivo, até ao dia em que Hans decide ajudar um judeu que se deslocava com uma multidão de judeus em direção a um campo de concentração. Max sai de casa e esconde-se, mas mais tarde será avistado no grupo de judeus que são encaminhados para o campo de concentração. Liesel consegue aproximar-se e falar com ele, até ser agredida pelos soldados. 
Liesel aprende a ler com o pai (adotivo) e forma uma pareceria com Rud, da mesma idade, para roubarem maças, batatas e o que calha, mas ela torna-se exímia a roubar livros. Rouba um de cada vez, porque não precisa de mais. Vai lendo para Max, enquanto este também lhe escreve um livro a partir das folhas do livro de Hitler, Mein Kampf, pintando as folhas de branco para reescrever nelas. Quando parte, deixa-lhe um segundo livro. Nos ataques aéreos, Liesel lê para os que se refugiam numa cave, ao fundo dessa rua, a Rua Himmel, numa cave para o qual se deslocam as diferentes famílias.
Também ela empreenderá a escrita de um livro, a partir de um livro em branco, oferecido pela mulher do Presidente da Câmara, a quem ela roubava livros. Ela começa, então, a escrever o seu próprio livro. Todos dos dias procura escrever muitas páginas, refugiando-se na cave de sua casa. Um raid aéreo, inesperado, sem aviso, destrói a povoação, a rua desaparece. Liesel tinha adormecido na cave, com o livro agarrado ao peito. Quando a retiram dos escombros é assim que a encontram. O livro tem precisamente o título: "A Rapariga que roubava livros".

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É a morte que vê o livro e que no-lo dá a conhecer. Com efeito, o narrador omnipresente é a Morte, que tem alguns encontros com Liesel, o primeiro dos quais por ocasião da morte do seu irmão. A Morte tem uma grande atividade durante a Segunda Guerra Mundial, em que passa a ação.
Este é um livro que mostra a inocência e a bondade, que persiste também nas pessoas adultas, como o "pai" de Liesel, Hans, que não adere ao partido e que ajuda um judeu na rua e ajuda, acolhendo Max em casa.  A inocência de Liesel e Rud que não compreendem como se pode discriminar uma pessoa por ser judia ou por ser negro. No livro vislumbra-se também a arbitrariedade de Hitler e do nazismo, que hoje parece ter novos adeptos. 
Markus Zusak, nasceu em 1975, na Austrália. Cresceu a ouvir histórias sobre a II Grande Guerra, sob a perspetiva da Alemanha, o país natal da sua mãe. Este livro tornou-se um sucesso editorial, traduzido em várias línguas, vendendo milhares de exemplares. Foi adaptado a filme. Para quem não gosta muito de ler, vejo o filme, bem realizado, faz-nos visualizar o argumento do livro de uma forma cativante e comovente. Para quem gostar de ler, estas quatrocentas e muitas páginas parecem uma centena, quer-se devorar rapidamente a trama. Depois da leitura, o filme é a cereja no cimo do bolo.

05.09.20

Raul Minh'alma - Foi sem querer que te quis

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RAUL MINH'ALMA (2020). Foi sem querer que te quis. Lisboa: Manuscrito. 27.ª edição. 312 páginas.

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Em tempo de férias ou em outro qualquer tempo, este romance é uma excelente leitura, envolvente, despoletando diversas emoções e sentimentos, alegria e paz, revolta e tristeza, apreensão e ansiedade, num verdadeiro elogio ao amor, à vida, à generosidade, aos gestos de bondade, ao respeito pelos outros, procurando que o passado seja raiz e não prisão, que o presente seja efetivamente presente, pois o que há de vir, pode chegar de rompante ou pode nem sequer chegar para quem espera.

Raul Minh'alma é já um escritor consagrado pelos milhares de livros publicados e tal é o sucesso que cada livro novo que sai é sinónimo de venda garantia. Confesso que resisti a adquirir e a ler um livro que fosse, ainda que achasse os títulos interessantes e as descrições dos romances igualmente desafiadoras. Para um livro ser best-seller tem, pelo menos, dois caminhos: uma boa campanha de marketing ou por contágio de quem lê e recomenda a outros a leitura. Uma equipa que faça uma boa promoção, que coloque o livro em várias montras, bem publicitado, pode levar muitas pessoas a ler. Não menos eficaz, mesmo que leve mais tempo, mas por certo mais duradouro, o "passa-palavra". Por aí, não será apenas um best-seller, mas vários. E, a meu ver, é o que está a acontecer com Raul Minh'alma. Fui surpreendido. Depois de algumas entrevistas, achei por bem ler pelo menos um livro e agora, após a leitura deste, percebo o sucesso e sei que vou ler outros livros do autor, se Deus quiser e as circunstâncias o permitirem.

"Foi sem querer que te quis". Desde logo o título é muito sugestivo. Entra-se na leitura e somos envolvidos pela vida de Leonardo, que a qualquer momento pode morrer, que tem uma história de vida que o faz ser uma pessoa revoltada com a vida, sem indisposto com os outros, respondendo mal e exigindo tudo. Tem tudo, mas falta-lhe a alegria de viver que o leve a amar e a respeitar os outros. O avô é, ainda assim, a sua âncora, que lhe dá bons conselhos, e a quem respeita, ainda que o seu coração esteja demasiado cheio de nada. Beatriz trabalha num lar, como terapeuta ocupacional e faz também alguns domicílios. A vida dela dava um romance. A sua bondade é extrema, dá-se bem com todos, a todos procura tratar com delicadeza. O avô de Leonardo é um dos utentes do lar, com quem passa muito tempo a conversar, aprendendo a vida. Vai-se percebendo que os seus relacionamentos preenchem vazios, buracos, mas não são partilha de amor. Este é verdadeiramente o sentido da vida, cultivar a arte de amar e deixar que o amor transborde. O verdadeiro amor leva à partilha, transbordando. Quando se ama para preencher os próprios vazios, acaba-se por viver ás prestações, sem um rumo decidido, dependente das migalhas que os outros vão largando. A receita para ser feliz no amor, implica amor-próprio, autoconfiança, paz interior. Só se dá o que se tem, o que se cultiva.

Pouco a pouco, Leonardo vai descobrindo que há outro lado que faz sofrer, mas que dá muito mais sentido à vida. A bondade está lá, precisa de vir ao de cima. A sua rispidez é justificada pela certeza que pode morrer a qualquer momento e, por isso, não quer que as pessoas se apeguem a ele. O papel de Beatriz, pedido expresso de Nicolau, avô de Leonardo, é que lhe desperte a bondade e a alegria de viver, o faça sorrir e ver o lado positivo da vida. A tarefa de Beatriz leva-a a descobrir-se a si mesma e a enfrentar medos, vazios, a confiar mais em si, a não aceitar apenas as migalhas dos sentimentos dos outros.

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Como referiu numa entrevista, há histórias que criam procuram deixar vários ensinamentos, sendo realistas. Há histórias que acabam bem: e foram felizes para sempre! e há histórias que acarretam a perda, a doença, e um final que não é expectável num romance literário, mas que é possível na vida real.

Aqui fica a sugestão. Para lá da história, a narração é cuidada, agradavelmente bem escrita, escorreita, permitindo que nos vejamos na história, como se estivéssemos a ver um filme e fizemos parte da própria história ou estivéssemos por perto. É daqueles livros que depois de se começar a ler se quer avançar quanto antes para chegar mais à frente, chegar ao final da história.

06.12.18

Leituras: Gonçalo M. Tavares - Cinco Meninos, Cinco Ratos

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GONÇALO M. TAVARES (2018). Cinco Meninos, Cinco Ratos. Lisboa: Bertrand Editora. 224 páginas.

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Por vezes esquecemo-nos dos nossos autores ou até preferimos a leitura dos estrangeiros. Mas é um erro pensar que os escritores estrangeiros são melhores que os portugueses. Na verdade, como em tudo, a nacionalidade de um escritor é, talvez, o que menos conta na hora de escrever com imaginação e criatividade. Claro que o contexto também ajuda na na forma de escrever e, sobretudo, nas temáticas que são sendo exploradas. Depois há o marketing que é mais ou menos eficiente e aí depende muito do poder económico da editora, do autor e da país (que pode financiar ou promover diretamente os seus autores).

Gonçalo Tavares é um destes exímios escritores portugueses, já amplamente lidos e divulgados, quer internamente que internacionalmente. Já recebeu diversos prémios literários e as suas obras têm dado lugar, em diferentes países, a peças de teatro, pelas radiofónicas, dança, curtas-metragens, objetos de arte plástica, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas.

Não o conhecíamos, mas o oferta, da parte da família, de um livro pelo meu aniversário natalício, permitiu-me descobrir um autor genial. Cinco Meninos e Cinco Ratos, apresenta uma criatividade, imaginação, um surrealismo surpreendente. Avivaram-me a memória para livros de José Saramago, cuja imaginação se desmultiplica em personagens, acontecimentos, histórias, lendas, numa linguagem ao correr da pena, melhor, como quem fala... ou de Haruki Murakami, que nunca me farto de ler, e cuja arte da escrita é reconhecida, com um talento ímpar para criar personagens num mundo simultaneamente real e fantasmagórico... Assim, cada um no seus registo e com a sua idiossincrasia, Gonçalo Tavares é exímio a criar/inventar personagens, num texto de agradável leitura, e com personagens que despertam a imaginação, o sonho, um mundo de encantar, com os seus dramas, as suas ironias, as suas alegrias e dúvidas. O mundo fantástico, obviamente, tem raízes e "consequências" no mundo real.

Mais uma excelente leitura que recomendamos.

03.12.17

Cardeal Luis Antonio Tagle - Aprendi com os últimos

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Cardeal LUÍS ANTÓNIO TAGLE (2017). Aprendi com os últimos. A minha vida, as minhas esperanças. Lisboa: Paulus Editoria. 160 páginas.

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 No último conclave em que foi eleito o atual Papa, Francisco, então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Cardeal das Filipas, Tagle, era apontando como um dos possíveis à sucessão do papa Bento XVI. Se já era um Cardeal muito conhecido, pela sua juventude e pela presença nos meios de comunicação e por ser também o responsável da Cáritas Internacional, o que lhe permite viajar um pouco por todo o mundo. Abrindo-se a possibilidade de ser Papa,então a procura da sua biografia, da sua história.

Este livro em formato de entrevista, conduzida por Gerolamo Fazzini e Lorenzo Fazzini, procura apresentar-nos este jovem Bispo e um dos mais novos Cardeais da Santa Igreja, passando pelo berço e contexto em que nasceu e crescer, a sua vocação e a vida como seminaristas, os primeiros anos como padre e os estudos superiores nos EUA, a escolha para Bispo e posteriormente a ascensão a Cardeal. Pelo meio, a escolha para integrar a Comissão Teológica Internacional, presidida então pelo Cardeal Joseph Ratzinger. Quando este o apresentou ao Papa João Paulo II, em dois momentos lhe perguntou a idade e se já tinha feito a Primeira Comunhão.

A biografia revela as origens humildes do Cardeal Tagle, da sua ascendência filipina e chinesa, abarcando a cultura das Filipinas, mas a abertura ao mundo chinês e ao mundo ocidental. Os estudos nos EUA deram-lhe outra perspetiva mais universal da cultura, da religião, do cristianismo, mas simultaneamente, como filipino, pode dar um contributo para a vivência cristã, o testemunho de vida num mundo de muitas dificuldades, o diálogo e a combatividade com os as autoridades locais, a teologia da libertação vista a partir das Filipinas, numa libertação sobretudo ideológica. As dificuldades do povo filipino está presente na sua formação, na pastoral de sacerdote e de bispo, alargando-se pelo facto de ter assumido a Presidência da Cáritas Internacional. Está habituado ao contacto com a pobreza e com os pobres, a trabalhar não tanto para eles, mas a trabalhar com eles, já que o próprio partilhou o trabalho para viver com dignidade. Nos EUA teve que ser criativo para conseguir fazer o doutoramento, passando trabalhos a computador, ajudando os párocos, aproveitando as férias não para descansar mas para prover ao necessário para pagar as propinas.

Hoje é uma referência mundial, mas a humildade, o trato fácil, a afabilidade é visível na entrevista e garantida pelos testemunho dos próprios entrevistadores. É também um homem da comunicação, está presente em diversas redes sociais, interagindo com os diocesanos e com pessoas de todo o mundo.

Na despedida "oficial" dos Cardeais ao papa Bento XVI o diálogo entre os dois suscitou o riso, pelo que os outros cardeais quiseram saber que palavras trocaram. Segredo pontíficio! Revelando um grande humor. Foi oicasião para o Cardeal lembrar ao papa Bento XVI que afinal já tinha feito a Primeira Comunhão.

03.12.17

Leitura: ANDREA MONDA - BENDITA HUMILDADE

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ANDREA MONDA (2012). Bendita Humildade. O estilo simples de Joseph Ratzinger. Prior Velho: Paulinas Editora. 176 páginas.

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 No dia 10 de novembro (2017), desloquei-me com três amigos sacerdotes, o Giroto, o Diamantino e o Diogo à VIII Jornada de Teologia Prática na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e um dos conferencistas era precisamente o italiano Andrea Monda, testemunhando o anúncio do Evangelho às gerações atuais. O professor Andrea Monda leciona o equivalente a EMRC, tem um programa na TV2000, num formato semelhante a uma aula de 25 minutos, interagindo com a turma.

Bastava o livro ser referido a Bento XVI / Joseph Ratzinger para me despertar o interesse, mas a conferência de Andrea Monda despertou-me mais o interesse. Mas como digo, bastava ser uma obra sobre Joseph Ratzinger, que já o lia e estudava, para uma ou outra disciplina de Teologia, longe do tempo em que viria a ser eleito Papa. O testemunho da D. Fernanda, que dedicou uma parte importante da sua vida ao Seminário de Lamego, aquando uma missão em Roma, era que àquele Cardeal era muito afável, muito simpático e atencioso, muito simples e muito humano. São características que Andrea Monda também descobrir, sem precisar de muito esforço, bastando o encontro com Bento XVI e os milhentos testemunhos dados por quem conviveu ou convive com o agora Papa Emérito.

O autor mostra que este Homem de Deus, simples, afável, de fácil trato, que olha as pessoas olhos nos olhos, com um olhar profundo e interpelante, atento aos interlecutores, não foi uma novida, sempre foi assim, como seminarista, como padre, como Bispo, como professor, como Prefeito da Congregação para a Doutrina na Fé (ex-Santo Ofício). A comunicação social, desde a primeira hora, não lhe concedeu qualquer interregno de simpatia, pois sendo já conhecido, agora era tempo de levantar suspeitas, insinuações, colocando com rótulos, com preconceitos, pelo facto de ser alemão e pelo facto de ter sido durante tantos anos o fiel guardador da fé, da doutrina católica, como se isso fosse um crime.

Segundo o autor, a HUMILDADE é uma palavra que marca a vida de Joseph Ratzinger / Bento XVI, nas diferentes etapas da vida, como sacerdote, como professor, como Bispo, Cardeal e Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, como Papa. Numa biografia do atual Papa Francisco é sublinha a atenção e o cuidado com que o então Cardeal Ratizinger tratava as pessoas que encontrava, com atenção, colocando-se ao mesmo nível da pessoa. Era um dos poucos cardeais, consta, que não tratava o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio com sobranceria, como um Cardeal das periferias, como fazia outras eminências, mas de igual para igual, com respeito, deferência, respeito e simpatia.

É uma humildade assente na verdade, sobretudo a Verdade do Evangelho. A fé é antes de mais um encontro com Jesus. Humildade que assenta na transparência, na comunhão com a Igreja, em comunhão com a "maioria" formada pelos santos. Uma humildade caracterizada pela simplicidade. Basta recordar a primeira vez que apareceu na varanda pontifícia como Papa, o simples servidor da vinha do Senhor, com uma camisola preta, normal, debaixo da batina branca. Mais tarde confessará q dificuldade em usar botões de punho.

Como Prefeito era conhecida a rotina que mantinha, manhã cedo e no final do dia, atravessava a praça de São Pedro, com uma boina na cabeça, sempre disponível para quem se aproximava. Por vezes fazia-se acompanhar por gatos. Sempre cordial e simples. Já como professora passava como segundo ou terceiro coadjutor de uma paróquia de cidade, tal a simplicidade com que interagia com os alunos, nesse caso. Permaneceu sempre assim, simples, cordato e acessível, um sacerdote a caminho, que se move em direção aos outros, colocando-se sempre ao nível dos seus interlecutores.

"Se João Paulo II foi definido como «o pároco do mundo», nesta aceção de simplicidade e humildade, pode-se tranquilamente definir Bento XVI como «coadjutor paroquial do mundo»... Em Bona, Ratzinger podia andar a pé, em Munique, como jovem sacerdote, andava de bicicleta de um lado para o outro, em Tubinga, voltou a recorrer às duas rodas".

A sua vida é marcada pela renúncia. O autor apresenta essa característica fundamental antes de se sonhar que o Papa bávaro iria renunciar ao pontificado, assumindo-se como simples Padre Bento (terá sido essa a designação que propôs usar depois da renúncia). Humildade obediente. Outros foram conduzindo o seu percurso. Vai numa direção e de repente alguém o desafia para outra missão, sempre com o sentido de obediência aos seus superiores.

Como teólogo marcante, o próprio confessou que nunca se propôs apresentar/criar uma linha teológica, mas aprofundar a teologia dentro da comunidade, da Igreja, em comunhão com o testemunho dos santos, uma teologia de joelhos.

"A verdadeira grandeza de homem reside na sua humildade". É uma caracterização que lhe assenta bem. Numa das catequeses, ao apresentar a figura do Papa Gregório Magno, quase poderia falar de si mesmo, lembrando como o monge que se tornou Papa "procurou de todos os modos evitar aquela nomeação; mas, no fim, teve de render-se e, tendo deixado pesarosamente o claustro, dedicou-se à comunidade, consciente de cumprir um dever e de ser simples 'servo dos servos de Deus'".

"Todas as pessoas que de algum modo se encontraram com Joseph-Bento, «ao vivo», puderam constatar a doçura deste homem simples e dialogante, sem traços de altivez nem de afetação... ele é o primeiro a movimentar-se e ir ao encontro dos outros, pondo-se ao seu nível, delicadamente".

Um dos aspetos relevantes do autor - tendo em conta os 24 anos de Joseph na Congregação responsável por ajudar o Papa e a Igreja a manter-se fiel a Jesus Cristo e ao Evangelho, ao nível dos princípios e das palavras em cada tempo -, o dogma! O dogma é o que nos liberta e nos ajuda a viver em dinâmica de amor. «Se na Igreja existem os dogmas, é para que ninguém se engane sobre o amor. Eles expõem-se à acusação de ideologia: na realidade, têm por efeito impedir que o amor seja transformado em ideologia».

 

BENTO XVI: «Deus não nos deixa tatear na escuridão. Mostrou-se como homem. Ele é tão grande que pode permitir-se tornar-se pequeníssimo».

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