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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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21.10.17

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»

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1 – «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». Segundo o sacerdote e teólogo espanhol, José Antonio Pagola, os pobres são de Deus, não são de César. Não podem ser instrumentalizados pelos poderes, pelo debate político-partidário. Os pobres são filhos queridos, amados de Deus, que ninguém pode utilizar para se promover, para disputar lugares. É um compromisso de todos. A começar pelos seguidores de Jesus, os seus discípulos, que nesta HORA somos nós, eu e tu. Não podemos olhar para o lado à espera que alguém resolva. Como disse alguém acerca dos incêndios que assolaram o país e ceifaram a vida a mais de uma centena de pessoas, destruindo sonhos, projetos, famílias, destroçando comunidades, todos temos um quinhão de responsabilidade. Também para com os pobres.

A dimensão moral vem depois. Não ajudamos esta pessoa ou aquela família porque merece. Emocionalmente prontificamo-nos a ajudar quem faz pela vida. Temos dificuldade em ajudar quem espreguiça a vida e está sempre à espera de ser ajudada, dispensando-se a qualquer esforço.

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2 – A armadilha lançada a Jesus é ardilosa. Os judeus estão colonizados pelo grande império romano. É sabido que a elevada carga de impostos gera pobreza, servidão, exige elevados sacrifícios e privações. Muitas vezes os são uma arma de arremesso. Os ricos safam-se com alguma facilidade, pelo que têm e pelas influências que vão granjeando. Os pobres nem têm bens nem têm como se defender das exigências. Os fariseus e os herodianos parecem colocar-se ao lado dos pobres. Devemos ou não pagar os impostos ao imperador? Não pagando, a carga que pesava sobre os mais desfavorecidos seria aliviada. Porém, alguns impostos destinam-se às castas dirigentes, beneficiam os amigos de Herodes e todos aqueles que circulam perto do poder. Se quisessem ajudar os mais pobres renunciavam ou diminuíam os impostos para o Templo, abdicando de alguns privilégios.

Se Jesus respondesse que não se deveria pagar tributo ao imperador seria acusado de instigar à revolta. Se dissesse que se deveria pagar, então sancionava uma situação insustentável de pobreza.

 

3 – Para responder, Jesus devolve a pergunta: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Ora, nas moedas está o rosto de César e assim Jesus lhes responde lapidarmente: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

Jesus confronta-os com a hipocrisia com que se apresentam a armar-lhe mais uma tramoia. Surgem sorrateiramente. Como sói dizer-se, perguntar não ofende, depois logo se vê a resposta. Sabem que estão a tramar Jesus, a colocá-l'O entre a espada e a parede. Ele terá que responder sim ou sopas! Para Alguém que Se rodeia de pelintras e convive com pobres, doentes, coxos, cegos, leprosos só pode estar contra o poder e contra medidas que dificultem a vida a quem tem muito pouco.

O Mestre dos Mestres já tinha repreendido os seus discípulos pela disputa de lugares e de poder: quem entre vós quiser ser o primeiro seja o servo de todos. Os chefes das nações exercem o seu poder como senhores sobre os demais; o poder dos discípulos é o serviço. Jesus não entra em debates filosóficos ou políticos. Aponta o jeito de ser discípulo: servir amando, amar servindo, gastando a vida. Os poderes políticos têm os seus ritmos e os seus tempos e na ordenação das sociedades são necessários. Diz Jesus a Pilatos: nenhum poder terias se não te tivesse sido dado! Também César devia agir em lógica de serviço e de cuidado, mas essa é a missão primordial dos discípulos de Jesus que hão de levar essa dinâmica a todos os recantos do mundo, a todas as dimensões da vida.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 45, 1. 4-6; Sl 95 (96); 1 Tes 1, 1-5b; Mt 22, 15-21.

06.03.17

Leituras: JOSÉ ANTONIO PAGOLA - IDE E CURAI

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA (2015). Ide e Curai. Evangelizar o mundo da saúde e da doença. Lisboa: Paulus Editora. 312 páginas.

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A doença e o sofrimento que acarreta nos próprios e na família e nos amigos é um tema de sempre. Poder-se-á dizer que é no sofrimento que se conhece o ser humano na sua profundidade. Os amigos e a resiliência da família e dos amigos testa-se no sofrimento, na doença crónica, nas doenças oncológicas, na SIDA, na toxicodependência, no alcoolismo, nas depressões profundas. Por vezes a persistência e a duração da doença são um autêntico desafio à coragem, à compaixão e ao amor. Mas não é fácil explicar, muito menos passar por algumas das situações dolorosas, para os próprios e para aqueles e aquelas que estão à sua volta.

A referência e o fundamento de qualquer compromisso cristão é Jesus Cristo, a força da Sua graça, a Sua postura e docilidade. O ministério de Jesus é um ministério de cura e de evangelização. Ide e evangelizai. Ide e batizai. Ide e curai. Tudo integra a missão de Jesus Cristo. Anuncia o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, cura os doentes e todas as enfermidades, liberta os que são oprimidos pelos espíritos impuros. O desafio é igual para os seus discípulos e para a Igreja: Ide e anunciai o Evangelho, curai os enfermos, expulsai os demónios. Recebeste de graça, dai de graça.

A dimensão curativa foi sendo esquecida. A missão de Jesus inclui sempre a dimensão sanadora, curando e restaurando a dignidade dos esquecidos da sociedade e da própria religião. Neste livro, que agrega textos do autor escrito ao longo dos anos, indicações, sugestões, fundamentação bíblico-teológico. A caridade, nomeadamente na Cáritas, tem-se desenvolvido, mas muitas vezes falta maior organização, incluindo a pessoa como um todo, e não apenas a assistência às necessidades pontuais. A visita aos doentes e os visitadores é um dos aspetos que o autor sublinha, como início, mas não esquecendo que a pastoral da saúde e da doença deve incluir e comprometer toda a comunidade, interagindo com outras instituições, com Hospitais e Lares, dialogando com médicos e enfermeiros e outros agentes hospitalares, empenhando-se sobretudo em ir ao encontro dos doentes mais frágeis, excluídos, esquecidos, os que sugerem maior afastamento, com determinadas doenças, como, por exemplo, os doentes mentais. A preocupação com os doentes há estender-se também às famílias.

O autor propõe o conhecimento da realidade e dos doentes que existem no espaço territorial da paróquia, atendendo a todos, sabendo em que condições se encontram, se é ou não necessário pôr-se em contacto com a Cáritas, vendo quais as necessidades, mas também a atenção e o cuidado à família. A visita aos doentes deve resultar do compromisso de toda a comunidade e quem está comprometido com a pastoral da saúde deve estar envolvido na comunidade.

Tão importante como visitar um doente, é telefonar-lhe, escrever-lhe, fazer com que vizinhos e familiares se aproximem. A celebração dos sacramentos, da Unção dos Enfermos e do Viático, deve acontecer naturalmente, para quem tem fé, para quem não tem pode ajudá-la a rezar, franquear-lhe a possibilidade mas não forçar. A presença, a escuta, a atenção é mais importante.

Por um lado, deve promover-se a celebração comunitária a Unção dos Enfermos. Por outro, os doentes também devem participar, quanto possível, na vida da comunidade. Por conseguinte, além de celebrações específicas, como Unção dos Doentes, o Dia Mundial do Doente, preparadas também com os doentes, eliminar, por exemplo, as barreiras arquitetónicas...

18.02.17

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem

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1 – «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo». Deus manda Moisés convocar o povo para a santidade. "Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor".

Só Deus é Deus e se o mandamento vem d'Ele então não há que temer não tem letras pequeninas nem condições escondidas. Deus é o Senhor, está acima e além de nós. Não nos faz sombra. Não tem a preocupação de nos mostrar que é melhor do que nós, como por vezes nos acontece, competimos tanto que nos esquecemos de viver. "Onde Deus reina como Pai, os homens já não podem reinar uns sobre os outros" (J. Antonio Pagola). Ser santo, aperfeiçoar-se como pessoa, tornar-se melhor, é isso que nos torna humanos.

A Lei dada por Deus ao povo através de Moisés prepara-nos para a grandeza! Atenção, não nos prepara para a sobranceria, para a arrogância, para prepotência! Mas para a grandeza que nos embeleza e nos humaniza, que nos aproxima uns dos outros e nos irmana, levando-nos a gastar-nos pelos outros, a persistir nas dificuldades, a solidarizar-nos nas aflições e a caminhar juntos!

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2 – Jesus faz-nos passar dos mínimos garantidos para o máximo. Não contra os outros. Mas em relação a nós próprios. O caminho é superar-nos constantemente. Não desistir. Insistir. Dando o melhor. No Sermão da Montanha Jesus exige de nós. Não exige pouco ou muito. Exige tudo. Sou abençoado na medida em que me torno bênção para os outros.

Hoje podemos escutar novamente a contraposição de Jesus, pela positiva. «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda». Jesus já tinha surpreendido com as Bem-aventuranças, invertendo a lógica do poder e da felicidade. Agora, à lei de talião, apõe a não-violência e o perdão. Diga-se que a lei de talião já era preventiva, olho por olho e dente por dente promovia uma justiça (popular) equitativa. Se me partem um dente, eu não tenho o direito a partir dois!

Jesus vai mais longe. «Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo uma milha, acompanha-o duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

 

3 – A santidade funda-se em Deus. Relembrando as sábias palavras do Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI): para o Reino de Deus há tantos caminhos quantas as pessoas. Porém, Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. O meu caminho, o teu caminho, há de levar-nos a Jesus, há de levar-nos ao Pai. Sendo assim, quanto mais perto eu estiver de Jesus e quanto mais perto tu estiveres de Jesus, mais perto estaremos um do outro. E se estamos próximos poderemos apoiar-nos…

No Reino de Deus não há excluídos. Por conseguinte, estamos "condenados" a aproximar-nos uns dos outros. Na verdade, diz-nos Jesus, Deus é Pai de todos e «faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos». A bênção recai sobre todos. Temos afinidades. Por certo. Mas nem por isso estamos dispensados de amarmos até os nossos inimigos, os que nos são indiferentes, os que desprezamos. Aliás, questiona Jesus, que vantagem haveria em amar aqueles que nos amam? Isso todos podem fazer. Os discípulos de Jesus são desafiados ao máximo. E o máximo é Deus. «Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».


Textos para a Eucaristia (A): Lev 19, 1-2. 17-18; Sl 102 (103); 1 Cor 3, 16-23; Mt 5, 38-48.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

31.03.16

O encontro com o Ressuscitado gera a fé na Ressurreição

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Na manhã de Páscoa, as mulheres correm ao sepulcro e encontram-no vazio, sem o corpo de Jesus. Como tem acentuado o nosso Bispo, o sepulcro está cheio de sinais que importa ler, a disposição das roupas de Jesus, o anjo ou os dois homens vestidos de branco, a luz, e o desafio a procurar Jesus fora do túmulo.

 

Em todo o caso poder-se-á fazer uma outra acentuação que é clarividente na leitura dos Evangelhos. O que provoca a fé na ressurreição é o encontro com o Ressuscitado e não o sepulcro vazio. As mulheres aproximam-se do sepulcro, não encontram o corpo de Jesus e ficam atemorizadas. Maria Madalena pergunta ao próprio Jesus, pensando que é o jardineiro, onde puseram o corpo de Jesus, deduzindo-se a possibilidade de roubo ou de colocação em outro túmulo. A corrida de Pedro e do discípulo amado ao sepulcro é consequência do anúncio que as mulheres fizeram; no túmulo confirmam as informações e começa o processo de fé na ressurreição, mas esta só se clarifica no encontro de Jesus com os discípulos.

 

Segundo o Papa Bento XVI / Joseph Ratzinger, o túmulo vazio é um pressuposto da fé da Ressurreição, bem com o Corpo incorruptível de Jesus. O túmulo está vazio até hoje, pois Jesus ressuscitou.

Não sendo um dado histórico e empírico, continua o Papa Emérito, “ultrapassa a história, mas deixou o seu rasto na história”. 

 

O decisivo para a fé na ressurreição será sempre o encontro com Jesus Ressuscitado. A este respeito diz José Antonio Pagola, que “o relato do sepulcro vazio, tal como foi recolhido no final dos escritos evangélicos, encerra uma mensagem de grande importância: era um erro procurar o crucificado no sepulcro. Não estava lá. Não pertencia ao mundo dos mortos. Era um equívoco render-lhe homenagem de admiração e de reconhecimento pelo seu passado. Ressuscitou. Estava mais cheio de vida do que nunca. Ele continuava a animar e a guiar os seus seguidores. Era preciso ‘voltar à Galileia’ a fim de seguir os Seus passos: continuar a curar os que sofriam, a acolher os excluídos, a perdoar os pecadores, a defender as mulheres, a abençoar as crianças. Era preciso continuar a organizar refeições abertas a todos e a entrar nas casas com o anúncio da paz… Era preciso continuar a anunciar que o Reino de Deus estava próximo. Com Jesus, era possível um mundo diferente, mais amável, mais digno e mais justo. A esperança para todos”.

 

 

publicado na Voz de Lamego, n.º 4355, de 22 de março de 2016

07.03.16

JOSÉ ANTONIO PAGOLA - JESUS. Uma abordagem histórica.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA (2008). Jesus. Uma abordagem histórica. Coimbra: Gráfica de Coimbra 2, 554 páginas.

- Uma explicação ao meu livro "Jesus, uma abordagem histórica. Suplemento. Coimbra: Gráfica de Coimbra 2, 64 páginas.

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       Nos últimos anos foram publicados diferentes livros, romances, histórias, versões alternativas dos evangelhos, com "autênticas" revelações sobre a figura de Jesus, que estiveram escondidas em outros evangelhos (apócrifos), ou em dados secretos. Estas históricas ficcionadas partem de suspeições nunca levantadas, nem pela história, nem pela arqueologia, nem pela antropologia sociológica, e não levam em linha de conta os estudos que se têm realizado ao longo de décadas. Parecem "descobertas" surpreendentes como se de repente lhes caísse em cima material nunca antes visto. Este é um pressuposto para ler esta magnífica obra sobre Jesus, usando de perto o método histórico, analisando o contexto em que viveu Jesus, a cultura, a sociedade, os dados arqueológicos, a comparação com a vida social, cultural e religiosa daquele tempo, naquelas aldeias da Galileia e da Judeia.

       O outro pressuposto, sublinhado pelo Papa Bento XVI, referido pelo autor no suplemento, a importância, não exclusiva do método histórico, mas a ajuda para melhor conhecer Jesus encarnado, Há o perigo de uma fé ficcionada, dispensando os dados históricos que se referem a Jesus. O perigo contrário seria basear a fé apenas nos dados comprovados cientificamente. O encontro com Jesus está para lá de todos os dados científicos, mas pressupõe-nos. De contrário, os evangelhos seriam uma fraude e a encarnação uma histórica de embalar.

       É um livro com muitas páginas, mas que se lê com facilidade. A linguagem do autor é simples e acessível. As notas de rodapé podem ajudar a uma maior compreensão, mas o texto pode ser lido sem as notas e tornar-se mais leve. Como em outras obras, o autor procura envolver-nos dentro da história e da vida de Jesus. Sendo sacerdote católico, procura que a abordagem história se assuma em primeiro lugar. Como o próprio refere, o crente cristão, porque está envolvido, vai entranhar-se e dedicar-se melhor ao estudo de Cristo. Portanto, Pagola parte da ambiência da fé, propondo a figura de Jesus para hoje, a partir de tudo o que ajuda a situar Jesus no seu tempo. Para os não-crentes, o livro pode revestir-se de uma informação séria sobre a figura de Jesus. Para os crentes pode ajudá-los a acolher Jesus (não romantizado mas) encarnado, no tempo e na história, procurando sintonizar-se com o Seu proceder para que as respostas que damos hoje sejam mais cristãs e nos convertam em irmãos, para construir uma sociedade mais justa e fraterna.

       O estilo é vivo, direto, de fácil compreensão. O suplemento explicita alguns pontos que alguns críticos consideraram duvidosos, precisamente por ser um sacerdote a escrever e poder dar azo a leituras contrárias. Clarifica mas não acrescenta nada de substancial que não seja o compromisso com o Evangelho, com a fé católica, na perspetiva de nos aproximar de Jesus e do seu ambiente histórico e cultural e O trazer para o nosso tempo.

 

Do mesmo autor já aqui sugerimos:

22.08.14

Leituras - JOSÉ ANTONIO PAGOLA - Volver a Jesús

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA(2014). Volver a Jesús. Hacia la renovación de las parroquias e comunidades. Madrid: PPC. 128 páginas.

       O teólogo espanhol é já nosso conhecido nestas andanças de livros, textos e sugestões. Tem-se dedicado a refletir sobre Jesus e sobre os Evangelhos, contextualizando a época em que Jesus viveu e procurando que a Mensagem seja significativa neste tempo.

       Neste pequeno livro, Pagola desafia precisamente a regressar a Jesus, à Sua mensagem, à Sua vida, gestos, postura, procurando ver como Jesus fazia, abrindo caminhos para viver ao Seu jeito nos dias em que nos é dado viver a nossa vida.

       Mergulhar no Evangelho. Reportar-nos ao essencial: amor, perdão, acolhimento, proximidade, grande intimidade com o Pai, opção pelos pobres, denúncia do mal, do pecado, da hipocrisia, dos poderosos que usam os pobres.

       O ponto de partilha é a Exortação Apostólica do Papa Francisco, a Alegria do Evangelho, que convoca os cristãos, todos os cristãos, a viverem com alegria a sua fé, como pessoas corajosas, sem medo de falar, de mostrar Jesus Cristo, saindo ao encontro de todos, mas primeiramente dos pobres, dos mais pobres. Agindo ao jeito de Jesus.

       O texto é também uma proposta pastoral, para formar os Grupos de Jesus, para a escuta do Evangelho, em que o centro seja Jesus, cujos encontros podem ser em casas particulares, sem rigidez quanto ao número de pessoas, em que a escuta e meditação do Evangelho sejam a referência. Obviamente estes grupos deverão estar atentos e poderão cooperar ativamente me dinâmicas pastorais e paroquiais. O Objetivo primeiro é escutar Jesus, deixar-se converter pela Sua Palavra, com ligação ao compromisso social.

       Ter a coragem de colocar fim a estruturas que já não convertem, não mobilizam, não libertam a pessoa.

Esta leitura pode ser muito interessante para os Conselhos Pastorais: mostrando o que realmente vale a pena resgatar, viver, anunciar. No final só uma conclusão: só Jesus Cristo, só Deus é definitivo. Converter-se de todo o coração a Jesus. As estruturas e as tradições hão de estar ao serviço do reino de Deus, como a Igreja, como os cristãos. Anunciar Jesus. Sair dos lugares de conforto, espevitar a fé, promover os dons de cada um em benefício de todos.

O castelhano é de fácil e acessível leitura, mas esperando um pouco logo estará disponível em português. O autor como o livro foi-nos recomendado, informando que a tradução para português está pronta, faltando a publicação. Aguardemos.

       Para quem não tenha lido a Exortação Apostólica de Francisco, a Alegria do Evangelho, seria oportuno ler agora, por exemplo, enquanto se aguarda a publicação deste livro em português. Perceber-se-á melhor o contexto, o ambiente desta proposta de Pagola.

       Segue a apresentação do livro pelo próprio José Antonio Pagola:

25.05.14

Leituras - PAGOLA - Pai-nosso. Orar com o Espírito de Jesus

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA (2012). Pai-nosso. Orar com o Espírito de Jesus. Petrópolis: Editora Vozes, 144 páginas.

       José Antonio PAGOLA é já nossa conhecido destas andanças. Recomendaram-no-lo e agora recomendamo-lo em outras tantas leituras. Sacerdote católico. Professor catedrático. Teólogo, dedicando-se sobretudo à Pessoa de Jesus Cristo.

       Este é um livrinho sobre o Pai-nosso. Sendo a oração mais importante dos discípulos, pois é original. A única oração criada e ensinada por Jesus. Simples. Contém o essencial da Mensagem de Cristo. É um Evangelho breve e simples. Tem o essencial. Há muitos estudos, reflexões, propostas sobre esta oração. E cada livrinho nos pode trazer coisas novas, ainda que o ponto de partida seja Cristo, seja a Sua ligação com o Pai, ligação na qual nos enxerta.

       Pagola reflete, numa primeira parte, nos três pedidos iniciais do Pai-nosso: "Santificado seja", "venha o Teu Reino", "Seja feita a Tua vontade", e nas quatro súplicas: "Dá-nos o Pão", "Perdoa-nos a nossas ofensas", "Não nos deixes cair em tentação", "Livra-nos do mal". Para cada uma das preces, o autor enriquece as suas reflexões com outras passagens do da Sagrada Escritura, mormente com palavras de Jesus Cristo, do Evangelho, com a recorrência dos Salmos, orações também usadas amiúde por Jesus.

       A segunda parte, subdividindo, pelas 7 preces (pedidos e súplicas), num convite à oração do Pai-nosso, com o recurso aos Salmos. Enquanto na primeira parte se valoriza a reflexão, nesta segunda, o convite à oração. Para cada uma das expressões do Pai-nosso, a sugestão de vários Salmos, com os quais nos permite rezar e também perceber melhor a riqueza inesgotável do Pai-nosso.

14.04.14

LEITURAS: José Antonio Pagola - JESUS E O DINHEIRO

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA (2014). Jesus e o dinheiro. Uma leitura profética da crise. Lisboa: Paulus Editora. 88 páginas.

       Para quem conhece este sacerdote e teólogo espanhol, sabe que é uma apaixonado por Jesus como fica explicita na contracapa deste livro. Centra-se sobretudo na figura de Jesus Cristo, inserindo-nos junto d'Ele naquele tempo, como seguidores, discípulos, apóstolos, medrosos e renitentes, outras vezes interesseiros e calculistas. Mas afabilidade de Jesus, a Sua compaixão pelos mais frágeis, as palavras carregadas de coerência e autoridade, inquietantes, provocadoras, continuam a ser um desafio para os nossos dias.

       A fé não está desligada da vida. Jesus mantém demasiado perto dos doentes, leprosos, surdos, mudos, invisuais, coxos, os mais pobres, viúvas, galileus, crianças, mulheres, dos pecadores públicos, publicados, mulheres de má vida. Nas suas fileiras tem de tudo e quando chegam as horas decisivas, acobardam-se, protegem-se, resguardam-se dos perigos.

       Este é mais um testemunho que procura trazer-nos Jesus e os Seus ensinamentos, a Verdade que nos salva, a opção clara e inequívoca pelos que são vítimas desta crise que uns criaram e que outros sofrem. A Igreja, seguidora de Jesus Cristo e, por conseguinte, imitadora, terá que ser um voz atenta e comprometida, do lado dos mais pobres, dos desvalidos, dos desempregados, das famílias endividadas, dos trabalhadores e reformados cada vez mais explorados, quando se protegem as finanças, os bancos, as grandes multinacionais, ainda que promotoras de emprego e riqueza. Teremos de viver mais pobres, mas nem por isso menos comprometidos com o vizinho, com os pobres cada vez em maior número.

       A situação que serve de ambiente a Pagola é Espanha, mas em Portugal, como sublinham os editoras, é em tudo idêntica. A intervenção da troika ajuda a equilibrar as contas públicas, financiando os bancos e o estado, mas há cada vez mais pobres, mais desempregados, com os jovens a serem  obrigados a sair do seu país, não podendo gerar riqueza nos países de origem.

       A crise económico-financeira é, antes de mais, uma crise da humanidade.

 

Algumas frases do autor que sustenta a argumentação e a militância dos cristãos:

"Jesus não separou Deus do Seu projeto de transformação do mundo. É possível um mundo diferente, mais justo, mais humano e feliz, precisamente porque Deus o quer assim" (p 19).
"Deus não pode ser Pai de todos sem reclamar justiça para aqueles que são excluídos de uma vida digna. Por isso não O podem servir os que, dominados pelo dinheiro, afogam injustamente os Seus filhos e filhas na miséria e na fome" (p 23).
"Este sistema faz-nos escravos da ânsia de acumular. A História organiza-se, move-se e dinamiza-se a partir desta lógica. Tudo é pouco para nos sentirmos satisfeitos" (p 25).
"Não deis a César o que é de Deus: os pobres. Jesus proclamou repetidamente esta mensagem. Os pequeninos sãos os prediletos do Pai; aos pobres pertence o Reino de Deus. Não se pode sacrificar a vida nem a dignidade dos indefesos a nenhum poder político, financeiro, económico ou religioso. Os humilhados pelos poderosos são de Deus. E de mais ninguém (p 29).
"Chegou o momento de recuperar a compaixão e a misericórdia como herança decisiva que Jesus deixou à humanidade, a força que há de impregnar a marcha do mundo, o princípio de ação que há de mover a história em vista de um futuro mais humano... A misericórdia é o modo de ser de Deus, a Sua maneira de olhar para o mundo e reagir perante as Suas criaturas (pp 33-34).
"O primeiro olhar de Jesus não se dirige ao pecado do ser humano, mas ao sofrimento... Para Jesus, a primeira preocupação foi o sofrimento das pessoas enfermas e subalimentadas da Galileia, a defesa dos aldeões explorados pelos poderosos donos das terras ou o acolhimento dos pecadores e prostitutas, excluídos da religião. Para Jesus, o grande pecado contra o projeto de Deus consiste sobretudo em resistirmos a tomar parte no sofrimento dos outros, fechando-nos no nosso próprio bem-estar" (p 35).
O "sofrimento injusto dos últimos do planeta ajuda-nos a conhecer a realidade do mundo que estamos a construir. Não se conhece o mundo a partir dos centros de poder, mas a partir das massas sem nome nem rosto dos excluídos, os únicos para os quais, paradoxalmente, não há lugar no nosso mundo globalizado. São as vítimas as que mais nos levam a conhecer aquilo que somos" (p 40).
"Os que nada importam são os que mais interessam a Deus. Os que sobejaram dos impérios construídos pelos homens têm um lugar privilegiado no Seu coração. Os que não têm uma religião que os defenda, têm a Deus como Pai (p 45).
"Ser compassivos como o Pai implica lutar contra o esquecimento das vítimas inocentes. Não é possível introduzir no mundo uma cultura da compaixão se não se refletir contra a cultura da amnésia e do esquecimento cruel de milhões de seres humanos que sofrem, vítimas do sistema que hoje conduz a história" (pp 46-47).
"O dinheiro, tendo sido inventado para tornar mais fácil o intercâmbio de bens, há de ser empregue, segundo Jesus, para facilitar a redistribuição, a solidariedade e a justiça fraterna. Só então começa o discípulo a estar em condições de seguir Jesus" (p 57).
"O lema do Governo é claro: «Sabemos o que temos de fazer e fá-lo-emos». Não há alternativa. Nada mais se tem em conta senão cumprir os objetivos económicos que nos são ditados pela troika: o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional. As decisões estão nas mãos dos tecnocratas. O decisivo é atender às exigência do sistema financeiro internacional. A atividade política, que deveria defender os direitos das pessoas e o bem da sociedade, dilui-se convertendo-se em instrumento dos poderosos do dinheiro" (p 59).
"Era necessária uma 'regulamentação fiscal' que pressiona fortemente os assalariados, mas não toca nas grandes fortunas e oferece uma amnistia injusta aos prevaricadores? (p 60).
"A partir da defesa dos últimos e da vontade de compaixão responsável e solidária, temos de defender e promover a defesa do bem comum exigindo, cuidando e desenvolvendo serviços públicos que garantam as necessidades mais básicas. devemos reagir contra a privatização do individualismo, que nos pode fechar no nosso bem-estar egoísta, deixando indefesos os mais fracos.
Temos de recuperar a importância do que é de todos, a responsabilidade do cuidado de uns pelos outros, a defesa da família como lugar por excelência de relações gratuitas, a comunidade cristã como espaço de acolhimento e de mútuo apoio acolhedor e fraterno" (p 66)
Jesus "fala com autoridade porque fala a partir da verdade" (p 67).
"É um disparate de desumanidade que as três pessoas mais ricas do mundo possuam ativos superiores a toda a riqueza dos quarenta países mais pobres, onde vivem seiscentos milhões de pessoas" (p 75)
"... as tecnologias da comunicação e a mobilidade da política humana torna cada vez mais difícil manter ocultas a fome e a miséria dos empobrecidos do mundo e a destruição progressiva do planeta" (p 76).

       »» Esta é uma ideia defendida por Gustavo Gutiérrez,que analisando os perigos da globalização, vê nesta uma possibilidade real de "contestação" aos modelos instituído, facilitando a visualização da pobreza e das injustiças cometidas, e da corrupção. Pode ler-se em "Ao lado dos Pobres".

 

Índice:

1. Apanhados por uma crise global | 2. Degradação sociopolítica da crise | 3. O impacto profético de Jesus | 4. É possível uma alternativa | 5. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro | 6. Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso | 7. Os últimos serão os primeiros | 8. Seguir Jesus em tempos de crise | 9. Manter viva a esperança de Jesus no meio da crise | 10. Jesus Cristo, nossa esperança.
Recomendado na Livraria Fundamentos

30.01.14

PAGOLA - O Caminho aberto por Jesus: Mateus

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       Para uma leitura mais assertiva dos evangelhos durante o ciclo de leituras do ANO A, recomendámos a leitura, entre outros, de três obras:

D. ANTÓNIO COUTO. Quando Elenos abre as Escrituras. Domingo após domingo. Uma leitura bíblica do Lecionário. Ano A. Paulus Editora, Lisboa 2013.

 

D. MANUEL CLEMENTE. O Evangelho e a Vida. Conversas na rádio no Dia do Senhor. Ano A. Lucerna. Cascais 2013. 320 páginas. 352 páginas.

 

José ANTONIO PAGOLA. O Caminho aberto por Jesus: Mateus. Gráfica de Coimbra 2. Coimbra 2010. 280 páginas.

       A recomendação, que continua válida, seria ler em cada domingo o respetivo comentário, ou ler de uma assentada, relendo em cada domingo. Porém, a estrutura do livro de Pagola, que não segue domingo a domingo o Evangelho, mas propõe a leitura de São Mateus a partir dos textos atribuídos a cada domingo, deixando outros textos, de outros evangelistas. Desta forma, e para um enquadramento geral do Evangelista da Igreja, São Mateus, esta seria uma leitura adequada a fazer de uma assentada. Foi o que fizemos.

        É neste sentido que voltámos a recomendar a leitura de Pagola, O Caminho aberto por Jesus: Mateus. Já aqui sugerimos MARCOS: Aqui, do mesmo autor e coleção.

       José Antonio Pagola tem a preocupação de situar as diversas passagens, enquadrando com o tempo de Jesus, ou com a situação em que o texto foi escrito, procurando trazer cada episódio para o tempo atual, com situações semelhantes na sociedade e na Igreja. A vivência do Evangelho há de ser libertadora, comprometida, transformadora. Salienta-se a força do Espírito em cada um e na comunidade, onde as Bem-aventuranças são um referencial incontornável, mas também o Juízo Final, a proximidade da Deus implica uma maior proximidade aos irmãos, aos excluídos, aos pobres, aos marginalizados.

       No final, o envio dos Apóstolos, que se tornam responsáveis por espalhar a Boa Nova, com palavras e com obras, com a vida, fazendo discípulos. "O ponto de arranque é a Galileia. Para lá os convoca Jesus. A ressurreição não os deve levar a esquecer o que viveram com Ele na Galileia. Ali O escutaram a falar de Deus como parábolas comovedoras. Ali O viram a aliviar o sofrimento, a oferecer o perdão e a acolher os esquecidos. É precisamente isto que devem continuar a transmitir".

O anúncio e o batismo levam uma marca trinitária.

       "O Pai é o amor originário, a fonte de todo o amor. Ele começa o amor. «Só Ele começa a amar sem motivos; mais é Ele quem, desde sempre, começou a amar (Eberhard Jüngel). O Pai ama desde sempre e para sempre, sem ser obrigado nem motivado a partir de fora. É o «Eterno amante». Ama e continuará a amar sempre. Nunca nos reinará o Seu amor e fidelidade. D'Ele só brota amor. Consequência: criados à Sua imagem, estamos feitos para amar. Só amando acertamos na existência.

       O ser Filho consiste em receber o amor do Pai. Ele é o «Amado eternamente», antes da criação do mundo. O Filho é o amor que acolhe, a resposta eterna do amor do Pai. O mistério de Deus consiste, pois, em dar e também em receber amor. Em Deus, deixar-se amar não é menos que amar. Receber é também divino! Consequência: criados à imagem de Deus estamos feitos não só para amar, mas também para ser amados.

       O Espírito Santo é a comunhão do Pai e do Filho. Ele é o AMOR eterno entre o Pai amante e o Filho amado, é Ele que revela que o amor divino não é possessão ciumenta do Pai nem apropriação egoística do Filho. O amor verdadeiro é sempre abertura, dom, comunicação transbordante. Por isso, o amor de Deus não se fica em si mesmo, mas comunica-se e estende-se às Suas criaturas. «O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5). Consequência: criados à imagem de Deus, estamos feitos para amar, sem nos apropriarmos, nem nos encerrarmos em amores fictícios e egoístas".

 

Veja-se a SUGESTÃO da LIVRARIA FUNDAMENTOS: Aqui

31.12.13

Leituras: para melhor preparar o Domingo

mpgpadre

       A riqueza da Palavra de Deus é inesgotável. Na rede poderemos encontrar verdadeiras pérolas, que propõem o texto bíblico e litúrgico de forma acessível, envolvente, com diversos ângulos. Para quem preferir ter um livro com os comentários aos textos de domingo encontram-se muitos publicados.

       O ano A, que iniciou no 1.º Domingo do Advento, tem como evangelista, dos domingos e dias santos, São Mateus. Obviamente que há celebrações específicas que lançam mãos dos outros evangelhos, mas a referência será o Evangelho da Igreja.

Três sugestões:

D. ANTÓNIO COUTO. Quando Elenos abre as Escrituras. Domingo após domingo. Uma leitura bíblica do Lecionário. Ano A. Paulus Editora, Lisboa 2013.

 

D. MANUEL CLEMENTE. O Evangelho e a Vida. Conversas na rádio no Dia do Senhor. Ano A. Lucerna. Cascais 2013. 320 páginas. 352 páginas.

 

José ANTONIO PAGOLA. O Caminho aberto por Jesus: Mateus. Gráfica de Coimbra 2. Coimbra 2010. 280 páginas.

São três leituras provocatórias, envolventes, profundas, acessíveis a todos os leitores, a todos os crentes e também ao squ eo não são tanto, a cristãos e a pessoas de boa vontade. Os autores são bem conhecidos e já recomendámos outros títulos e outros textos:

D. António Couto: AQUI.

D. Manuel Clemente: AQUI.

J Antonio Pagola: AQUI.

       Pagola é espanhol, sacerdote basco, um estudioso da Bíblia, com créditos firmados. A sugestão de leitura não separa por domingos, mas segue o Evangelho, com os diversos momentos, episódios, encontros de Jesus, curas, parábolas, sermão da montanha, pai-nosso, paixão. Traz o texto do evangelho, seguindo-se o comentário, procurando seguir o caminho aberto por Jesus. Já aqui sugerimos a leitura de Marcos. As diversas passagens do Evangelho podem lançar luz sobre a atualidade em clima de fé, de confiança, de compromisso.

       O texto de D. Manuel Clemente resulta dos comentários feitos na Rádio Renascença, ao domingo, comentando precisamente a Liturgia do Domingo. O livro recolhe as intervenções de D. Manuel Clemente, em clima de familiridade e de diálogo. Recolhe sobretudo o texto do Evangelho e o respetivo comentário. Quem já o escutou na rádio ou na televisão, ou quem já leu algum texto ou intervenção, sabe da serenidade de D. Manuel Clemente, falando de forma simples, acessível, procurando que a Palavra de Deus seja luz para os crentes de hoje, para a Igreja e para o mundo.

       D. António Couto, Bispo de Lamego, cujos comentários às leituras de Domingo, especialmente ao Evangelho, têm muitos leitores a partir do seu blogue: Mesa de Palavras: AQUI. Antes de assumir a Diocese de Lamego era um dos residentes no programa da Igreja Católica na RTP, Ecclesia, precisamente para ajudar a preparar a liturgia da palavra de cada Domingo. O livro que ora sugerimos recolhe a reflexão de D. António Couto para cada domingo, com profundidade, saberdoria, envolvendo-nos na Palavra de Deus, fazendo-no sentir parte essencial da história da salvação.

       Como dissemos há muitos outros títulos para ajudar a preparar a reflexão de domingo. Estes três quisemos tê-los acessíveis. A leitura pode ser feita domingo a domingo. No caso de Pagola será de todo útil uma leitura continuada, permitindo ter uma visão global do Evangelho de Mateus. Mas os três títulos podem ser lidos de uma assentada (talvez o que vá fazer) ou antecedendo cada domingo ler o respetivo texto e comentário.

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