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27.05.21

José Luiz Silva - O GRANDE HOMEM

mpgpadre

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O grande homem não ama. E não desama. Tem mulher para casa e amante para exibições mundanas. As duas presas à sua condição de grande homem.

O grande homem tem emoções, mas controla-as através de um computador miniaturizado que carrega no ventre próspero. Tem coração, mas as suas pulsações são controladas pelo marca-passo. Tudo nele é funcional. O riso e o sorriso, a cara fechada, as piscadelas, o suor na fronte, a untuosidade, os dedos grossos, as unhas curtas encerradas. Até o pigarro é motivo para desfraldar o lenço branco e atrás esconder o seu enfado.

O grande homem não trai. Faz política. Tem jogo de cintura. Traidores são os que divergem de suas opiniões pendulares, da sua verdade granítica, os que enfarados o abandonam.

O grande homem não rouba. É negociante. Ladino. Comércio é isso desde que o mundo é mundo. Desde que surgiu na terra o primeiro grande homem. Ladrão é pequeno e desonesto, que ousou o primeiro avanço, quis imitá-lo, repetindo no varejo o que só no atacado conquista imunidades.

O grande homem não mente. Falta com a verdade. É otimista. Ilude-se com as aparências. É traído pelas perspetivas. A sua palavra é lei. A sua verdade também. Chamando a legislar, não se enquadra nos mandamentos legais, que cria pata disciplinar o vulgo.

O grande homem entende que as pessoas existem em função dele. Ao seu serviço. Para ele, quando não servem são descartadas. Enquanto ele não tem contas a prestar. Às vezes, na sua intuição (o grande homem é intuitivo), vende o servidor que já não lhe interessa. Negócio é negócio.

O grande homem criou, numa de suas iluminações interiores (ele é um iluminado), um código de ética ao seu serviço. E outro para limitar os outros. Pelo seu código, “amigos, amigos, negócios à parte”. No código alheio, um descuido é traição ou dureza de coração.

O grande homem não se prende à lealdade. Leais devem ser os servos. Ele paira acima das contingências.

O grande homem não ouve ninguém fora do círculo próprio dos grandes homens. Decide. E exige obediência, coerência. Daí porque é líder. E nele descobrem veios do carisma.

O grande homem pode comercializar, negociar, instrumentalizar, atendendo aos seus interesses. O homem comum, não. Quem nada tem, deve ter vergonha na cara.

Diante de outros grandes homens, o grande homem é humilde e manso de coração. Pede. Suplica. Requer. Espera deferimento. Oferece. Dá. Diante do homem comum, é impetuoso, valente, intransigente, moralista. A humanidade, olha-a de cima para baixo, se possível e quando, em gesto de compunção.

O grande homem vive dos outros, dos favores, conceções, condescendência, credulidade, trocas, arreglos, advocacia administrativa, conluios, mordomias, ociosidade (se possível com dignidade). Grandes frases, grandes discursos, grandes patriotismos. O homem comum pede pouco, o sobejo da mesa, o mínimo sem o qual (Santo Tomaz de Aquino) a própria virtude não é exigível. É um impertinente, importuno, postulante, chato.

José Luiz Silva, in Tribuna do Norte 18/04/82

22.07.12

Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente

mpgpadre

       1 – “Os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”. 

       Jesus e os Seus discípulos estão em constante movimento. Quase não têm tempo para descansar e por vezes as refeições são feitas à pressa, pois há sempre pessoas a chegar e a partir.

       O primeiro dos evangelistas, São Marcos, o mais "genuíno", não tendo a preocupação de apresentar uma reflexão refletida e ordenada sobre Jesus, quer dar-nos o testemunho daqueles que viveram com Ele, como é o caso de São Pedro, para que o maior número de pessoas possa beneficiar da Sua mensagem e da Sua benevolência. É um Jesus mais humano e sensível, em ação permanente, sem tempo para grandes paragens, e onde são mais as interrogações que as respostas.

       Duas premissas sobressaem de imediato em São Marcos: Jesus é o Filho de Deus e tem consciência que é Filho de Deus, mas é um homem entre homens, com necessidades, precisa de comer e de descansar, de se afastar da multidão e rezar em silêncio; e é o Messias esperado, n'Ele se cumprem as promessas de Deus feitas ao Povo da Aliança, de forma mais explícita pelos profetas; surge do povo e ao povo é enviado.

       Ao lermos com atenção este trecho do evangelho sobrevém a delicadeza e atenção de Jesus. Enviou os seus discípulos e no regresso Ele sabe/sente que precisam de descansar, de retemperar forças, de comer, e de relatar tudo o que passaram, a experiência vivida. É um lado muito humano de Jesus e muito concreto. Neste episódio não há nada de abstrato ou elaborado. É a vida no seu pulsar quotidiano. O Messias, o Enviado de Deus, assume em pleno a Sua humanidade.

 

       2 – A compaixão de Jesus pela multidão é constante na Sua vida. Vem da parte de Deus. É o próprio Filho de Deus, mas vem como Pastor para o meio da humanidade, para o meio de um rebanho tantas vezes desorientado, sem guia e sem esperança.

       É notório que há muitas pessoas que ouviram falar de Jesus e não apenas um bando de maltrapilhos (que Ele acolhe com maior afabilidade). É grande a multidão que a Ele acorre, gente que vem de toda a parte, de vários grupos sociais, religiosos e políticos, de várias regiões e em diferentes idades.

       A resposta de Jesus é atitudinal: levanta-Se de imediato, não deixa a multidão à espera. Ensina-lhes muitas coisas. Quem chega não está faminto apenas de pão, mas de vida nova, de sentido para os seus dias de trabalho e canseira.

       As palavras do salmista apropriam-se a Jesus: “O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. A bondade e a graça hão de acompanhar-me todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”. Deus nada nos tira. Diante d'Ele não precisamos de disfarces, apresentamo-nos como somos, com a nossa alma em transparência, sabendo que Ele nos guia para o bem, que nos proporciona descanso, o reencontro connosco.

 

       3 – A primeira leitura que hoje nos é proposta antecipa a chegada do Messias-Pastor. Deus virá para o meio do Seu povo. É uma promessa que renova a esperança em Deus e que haveria de motivar os israelitas a voltarem à Aliança, evitando a conflitualidade, egoísmo, a perversão, que levaria à ruína do reino do Norte e de Judá. Um povo sem Deus, e sem Mandamentos, é um povo sem alma e sem futuro, correndo o sério risco de se desmoronar.

       Jeremias é mais um profeta da interioridade, cimentando o compromisso com as pessoas mais frágeis, apontando a conversão interior, como caminho para Deus e para os outros, adesão firme à Aliança e que implique, pressuponha e conduza à prática da justiça e da caridade. Os ritos valem se preenchidos com Deus e com a Sua Palavra, na vivência dos Seus mandamentos. De contrário são como ossos ressequidos, esqueleto sem carne e sem músculo, sem vida!

       A religião, como a vida política e social, há de estar ao serviço do bem, da paz, ao serviço de todos, promovendo os mais pequenos. Só iguais podemos viver como irmãos e também com a mesma responsabilidade social e política.

       Hoje precisamos de profetas que bradem esperança e sobretudo nos tragam Deus. E nós também somos responsáveis pela profecia da esperança e de Deus. Deus não tardará, já alouram as searas, os campos começam a ficar preparados para a ceifa, Deus já se anuncia breve, como o Bom Pastor para o meio do seu rebanho, do Seu povo.  

“Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem. Dar-lhes-ei pastores que as apascentem e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor. Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há de exercer no país o direito e a justiça. Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: «O Senhor é a nossa justiça»”.

 

       4 – O anúncio profético realiza-se em Jesus Cristo, o Pastor por excelência. Não vem por sobre as nuvens, mas encarna, vem do povo, é Homem que tem poiso e pisa o nosso chão, terra sagrada para o encontro de Deus e do Homem, vem com a força divina encher de beleza e enriquecer a fragilidade humana. Não se coloca de fora, como observador, mas dentro da humanidade. É n'Ele que encontramos a salvação de Deus.

       Como clarifica o Apóstolo,

“foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele, graças ao sangue de Cristo. Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo… de uns e outros, Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo... Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto”. 

       Veio para reunir de todas as nações, para congregar os de perto e os de longe, para salvar, para semear a paz e a justiça, para formar de todos um só Povo para Deus.


Textos para a Eucaristia (ano B): Jer 23, 1-6; Sl 22 (23); Ef 2, 13-18; Mc 6, 30-34.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço

02.02.12

33. Por baixo da pele, pulsa a mesma vida, sangue, nervos, carne, energia, células

mpgpadre
Por baixo da pele, pulsa a mesma vida, sangue, nervos, carne, energia, células,...
Não somos apenas um conjunto biológico, material, que sobrevive e vive na saúde dos seus órgãos vitais - ainda que a fragilidade dos mesmos possa pregar-nos algumas partidas e nos lembre que não somos eternos, e nos recorde que o desejo inscrito no coração seja a vida, a preservação da vida, a plenitude da vida ou vida em abundância.
A nossa identidade, como pessoas e/ou como crentes, ultrapassa o que o nosso corpo pode mostrar na sua beleza e na sua fragilidade, na sua robustez e na sua caducidade.
Somos mais do que aquilo que comemos. Somos muito mais do que aquilo que possuímos. Somos muito mais do que aquilo que vestimos. Somos bem mais do que o pecado que nos aprisiona. Somos mais do que as nossas limitações que nos afastam de Deus e dos outros. Somos muito mais, porque Deus nos ama como filhos. Somos muito mais porque trazemos em nós o ensejo do Infinito, trazemos inscrito no nosso peito a busca da eternidade, a busca de Deus.
Antes de nos criar, Deus colocou no nosso coração o seu Espírito que nos atrai, que nos faz querer ser mais, pular, saltar, procurar a felicidade.
O drama: o desejo que transborda em nós, de vida e felicidade, nem sempre nos leva onde nos encontramos com Deus. Muitas vezes a nossa vida diaboliza-se por que O buscamos onde Ele não se encontra.
Ele quis que O encontrássemos no lugar mais recôndito de nós mesmos: o nosso íntimo, o nosso coração, a nossa alma. Do mesmo jeito, nos outros podemos vislumbrar o olhar de Deus. A dupla missão do cristão, do crente, é deixar transparecer em si o rosto de Deus, o rosto de Jesus, e procurar descortinar a beleza de Deus no olhar das pessoas que Ele colocou à nossa beira, a família, os amigos, os membros da nossa comunidade, os/as que encontramos no trabalho, nos caminhos da nossa existência e do nosso tempo, nos lugares de lazer e nos lugares de encontro e oração.
Por baixo da pele, somos mais iguais. Somos da mesma carne, pulsa em nós a mesma vida. Para o crente, a vida que Deus nos dá. Para o descrente (ou não crente), pulsa a vida que liga à humanidade, à história, ao tempo e ao universo.
Por baixo da pele, não somos assim tão diferentes do que aquilo que a aparência da nossa pele, do nosso vestuário ou da nossa riqueza material, da nossa ideologia ou partido, ou da nossa fé, poderá mostrar.
Somos mais iguais, quando a pele do nosso corpo se levanta, quando enruga com o passar dos anos, quando oculta o que vai no nosso interior, pois por fora está luzidia e por dentro pode esconder-se já a debilidade, ou quando nos expõe os sofrimentos que nos destroçam e que também nos irmanam, o sofrimento e a doença não escolhem nem idades, nem pessoas, nem crentes ou ateus, ricos ou pobres. Também aqui somos mais iguais.
Da próxima vez que passar por alguém lembre-se de olhar para esse/essa alguém em que está Deus (se for crente), ou alguém com a mesma garra de viver, mas também as mesmas inseguranças, ainda que possam estar disfarçadas pela presença jovial.
Somos mais iguais, do que por vezes queremos ser, apesar das nossas especificidades, onde também se pode ver a beleza e a grandeza de Deus.
Somos mais iguais, tratemo-nos como iguais, como irmãos, como filhos amados de Deus. Às vezes custa descobrir o olhar de Deus por detrás de um olhar magoado, ferido, por detrás de um olhar fechado, revoltado, amargurado. Por vezes é difícil que em nós se possa vislumbrar o olhar de Deus quando nos tornamos opacos à Sua presença amorosa e à sua beleza.

Por baixo da pele, somos mais iguais, mas também no coração, no desejo de nos transcendermos, na busca de felicidade, na fé que buscamos/vivemos, somos mais iguais quando nos reconhecemos filhos da mesma humanidade, habitantes da mesma terra, filhos do mesmo Deus, do mesmo Pai.

Por baixo da pele... reconheça/reconhece no outro "carne da tua/sua carne, osso dos teus/seus ossos", do mesmo pó que nos liga ao UNIVERSO inteiro, e que nos há ligar à nossa origem e ao nosso fim: DEUS.

21.01.12

21. Procure valorizar sobretudo o que une

mpgpadre

Procure valorizar sobretudo o que une, e não tanto o que divide.
Ao olharmos para a nossa humanidade, certamente que há muitos aspetos que dividem. Somos diferentes, com sensibilidades distintas e quando toca a defender-nos, mas se acentua as divisões e o que afasta.

Vivemos o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos (18 a 25 de janeiro).
"Que todos sejam UM, como Eu e Tu, ó Pai somos uma só coisa". Na Sua oração Sacerdotal, de intercessão pelos discípulos e pela humanidade, o desejo de Jesus é que todos se tornem "um só rebanho", os que já fazem parte, os que estão a caminho e os que virão, os que estão fora, os que estão longe.
A Unidade pedida por Jesus, cedo cedeu à divisão, ao conflito.

A Igreja, sentindo como Seu este desafio do Mestre, com outras confissões religiosas, instituiu 8 dias de oração pela Unidade dos Cristãos. O mesmo Batismo, a mesma Fé, o mesmo Mestre e Senhor, Jesus Cristo, e no entanto divididos por questões culturais, políticas, por identidades nacionais ou locais, por caprichos e por tantas outras razões.

Este tempo de oração não visa que se convertam a esta ou àquela confissão cristã, mas que todos caminhemos para Jesus Cristo. Uma Igreja dividida é um contratestemunho para o mundo. A unidade na Igreja será uma resposta à oração de Jesus Cristo, uma opção pela Sua identidade, Corpo de Cristo, ainda que muitos e diversos sejam os seus membros.

O que se diz para a Igreja diz-se para as famílias, para as comunidades, para as nações, para os grupos de países. Como da paz, também da unidade se refira que o início está na conversão do coração, na disponibilidade de cada pessoa, a partir do seu íntimo, em construir a paz, a unidade, a viver solidariamente.

Se fôssemos à raiz dos nossos genes humanos, veríamos que o que nos une é bem mais do que aquilo que nos separa. Debaixo da pele, somos da mesma carne, corre-nos sangue nas veias, o código genético aproxima-nos uns dos outros.

Para os cristãos isto deverá ser ainda mais motivador. O nosso código genético mostra-nos a mesma origem divina e o mesmo destino: a vida eterna.
No entretanto da nossa vida, ninguém que está vivo pediu para nascer, aproveitemos o tempo que nos deram gratuitamente, para construir, para na abertura solidária aos outros, procurarmos viver ao jeito de Jesus Cristo, como quem se predispõe a dar a vida constantemente, em palavras e gestos.

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