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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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16.08.16

VL - O que não se dá perde-se

mpgpadre

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       Há mais alegria em dar do que em receber. Garante-nos Jesus.
       A vida como o pão, se não se consome, estraga-se. Por melhor que se acondicione, acaba por perder propriedades que nos fazem saboreá-lo mesmo sem nada a acompanhar. Também a vida, se se guarda, desperdiça-se.
       A vida só será plena e abundante no gastar-se a favor dos demais (cf. Lc 9, 18-24). Quem guarda tempo e dons para si, para o futuro, para ocasiões eventualmente mais favoráveis, não é discípulo de Jesus. O discípulo há de imitar Jesus, gastando-se em prol dos outros. Quem acumula para si, perde-se, porque se prende ao efémero e ao finito; quem se dá acumula tesouros para a eternidade. A vida é verdadeiramente minha quando a vivo na relação com os outros e com o mundo. A psicologia moderna lembra-nos que precisamos de gostar de nós para podermos gostar dos outros. Como podemos gostar dos outros se não gostamos de nós mesmos?
       O Papa Francisco sublinha a opção de Cristo que nos leva a centrar-nos nos outros e não em nós. Gostarmos e servimos os outros ajuda-nos a gostar de nós e a sentirmo-nos melhor connosco mesmos, mais úteis e mais felizes.
       Quem se centra demasiado em si mesmo, por mais qualidades que possua, acabará por se perder, se destruir e, fechando-se na sua concha, ficará humanamente raquítico, quando não paranoico, subserviente do aplauso constante dos outros como se fora o centro do Universo. A alegria do Evangelho liberta-nos do mofo para vivermos saudavelmente, caminhando com os outros. Como não lembrar mais uma vez o desejo do Papa Francisco: prefiro uma Igreja acidentada por sair, do que estagnada, doente, por se fechar, centrando-se em si própria.
       Esta semana assistimos, com o Brexit, a um reino unido desligando-se da União Europeia, colocando em causa o propósito das seis nações europeias que sonharam uma unidade entre os diferentes países, fortalecendo laços entre pessoas e povos, garantindo a paz, a prosperidade e o desenvolvimento. A crise económico-financeira, primeiro, e a crise dos refugiados, depois, colocou em causa o sonho de uma Europa solidária. Sobreveio a incapacidade de olhar além das fronteiras, reavivando egoísmos, nacionalismos. Uma Europa aparentemente a desintegrar-se, mas que pode tornar-se numa nova oportunidade, voltando (talvez) aos propósitos que estiveram na sua base. Também aqui vale o desafio de Jesus: quem guarda a sua vida, perde-a, quem a perde a favor dos outros, ganha-a agora e no futuro.
 
Publicado na Voz de Lamego, de 28 de junho de 2016

07.09.14

LEITURAS: Gianfranco RAVASI - Quem és TU Senhor?

mpgpadre

GIANFRANCO RAVASI (2013). Quem és TU Senhor? Encontros e desencontros com o Homem que mudou a História. Prior Velho: Paulinas Editora. 144 páginas.

       Belíssima leitura do Cardeal Gianfranco Ravasi, centrando-se em Jesus Cristo. Os encontros e desencontros com o Crucificado Ressuscitado. A identidade de Jesus. O ambiente que que nasceu e cresceu. A linguagem utilizada no anúncio da Boa Nova. Anúncio de uma grande Alegria.

       Na primeira parte, as Aparições da Páscoa; o encontro com os discípulos de Emaús e como os olhos se abrem; o Cordeiro imolado; o encontro/desencontro com o Cônsul Pilatos, governador da Judeia. Na segunda parte, a identidade de Jesus, segundo São Lucas; as duas genealogias de Jesus e as preocupações que estão na sua base; a intrução de Jesus, saberia ler e escrever - numa terra de quatro línguas (latim, grego, hebraico e aramaico - o mais provável é que Jesus fosse bilingue (hebraico e aramaico); Jesus como Messias, aceite por novos movimentos, que o consideram Messias mas não filho de Deus, pelo que partilham o património comum até ao Concílio de Niceia; o celibato de Jesus como vocação. Na terceira parte, o Anunciador da Alegria, com o seu perfil de comunicador, acentuando-se as parábolas, os milagres, o diálogo/discussão alguns grupos de judeus, palavras envolventes que desafiam, interpelam, provocam, abençoam, curam, expulsam demónios. A concluir, o envio dos discípulos "obrigados" a tornar visível a fé, o Evangelho, em palavras e em obras, testemunhando. O testemunho não é uma qualquer publicitação egoísta, mas luz que há de transparecer para o mundo.

       A leitura abre o nosso horizonte, permitindo-nos não apenas conhecer uma pessoa, um acontecimento, mas enriquecendo o nosso vocabulário, para mais facilmente percebermos os outros e para melhor nos fazermos compreender. No caso concreto, para melhor conhecermos Jesus Cristo, como viveu e como as comunidades O experimentaram, e como na atualidade Jesus Cristo (e o Cristianimo) continua a ser uma Pessoa que desafia, provoca, renova, converte, nos faz ter vontade de O imitar, com coragem e humildade.

       De forma simples, quase poética, o autor leva-nos ao encontro de Jesus, para que n'Ele descubramos a nossa condição de filhos de Deus e nos comprometamos como irmãos. Um dos temas também presentes é a relevância de Cristo e do cristianismo nesta Europa descristianizada, mas cujos elementos estruturantes, e identificação da Europa se encontram muito vincados, além das divisões políticas e económicas e pese embora alguns estados se manifestarem contra os sinais que evocam a nossa origem, a nossa cultura, comum, e nos aproximam como irmãos.

 

          Sobre o tema do Cristianismo na Europa vale a pena ler também: CHRISTOPH SCHÖNBORN (2014). Cristo na Europa. Uma fecunda interrogação.

       Do mesmo autor também recomendámos: O que é o Homem? Sentimentos e laços humanos na Bíblia.

16.06.14

LEITURAS - Christoph Schörborn - CRISTO na EUROPA

mpgpadre

CHRISTOPH SCHÖNBORN (2014). Cristo na Europa. Uma fecunda interrogação. Prior Velho: Paulinas Editora. 48 páginas.

       Um texto denso do Cardeal de Viena de Áustria, que foca a relação entre Cristianismo e Europa, com a sua identidade. Por um lado, o cristianismo como fundamento da Europa/Ocidente, mas, ao mesmo tempo, como um corpo estranho, cada vez mais estranho. Os valores da liberdade, da dignidade humana, de igualdade, emergiram com o Cristianismo. Todos filhos de Deus. Dignidade por sermos imagem de Deus, irredutível, pelo que não pode ser destruído. Unidade da espécie humana, na diversidade de pessoas e de culturas. A um momento, o Cristianismo trouxe ao Ocidente valores da vida, da dignidade, da igualdade. Noutro momento parece que a Europa prescinde do cristianismo para se sentir plenamente livre.

       O cristianismo sempre foi estranho ao império, ao poder. É um fundamento bíblico. O próprio Jesus, na Oração Sacerdotal, o acentua, dizendo que os discípulos estão no mundo mas não são do mundo. No entanto, quando o cristianismo assume a sua missão, ser no mundo como o sal na comida, sem estar a fazer concorrência com os poderes estabelecidos, tudo corre bem. Quando se coloca em concorrência com outros poderes, como sucedeu pela Idade Média, é mau para o cristianismo e para a Europa, para o poder.

Por outro lado, o facto de se verificar, por parte dos poderes do mundo, e da sociedade, rejeitarem ou privatizarem o cristianismo, a fé, a religião, isso não tem significado libertação, pelo contrário, assiste-se ao recrudescer da violência, da destruição, do não reconhecimento da dignidade humana e da própria inviolabilidade da vida humana.

       O cristianismo é fundamento da Europa, do Ocidente. Por outro lado, deve permanecer estranho, para ser fiel a Cristo e um desafio para o mundo do nosso tempo.

       30 páginas para refletir a Europa e a relevância do Cristianismo.

28.08.12

DEUS, incómodo?

mpgpadre

De há muito tempo a esta parte, Deus parece ser um incómodo para a Europa e para muitos europeus.

       Pensam (as instituições e as pessoas) que seria bem melhor – ou, pelo menos mais prático, se Ele não existisse. E muitos nem sequer pensam. Simplesmente vivem como se Ele não existisse: no fundo, para quê preocupar-nos se, depois, Deus não protesta, não nos acusa em tribunal, não nos faz perder dinheiro ou fama? Pelo contrário, parece antes que viver como se Ele não existisse é mais proveitoso: podemos levar a vida que nos é possível, que queremos ou sonhávamos. Podemos viver dando largas à nossa imaginação e, com ela, “fintar” a própria justiça humana – no fundo, “o problema não é roubar: é ter roubado e ser apanhado!”

       Porque, se Deus não existe, então a justiça é aquela que eu determino para mim mesmo, ainda que, depois, exista a justiça dos homens e das leis (a tal que convém iludir, ultrapassar, ou manipular a meu proveito); se Deus não existe, eu posso fazer de deus e comprar a vida dos outros, desde que tenha dinheiro, ou poder, ou simplesmente que tenha “charme” para tal; se Deus não existe, mesmo que diante de todos eu diga que desejo a paz e a harmonia entre pessoas e nações, então posso bem promover a guerra e a discórdia, dividir para reinar.

       O facto é que, mesmo que me esforce por viver assim, fingindo de deus, há sempre a possibilidade de que Ele exista de verdade, e que eu e a minha vida não lhe sejamos indiferentes – nem a minha vida nem a de todos os outros que vivem à minha volta. E, se Deus existe, então pode bem ser o defensor dos mais fracos diante dos mais fortes; pode bem ser o que garante a justiça perante todos os crimes que sejam realizados contra a dignidade humana; pode bem ser aquele que, de uma qualquer forma, garanta, como última instância, que não sou eu, nem o poder que eventualmente possa ter adquirido, a possuir a última palavra.

       E, o que é mais grave, existem os cristãos, e existe a Igreja a afirmar que Deus existe; que não é uma invenção humana mas Alguém muito concreto, com quem falam e a quem mostram. E, recordando constantemente a existência e a presença de Deus na história dos homens, olham para bem mais longe que a mera duração terrena da vida humana.

       Mas não valerá a pena, mesmo para aqueles que ainda não tenham encontrado Deus no seu caminho, viver como se Ele existisse e, desse modo, deixar que a justiça dos homens e o seu modo de viver seja moldada por aquela outra, afinal muito mais “humana”, que parte da presença de Deus na história e do seu interesse por cada ser humano a que deu a vida, por muitos incómodos que isso possa trazer?

 

D. Nuno Brás, in Voz da Verdade.

16.11.10

BAKHITA: a escrava que se tornou santa

mpgpadre

Leitura recomendada:

Roberto Italo Zanini, BAKHITA. Uma santa para o século XXI. Paulinas: 2010.

 

       "A ex-escrava africana, torturada e maltratada, ao serviço de um poderoso mercador árabe e de um general turco. Resgatada em Cartum, em fins do século XIX, pelo vice-cônsul italiano, e levada para Veneto, foi ama de uma criança, baptizou-se, tornou-se freira na Ordem das Filhas da Caridade, de Madalena de Canossa, e fez-se santa, vivendo por cinquenta anos naquele quarto do Convento das Canossianas, na Rua Fusinato, em Schio, na província de Vicenza.

 

       Um pouco sudanesa, um pouco italiana. Extra-comunitária ante litteram. Raptada em criança para ser escrava. Vendida e comprada cinco vezes, como tantas crianças, ainda hoje, em África e no mundo. Não tem recordações nenhumas da sua família. Não se lembra do nome que o seu pai e a sua mãe lhe deram. Recorda apenas o nome árabe, imposto por ironia, pelos esclavagistas que a raptaram: Bakhita, isto é, a Afortunada".

       Este é um pedaço de texto que caracteriza Santa Bakhita, proclamada Beata, em 17 de Maio de 1992, e Santa, em 1 de Outubro de 2000, que no-la apresenta como santa para o século XXI. Terá nascido no Darfur, no Sudão, em 1969, e morreu a 8 de Fevereiro de 1947.

       Este Livro retrata a sua epopeia e a grande atracção que provoca, em vida e em morte, nas pessoas que dela se aproximam. É também uma grande esperança para o continente africano, sinal de libertação...

       É uma leitura escorreita, fácil, agradável, que nos leva a percorrer página a página com a ânsia de saber mais coisas, facilmente perceptível. Mostra-nos uma pessoa muito simples, (quase) analfabeta, fala atabalhoadamente, ri-se de si mesmo, mas cativante para os ouvintes, bem humorada, que vive para O Patrão de tudo e de todos.

       O livro foi convertido em filme, tendo também a chancela das Paulinas.

19.10.10

Guias da Europa (Tabuaço) - Promessas

mpgpadre
       As Guias da Europa fizeram as suas promessas no dia 17 de Outubro. Participaram na Eucaristia, com outros escuteiros pertencentes aos Escuteiros e Guias da Europa, e no final fizeram/renovaram as promessas, no adro da Igreja Paroquial.
       Algumas das imagens que documentam este momento importante para as Guias da Europa, em Tabuaço. A canção - Somos Um - que serve de música de fundo foi também cantada na Eucaristia pelo Grupo Coral.
       Veja as imagens e reflicta nas palavras da canção:

23.11.09

Vídeo de Mickael Jackson, nunca visto!!!

mpgpadre

       Independentemente da opinião acerca de Michael Jackson vale a pena visitar este vídeo-clipe na denúncia dos atentados contra a natureza e, por conseguinte, contra o ser humano

       O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996.

       A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.

       O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe. Ou seja, o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo.

       Veja, então,o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson. Filmado na África, Amazónia, Croácia e New York. Emocionante!

       Postado a partir de "Caritas in Veritate".

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