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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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01.10.13

Editorial Voz Jovem - Ide e fazei discípulos

mpgpadre

       Enquanto aguardámos o lançamento do Ano Pastoral 2013/2014, e a publicação da CARTA PASTORAL de D. António Couto, nosso Bispo, propomos a reflexão que se segue, introduzindo a temática sobre a qual incidirá o próximo Plano Pastoral da Diocese de Lamego - Ide e fazei discípulos.

 

       Decorre, de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, solenidade do Cristo Rei e, na nossa Diocese, Dia da Igreja Diocesana, o ANO DA FÉ no qual procuramos acolher, traduzir, viver sob o lema pastoral: [Com MARIA] Vamos juntos construir a Casa da Fé e do Evangelho.

       O lema aglutinador enquadra o ano da Fé e a inevitabilidade da Nova Evangelização, com uma linguagem mais acessível e vivência mais autêntica da Fé, redescobrindo a beleza do Evangelho, deixando-se preencher pela alegria da salvação, tornando-se testemunha, em palavras e gestos, do amor de Jesus Cristo.

       O lema aponta para um movimento, que não tem fim, com a finalidade de edificar a Igreja como Casa onde todos cabem, para onde todos são chamados, onde a Fé e o Evangelho são alimento para a vida quotidiana. Uma CASA com ramificações em todas as casas, em todas as famílias, e em todas as dimensões da vida, como refere o nosso Bispo, D. António, na Carta Pastoral.

       A Casa está em construção permanente. Jesus é a pedra angular. Sólidos alicerces: a graça de Deus, a Palavra, os Sacramentos, a vida em comunidade. Somos pedras vivas deste edifício. As portas estão escancaradas, para ACOLHER e para PARTIR ao encontro dos outros.

       No início de pontificado, em 22 de outubro de 1978, o Papa João Paulo II lançava um desafio aos jovens e extensível a toda a Igreja: “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!”

        Bento XVI, no início do seu pontificado, a 24 de abril de 2005, renovava o apelo: “Quem deixa entrar Cristo não perde nada, nada do que torna a vida livre, bela e grande. Não! Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Queridos jovens: Não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, concede tudo. Quem se dá a Ele, recebe cem por um. Sim, abri, escancarai as portas a Cristo – e encontrareis a verdadeira vida”.

       Na Jornada Mundial da Juventude, na Alemanha, acentua a interpelação: “Atrevei-vos a colocar os vossos talentos e dons ao serviço do Reino de Deus... tende a ousadia de ser santos brilhantes, em cujos olhos e corações reluz o amor de Cristo, levando assim a luz ao mundo…”

        «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 19-20).

       Após a Ressurreição, Jesus aparece aos seus discípulos e envia-os. Envia-nos.

       Ide e fazei discípulos.

       Nunca deixamos de ser discípulos, alunos, aprendizes de Jesus Cristo. Simultaneamente, a missão de comunicar a alegria que recebemos. Ilustrativo o encontro de Maria com Isabel: “Logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio” (Lc 1, 44). Quem recebe a Boa Notícia, não pode fazer outra coisa senão passá-la ao próximo.

       Ide e fazei discípulos.

       É uma tarefa de sempre. Como os discípulos da primeira hora, temos de viver Jesus, deixando que Ele nos fale e aja através de nós, pelo Espírito Santo. Logo nos tornamos mensageiros do Seu amor, da Boa Notícia da salvação.

       São Paulo deixou o mote: “se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!” (1 Cor 9, 16).

       O Papa Francisco, em vésperas da Sua eleição, já convocava a Igreja para sair a levar esta boa notícia a todos os recantos: “Evangelizar supõe na Igreja a "parresia" [coragem, entusiasmo] de sair de si mesma. A Igreja está chamada a sair de si mesma e ir para às periferias, não só as geográficas, mas também as periferias existenciais: as do mistério do pecado, as da dor, as da injustiça, as da ignorância e da indiferença religiosa, as do pensamento, as de toda a miséria… Quando a Igreja não sai de si mesma para evangelizar torna-se autorreferencial e então adoece… A Igreja, quando é autorreferencial, sem se aperceber, julga que tem luz própria, deixa de ser o mysterium lunae [mistério da lua]… [que o próximo Papa] …ajude a Igreja a sair de si para as periferias existenciais, que a ajude a ser a mãe fecunda que vive da “doce e reconfortante alegria de evangelizar”.

       Estão a decorrer as Avalanches da Fé, uma proposta de D. António Couto, para percorrer todo o chão da Diocese de Lamego, levando Jesus Cristo, com o entusiasmo e a alegria dos jovens, a todas as pessoas e realidades envolventes. A perspetiva entra já neste novo ano pastoral: IDE E FAZEI DISCÍPULOS… 

 

in Boletim Paroquial Voz Jovem, setembro 2013.

27.09.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - setembro 2013

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       O Boletim da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Voz Jovem, está de regresso. Tirou férias em agosto, mas regressa ao trabalho, informação e formação, divulgação de atividades pastorais, de celebrações, realizadas ou a realizar, notícias e textos de reflexão, sugestões e desafios. Neste número de setembro destaque para a primeira página inteiramente dedicada ao LEMA pastoral para a DIOCESE de LAMEGO para o Ano Pastoral 2013/2014. Na segunda página, e como editorial, texto de enquadramento do tema - Ide e fazei discípulos (Mt 28,19) -, enquanto se aguarda pela CARTA PASTORAL do nosso Bispo, D. António Couto. Refira-se que no dia 5 de outubro realizar-se-á, no Seminário Maior de Lamego, a Assembleia do Clero, oportunidade para assumir diretizes, dar sugestões pastorais, envolver-se com os desafios da Diocese e da Igreja, e ao mesmo tempo com o fito de preparar o Encerramento do Ano da Fé, para o próximo dia 24 de novembro, solenidade de Cristo Rei e na nossa Diocese, Dia da Igreja Diocesana.

       Outro tema em destaque são as AVALANCHES DA FÉ, atividade sugerida por D. António, acerca de um ano, e para se realizar durante o Ano da Fé, o objetivo era/é percorrer todo o chão da Diocese de Lamego, bater a todas as portas, levar Jesus Cristo, a alegria do Evangelho, dar um sorriso, um abraço, uma palavra amiga, interpelar as pessoas para a dimensão da fé. Com a responsabilidade maior do SDPJ de Lamego e dos jovens mas alargadas a todas as pessoas que queiram participar. Neste número texto/reflexão sobre as avalanches e imagens das que foram realizadas no Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tabuaço, e nas quais participaram jovens de Tabuaço.

       Na última página, a reflexão bíblica, com a figura de José do Egipto, as informações habituais, e um pedaço da reflexão do Papa Francisco, numa das últimas Audiências Gerais, das quarta-feiras, onde compara a Igreja às Mães, convidando a frequentarmos a Universidade das Mães.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

27.07.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - julho 2013

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       Já no ambiente mais descontraído das festas, aí está a edição de julho do Boletim Paroquial Voz Jovem. Este número é dedicada à celebração do Sacramento da Confirmação, no passado dia 6 de julho, com a presença do Sr. Bispo D. António Couto, crismando 17 jovens da comunidade, que juntou dois grupos que frquentaram o 10.º ano de catequese, nos anos pastorais de 2011/2012 e 2012/2013.

       Para lá da notícia desenvolvida pelas catequistas, algumas fotos da celebração. Na página três duas questões colocadas por crianças ao Papa Bento XVI, e que fazem parte de um conjunto maior (pode ser lido na íntegra AQUI), sobre a comunhão e sobre a confissão.

       Na última página o editorial, com a assinatura do pároco, e o olhar de um jovem, que continua a apresentar a vida de José do Egipto, bem como outra informação paroquial.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

28.06.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - junho 2013

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       "Iniciávamos este mês com a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, e com a Primeira Comunhão dos meninos do 3.º ano de catequese, reconhecendo que a oferenda de Jesus evidencia a totalidade, a plenitude do amor de Deus por nós. Deus ama-nos até ao último sopro, até à última gota de sangue. Ele faz de nós a Sua herança, a terra que vem habitar" (Editorial).

       Nas mãos, ou nesta realidade virtual e globalizante, o Boletim Voz Jovem de junho. Este mês, coomo referido neste pedaço de editorial, torna presente as celebrações mais importantes para a Igreja e, em particular, para a comunidade paroquial de Tabuaço. Destaque neste número para a Primeira Comunhão, celebrada na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus), no dia 2 de junho (tendo passado a celebração de quinta para domingo, em virtude sa supressão do feriado do Corpo de Deus). Outros temas que enformam o boletim: a Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, ainda Profissão de Fé, o encerramento da catequese,  e outras informações para a comunidade.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

24.01.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - janeiro 2013

mpgpadre

       Com o aproximar do fim do mês, a edição do boletim paroquial VOZ JOVEM, deste primeiro mês do ano de 2013.

       O editorial, nuima referência incontornável apresenta ROSTOS do ano da Fé, com destaque para o padroeiro da Diocese de Lamego, São Sebastião. Nas páginas centrais, a 2 e 3, a Peregrinação a Roma, no Encontro Internacional Taizé, na passagem de 2012 para 2013, e o dia de formação YOUTRAVEL - a viagem do Youcat pelas Dioceses portugueses, para dar a conhecerp Catecismo Jovem da Igreja Católica, para se converter em ferramento de ajuda à catequese e aos encontros juvenis.

       Na última página, para lá da refleão bíblica, notícias/informações de interesse para a comunidade paroquial de Tabuaço.

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

03.01.13

Editorial Voz Jovem - dezembro 2013

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       1 – Como é que um acontecimento tão longínquo pode hoje modificar a nossa vida?

       Com efeito, o Natal é tão atual agora como no tempo de Jesus. Como? Trata-se do mistério de Deus que envolve a humanidade toda. Jesus é luz de Israel que Se revelará a todas as nações (cf. Lc 2, 21-39). É o mesmo Deus que quer habitar em nós. Um dia lá em Belém, hoje em cada coração.

 

       2 – Como reagiria eu se Maria e José me batessem à porta? Tenho lugar para Deus na minha vida? Interpelações de Bento XVI na noite de Natal. Se estamos cheios de nós mesmos não há lugar para os outros.

       Importa voltar ao mistério do Natal. Deus, na Sua grandeza, assume a nossa natureza frágil, “…Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar”.

       De novo as palavras de Bento XVI:

       “Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros”.

 

       3 – Viver hoje o Natal imitando Maria.

       Docilidade na escuta. Não compreende tudo. O essencial só é visível aos olhos do coração.

       Docilidade que interroga. Maria interroga o Anjo e Jesus. Guarda e medita os acontecimentos. Interroguemos a nossa fé. Não aceitar tudo o que vem do mundo, ou com a roupagem do divino…

       Docilidade e pressa no serviço. Primeiro ajudar e só depois pensar. Quem pensa demasiado como ajudar, quase nunca ajuda…

 

       4 – Viver hoje o Natal imitando José.

       Não fazer julgamentos precipitados. José descobre que Maria está grávida. O filho não é seu. Não se precipita. Aguarda. Pensa. Reflete. Sonha. Só então percebe como os planos de Deus vão além dos planos humanos e temporais.

       5 – Viver hoje o Natal com a Família de Nazaré. A vida nunca é a ideal. Maria e José encontram dificuldades, têm de proteger o Menino, no nascimento. Depois, têm de deixar a casa e a terra para sobreviver.

       Compreensão e tolerância. A religião abre-nos aos outros. Maria e José abrem as portas para os pastores e os magos. Cumprem com as tradições religiosas. Apresentam Jesus no templo, vão lá todas as páscoas, voltam para O procurar, interrogam para perceber, guardam no coração o que ultrapassa a compreensão humana.

 

       6 – Viver hoje o Natal com a postura de Jesus.

       Jesus alimenta-se da vontade de Deus. Vive a partir de Deus. Mas obedece a Maria e a José (cf. Lc 2, 41-52).

 

       7 – Viver o Natal a partir do Natal de Jesus.

       Cada vez mais o Natal dispensa Jesus… A vida pulsa mais nos afetos e sentimentos que nos bens que possuímos. No presépio (curral) onde o milagre acontece não há muitas coisas, mas há calor, luz. Aquela criança é uma bênção. Para os pais. Para Israel. Para os povos da terra.

       E hoje? As vidas que nascem (e as que estão para nascer) são bênção para os pais? Para a sociedade? Como é que acolhemos quem irrompe na nossa vida?

 

in Boletim Voz Jovem, dezembro 2012

Para uma melhor compreensão consultar o esboço: Viver o Natal em 2013

28.12.12

Boletim Paroquial Voz Jovem - dezembro 2012

mpgpadre

       Aí está a última edicção do Boletim VOZ JOVEM. Em dezembro, a solenidade da Imaculada Conceição, com a novena, o compromisso dos acólitos, a festa da comunidade, ocupa uma lugar de destaque, assim no boletim, assim na comunidade paroquial. Mas não faltam outros textos, informações, reflexõs, sobre o Natal, sobre a escola da Fé, sobre a Festa de Natal da Catequese, sugestão de leitura, informações internas da (para a) comunidade, e as fotos que documentam estes momentos.
 Para quem não tiver acesso ao formato impresso, disponibilizamos os formatos virtuais:

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

28.11.12

Editorial Agência Ecclesia - o desafio do diálogo

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O encanto do primeiro encontro (...) não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa

        A criação de um Átrio dos Gentios, por parte do Vaticano, para ir ao encontro de agnósticos e ateus é um sinal para toda a Igreja Católica e Portugal quis dizer presente, organizando uma sessão do projeto, em Braga e Guimarães, simbolicamente capitais europeias da juventude e da cultura, respetivamente.

       O encanto do primeiro encontro deixa uma sensação de dever cumprido e abre as possibilidades que todo o futuro encerra em si, mas não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa, um fosso que muitas vezes oscila entre a indiferença e a pura rejeição. Esse passo implica sair até do próprio átrio, por parte da Igreja, e ir à procura pelas ruas, pelos espaços que não habita, sujeitando-se à crítica, ao escárnio e eventualmente à perseguição, mas sempre na convicção de que a sua mensagem é de todos os tempos e para todas as pessoas.

       Os cruzamentos de reflexões e de valores podem, nesse sentido, reforçar a apresentação dessa mensagem, sem a desvirtuar, tornando-a mais apta à compreensão de quem a desconhece e mais plural para quem, dentro da própria Igreja, se limita a visões parciais, incompletas e mesmo incorretas do património ético, espiritual e religioso do Cristianismo.

       Entre o ‘eu acredito em mim’ e o ‘eu acredito em Deus’, expressões ouvidas em Braga, vai um mundo de questões, de vivências, de opções de fundo que não podem ser ignoradas se o Átrio dos Gentios, em Portugal, quiser mesmo ser a porta para um novo caminho que os seus promotores pretendem. E, necessariamente, tem de deixar os limites geográficos em que se realizou e abrir-se ao país, com o apoio dos responsáveis e das comunidades católicas, para uma nova gramática do ser Igreja num tempo em que a fé não é um dado explícito no viver quotidiano. O diálogo, o verdadeiro encontro, é sempre um prazer mas é, acima de tudo, um desafio constante e nunca terminado.

 

02.11.12

Editorial Boletim Voz Jovem - outubro 2012

mpgpadre

       No fim de semana de 13 e 14 de outubro iniciámos o ANO DA FÉ na nossa comunidade paroquial, tendo sido inaugurado no Vaticano, pelo Papa Bento XVI, no dia 11 de outubro, 50.º aniversário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II e 20.º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, durante a XIII assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos, entre 7 e 28 de outubro, sobre a “Nova evangelização para o transmissão da fé cristã”, no qual participa D. António Couto.
       Ao lema pastoral proposto pelo nosso Bispo, acrescentámos, como sufixo, a companhia de Maria. É a nossa padroeira. Será sempre a referência fundamental deste pedaço de Igreja em Tabuaço, sabendo que a Festa da Imaculada Conceição é um dos momentos mais extraordinários de vivência comunitária da fé cristã, com a novena e o dia da festa, com a solene Eucaristia e a Procissão por algumas das ruas da nossa paróquia. É nossa padroeira. É padroeira de Portugal. É padroeira/madrinha dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço.
       Sem grande esforço concluímos que Ela sempre caminha connosco, aponta-nos para Jesus Cristo, Seu Filho – Fazei o que Ele vos disser –, é-nos dada por Mãe, somos-lhe entregues como filhos, no alto da Cruz – Eis o teu filho, eis a tua Mãe – (Jo 19, 26-27). Se até ao momento da Cruz, Maria é Mãe de Jesus e modelo de acolhimento da vontade de Deus, depois da morte e ressurreição Ela torna-se a Mãe de todos os crentes, guardiã da esperança e da unidade. É à volta da Mãe que os apóstolos perseveram unidos à espera do Messias morto, e que voltará. Sem Ela seria o descalabro. Desta hora em diante, como discípulos amados do Senhor, levemo-l’A connosco, para casa, para a vida. Deixemos que Ela nos envolva e nos invada com o Seu olhar de Mãe. Fixemo-nos, como Ela, no olhar de Jesus. Vivamos, como Ela, alimentados pelo Espírito de Deus. Confiemos, como Ela, em Deus que é Pai, ainda que vivamos momentos dolorosos.
       Vamos juntos construir… Depois da Visita Apostólica de Bento XVI a Portugal, a Conferência Episcopal lançou um desafio: “Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal”. Diz o nosso Bispo, D. António Couto, na Carta Pastoral que nos é dirigida, e a toda a Diocese de Lamego:

“Convoco todos os Padres e toda a Diocese para abrirmos de par em par as portas da escuta qualificada da Palavra de Deus, da formação, da fração do pão, da comunhão e da oração. Escolas de fé, acolhimento, formação da fé, vivência e transmissão da fé constituem o grito que mais se levantou no chão eclesial aquando da auscultação das pessoas no processo sinodal «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal» (n.º 8).

       E juntos vamos construir uma CASA comum, a Casa da Fé e do Evangelho, procurando que cada coração e cada família, cada grupo e cada comunidade, sejam extensão da Casa da Fé e do Evangelho, melhor, sejam parte integrante, ramificações do CORAÇÃO de Jesus que pulsa em nós.

 

Editorial Voz Jovem, outubro 2012

12.10.12

A forma do cristianismo em mudança

mpgpadre

Em tantas situações, nesta diáspora cultural onde estamos semeados, a única palavra verosímil é a do testemunho de uma vida vivida com simplicidade e alegria no seguimento de Jesus.

       O teólogo Karl Rahner escreveu que “A Igreja tem sido conduzida pelo Senhor da história para uma nova época”. Não se trata só de baixas drásticas nos indicadores estatísticos quando se compara a atualidade com aquele que já foi o quadro da vivência da Fé. A questão é bem mais complexa. Talvez o que o nosso tempo descobre, mesmo entre convulsões e incertezas, seja um modo diferente de ser crente, traduzido de formas alternativas nas suas necessidades, buscas e pertenças. Não estamos perante o crepúsculo do cristianismo, como defendem aqueles que se apressam a chamar pós-cristãs às nossas sociedades. Quem não se apercebe que o radical lugar do cristianismo foi sempre a habitação da própria mudança não o colhe por dentro. Mas há eixos que se vão tornando suficientemente claros para que seja cada vez mais um dever os enunciarmos e contarmos com eles. 

Podem-se apontar três:

  • Primeiro, os cristãos regressam à condição de “pequeno rebanho”. Com a evaporação de um cristianismo que se transmitia geracionalmente como herança inquestionada, os cristãos voltam a sê-lo por decisão pessoal, uma decisão muitas vezes em contra-corrente, maturada de modo solitário em relação aos círculos mais imediatos de pertença. Já não é de modo previsível que nos tornamos cristãos. Isso acontece e acontecerá cada vez mais como uma opção e uma surpresa.
  • Depois, à medida que se assiste a um enfraquecimento da inscrição institucional das Igrejas no horizonte da sociedade redescobrimos o valor e as possibilidades de uma presença discreta no meio do mundo. Em tantas situações, nesta diáspora cultural onde estamos semeados, a única palavra verosímil é a do testemunho de uma vida vivida com simplicidade e alegria no seguimento de Jesus.
  • E, em terceiro lugar, esta grande mudança epocal mostra-nos que precisamos recuperar aquilo que Karl Rahner chama o “santo poder do coração”. Os cristãos são chamados a viver a amizade como um ministério. “Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,17). Há, de facto, uma revelação do cristianismo que só a prática da amizade é capaz de proporcionar. E nisto, o mundo, que pode até perder-se em equívocos sobre os cristãos, não se engana. Mesmo se for um único instante de contacto o que tivermos, tal basta para deixar transparecer uma amizade.

José Tolentino Mendonça, Editorial da Agência Ecclesia.

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