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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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18.02.17

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem

mpgpadre

1 – «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo». Deus manda Moisés convocar o povo para a santidade. "Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor".

Só Deus é Deus e se o mandamento vem d'Ele então não há que temer não tem letras pequeninas nem condições escondidas. Deus é o Senhor, está acima e além de nós. Não nos faz sombra. Não tem a preocupação de nos mostrar que é melhor do que nós, como por vezes nos acontece, competimos tanto que nos esquecemos de viver. "Onde Deus reina como Pai, os homens já não podem reinar uns sobre os outros" (J. Antonio Pagola). Ser santo, aperfeiçoar-se como pessoa, tornar-se melhor, é isso que nos torna humanos.

A Lei dada por Deus ao povo através de Moisés prepara-nos para a grandeza! Atenção, não nos prepara para a sobranceria, para a arrogância, para prepotência! Mas para a grandeza que nos embeleza e nos humaniza, que nos aproxima uns dos outros e nos irmana, levando-nos a gastar-nos pelos outros, a persistir nas dificuldades, a solidarizar-nos nas aflições e a caminhar juntos!

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2 – Jesus faz-nos passar dos mínimos garantidos para o máximo. Não contra os outros. Mas em relação a nós próprios. O caminho é superar-nos constantemente. Não desistir. Insistir. Dando o melhor. No Sermão da Montanha Jesus exige de nós. Não exige pouco ou muito. Exige tudo. Sou abençoado na medida em que me torno bênção para os outros.

Hoje podemos escutar novamente a contraposição de Jesus, pela positiva. «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda». Jesus já tinha surpreendido com as Bem-aventuranças, invertendo a lógica do poder e da felicidade. Agora, à lei de talião, apõe a não-violência e o perdão. Diga-se que a lei de talião já era preventiva, olho por olho e dente por dente promovia uma justiça (popular) equitativa. Se me partem um dente, eu não tenho o direito a partir dois!

Jesus vai mais longe. «Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo uma milha, acompanha-o duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

 

3 – A santidade funda-se em Deus. Relembrando as sábias palavras do Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI): para o Reino de Deus há tantos caminhos quantas as pessoas. Porém, Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. O meu caminho, o teu caminho, há de levar-nos a Jesus, há de levar-nos ao Pai. Sendo assim, quanto mais perto eu estiver de Jesus e quanto mais perto tu estiveres de Jesus, mais perto estaremos um do outro. E se estamos próximos poderemos apoiar-nos…

No Reino de Deus não há excluídos. Por conseguinte, estamos "condenados" a aproximar-nos uns dos outros. Na verdade, diz-nos Jesus, Deus é Pai de todos e «faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos». A bênção recai sobre todos. Temos afinidades. Por certo. Mas nem por isso estamos dispensados de amarmos até os nossos inimigos, os que nos são indiferentes, os que desprezamos. Aliás, questiona Jesus, que vantagem haveria em amar aqueles que nos amam? Isso todos podem fazer. Os discípulos de Jesus são desafiados ao máximo. E o máximo é Deus. «Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».


Textos para a Eucaristia (A): Lev 19, 1-2. 17-18; Sl 102 (103); 1 Cor 3, 16-23; Mt 5, 38-48.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

17.05.14

Quem me vê, vê o Pai. Eu Sou o Caminho...

mpgpadre

       1 – «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».

       Mais uma pérola do evangelho segundo São João, inserindo-se na autorrevelação de Jesus Cristo: Eu sou a água viva, quem beber desta água terá a vida eterna; Eu sou o Pão da vida, o Pão que o Pai vos dá; Eu Sou a porta pela qual entram as ovelhas; Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, por estas e por outras que ainda estão fora; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

       A identidade de Jesus é missionária, isto é, faz-se em movimento, sai de Si para nos encontrar no nosso caminho. É por Ele que vamos. Antes, vem Ele ao nosso encontro. Desafia-nos. Provoca-nos. Dá-nos a escolher. Quem Me segue não andará nas trevas. Jesus é o Caminho que nos conduz ao Pai, é o Bom Pastor que cuida do nosso alimento, sendo que o verdadeiro alimento é fazer a vontade do Pai. É a Verdade que nos revela a nossa origem, a nossa identidade comum, o nosso destino: de Deus vimos, em Deus nos movemos, para Deus vamos. Ele a Videira e nós os ramos; ligados a Ele daremos muito fruto. Revela-nos o que há de melhor em nós. O Seu sonho, o Seu projeto de vida: que tenhamos vida em abundância. E como? Seguindo-O, imitando-O, gastando a vida a favor dos outros! Há mais alegria em dar do que em receber.

 

       2 – «Quem Me vê, vê o Pai... Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».

       No diálogo com os discípulos, e antes de chegar a hora da morte, entrega a favor da humanidade, Jesus deixa palavras de confiança: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho».

       Não estamos às escuras. Em Jesus temos uma orientação. Sintonizados com Ele, faremos obras grandiosas. É por Ele que vamos. Ele revela-nos o Rosto do Pai. Quem O vê, vê o Pai.

       Se em Cristo somos assumidos como irmãos, filhos de Deus, então também nós poderemos transparecer o Rosto do Pai. O que é necessário? Amarmo-nos uns aos outros como Ele nos amou.

       Na primeira leitura, a convocação da Igreja para que a caridade não seja secundarizada. O anúncio é uma prioridade que tem consequências práticas. Em vésperas de ser eleito, o atual Papa Francisco, lembrava a necessidade da Igreja não ser autorreferencial, mas ser verdadeiramente missionária, saindo de si, anunciando Jesus Cristo e levando-O às periferias. Conscientes deste mandato, os Doze escolhem 7 diáconos com a missão específica de atender às pessoas mais carenciadas.

       São João, nas suas cartas, frisa que é mentiroso todo aquele que diz amar Deus odiando o seu irmão. Os outros são a visibilidade de Deus. Faltando o outro, que desprezo, que afasto, que destruo, que mato em mim, não terei como chegar a Deus. O que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fareis. Só acolhendo e cuidando do outro me torno eu próprio e me encaminho para Deus.

 

       3 – Vendo Maria, vemos Jesus. Ela é a primeira discípula. Vem para fazer a vontade do Pai. O Seu sim acompanha o de Jesus, mas está temporalmente antes, permitindo que Deus Se faça um de nós e entre na nossa história. Logo, outro SIM. Diante de Jesus crucificado, Ela torna-Se Mãe da Igreja. Jesus como que deixa de Ser o Filho, para que cada um de nós seja filho de Maria, e Ela seja nossa Mãe, e possamos acolhê-la em nossa casa. A casa é o lugar com o qual nos identificamos. Se Maria vem para nossa casa, identificamo-nos com o Seu SIM e com Ela nos tornamos morada de Deus. Assim nasce a Igreja!

       Olhando para Maria vemos a ternura de Deus, a Sua compaixão. Até mesmo no silêncio, a que Jesus a convoca – ainda não chegou a minha hora – Ela Se assume como intercessora: eles não têm vinho... fazei o que Ele vos disser. E Jesus age, fazendo com que a Sua hora venha em auxílio da nossa hora e dos nossos dias.


Textos para a Eucaristia (ano A): Atos 6, 1-7; Sl 33 (34); 1Ped 2, 4-9; Jo 14, 1-12.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

ou no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

24.03.11

Encontro de Jesus com a Samaritana...

mpgpadre

       1 – A nossa vida é marcada por muitos encontros (e desencontros também).

       Cada encontro deveria ser único, e de alguma maneira é, pois não se volta a repetir nas mesmas circunstâncias, mas único no sentido de transformar a minha, a nossa vida, para sempre. O outro “impõe-se”, não se reduz a mim, é uma interpelação, como dizia o grande filósofo E. Levinas, veicula o imperativo: “Não matarás”. O outro é apelo, desafio, testemunho do Infinito. Irrompe na minha vida, diz-me não à aniquilação.

       O mandamento “não matarás” assume-se positivamente pelo mandamento do amor. Acolher, respeitar, dignificar, dar a vida ao outro e pelo outro. O rosto do outro envia-me para o Totalmente Outro, que para nós Se converte em Totalmente próximo, Deus connosco.

 

       2 – Entramos na dinâmica de Jesus e do seu evangelho de amor. Encontra-nos. Mostra-nos respeito, amor até ao limite. É, como muito bem sublinha Bento XVI, um Deus bom “cuja vingança é a Cruz, o NÃO à violência, o amor até ao fim, até ao extremo. É este Deus de que temos necessidade… opõe à violência o seu sofrimento; … perante o mal e o seu poder, como limite e superação, a sua misericórdia”.

       Jesus torna-se último por nós. O Seu amor e a Sua entrega estão presentes o tempo todo, ao longo da sua vida, tratando cada ser humano como pessoa, com um rosto, com um nome e não apenas pelos comentários que Lhe chegam ou pela opinião de terceiros. Deixa de lado todo o preconceito. Não rotula as pessoas, acolhe-as no seu íntimo.

       3 – O encontro de Jesus com a samaritana é estranho (Jo 4, 1-42).

       Os judeus e os samaritanos são inimigos. Não se falam. Acrescente-se o facto de Jesus ficar sozinho com aquela mulher. Quando chegam, os Apóstolos ficam boquiabertos, como é possível o Mestre estar a conversar com uma mulher e ainda por cima samaritana.

       Para Jesus, o encontro é uma oportunidade de conversão, de anúncio do Evangelho. Entabula diálogo com a samaritana pedindo-lhe de beber, para de seguida lhe dizer: “Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e Quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!”

       Jesus não insulta a mulher, não Se afasta, deixa que ela se aproxime, física mas também espiritual e afectivamente. Jesus convida-a à conversão profunda, à mudança de vida. Ela, olhando para Jesus descobre a sua vida, descobre a sua dignidade. Jesus não força, propõe. Doravante não será mais a mesma. Ela própria corre a anunciar Jesus aos seus conterrâneos.

 

       4 – Em tempo de Quaresma, Jesus interpela-nos também a nós, pessoal e comunitariamente. A água viva, Jesus Cristo, é uma proposta de vida. Não podemos ficar indiferentes. Os mistério da morte e ressurreição de Jesus exige de nós uma tomada de decisão. Vamos, como a samaritana, a correr alegremente anunciar que Jesus nos diz quem somos?!

       Senhor, dá-nos dessa água viva!

 

Editorial Voz Jovem, n.º 95, Fevereiro 2008.

  • NOTA: O Evangelho do próximo Domingo, III da Quaresma, 27 de Março de 2011, é precisamente o do encontro de Jesus com a mulher samaritana.

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