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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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21.10.12

Sentar-se à minha direita ou à minha esquerda...

mpgpadre

       1 – Jesus é, por excelência, o Vendedor de Sonhos. É uma vida por inteiro a consumir-Se pela humanidade. A Sua missão é revolucionar a nossa história a partir de dentro, do coração, reensinando-nos a viver humanamente. É uma reconstrução completa.

       É fácil visualizar uma casa antiga quase a cair, que bem pintada no exterior passará por uma casa imponente. Entra-se (dentro) e cada passo cada susto. Vão-se fazendo reformas, mas a casa continua a ameaçar ruir. Muitas vezes a única solução é deitar abaixo e da raiz estruturar toda a casa. Ela será nova, bela, segura e acolhedora. É isso que Cristo quer fazer connosco.

 

       2 – O sonho que nos vende entranha-Se até à medula, ao mais íntimo de nós. A revolução de Jesus reconstrói-nos a partir do coração.

       As revoluções, ao longo da história da humanidade, que resultam de convulsões sociais, políticas, económicas e religiosas, operam-se em horas, dias, ou meses. Muito rapidamente se passa de uma a outra situação. Mudam-se os protagonistas. No entanto nem sempre muda o sistema. Há a clara noção que implantar ideias novas, formas de pensar inovadoras e criativas, leva mais tempo.

       Em três anos de vida pública Jesus arrastou multidões. Como atualmente nas manifestações populares, são diversas as motivações que arrastam: umas para serem curadas, outras porque sim, outras por mera curiosidade, outras querendo dar um sentido novo à sua vida, outras procurando benefícios na mudança de vento, outros sem saber porquê, outros arrastados pelos ajuntamentos.

 

       3 – Depois do puxão de orelhas a Pedro – afasta-te de Mim Satanás –, surgem novas situações em que os discípulos deixam vir ao de cima outros sonhos:

“Tiago e João, filhos de Zebedeu, disseram a Jesus: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis… Sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado».

       Este episódio mostra de forma crua como os discípulos estão muito longe do sonhado por Jesus para a humanidade. Por exemplo, São Mateus, para desculpar os discípulos, refere que foi a mãe de Tiago e de João que fez semelhante pedido e não os próprios.

       Verificamos de seguida como todos eles querem o primeiro lugar:

“Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «… quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

       4 – D. António Couto, Bispo de Lamego, na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que decorre no Vaticano por estes dias, lançou uma inquietante pergunta que vale a pena meditar: “por que será que os Santos se esforçaram tanto, e com tanta alegria, por ser pobres e humildes, e nós nos esforçamos tanto, e com tristeza (Mt 19,22; Mc 10,22; Lc 18,23), por ser ricos e importantes?”

 

       5 – A história de Jesus é uma história de abaixamento para que a nossa seja uma história de ascensão em humanidade para Deus.

       Na primeira e na segunda leitura, é expressiva a certeza do ministério (serviço) do Enviado de Deus, que atravessa a história humana, a história do sofrimento, para nos guiar ao caminho da luz, da verdade e do bem.

       “Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo sofrimento… Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado na sua sabedoria. O justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades” (primeira leitura).

       “Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado” (segunda leitura).


 Textos para a Eucaristia (ano B): Is 53, 10-11; Hebr 4, 14-16; Mc 10, 35-45.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

26.08.12

Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna

mpgpadre

       1 – «Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?» A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se".

       Continuamos com o texto de São João, no qual Jesus Se apresenta como o verdadeiro Pão da Vida, o Pão de Deus. A afirmação de Jesus gera polémica na população, nos judeus e nos discípulos.

       Perante a dispersão dos judeus e dos discípulos, Jesus questiona os Doze: «Também vós quereis ir embora?». Pedro, em nome dos outros Apóstolos, responde inequivocamente: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».

       A dissidência dá lugar à firmeza, à convicção, ao seguimento consciente e livre. O projeto de Jesus Cristo é um projeto de salvação, de vida nova, desafiando os limites do tempo e do espaço.

       2 – Jesus Cristo, Deus entre nós, é o Pão que nos dá ânimo (alma) para vivermos confiantes, em momentos favoráveis como em ocasiões de tormenta, com alegria, sabendo que Ele é OLHAR que nos eleva, mão que nos segura, COMPANHIA que nos fortalece, é a VIDA nova que oxigena o nosso coração, por inteiro.

       Não Se impõe. Vive no tempo e na história. Habita a humanidade. Caminha nas nossas buscas. Insere-Se nos nossos sonhos. Sofre e diverte-se com os nossos filhos e irmãos e pais. Chora e ri nas praças e nas vielas dos nossos corações. Não Se impõe. Tem a força e o poder que Lhe vêm do alto, de DEUS, mas faz-Se pobre, frágil, mendigo da nossa vontade, ajoelha-Se diante do nosso olhar.

       "Quereis ir embora?"

       A liberdade integra o plano salvador de Deus. Sem ameaças. Cabe a cada um, ainda que com a ajuda dos irmãos, decidir. É este o jeito de Deus, como os pais em relação aos filhos seus. Querem o melhor para nós, mas cabe-nos fazer as nossas próprias escolhas.

"Josué disse ao povo: «Se não vos agrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir. Eu e a minha família serviremos o Senhor». O povo respondeu: «Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses; porque o Senhor é o nosso Deus..."

       3 – Quando uma criança descobre que não pode ter dois brinquedos, opta pelo melhor. O buscador de pérolas, ou de pedras preciosas, nas parábolas de Jesus sobre o Reino de Deus, quando encontra a mais bela pérola, ou a pedra mais preciosa, deixa/vende tudo o que tem de valioso para ficar com a que é mais preciosa e bela.

       As escolhas podem exigir renúncia. Há escolhas que devem fazer-nos sentir preenchidos, a transbordar de júbilo. Se escolho este marido, esta esposa, se escolho este caminho, não fico a chorar pelo que deixo, ou será que não encontrei o amor maior?! Quando escolho Jesus Cristo, escolho a vida, e abrir-me à graça de Deus.

       Confiemos! Não nos deixemos levar pela multidão. Vivamos! Neste concreto, não importa tanto a maioria, mas saber que o CAMINHO é verdade e vida para nós. E na certeza que os outros continuarão a ser atraídos por Deus, ainda que por meio da Sua luz em nós.

 

       4 – Ele é o Pão vivo. A Sua carne e o Seu sangue são alimento que nos salva. Comungamos o mesmo corpo, constituímos um só Corpo. Daí a certeza que a Eucaristia nos compromete com os outros. Recebemos para dar, para partilhar, para entrar em comunhão.

       Como nos diz Bento XVI, "o pão é para mim e também para o outro. Assim Cristo une todos a Si mesmo e une-nos uns aos outros".

       O caminho da Eucaristia é caminho do amor.

       A este propósito vale a pena mastigar as palavras de São Paulo, exemplificado o amor entre marido e mulher, expressão do AMOR único de Cristo à Igreja e pela humanidade, paradigma do amor que nos há de mobilizar uns para os outros e para Deus:

"Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo...".


Textos para a Eucaristia (ano B): Jos 24, 1-2a.15-17.18b; Ef 5, 21-32; Jo 6, 60-69.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no blogue CARITAS in VERITATE

11.02.11

Discutimos? ou nem por isso?

mpgpadre

       Há uma tendência para fugir ao debate e à discussão séria das mais diversas matérias, na sociedade portuguesa, que se pode transformar numa real ameaça à convivência democrática e tolerante.

       Os tempos em que vivemos, mais dados à histeria mediática, limitam os debates, infantilizam-nos, transformam o que deveriam ser legítimos intercâmbios de pontos de vista num jogo de palavras vazias, um karaoke da coisa pública, que foge, necessariamente, do essencial.

       Podemos dizer que isso beneficia, de facto, os que melhor sabem montar a sua máquina e vender a imagem, promovendo uma lavagem cerebral aos que não querem, não podem ou não sabem encontrar um contraponto para os factos e opiniões que lhes são apresentados como palavra final, definitiva e verdadeira.

       Existem, obviamente, diversos graus de responsabilidade em toda esta situação: em primeiro lugar, a dos que mentem ou iludem para obter vantagens pessoais, dos mais diversos pontos de vista. Depois, se quisermos, a responsabilidade de quem reproduz e faz passar como boas, sem qualquer consciência crítica ou honestidade intelectual, afirmações e supostos factos sem qualquer ligação com a realidade ou verificabilidade possível.

       Tudo isto exige mais atenção e maior capacidade de confronto a quem se encontra no meio de batalhas políticas, históricas, económicas ou legais, amplificadas pela globalização galopante da informação.

       Num momento de crise económica e social, com um potencial latente de violência, é fundamental que exista, por parte de quem tem algum tipo de poder, a noção de que essa sua posição de influência e superioridade requer total honestidade e transparência, em vez de retórica vazia, calculismo, cinismo ou mesmo indiferença em relação ao sofrimento dos outros.

       A delicada situação do país não pode justificar a imposição de ideologias contrárias ao sentir geral da comunidade, por muito que os problemas económicos e financeiros assumam uma dimensão esmagadora, gerando preocupação constante. Valores inegociáveis e irrenunciáveis estarão sempre acima destes jogos e serão o fundamento do futuro a construir, com o contributo das actuais e novas gerações. É sobre esses valores que vale a pena discutir.

 

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