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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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21.07.18

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e começou a ensinar-lhes muitas coisas

mpgpadre

1 – A delicadeza e a compaixão de Jesus hão de converter-se na docilidade e na ternura em todos nós. O discípulo não é superior ao Mestre e feliz o discípulo que for como o seu Mestre.

Por vezes, pode parecer que o cristianismo se move a partir de um catálogo de leis e de proibições, e, até mesmo, de condenações. Será, com efeito, uma perceção errada de quem não percebeu nada da mensagem e da vida de Jesus Cristo oferecida para que tenhamos vida abundante (cf. Jo 10,10). Claro que em qualquer grupo de pessoas, por mais pequeno que seja, há um mínimo de regras, de orientações. Mas as regras só são necessárias para ajudarem à harmonia, para evitar descarrilamentos, no reconhecimento da nossa fragilidade humana e da possibilidade de, em certos momentos, vermos a vida apenas a partir de nós, dos nossos interesses ou das nossas comoções!

Diz-nos Santo Agostinho sobre o amor: ama e faz o que quiseres! Bom, mas há quem mate por amor! Ou talvez não! Quando muito isso acontece por deficiência, por desconfiança, por negação, por ciúme, por inveja. Uns para se vingarem de um amor não correspondido, outros para defenderem de ameaças (reais ou imaginárias) aqueles que amam. Daí a necessidade de recorrer a Jesus e ao modo como nos ama: ama-nos no serviço, na entrega, na compaixão, gastando-Se inteiramente, até ao fim, a favor de todos.

Jesus Preaches in a Ship (Jésus prèche dans une

 2 – A vida resolve-se nos pormenores, nas pequenas coisas. Podemos invocar Deus como o Deus das pequenas coisas (livro de Arundhati Roy). Isso não secundariza o mistério maior da nossa fé, a Ressurreição de Cristo. Porém, é preciso valorizar o que nos une e aproxima, o que nos faz sorrir, ou nos faz sentir úteis, acarinhados. Quem descura as pequenas coisas, acabará por nunca descobrir a beleza da vida. Quem espera constantemente por um milagre, um arrebatamento, um momento transcendente de luz, quem aguarda por algo surpreendente, como ganhar a lotaria ou o Euro-milhões, ou espera que a outra pessoa mude em 180 graus, poderá passar ao lado da felicidade, entendida como caminho e não somente como meta.

Vejamos um exemplo: esperar um príncipe/princesa encantado/a, em cima de um cavalo branco, em fuga para o país das maravilhas! Será muito mais honesto descobrir as qualidades naqueles/as que Deus coloca à nossa beira. Nas relações humanas, a ansiedade e o desencanto verificam-se quando se procura alguém perfeito. Claro que devemos melhorar os aspetos que dificultam o entendimento com os outros. Mas em vez de ficarmos à espera, tomemos a iniciativa! Um sorriso, uma carícia, uma palavra simpática, um gesto de generosidade, baixará as nossas defesas, baixará as defesas do outro!

 

3 – Os Apóstolos foram enviadas a anunciar a Boa Nova, a expulsar os demónios, a curar os doentes. Regressam para junto de Jesus. Contam-Lhe tudo o que aconteceu. É tempo de fazer avaliação.

É surpreendente a resposta de Jesus: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». O evangelista recorda-nos que havia sempre muita gente a chegar e a partir que mal tinham tempo para comer e para descansar. Jesus alegra-se com os Seus discípulos, mas atende ao pormenor: alimentação e descanso. Em momentos tão sublimes, em que os Apóstolos falam em milagres, em curas, em expulsão de demónios, Jesus poderia promover uma catequese, uma reflexão, um debate, mas do que Ele se lembra, de uma coisa simples: os discípulos precisam de se alimentar, precisam de descansar e retemperar forças. E vão de barco para um lado isolado.

As pessoas percebem para onde Jesus vai e chegam lá primeiro que Ele. Ao desembarcar, Jesus vê aquela grande multidão. E o que é que faz? O que esperávamos que Ele fizesse? Talvez que pedisse um pouco de paciência e aguardassem. No entanto, Jesus compadeceu-Se de toda aquela gente, que eram como ovelhas sem pastor e prossegue ensinando-lhes muitas coisas. Também aqui a sensibilidade e a compaixão de Jesus são desafio à nossa disponibilidade. Tudo é importante. Em cada momento teremos que avaliar o que é essencial e agir em conformidade. O descanso era importante, mas há ali uma multidão faminta de descansar dos anseios, dúvidas e medos!

____________________________________________________________________________________________

Textos para a Eucaristia (ano B): Jer 23, 1-6; Sl 22 (23); Ef 2, 13-18; Mc 6, 30-34.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

21.07.13

Uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte...

mpgpadre

       1 – “Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”.

       Primeira lição: o amor tem concretização. Não se vive genericamente. Amamos o mundo inteiro, mas precisamos de nos sentir acarinhados por alguém, um familiar, um amigo, uma pessoa que nos espera... Jesus vive a maior parte da sua vida com os pais. Vem para a humanidade inteira. Porém, nasce em Belém; seus pais são Maria e José; vive em Nazaré, e situa a Sua vida pública na Judeia e na Galileia, com algumas passagens pontuais pela Samaria.

       Segunda lição: Jesus não é o super-homem. Não é uma personagem esquisita, heroica, ao jeito das figuras televisivas ou cinematográficas. É um homem de carne e osso. Tem necessidade de comer, de descansar, de sentir a presença dos amigos.

       2 – «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária».

       Depois de mais uma jornada, Jesus entra numa povoação e Marta recebe-O em sua casa. Aprendamos com ela a receber Jesus em nossa casa. Mas depois de O acolhermos, é necessário darmos-Lhe atenção. Marta atarefa-se para receber bem. Entretanto vê que a sua irmã está sentada aos pés de Jesus a escutá-l'O. Forma sublime de acolher, com o ouvido, melhor, com o coração!

       «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir?» Marta aproxima-se de Jesus e dá-lhe uma leve repreensão. Ele tinha obrigação de compreender. Sua irmã está ali “sem fazer nada”, quando poderia estar a ajudá-la.

       Na resposta, Jesus não recrimina Marta pelo carinho e generosidade com que O trata e como cuida da casa. No entanto alerta para algo mais importante. Jesus aponta para a escuta da Palavra, para a prioridade da oração, da contemplação, do estar junto d'Ele.

        3 – «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas».

       Como não revermo-nos neste alerta de Jesus?

       Vivemos numa luta permanente. Não há tempo para nada. Falta tempo para a família, para os pais brincarem com os filhos, para os filhos passarem tardes com os pais e os avós, ou participarem na Eucaristia, numa festa, um almoço ou jantar. Os filhos têm os seus compromissos, os horários dos pais não dão…

       Queremos fazer muitas coisas, estar em todo o lado, e acabamos por não estar em lado nenhum. Corremos, corremos, e parece que não saímos do mesmo lugar? Já alguém se sentiu assim? Com a vida a escapar-se como a areia entre os dedos das mãos?

        4 – «Uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte».

       Justo equilíbrio, sem perder o norte, o ponto de partida, o chão que nos liga, a meta para onde nos dirigimos. Marta e Maria.

       E assim a Igreja! A melhor parte: estar aos pés do Senhor. Escutá-l'O. Primeiro, discípulos, e depois apóstolos. De novo a fé e as obras. Uma coisa leva à outra. Se corremos muito mas sem Deus, sem oração, sem ligação a um sentido maior, corremos o risco de nos perdermos. Por outro lado, fé com carne, com vida, com obras.

       Espaço e tempo para a contemplação, a beleza, o encontro com amigos, com a família, para o descanso, para participar em atividades lúdicas e culturais, para apreciar a natureza, para louvar e agradecer…

 

       5 – «Se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo».

       Na primeira leitura, vemos a delicadeza de Abraão. Pela hora de mais calor, está a descansar. Vê passar três homens e entende este encontro como sinal da presença de Deus, sinal de bênção.

       Abraão faz uma leitura muito rápida. Quem passa pela minha casa, à frente da minha porta, vem da parte de Deus, então é necessário tratá-lo como enviado de Deus.

       Que bela lição esta que Abraão nos dá. É necessário que aqueles que passam por nós deixem um pouco de si e levam um pouco de nós, como evoca Antoine de Saint-Exupéry, no Principezinho. O que fizerdes ao meu irmão, a Mim o fazeis…

 

       6 – “Cristo no meio de vós, esperança da glória. E nós O anunciamos…”

       Deus passa em nossa casa, mas não vai adiante sem antes bater à nossa porta, permitindo-nos a hospitalidade. Podemos abrir-lhe a porta e deixá-l’O entrar, mais e mais na nossa vida. Não podemos dar o que não temos. Damos Aquele que nos habita.


Textos para a Eucaristia (ano C): Gen 18, 1-10a; Col 1, 24-28; Lc 10, 38-42.

 

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