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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

Escolhas & Percursos

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17.03.18

Se o grão de trigo não morrer, fica só...

mpgpadre

1 – «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna».

Jesus faz-nos perceber o mistério do Seu amor por nós, desafiando-nos a fazer o mesmo: gastar a vida; morrer para o egoísmo e para a inveja, produzindo frutos de misericórdia e de compaixão; morrer para a idolatria, ressuscitando na alegria e na esperança; morrer para a violência e para a indiferença, crescendo em bondade e ternura; morrer para as aparências e prepotência, rejuvenescendo na humildade e no perdão; morrer para a ganância desmedida e para a corrupção, desenvolvendo gestos de carinho e cuidado.

«Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo». É o caminho de cada cristão: seguir Jesus, amar Jesus, viver Jesus, servir Jesus. Onde Ele estiver, ali estarei, ali estarás, ali estaremos para O vermos e O imitarmos.

«Queremos ver Jesus». Pedido de alguns gregos (judeus emigrantes) que vieram a Jerusalém pela Páscoa. Há de ser este o nosso desejo e o nosso pedido constante. Querer ver Jesus, para O seguirmos, para estarmos onde Ele está. Mas como Filipe e como André também temos a "obrigação" de conduzir os outros a Jesus.

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2 – «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto».

Avizinha-se uma hora sombria, dolorosa, fatídica! «Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora?». Desde a primeira hora que Jesus se encaminha para a HORA certa, hora de glorificação que é coincidente com a MORTE. Vamos por partes. Não morrendo o grão de trigo fica só, não produzirá fruto, mas se morrer dará fruto em abundância. Assim o Filho do Homem morrendo dará muito fruto, muita vida, vida nova, abençoada, definitiva. A morte não é o fim. O fim é a vida, a entrega, o dar-Se por inteiro. Uma casa não habitada degrada-se tão ou mais rapidamente que uma casa em uso, assim um carro, assim a nossa vida.

Deus faz-Se ouvir: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». Na comunicação o que se diz não é, quase nunca, igual ao que se ouve. Daí que duas pessoas tendo ouvido o mesmo discurso o traduzam por acentuações diferentes e, por vezes, diametralmente opostas.

A multidão que está perto de Jesus não é concorde: um Anjo que Lhe falou? Um trovão? Jesus clarifica a VOZ que vem do Céu e o conteúdo da mensagem: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa».

3 – O trigo que é lançado à terra, morrendo, dará muito fruto. «Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim».

A HORA de Jesus está aí. Vai ser entregue às autoridades, vai ser julgado e vai ser morto. O Filho do Homem será elevado da terra para salvar, dando pleno cumprimento à vontade do Pai. Cumpre em perfeição a humanidade e introduz-nos em definitivo na vida divina. Vem viver connosco para nos permitir viver com Ele. Por conseguinte, a Sua morte não nos fará chegar a um abismo, ao vazio, mas far-nos-á encontrar com Deus: Pai nas Tuas mãos entrego a minha vida! É para lá que Ele nos conduz, é de junto do Pai que Ele nos atrai, nos protege e nos abençoa, nos ilumina e nos desafia a gastarmos a nossa vida, para que onde Ele estiver estejamos nós também.

A vida é assim, quanto mais se gasta, mais se ganha em sentido e em qualidade, mais se enriquece de alegria e de felicidade!


Textos para a Eucaristia (ano B): 2 Cr 36, 14-16. 19-23; Sl 136 (137); Ef 2, 4-10; Jo 3, 14-21.

03.09.17

VL – Confiar em Deus. Só Deus é Deus.

mpgpadre

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Sem confiança não há vida. Ou pelo menos, vida com qualidade! Desde que nascemos que começamos a confiar. Pomo-nos de pé e confiamos que não nos deixam cair. É na base da confiança que crescemos e nos envolvemos com a família, com os amigos, com os professores, com o mundo dos adultos. Também a desconfiança tem a ver com confiança, ainda que seja resultado de algum momento em que fomos defraudados nas nossas expectativas.

As últimas palavras de Jesus são de confiança total e definitiva: «Pai nas Tuas mãos entrego o Meu espírito». Depois de longas horas de provação, Jesus permanece confiante na bondade de Deus. A provação foi violenta. Traído pelos amigos, abandonado por (quase) todos. Injuriado. Sujeito ao escárnio e aos escarros, à violência gratuita, esbofeteado e chicoteado, esgotado pelas agressões e pelo peso da cruz...

Não resta mais nada! Pai, se é possível... mas não Se faça a minha, mas a Tua vontade... Cumpra-se a vida e a história e o amor, até ao fim, sem alívio nem desculpas nem justificações.

Não temais! Vinde a Mim todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei! Não temais, Eu venci o mundo! Não temais, pequenino rebanho! Eu estarei convosco até ao fim dos tempos. Ide, Eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos!

Há tantas situações para as quais não há uma explicação lógica. Há momentos em que apetece desaparecer. Há circunstâncias que nos tiram do sério. Gostávamos que tudo fosse clarividente! Temos de compreender que não somos Deus, mas Manuel, Artur, Maria, Antónia. Não está ao nosso alcance explicar todos os mistérios da existência. Saber que Deus é Deus e confiarmos-Lhe a nossa vida para que à noite possamos deitar e repousar com a certeza que Ele é Deus e que há muita vida e muita história em que não somos nem heróis nem deuses nem demónios, mas simplesmente pessoas, de carne e osso, com sonhos e com limitações, com sentimentos e emoções!

Precisamos sempre de colo! Da Mãe, dos amigos, da família, de quem nos prometa que vai correr bem, ainda que tenhamos de enfrentar os nossos demónios! Não estaremos sós. Temos Mãe (Papa Francisco em Fátima), temos quem nos acompanhe e nos ajude a erguer, temos um olhar e um sorriso que nos desafia, nos envolve e nos dá força, nos transmite confiança para continuar, apesar de tudo. Jesus lembra-nos que temos Pai e que temos Mãe (D. António Couto em Fátima).

Ele não nos abandona à nossa sorte.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4419, de 4 de julho de 2017

02.09.17

Se alguém quiser seguir-Me... tome a sua cruz e siga-Me

mpgpadre

1 – A primeira e única vocação do cristão é seguir Jesus, amar Jesus, viver Jesus, transparecer e testemunhar Jesus. Em todos os momentos da vida, em toda a parte, diante de todas as pessoas, nas situações favoráveis e nos momentos adversos. Sem pausas, nem reservas, nem adiamentos. Não somos cristãos a meio tempo, quando nos dá jeito, quando é mais oportuno, ou aos Domingos.

Somos cristãos sempre, quer vivamos quer morramos, como refere o Apóstolo Paulo, no trabalho ou em férias, diante das panelas, diante de um ecrã de televisão, no meio do grupo de amigos, quando falamos sobre tudo e ou sobre coisa nenhuma, quando nos encontramos com os/as vizinhos/as, quando falamos de futebol ou da novela, quando falamos de política ou de religião, quando silenciamos para cuidar ou quando calamos para não nos incomodarem.

Seguir Jesus não tem horário, porque em todas as horas, minutos e segundos nos cabe acolher, seguir e anunciar Jesus.

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2 – Não somos originais ao seguirmos Jesus. A originalidade e o fundamento está no próprio Jesus. É Ele que nos chama, é Ele que nos faz discípulos e nos envia como missionários a levar a Boa Nova a todo o mundo. Não somos originais, pois não vivemos ensimesmados, a partir de nós e do nosso umbigo, do nosso mundo! A origem é Jesus. A origem é Deus, Fonte de todo o bem e de todo o amor, que em Jesus,.

Ao longo da Sua vida, Jesus respira Deus, transparece o amor do Pai, diz as Palavras do Pai e realiza as obras do Pai. Sem complexo de inferioridade. O Pai é Maior do que Eu, chega a dizer Jesus, ainda que se perceba que Ele e o Pai são Uma só coisa. Amar como quem serve. Servir como quem ama e no amar se consome como pavio até ao fim, quando já não houver mais nada para arder! Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade.

Jesus mantém uma ligação íntima, profunda e permanente ao Pai. É visível nas Suas Palavras, vislumbra-se nos Seus gestos. Retira-Se para lugares desertos, sobretudo ao cair da noite, para rezar. Por vezes, a oração estende-se pela noite e até de madrugada. Esta intimidade de Jesus com o Pai fortalece-O no ânimo de prosseguir no anúncio do Reino e nos prodígios que realiza.

 

3 – Aproximam-se horas conturbadas, nuvens carregadas surgem no horizonte, a missão terrena de Jesus encaminha-se para o fim, o futuro desponta incerto, com grandes probabilidades falhanço. Há que retemperar forças, mas sobretudo de avaliar a firmeza do seguimento. Depois da confissão de fé de Pedro, Jesus explica a obrigatoriedade de descer para Jerusalém, terra dos Profetas, onde vai sofrer muito, onde será morto, para ressuscitar ao 3.º dia. Com uma notícia tão negativa deixa de haver espaço para boas notícias. Pedro é o primeiro a reagir. É o assessor político ou o chefe de gabinete: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!». Pedro tem o cuidado de contestar Jesus de forma discreta, chamando-O à parte. A resposta de Jesus é contundente, sem margem para segundas leituras: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».

Para Jesus, a vontade do Pai está em primeiro lugar, ainda que isso comporte riscos, medos, sofrimentos. Pedro e os demais discípulos vivem à sombra de Jesus. Quem está perto da árvore pode beneficiar da sua sombra. Estando perto de Jesus, os discípulos podem beneficiar do Seu poder e garantir um lugar de primeira apanha no Reino que Ele está a instituir.

 

4 – Nossa Senhora identifica-nos com a vontade de Deus: Eis a escrava do Senhor, faça-se segundo a Sua Palavra. Aponta-nos para Jesus: Fazei tudo o que Ele vos disser. Mostra-nos a delicadeza, a atenção ao próximo e a pressa em levar Jesus… a todos!


Textos para a Eucaristia (ano A): Jer 20, 7-9; Sl 62 (63); Rom 12, 1-2; Mt 16, 21-27.
 

 

30.04.17

VL – Deus da Páscoa, da criação e da salvação

mpgpadre

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Deus. Amor. Criação. Vida. Humanidade. Harmonia. Cumplicidade. Diálogo. Alegria.

Homem e Mulher. Fragilidade. Pecado. Egoísmo. Discussão. Violência. Inveja. Morte.

Chamamento. Promessa. Aliança. Profecia. Conversão. Perdão. Misericórdia.

Jesus Cristo. Abaixamento. Compaixão. Vida nova. Nova criação. Salvação. Ressurreição.

Chamamento. Vocação. Seguimento. Discípulos. Missionários. Espírito Santo. Igreja.

Fraternidade. Humildade. Escuta. Obediência. Verdade. Libertação. Caridade.

Deus criou-nos por amor. Desde toda a eternidade e para sempre, Deus nos ama, como Pai e sobretudo como Mãe. A Páscoa de Jesus, a Sua ressurreição entre os mortos, clarifica, ilumina, torna percetível e pleniza a Encarnação, mistério de abaixamento, Ele que era de condição divina não se valendo da Sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, humilhou-se a Si mesmo, obedecendo até à morte e morte de Cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu o NOME que está acima de todos os nomes.

A vinda do Filho Unigénito de Deus aproxima a eternidade do tempo. Deus que nunca Se afastou nem Se distanciou, tornou-Se visível em Jesus Cristo. Não há como voltar atrás. Ele está no meio de nós como Quem serve, sempre e para sempre. Ao longo da Sua vida, sobretudo, ao longo dos três anos de vida pública, Jesus viveu para servir, para amar, para gastar a vida, para salvar, integrar, redimir, incluir todos os que andavam dispersos pelo pecado, pelas trevas e pela morte.

Foi crescendo em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens e chegada a Sua hora espalhou bondade e doçura, procurando os que andavam cansados e abatidos, como ovelhas sem pastor, indo às margens para Se encontrar com os que se tinham perdido pela solidão, pela pobreza, pela exclusão social, cultural e religiosa. Contundente contra os que usavam de artimanhas e hipocrisias, escravizando pessoas e perpetuando situações de pecado, de abuso, de corrupção; dócil, próximo, misericordioso para leprosos, cegos, coxos, crianças, mulheres, publicanos, pecadores, estrangeiros. Veio para incluir, revelando a Misericórdia de Deus Pai. O Seu projeto e o Seu propósito, o Seu alimento e a Sua vida: em tudo fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que todos se salvem.

Qual manso Cordeiro levado ao matadouro, inocente, arrastado para julgamento, condenado à morte, à ignomínia da Cruz, como malfeitor. Da Sua boca não se ouviram injúrias! Procurando-nos com o Seu olhar compassivo para nos manter vivos, como a Pedro ou a Judas; elevando o olhar, o coração e a vida para o Pai, nas mãos de Quem Se coloca por inteiro e em Quem nos coloca.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4408, de 18 de abril de 2017

30.04.17

VL – Deus da Páscoa. Não é a Cruz que nos mata…

mpgpadre

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Não, não é a Cruz que mata Jesus.

Não, não é a Cruz que nos mata.

O que mata Jesus é o nosso pecado, o nosso egoísmo, o nosso desamor.

O que nos mata é a solidão, o colocar-nos como centro ou deixando que os outros nos endeusem. O que nos mata é a preguiça em amar e fazer o bem.

Mata Jesus a prepotência, a corrupção, a idolatria, a intolerância.

Morremos, não quando o coração falha ou o cérebro se desliga, mas quando deixamos de amar, quando deixamos de sentir a vida, o apelo dos outros, quando somos indiferentes ao sofrimento e necessidades dos irmãos.

É na Cruz que Jesus é morto, mas nem a Cruz O impede de nos encontrar. Jesus não dá as costas à Cruz, enfrenta-a, carrega-a, mas não foge. Ressuscitado, traz na Sua carne, na Sua vida, as marcas da crucifixão. Vede as minhas mãos e o meu lado, Sou Eu, não temais. E de forma ainda mais incisiva a Tomé: vê, toca, as minhas chagas, Sou Eu, não é um fantasma ou um espírito.

Poderíamos dizer, em contraponto, que não é a Cruz que nos salva, mas o amor de Jesus. Somos salvos por uma Cruz, mas não por uma cruz qualquer ou a cruz enquanto instrumento de tortura e de matança, mas por Aquele que leva o amor até às últimas consequências, até ao limite, enfrentando a injúria, os escarros e o escárnio, a flagelação e a morte cruenta na Cruz.

O cristão não vive sem a Cruz. Sem a Cruz não existe Igreja, não existem cristãos. Mas, em definito, quem nos salva é Jesus que morreu na Cruz. Quem nos salva é Jesus que volta à vida. Não é a cruz mas a ressurreição que ilumina o nosso caminho para Deus. A cruz é memória e promessa. Recorda-nos o imenso amor de Deus por nós manifestado em Jesus Cristo. É promessa que desemboca na Ressurreição. Aquele que vimos esmagado pelo sofrimento, agredido violentamente, obrigado a carregar o travessão da cruz, exausto pelas vergastadas e pela perda de sangue, voltou à vida. Deus Pai, a Quem Se confiou, não O desapontou, ressuscitou-O. Ele vive e está no meio de nós.

E de volta à vida, com as marcas da Paixão, Jesus carrega a mesma mensagem, enviando-nos: ide e anuncia o Evangelho a toda a criatura, curai os doentes, expulsai os demónios, comunicai a paz e a esperança, testemunhai o amor e a fidelidade de Deus, até ao fim do mundo.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4409, de 25 de abril de 2017

01.04.15

Caminhada Quaresmal 2015: início da Semana Santa

mpgpadre

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Em Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, a Cruz, expressão do Amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Em Tabuaço, a capa e a cruz... em Pinheiros, a Cruz.

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 (Paróquia de Pinheiros)

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 (Paróquia de Tabuaço)

 

Com o Domingo de Ramos iniciamos a Semana Maior dos Cristãos, mistério pascal da morte e ressurreição de Jesus, Amor divino que nos assume na nossa fragilidade humana, na nossa caminhada pela história e pelo tempo.

 

CAPA – No primeiro momento, a entrada triunfal de Jesus na cidade santa de Jerusalém. À passagem de Jesus, várias pessoas lançam capas e ramos ao chão, reconhecendo-O como Messias, o Rei de Israel.

Seguindo o gesto daquela multidão, que saibamos amaciar o chão dos nossos irmãos para que sintam mais suaves as pedras que encontram pelo caminho. Podemos não evitar os tropeços ou os obstáculos, mas podemos estender a capa e a mão que os outros caminhem confiantes.

 

CRUZ – Quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim.

A Cruz é o sinal maior do amor de Deus que Se mostra em Jesus. Amor levado às últimas consequências, até à última gota de sangue. 

Que cada um de nós, atraído por tão grande amor, atraído pela Cruz de Jesus que nos abraça, possa tornar-se discípulo missionário, acolhendo a Mensagem e a Vida de Jesus, que nos é dada, e anunciando a todos a alegria do Evangelho.

A Cruz abarca a nossa história por inteiro. O AMOR de Deus que se firma na terra e se levanta, levantando-nos para a amizade com Deus e com os que seguem o caminho connosco.´

Professemos a nossa Fé:

Creio em Um só Deus…

14.03.15

O Filho do homem será elevado

mpgpadre

1 – «Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, esquecida fique a minha mão direita / Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti, se não fizer de Jerusalém a maior das minhas alegrias».

A liturgia propõe-nos a alegria do Evangelho da Salvação que é manifesta em Jesus Cristo. Já se vislumbra a Páscoa. A Paixão de Jesus é prova maior do amor de Deus para connosco.

Hoje como ontem, na Igreja como no povo eleito, os tempos são de provação, com dias de sol e dias de chuva. O importante é que de cada situação possamos descobrir e integrar o que nos enlace nos outros, aprender e amadurecer caminhos, aperfeiçoar e corrigir escolhas, discernir o que nos engrandece e nos faz mais humanos, capacitando-nos para enfrentar obstáculos com paciência e misericórdia, iluminando as oportunidades que temos pela frente, fortalecendo o nosso espírito para não nos deixarmos abater nas tempestades nem nos deixarmos endeusar nos momentos de conquista, de vitória e de bonança. A humildade será sempre a força dos que querem avançar e ficar na história como promotores da justiça, da paz e da solidariedade, a alegria daqueles que querem ver os seus nomes inscritos no coração de Deus.

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2 – «Enquanto o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos». A linguagem bíblica da primeira leitura fala-nos daquele SÁBADO contínuo em que DEUS Se coloca em atitude de ESPERA paciente e benevolente.

70 anos, um longo tempo de preparação e de gestação para um tempo novo. «Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar, com saudades de Sião. Nos salgueiros das suas margens, dependurámos nossas harpas». O tempo de provação aproxima-se do fim. Quem se sentir povo de Deus deverá agora pôr-se a caminho. Esta é a condição do crente: estar a caminho, em processo de conversão contínua, fazendo-Se acompanhar por Deus.

 

3 – A história da salvação chega ao seu termo com Jesus Cristo. «O Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna». No deserto, tempo de provação do povo de Israel, Moisés levantou uma serpente de bronze. Quem olhasse para a serpente seria salvo. Era uma situação provisória e pontual. O filho do Homem, Jesus, será levantado da terra, e todos os que contemplarem a Sua Cruz, deixando-se trespassar e transformar pelo olhar de Cristo, serão salvos. É um acontecimento pleno e definitivo.

«Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna».


Textos para a Eucaristia (ano B):

2 Cr 36, 14-16. 19-23; Sl 136 (137); Ef 2, 4-10; Jo 3, 14-21.

 

Reflexão COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

13.09.14

Deus enviou o seu Filho para que o mundo seja salvo por Ele

mpgpadre

       1 – "Nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Mas, para nós, Cristo é poder e sabedoria de Deus" (1 Cor 1, 17-31).

       Só os criminosos eram condenados à crucifixão. A cruz é ignominiosa remetendo imediatamente para algum crime hediondo. Ao ser apresentado como Crucificado, Jesus é tido como um malfeitor.

       Por outro lado, como é que Jesus sendo Filho de Deus, todo-poderoso, pode deixar-Se matar? Como é que pode ser o Messias esperado e libertador, se Ele mesmo é preso, esbofeteado e morto?

       A Cruz ocupa um lugar incontornável na fé cristã e na vida da Igreja. Com efeito, não se poderia falar em ressurreição se antes se não falasse da morte de Jesus. E, concretamente, na morte de Cruz, lugar de oblação, lugar do amor levado às últimas consequência, até à última gota de sangue. Oferecendo-Se, Jesus oferece-nos a Deus. Desce ao mais profundo, para nos elevar ao mais elevado.

       A cruz, cravada na terra, ligada a todos os que a habitam, levanta-se e levanta-nos para o alto. Dali, Jesus repara em nós, fixa o Seu olhar no nosso olhar e obriga-nos a levantar a cabeça para lá da Cruz.

       2 – «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». A Encarnação marca um tempo novo: Deus entra na história como verdadeiro Homem, como um de nós, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue. Tal mistério traz-nos a eternidade de Deus para nos abrir as portas do Céu. Mas o Céu já está entre nós, é Jesus Cristo, que ao morrer e ressuscitar nos levará para junto do Pai.

       Quando encontra Nicodemos, Jesus revela-lhe a importância da vinda do Filho de Deus: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna».

       Jesus recorda a Nicodemos como aquela serpente, levantada por Moisés no meio do nada, do deserto, antecipa a Cruz plantada entre salteadores, no meio dos homens: a salvação.

Mordidos pelo pecado, pelo egoísmo, pela maledicência, pela violência, só voltando-nos para o alto encontraremos a redenção que nos obriga a sair de nós, a olhar além do nosso umbigo.

       3 – Belíssimo o poema recolhido por São Paulo na Epístola aos Filipenses, e que resume todo o mistério de Jesus Cristo: Deus esconde-Se no Homem.

"Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai".

       Fácil imaginar uma Mãe (um Pai) a agachar-se para estar ao nível da criança, ora para brincar com ela, ora para a levantar em seus braços e a segurar no seu colo. Assim Deus. Debruça-Se para nos olhar olhos nos olhos, viver connosco no meio de nós, assumindo-nos na nossa fragilidade e no nosso sofrimento. Debruça-Se para depois nos erguer com Ele.

       A Cruz põe termo a toda a treva, a todas as distâncias. Jesus eleva-nos para Deus. Jesus fecha um círculo, enlaçando-o na nova vida que nos dá em abundância. Tudo n'Ele está consumado. O Seu abaixamento, torna-se exaltação. Deus dá-lhe um nome, diante do qual todos nos devemos ajoelhar para melhor O acolhermos, O louvarmos, para melhor nos deixarmos trabalhar por Ele.


Textos para a Eucaristia: Num 21, 4b-9; Filip 2, 6-11; Jo 3, 13-17.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

12.04.14

Meu Pai, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres

mpgpadre

       1 – «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres». Oportuna e luminosa síntese da vida e da missão de Jesus: fazer a vontade do Pai.

       Como qualquer ser humano, Jesus sente a dureza e fragilidade do caminho. Percebe que está próximo um desenlace fatal. Já não há como fugir. Há situações na vida em que enfrentamos ou nos perdemos, acobardando-nos. É preciso ter fibra.

       Nas horas de maior aperto, Jesus reza e ensina-nos a rezar. E se a oração é essencial, também a companhia. Cada um sofre à sua maneira, mas partilhar o que nos dói, ajudar-nos-á a dar sentido à nossa persistência. Jesus roga aos Seus discípulos: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».

       Um pouco antes, Jesus prepara os discípulos, e a nós também, para que as trevas não vençam. «Este é o meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados. Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».

       O medo pode agigantar-se. Havendo alguma centelha de luz – a fé, a confiança em Deus, a presença dos amigos –, isso fará que não nos percamos no meio (e apesar) das trevas.

       2 – "Não se faça como Eu quero, mas como Tu queres". Vem ao de cima o instinto de sobrevivência, mas há de ser mais forte a obediência. "Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte…"

       A realeza e a grandeza de Jesus revela-se no despojamento, esvaziando-se de Si – não se faça o que EU quero –, enchendo-se do Amor do Pai – faça-se o que TU queres. Jesus recusa salvar-Se a Si mesmo, livrando a própria pele da Cruz; pelo contrário, estende os braços para o Pai e para a humanidade. Até à morte e para lá da morte vencerá o amor, a obediência, a Presença de Deus.

 

       3 – Uns dias antes, a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém clarifica o mesmo despojamento. O Rei que aí vem não passa de (mais) um Profeta, e passaria despercebido não fora uma multidão de pobres que O acompanham desde a Galileia. Pessoas pobres e humildes, que cada ano, por ocasião da Páscoa, deixam as suas casas, e se deslocam para celebrar a sua fé em Deus, com os sacrifícios que terão de fazer e dos perigos que terão que enfrentar.

       "Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta... Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão… em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor!».

       4 – Podemos incluir-nos dentro daquela multidão, entre os apóstolos, com a autoridade judaica e com a autoridade romana, com a multidão da Galileia que antes O aclamava, ou com a multidão da Judeia que se deixa levar pela inventiva de alguns poucos. Acusando ou lavando as mãos. Traindo ou negando. Gritando em fúria no meio da multidão anónima ou a usar os instrumentos de flagelação. Ajudar a levar a cruz ou ser forçado a isso. Quais as mulheres e mães que não arredam, a espreitaram para o caso de as deixarem ajudar Jesus.

       "Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Entre elas encontrava-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus".

       No final sobrevêm novas escolhas. Enquanto vivemos, estamos a tempo de nos convertermos e aderirmos a Jesus Cristo. Pedro refaz o seu testemunho e o seguimento de Cristo. José de Arimateia não se envergonha e recolhe o corpo de um condenado. O Centurião, e os que por ali estavam, faz audível a sua fé: «Este era verdadeiramente Filho de Deus».


Textos para a Eucaristia (ano A):

Mt. 21, 1-11; Is 50, 4-7; Sl 21; Fl 2, 6-11; Mt 26, 14 – 27, 66.

 

11.02.14

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Doente

mpgpadre

FÉ E CARIDADE:

«Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos»

(1 Jo 3, 16)

Amados irmãos e irmãs!

 

       1. Por ocasião do XXII Dia Mundial do Doente [11 de fevereiro de 2014], que este ano tem como tema Fé e caridade: «também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16), dirijo-me de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cura. A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele.

 

       2. O Filho de Deus feito homem não privou a experiência humana da doença e do sofrimento mas, assumindo-os em si, transformou-os e reduziu-os. Reduzidas porque já não têm a última palavra, que é ao contrário a vida nova em plenitude; transformados, porque em união com Cristo, de negativas podem tornar-se positivas. Jesus é o caminho, e com o seu Espírito podemos segui-lo. Como o Pai doou o Filho por amor, e o Filho se doou a si mesmo pelo mesmo amor, também nós podemos amar os outros como Deus nos amou, dando a vida pelos irmãos. A fé no Deus bom torna-se bondade, a fé em Cristo Crucificado torna-se força para amar até ao fim também os inimigos. A prova da fé autêntica em Cristo é o dom de si, o difundir-se do amor ao próximo, sobretudo por quem não o merece, por quantos sofrem, por quem é marginalizado.

 

       3. Em virtude do Baptismo e da Confirmação somos chamados a conformar-nos com Cristo, Bom Samaritano de todos os sofredores. «Nisto conhecemos o amor: no facto de que Ele deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). Quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo. Quando a dedicação generosa aos demais se torna estilo das nossas acções, damos lugar ao Coração de Cristo e por Ele somos aquecidos, oferecendo assim a nossa contribuição para o advento do Reino de Deus.

 

       4. Para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que trespassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores. A ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena.

 

       5. São João, o discípulo que estava com Maria aos pés da Cruz, faz-nos ir às nascentes da fé e da caridade, ao coração de Deus que «é amor» (1 Jo 4, 8.16), e recorda-nos que não podemos amar a Deus se não amarmos os irmãos. Quem está aos pés da Cruz com Maria, aprende a amar como Jesus. A Cruz «é a certeza do amor fiel de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos confere a força para o carregar, entra também na morte para a vencer e nos salvar... A Cruz de Cristo convida-nos também a deixar-nos contagiar por este amor, ensina-nos a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo para quem sofre, para quem tem necessidade de ajuda» (Via-Sacra com os jovens, Rio de Janeiro, 26 de Julho de 2013).

 

       Confio este XXII Dia Mundial do Doente à intercessão de Maria, para que ajude as pessoas doentes a viver o próprio sofrimento em comunhão com Jesus Cristo, e ampare quantos deles se ocupam. A todos, doentes, agentes no campo da saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.

 

Vaticano, 6 de Dezembro de 2013.

FRANCISCO

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