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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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30.05.18

Isto é o Meu Corpo, isto é o Meu sangue, entregue por vós

mpgpadre

1 – «Tomai: isto é o meu Corpo… Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens».

Em quinta-feira santa, Jesus chama à festa os Seus discípulos. Jesus tem uma mensagem importante a comunicar-lhes. Tem consciência que não Lhe restam muitas horas. Tudo se vem a precipitar e acelerar. Isso mesmo faz notar aos discípulos, dando-lhes pistas, indícios, sinais. Vai ser entregue às autoridades, vai ser condenado e vai ser morto. É preciso que saibam que a Sua morte não é em vão, mas é para cumprir, em tudo, a vontade do Pai, oferecendo-Se até ao fim, até ao último fôlego. Jesus não guarda nada para Si, dá-Se por inteiro. É o Meu Corpo, é o Meu sangue entregue por vós. Um pouco mais e será arrastado para a Cruz. Antes, porém, que O matem, Ele entrega-Se. A vida ninguém ma tira, Sou Eu que a dou!

De condição divina, não Se valeu da Sua igualdade com Deus, mas assumiu a nossa carne, a nossa humanidade, por inteiro, sujeitando-Se às leis físicas, sob as coordenadas do tempo e do espaço. O Verbo encarnou e habitou entre nós. Deus não nos salva a partir de cima ou do exterior, mas faz-Se um de nós. Vem habitar connosco. Habitar-nos. Embrenha-Se na nossa história, identificando-Se com as nossas dores e carregando-as, para nos libertar, para nos elevar conSigo para Deus. Mas não o faz simbolicamente num gesto de simpatia, fá-l'O visível e realmente, com o Seu corpo, com a Sua vida entregue ao Pai por nós, por nosso amor, para nossa salvação.

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2 – Na Cruz Jesus realiza o que antecipa na Ceia Pascal. Ele dá-Se, entrega o Seu Corpo e o Seu sangue, a Sua vida. A Cruz é expressão e certeza do Seu amor, de um amor encorpado (materializado) nas Suas palavras, nos Seus gestos e no oferecimento ao Pai: Pai nas Tuas mãos entrego o Meu espírito! É o Meu corpo. É o Meu sangue. É a minha vida. Podia ser uma expressão romântica, mas é real, física, carnal. Jesus nasce, vive e é morto na Cruz, depois de um processo apressado por aqueles que O viam como uma ameaça.

A Eucaristia, sacramento do mistério pascal, atualiza, torna presente o Corpo de Jesus, a Sua entrega, a Sua morte e ressurreição. O símbolo – o pão e o vinho – realiza o que significa. A crucifixão não se repete, Jesus oferece-Se uma vez para sempre. Os sacramentos, especialmente a Eucaristia, por ação do Espírito Santo, em Igreja (Corpo de Cristo), fazem com que a morte e ressurreição aconteçam (sacramentalmente) no nosso tempo, na nossa vida. Jesus torna-Se nosso contemporâneo. Está ali, como prometeu – Eu estarei convosco até ao fim dos tempos – está ali não às migalhas ou às prestações, mas presente totalmente, com o Seu corpo e com o Seu sangue!

3 – Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu filho ao mundo para que o mundo fosse salvo por Ele, a partir de dentro, a partir da humanização da humanidade, marcada pelo pecado, pela treva e pela morte. Todavia, não foi do pé para a mão. Deus criou-nos por amor e criou-nos livres e mas não nos deixou à nossa sorte!

Radica aqui um dos equívocos do nosso tempo, a independência em relação a Deus e em relação ao próximo. Abdicamos dos pais e de Deus, abdicamos da sabedoria dos outros, mesmo que vivamos confortavelmente graças à criatividade, ao engenho e ao sacrifício de muitos. A autonomia é defensável, a independência (como a autossuficiência e a prepotência) isola-nos, desagrega-nos, desumaniza-nos. Ao tornar-nos independentes, tornamo-nos órfãos e depois filhos únicos, sem irmãos, sem família, sem casa paterna/materna, sem amigos! E o risco é mortal, pois se ninguém nos pertence e não pertencemos a ninguém podemos destruir, excluir, matar quem nos possa fazer sombra, pois não temos nada a perder, não temos nada a ganhar!

O pecado de Adão e Eva não impede Deus de Se manter por perto e de guardar a Sua obra-prima. O fratricídio de Caim, que matou o seu irmão Abel, não impede Deus de o proteger, marcando-o com o Seu selo, para que ninguém lhe faça mal. Na provação, Deus aponta uma saída, uma esperança. Nada está perdido em definitivo, Deus não nos desampara. A história do povo de Deus é uma história de encontro, de Aliança/s de Deus com a humanidade através dos Patriarcas, dos Juízes, dos Profetas, dos sacerdotes e dos próprios acontecimentos.

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Textos para a Eucaristia (ano B): Ex 24, 3-8; Sl 115; Hebr 9, 11-15; Mc 14, 12-16. 22-26.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

14.06.17

Eu sou o pão vivo descido do Céu...

mpgpadre

1 – Olhemos para a cruz. Jesus de braços abertos a pender da trave, entendido no tronco que se fixa na terra. A presença de Jesus na cruz é essencial, é salvação, doação, entrega, vida oferecida a Deus, vida oferecida por nós, pela humanidade. É uma vida inteira que da terra Se levanta e nos levanta para Deus. Um corpo desfeito pela violência do nosso pecado, ensanguentado, em falência, pronto para se gastar até à última gota de sangue.

Cuidar de Jesus Cristo, como tão bem nos ensina Santa Teresa de Calcutá, nas feridas de pessoas concretas e reconhecê-las como presença de Deus, para não as reduzir a números nem a meios…

Um risco inverso, fazer da Igreja uma entidade espiritual, desfazendo-se dos bens que tem e dos organismos que os gerem para ajudar os pobres, esquecendo que é através desses mesmos organismos que pode intervir. Quando o Papa Francisco manda colocar chuveiros públicos no Vaticano para os sem-abrigo, não se pense que os chuveiros e o trabalho caiu do céu e foi executado por anjos!

A Igreja não se pode remeter à sacristia. Mas também não pode ser apenas ONG. A Cruz obriga a ligar-se a Deus, verticalidade, sem deixar de abraçar a terra, as pessoas que a habitam, horizontalidade.

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2 – Como Igreja, depois da Morte e Ressurreição de Jesus, somos o Corpo de Cristo. Ele a Cabeça, nós os membros. Jesus não espiritualizou, como um fantasma. Encarnou. Assumiu um Corpo. Ele é Corpo, é pessoa, de carne e osso e sangue e pele. Veio habitar no meio de nós como um de nós, em tudo igual, exceto no pecado.

A nossa corporeidade (e assim a de Jesus) fixa-nos na terra, sujeitos às coordenadas do tempo e do espaço. Nascemos a um tempo e morremos. Vivemos num espaço, aqui e não acolá. A pele, a extremidade do nosso corpo, delimita-nos em relação aos outros e ao mundo. Mas também nos identifica: eu diferencio-me do outro. O que nos separa, o corpo, também nos permite comunicar e aproximar-nos.

A solenidade do Corpo de Cristo acentua a Sua presença na Igreja, em particular na Hóstia consagrada. O Seu corpo, melhor, a Sua vida oferecida por nós continua presente na história, nas nossas vidas. Ele está vivo e apareceu aos Apóstolos. Não é um espírito, é Jesus Crucificado-Ressuscitado. Aparece-nos também a nós, como foi da Sua vontade. Dando-nos o Espírito Santo que no-l’O dá sobretudo nos Sacramentes e de forma peculiar na Eucaristia.

Na Última Ceia, Jesus, antecipando a Sua morte e ressurreição, confia-nos o Seu corpo, a Sua vida. Isto é o Meu Corpo. Isto é o Meu sangue, entregue por vós, entregue por todos, para a todos redimir. Sempre que fizerdes isto em Minha memória Eu estarei no meio de vós. Como quem serve!

 

3 – «Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo».

Na multiplicação dos pães, Jesus sublinha a abundância do alimento que nos vem de Deus. Quem O segue alimentar-se-á até à eternidade. Jesus terá oportunidade de fazer a ponte entre o alimento corporal, necessário, como direito fundamental, como apelo à partilha solidária, como obra de misericórdia, dar de comer a quem tem fome, como resposta à mendicidade de Jesus, o que fizerdes ao mais pequeno dos irmãos é a Mim que o fazeis, mas ao mesmo tempo, insiste que os Seus discípulos não devem buscar apenas o alimento que perece, mas o alimento que permanece para sempre e que os fará entrar na comunhão plena e definitiva na glória do Céu. Há que buscar o Reino de Deus e a sua justiça, o mais virá por acréscimo, pois quem busca o reino de Deus já se está a comprometer com a justiça.


Textos para a Eucaristia (A): Deut 8, 2-3. 14b-16a; Sl 147; 1 Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

25.05.16

Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Isto é o Meu sangue...

mpgpadre

1 – Eis que venho, ó Deus para fazer a Vossa vontade. Não quiseste sacrifícios, mas fizeste-me um corpo. As palavras atribuídas a Jesus apresentam a encarnação, como possibilidade para a partilha da vida de Deus com a vida humana. Só na carne humana é possível Deus tocar o nosso sofrimento e a própria morte. E, por conseguinte, só nessa comunhão é possível Deus salvar-nos por inteiro.

Jesus vem para nos dar a vida em abundância. Assume um Corpo, a Vida humana, limitada e finita, num tempo e num espaço concretos. Falou-nos de diferentes maneiras, mas na plenitude do tempo, Deus veio em Pessoa ver-nos, viver connosco e como nós, para que aprendamos a viver com Ele e como Ele. Daí a necessidade de constantemente nos confrontarmos com Jesus e com a Sua misericórdia.

Se somos Corpo de Cristo – a Igreja é o Corpo de Cristo, Ele a cabeça, nós os membros – o compromisso é o mesmo e assim também a vontade se há de conciliar. Não é possível que um membro puxe para um lado e outro para o outro. O corpo deixa-se comandar pela Cabeça, pela inteligência e pela vontade. Daí a oração e o colocar-nos à escuta para que a inteligência de Cristo nos possa guiar, fazendo-nos entrar em comunhão, para sermos verdadeiramente Corpo de Cristo.

Jesus insinua-Se como o alimento para todos. Alimento abundante, que sobeja para que possa ser partilhado por outros, pelos que estão ausentes. Os apóstolos veem (sobretudo) o número: muitas pessoas, poucos alimentos, dinheiro insuficiente para tanta gente. Como é verdade ainda hoje: tanta gente que não tem como alimentar-se! A riqueza nas mãos de uns poucos. A nossa responsabilidade compromete-nos. Jesus compromete-nos: «Dai-lhes vós de comer».

Tanta gente. Cinco pães e dois peixes. Ontem como hoje. Também hoje podemos operar verdadeiros milagres, pela partilha. Quando partilhamos o pouco que temos dá para mais, dá para muitos, dá para todos. Deus conta connosco, com os nossos cinco pães e dois peixes e conta que sejamos nós a distribuir.

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2 – "Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram". Milagre da multiplicação, milagre da partilha. Jesus é alimento que sacia todas as pessoas, alimento que sobeja para outras que venham. Neste gesto, Jesus antecipa a Sua entrega. Agora faz com que o pão se multiplique pela multidão, para Ele ser o Corpo, o Pão, partilhável por todos. E se comungamos o mesmo Corpo teremos que prosseguir ao jeito d’Aquele que nos dá a Sua vida, nosso alimento, nossa força e nosso guia, o Bom Pastor!

"O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim. Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha».

Celebramos Eucaristia, comungamos o Corpo e Sangue de Jesus, para O anunciar, para que Ele nos transforme a partir de dentro. Comungamo-l’O para O partilharmos. O Alimento dá-nos o ânimo (a alma) para prosseguimos a missão d'Aquele que vem habitar-nos e viver em nós. Refira-se novamente: a cumplicidade e a progressiva identificação/comunhão com Jesus leva-nos a fazer o que Ele fazia. O cenário pode ser diferente, o compromisso é o mesmo: amar servindo, servir amando. Dar a vida, optando por cuidar dos mais frágeis.

"Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção".

A Adoração de Deus – só Deus é digno de ser adorado – para que a nossa vida resplandeça cada vez mais a alegria e a paz do Evangelho, a misericórdia e a ternura em que Jesus nos enxerta, para que, dóceis ao Espírito Santo, nos acolhamos ao Coração do mesmo Pai e usemos da mesma complacência uns para os outros, constituindo uma só família, um só Corpo.

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Textos para a Eucaristia (C): Gen 14, 18-20; Sl 109 (110);1 Cor 11, 23-26; Lc 9, 11b-17.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

06.06.15

Tomai: isto é o Meu Corpo... Tomai: isto é o Meu Sangue

mpgpadre

1 –  A celebração do Corpo de Deus vem da Idade Média e da necessidade da Igreja Católica reafirmar a presença de Jesus Cristo na hóstia e no vinho consagrados. Jesus coloca-Se por inteiro, pelo Espírito Santo, no pão e no vinho. Uma presença não visível mas real, como é real mas não visível o amor, o que nos liga uns aos outros.

Primeiramente, a elevação da hóstia consagrada, para que todos contemplassem o mistério que ali se realizava. Por outro lado, se Jesus está no pão consagrado, Ele permanece Eucaristia depois da celebração da mesma e não apenas durante a liturgia. O pão eucarístico pode levar-se aos doentes, aos presos, pois permanece Corpo de Cristo. É significativa a sensibilidade do povo na delicadeza com que se aproxima do sacrário e zela para que a lamparina não se apague, indicando que ali se encontra a verdadeira LUZ e a VIDA verdadeira, Aquele que deu a vida por mim e por ti, e vela por todos.

Todos precisamos de saber e de sentir que alguém olha por nós. Precisamos de ouvir, de ver, de abraçar, de tocar. Um dia, o Santo Cura d'Ars, interrogou um camponês, que todos os dias entrava na Igreja e não mexia os lábios, sobre o que dizia a Deus. A resposta é sintomática: não digo nada, Ele olha para mim e eu olho para Ele.

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2 – Em Cristo, Deus faz-Se como nos fez, verdadeiro HOMEM, visível num CORPO como o nosso. Nasce de uma Mulher, a quem Se liga pelo cordão umbilical, como qualquer um de nós. Liga-Se primeiramente pelo corpo, dentro de outro corpo, alimentando-Se desse corpo materno e sendo protegido enquanto Se prepara para vir ao mundo.

Não quiseste sacrifícios, formaste-Me um Corpo. Eu venho ó Deus para fazer a Tua vontade (cf. Heb 10, 5-10).

Esta intuição está presente no Antigo Testamento, num desafio crescente para que os sacrifícios sejam substituídos pela conversão, pela justiça, pela prática do bem. «Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, invocando, Senhor, o vosso nome. Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, na presença de todo o povo» (Salmo).

Na primeira leitura, vemos como Moisés, depois de pôr por escrito as palavras do Senhor, ordena a oferenda de holocaustos e sacrifícios, imolando novilhos. Diz-nos o autor sagrado que Moisés derramou o sangue dos novilhos sobre o altar, depois leu, em voz alta, o Livro da Lei ao povo e sobre este aspergiu a outra metade do sangue recolhido, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».

O rito não é mágico, operando o que quer que seja, mas promove a vivência dos mandamentos da Lei: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».

Jesus leva à plenitude o sacrifício e a própria Lei.

 

3 – Jesus e os seus discípulos, como judeus, seguem as tradições de seus pais. Dois dos discípulos vão adiante e preparam o necessário para comer a Páscoa. Longe de imaginarem que seria uma Páscoa diferente, provisória e antecipadora da verdadeira Páscoa, a morte e a Ressurreição de Jesus. O sangue de Jesus selará uma nova Aliança.

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu Corpo». Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus». Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras”.

Jesus prepara a ausência do Seu corpo com a promessa e a certeza da Sua presença no pão e no vinho, sempre que em Seu nome nos reunirmos, invocando de Deus Pai o Espírito Santo. Ele estará sempre connosco até ao fim dos tempos.

O culto provisório de Moisés, passa a pleno e definitivo em Jesus, o sumo-sacerdote por excelência, que “não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna”.

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Textos para a Eucaristia (B): Ex 24, 3-8; Sl 115; Hebr 9, 11-15; Mc 14, 12-16.22-26.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

24.06.14

Paróquia de Tabuaço: Primeira Comunhão e Corpo de Deus

mpgpadre
Como habitualmente na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, celebração da Primeira Comunhão dos meninos do 3.º Ano de Catequese, no dia em que se celebra a grande Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus, popularmente reconhecida como Festa do Corpo de Deus. Este ano tivemos 10 meninos a comungarem pela primeira vez.
       Algumas fotos que ilustram vários momentos, ofertório, comunhão, ação de graças, procissão do Santíssimo, oferta de flores a Nossa Senhora, entrega de diplomas, para recordar e para viver no compromisso de fidelidade a Jesus Cristo.

Foto de Grupo
       Os 10 meninos, do 3. ano de Catequese (ordem alfabética): Cláudia Beatriz; Fábio Alexandre; Guilherme; Joana Filipa; João Miguel; João Pedro; João Rafael; Jorge Daniel; Leonor; Rita Alexandra. O Pároco. E as respetivas catequistas: Eva La Salette; Graça Ferraz e Ângela Teixeira.
Outras fotos e outros momentos:

Para outras fotografias visite a página da Paróquia de Tabuaço no Facebook

21.06.14

Quem come a minha Carne e o meu Sangue tem a vida eterna

mpgpadre

       1 – Como seria se não tivéssemos corpo, ou não fôssemos corpo? Como comunicar? Numa perspetiva espiritual, seria uma comunicação perfeita. O corpo distingue-nos e aproxima-nos, identifica-nos e permite colocar-nos como um EU frente a um TU. A pele separa-nos dos outros e do mundo, mas permite-nos ver os outros e o mundo. Mesmo um Anjo (ser de luz?) assume uma forma que se torna visível.

       Deus comunica-Se através de sinais, de pessoas e acontecimentos. Podemos ouvir uma voz interior. A oração convoca-nos para esse santuário onde nos encontramos connosco, com a nossa consciência, com Deus. Assim o que há de mais importante na vida – não tem cor nem forma nem cheiro, não faz barulho nem se deixa ver – os sentimentos, o amor, a ternura, a compaixão, a nossa vontade, este querer ser para os outros e diante dos outros, a ligação espiritual e afetiva. Mas também o AMOR assume formas e se exterioriza corporalmente um beijo, um abraço, um presente, uma palavra, um olhar, um sorriso.

       Qual a melhor maneira de Deus Se dar a conhecer? Pelo nosso interior? Pela oração? Pela meditação? Certamente, como ponto de partida, como consciência do que somos e da nossa origem. Chegada a plenitude dos tempos, porém, Deus manifesta-Se num CORPO, assumindo a nossa CARNE, osso dos nossos ossos, sangue do nosso sangue, Um entre nós, Um connosco. No seio da Virgem Mãe, no sim de Maria, Deus encarna. Jesus, verdadeiro Deus, é verdadeiro homem, o Seu Corpo é visível, pode aproximar-Se sem assustar ninguém ou sem que alguém O julgue fantasma. Podemos aproximar-nos d'Ele.

       Com a Sua morte, o Seu corpo desaparecerá para sempre? Com a Ressurreição e as Aparições, a certeza de que continuará num Corpo glorioso, que pode deixar-Se ver e tocar, tem as marcas do Crucificado. Por outro lado, no pão e no vinho, por ação do Espírito Santo, deixa-nos um CORPO, o Seu Corpo, a Sua vida. Torna-Se presente, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Até ao fim dos tempos.

       2 – Durante a última Ceia, Jesus tomou o pão, depois o cálice com vinho, deu graças a Deus, recitou a bênção e disse, alto e bom som: Isto é o Meu corpo, tomai e comei; Este é o Cálice do Meu sangue, tomai e bebei, fazei isto em memória de Mim. As palavras de Jesus são o Seu testamento, a NOVA ALIANÇA. Ele dará a Sua vida, o Seu Corpo por inteiro, até à última gota de sangue. Mas não nos deixa sós. Ele ficará no MEIO. Sempre que nos reunirmos no Seu nome. Comendo e bebendo o Seu Corpo e o Seu Sangue.

       Será uma PRESENÇA NOVA, que Jesus antecipa na Primeira Ceia, e não Última, como sublinha D. António Couto, a Primeira Ceia do TEMPO NOVO, cuja ação e a vitalidade do Espírito Santo, O tornarão real e sacramentalmente presente.

       O povo eleito experimentou a presença de Deus também pelo alimento, pelo pão: "Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná…"

       Mas agora é o próprio Deus que Se faz Carne e Se dá a comer:

«Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo... Se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha Carne é verdadeira comida e o meu Sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente»…

       3 – O pão e o vinho e o corpo. Trigo, semeado, amadurecido, e colhido, cujos grãos, moídos, dão origem à farinha, que depois de amassada e cozinhada formará um único pão. Diversidade de grãos, unidade da massa e do pão. Uvas de muitos cachos, pisados, para formarem o mesmo líquido, o mesmo vinho. Corpo com diversos membros, mas um Corpo único em que os membros, tendo funções diversas, formam a harmonia do conjunto.

       A este propósito, São Paulo recorda-nos o que nos identifica como seguidores de Jesus Cristo: "Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do mesmo pão".


Textos para a Eucaristia: Deut 8, 2-3.14b-16a ; 1 Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

28.06.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - junho 2013

mpgpadre

       "Iniciávamos este mês com a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, e com a Primeira Comunhão dos meninos do 3.º ano de catequese, reconhecendo que a oferenda de Jesus evidencia a totalidade, a plenitude do amor de Deus por nós. Deus ama-nos até ao último sopro, até à última gota de sangue. Ele faz de nós a Sua herança, a terra que vem habitar" (Editorial).

       Nas mãos, ou nesta realidade virtual e globalizante, o Boletim Voz Jovem de junho. Este mês, coomo referido neste pedaço de editorial, torna presente as celebrações mais importantes para a Igreja e, em particular, para a comunidade paroquial de Tabuaço. Destaque neste número para a Primeira Comunhão, celebrada na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus), no dia 2 de junho (tendo passado a celebração de quinta para domingo, em virtude sa supressão do feriado do Corpo de Deus). Outros temas que enformam o boletim: a Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, ainda Profissão de Fé, o encerramento da catequese,  e outras informações para a comunidade.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

02.06.13

É o meu Corpo, entregue por vós...

mpgpadre

       1 – “Ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo... Então, Eu disse: Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade". Esta passagem da Epístola aos Hebreus, clarifica o conteúdo da celebração da solenidade do Corpo de Deus, apresentado Jesus como Sacerdote, que "suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo. E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre”.

       Toda a vida de Jesus está incorporada na história. Deus encarna, assume a natureza humana. Vem até nós, não apenas de uma forma espiritual e invisível, mas desde dentro, do interior do homem, identificando-se connosco, assumindo-nos na nossa carne.

       2 – Ligamo-nos espiritual e afetivamente, mas a partir do nosso corpo que nos identifica e nos diferencia dos outros. Somos CORPO. Não é uma parte separável que podemos dispensar quando nos apetece, mas integra-se na nossa identidade.

       Como é que comunicamos uns com os outros? Com a voz, e com o timbre com que falamos, comunicamos com os gestos, com o olhar, com o sorriso, com as expressões do rosto e até com a postura do corpo. Como podemos constatar, o Corpo já é comunicação. Aliás, sem corpo, nem se colocaria a questão da comunicação entre pessoas.

       A filosofia grega acentuava o confronto entre a alma e o corpo. O corpo era um entrave à verdadeira vida. Na Bíblia o corpo é dom da criação de Deus. Não somos um espírito dentro de um corpo, a tentar escapulir como de uma prisão, deixando o corpo para trás. Somos PESSOAS, criadas pelos Deus Amor, e que nos quer bem. Em Jesus, é o próprio Deus que vem, e assume um Corpo.

 

       3 – Na idade média, foi ganhando forma a convicção de acentuar o mistério da Eucaristia, a presença real de Jesus na hóstia e no vinho consagrados. Começou pela elevação da hóstia (século XII), para que todos pudessem ver o Corpo de Cristo.

       Era um passo, porém, a Eucaristia continuava “limitada” à celebração da missa e da comunhão, estando prevista a conservação da hóstia consagrada, inicialmente apenas, para as pessoas doentes e ausentes.

       No século XIII, a adoração da Eucaristia acentua-se e sai à rua, ganhando progressivamente relevo a Procissão do Santíssimo Sacramento, presença do Senhor, que bendiz a cidade e as pessoas.

 

       4 – Celebrar o Corpo de Deus, significa acreditar num Deus que faz caminho connosco. Deus não é um foragido, que Se esconde, mantendo-se à distância para não Se envolver, mas tem um ROSTO, um CORPO, uma PRESENÇA efetiva e real na nossa vida.

       Jesus morre, mas pelo Espírito Santo, dá-Se de novo. Paulo recorda e atualiza esse momento: “Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».

       Sempre que nos reunimos em Seu nome, fazemos o que Ele fez naquela noite. Mais, reunimo-nos para fazermos o que Ele fez em toda a vida, o serviço permanente a favor dos outros.

 

       5 – Somos responsáveis uns pelos outros. Celebrar a Eucaristia, como membros do Corpo de Cristo, a Igreja, comungando o Corpo de Cristo, partilhamos Cristo e tornamo-nos guardadores uns dos outros. Não podemos sentar-nos à volta da mesma mesa, unidos no Corpo, e depois sair cada uma para sua casa, para a sua vida, como se tivesse sido um encontro de estranhos e/ou inimigos.

       O evangelho hoje proposto é sintomático: “Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer»… Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram”.

 

       6 – Que a celebração festiva do Corpo de Deus, e a Primeira Comunhão das nossas crianças, seja um desafio a fazermos chegar o pão a toda a gente, alimento com o sabor da alegria e da caridade.

       A abundância recebida do Senhor, compromete-nos na partilha. Ele responsabiliza-nos uns pelos outros. Ainda que sejam 5 pães e dois peixes, multiplicar-se-ão se fizermos a nossa parte.


Textos para a Eucaristia (ano C): Gen 14, 18-20; 1 Cor 11, 23-26; Lc 9, 11b-17.

 

14.06.12

Catequese Paroquial de Tabuaço - Primeira Comunhão

mpgpadre

       Solenidade do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço é tradicionalmente o dia da Primeira Comunhão. Este ano foram as 17 crianças do 3.º ano de catequese que comungaram pela primeira vez. Depois de algumas fotos para recordar este momento, deixamos agora um pequeno vídeo com mais algumas fotos que juntamos às nossas e cedidas pela Foto Martinho e Pinto. Acompanham as imagens duas canções retiradas do CD "SOMOS +", Edições Salesianas e de apoio ao 8.º ano de catequese...

 

Para ver fotos de todas as Festas da Catequese 2012,

visite o perfil da paróquia de Tabuaço no facebook

08.06.12

Catequese Paroquial de Tabuaço - Primeira Comunhão 2012

mpgpadre

       A Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (CORPO de DEUS), celebração festiva da EUCARISTIA, na paróquia de Nossa Senhora de Tabuaço é também o dia, de há muitos anos a esta parte, da Primeira Comunhão.

       Hoje 17 crianças do terceiro ano de catequese comungaram pela primeira vez. Uma festa alegre, sorridente, bela... Ficam algumas imagens da Eucaristia e da Procissão Eucarística...

»» Para ver mais fotografias deste dia poderá consultar

o perfil no facebbok da paróquia de Tabuaço.

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