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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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07.01.11

O Valor das pequenas coisas...

mpgpadre

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.

Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.

Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.

Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.

Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.

Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.

Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.

Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.

Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.

Em cada oração que não faço, eu peco.

Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.

Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.

Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.

Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.

Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.

Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.

Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.

Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!

 

Roque Schneider, postado a partir de Caritas in Veritate

17.11.10

O Rouxinol e a Rosa vermelha!

mpgpadre

       Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim. No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim. Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.

       O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele. Assim criou um grande afecto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas.

       O jovem um dia se apaixonou. Ao se declarar a sua amada, ela disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na manhã seguinte, uma rosa vermelha.

       O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma rosa vermelha para ofertar a sua amada.

       Triste, desolado, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele, que poderia presenteá-la com Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas. Elas estavam fora de época, era impossível consegui-las, naquela estação.

       O Rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor. Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou:

       - Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida!

       - Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?

       - Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço é muito grande, seu peito pode não agüentar.

       - Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo!

       Quando escureceu, o Rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor. Um grande espinho, começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida! Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu.

       Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre, apenas colheu a Rosa.

       Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:

       - Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos...

       Enfim: Cada um dá o que tem no coração... Cada um recebe com o coração que tem....

 autor desconhecido, postado a partir do nosso CARITAS IN VERITATE.

22.05.10

Boa ideia, mãe!

mpgpadre

       Ele era muito distraído. Um cabeça-no-ar. Péssimo para fazer recados. Mas, mesmo assim, a mãe dele insistia:

        – Ó Pedro, vai ali, se fazes favor, à mercearia do senhor Cosme e traz-me dois quilos de batatas.

        O Pedro ia e voltava a correr com uma batata na mão.

        – Então as outras? – perguntava a mãe.

        – Já vou buscar, mãe – dizia o Pedro.

        Nova corrida e nova batata. Trazia-as uma a uma...

        – Ó filho, que trabalheira! Metia-las todas num saco e trazias, de uma só vez.

        – Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

        O recado seguinte tinha a ver com o porco, que tinha ficado em observação no veterinário, por causa de umas vacinas, e que a mãe não tivera ainda tempo de ir buscar. Mandou o filho.

        Quando o rapaz regressou sem o bicho, a mãe admirou-se.

        – Fui metê-lo num saco e ele não quis – explicou o Pedro.

        – Ó filho, trazia-lo para casa com um cordelinho amarrado pelo pé e tocáva-lo para diante com uma varinha.

        – Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

        Pouco depois, a mãe mandou-o à feira para comprar um cântaro. Quando o Pedro chegou a casa trazia só a asa do cântaro, presa a um cordel. E ele, muito contente:

        – Fiz como a mãe disse.

        O que valia ao Pedro cabeça-no-ar é que a mãe tinha muita paciência. Ai dele se não tivesse!

António Torrado, in História do Dia (contadores de Histórias)

03.03.10

O presente mais valioso pelo preço mais alto

mpgpadre

       Atrás do balcão, Marcos olhava a rua. 0 movimento esteve fraco na sua loja o dia inteiro. De repente, uma miudinha aproximou-se e colou o rosto no vidro da montra. Os seus olhos brilhavam e tinham um rumo certo: um colar de turquesa azul. Entrou na loja e foi directa ao balcão.

       - Quero aquele colar azul. E para a minha irmã, pode fazer um embrulho bem bonito?

       Desconfiado, o dono da loja olhou para a menina e perguntou:

       - Quando dinheiro tens tu?

       A miúda colocou a mão no bolso, tirou um saquinho de pano e despejou em cima do balcão algumas moedas.

       - Isto dá? - perguntou orgulhosa.

       Completou:

       - Quero dar um presente à minha irmã mais velha. Quando a minha mãe morreu, ela ficou sozinha a cuidar de nós. Não nos abandonou em nenhum momento e sempre nos deu muito carinho. Agora é o aniversário dela e tenho a certeza de que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

       Marcos retirou-se por alguns instantes e voltou de seguida com um embrulho bonito, um papel brilhante enrolado com uma fita azul.

       - Toma, mas leva com cuidado - disse o homem.

       Ela saiu saltitante, feliz por ter encontrado o presente perfeito para a sua irmã.

       Ainda no mesmo dia, algumas horas mas tarde, entra na loja uma linda jovem, de cabelos longos e com uns belos olhos azuis.

       Colocou sobre o balcão um embrulho que foi logo identificado pelo dono da loja. - Este colar foi comprado aqui?

       - Sim - respondeu.

       - E quanto custou?

       - Bom - hesitou - o preço de qualquer produto da minha loja é guardado entre mim e o cliente.

       - Mas a minha irmã não tinha dinheiro, a não ser umas quantas moedas. Ela não teria dinheiro nem para uma bijutaria, quanto mais para comprar um colar legítimo. Como é que ela pagou?

       Marcos pegou no embrulho. Fechou e enrolou novamente a fita com cuidado. Devolveu à jovem e disse:

       - Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.


PARA REFLECTIR:

       Duas atitudes merecem grande destaque nesta parábola.

       Primeiro a do vendedor. Dificilmente presenciaremos uma acção assim na nossa sociedade. A sua comoção e iniciativa de presentear alguém que nunca viu antes, que não faz parte do seu círculo de amigos, é maravilhosa. Quão diferente seria o mundo se existissem pessoas com esse espírito de doação e generosidade.

       A atitude de maior destaque, no entanto, é a da menina. Ingenuamente, procura o presente mais bonito para agradar a sua irmã, a quem tanto deve. A sua inocência rompe a resistência do dono da loja e quebra os padrões de uma sociedade materialista. A sua preocupação não é o dinheiro, mas a felicidade da pessoa mais importante da sua vida: a sua irmã.

       NÓS deveríamos aprender com esta atitude, aprender a valorizar mais as pessoas que fazem parte de nossa vida, aprender a dar tudo o que temos para levar a alegria aos nossos irmãos, pais, filhos, amigos...

 

Retirado do livro Parábolas sobre a Fé, Ir. Darlei Zanon, PAULUS Editora, in ASAS DA MONTANHA.

09.02.10

Tornei-me invisível

mpgpadre

       Já não sei em que data estamos. Lá em casa não há calendários e na minha memória as datas estão todas misturadas.

       Me recordo daquelas folhinhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens dos santos que colocávamos no lado da penteadeira. Já não há nada disso.

       Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse conta, eu me fui apagando também...

       Primeiro me trocaram de quarto, pois a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia de minhas bisnetas.

       Agora ocupo um recanto, que está no pátio de trás. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram, e todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas.

       Mas tudo bem... Desde há muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis. E quando o encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde o tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro, não é uma enfermidade delas, das coisas, porque estou segura de tê-las, porém sempre desaparecem.

       Noutra tarde dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos não me respondem.

       Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que dizem. As vezes intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer não ocorrera a nenhum deles, e de que lhes vai ser de grande utilidade.

       Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então cheia de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha xícara de café. E faço assim, de propósito, para que compreendam que estou aborrecida, para que se dêem conta que me entristecem e venham buscar-me e me peçam perdão …

       Porém ninguém vem... Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que o tomasse, só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença. O chá pouco a pouco foi esfriando… e junto com ele, meu coração... Então noutro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender. Meu neto menor disse: “Ainda estás viva vovó? “.

       Eles acharam tanta graça, que não pararam de rir. Três dias estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem o bom dia me deu.

       Foi então quando me convenci de que sou invisível... Parei no meio da sala para ver, se me tornando um estorvo me olhavam.

       Porém minha filha seguiu varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

       Um dia se agitaram os meninos, e me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente.

       Fazia tanto tempo que não saía e mais ainda ia ao campo! No sábado fui a primeira a levantar-me.

       Quis arrumar as coisas com calma. Nós os velhos tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim que adiantei meu tempo para não atrasá-los. Rápido entravam e saíam da casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro.

       Eu já estava pronta e muito alegre, permaneci na entrada a esperá-los. Quando me dei conta eles já tinham partido e o carro desapareceu envolto em algazarra, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não coubesse no carro. Ou porque meus passos tão lentos impediriam que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque. Senti claro como meu coração se encolheu e a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar. Eu os entendo, eles vivem o mundo deles.

       Riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. E eu, já nem sinto mais o gosto de um beijo. Antes beijava os pequeninos, era um prazer enorme tê-los em meus braços, como se fossem meus. Sentia sua pele tenrinha e sua respiração doce bem perto de mim. A vida nova me produzia um alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditara me lembrar. Porém um dia minha neta Laura, que acabava de ter um bebé disse que não era bom que os anciãos beijassem aos bebés, por questões de saúde...

       Desde então já não me aproximo deles, não lhes quero passar algo mau por minhas imprudências. Tenho tanto medo de contagiá-los! Eu os bendigo a todos e lhes perdoo, porque...

QUE CULPA TÊM ELES DE EU ME TER TORNADO INVISÍVEL?

 

Hamilton Slide, postado a partir do nosso Caritas in Veritate.

 

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