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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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01.06.19

Elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.

mpgpadre

1 – A Ascensão do Senhor sublinha que a missão de Jesus conta connosco.

Jesus parte para o Pai sem nos deixar! Como é que isso é possível? Através do Espírito Santo. Encarnando, Jesus sujeita-Se à finitude, a fragilidade e às limitações humanas. Se está em Tabuaço, não pode estar em Penude. Se nasceu no ano 2000 não vai estar no mundo daqui a mil anos! Se não comesse e não bebesse, Jesus acabaria por morrer por inanição, como qualquer mortal.

A partida de alguém que estimamos gera desconforto, tristeza, incerteza. Há hoje muitas formas de atenuar a distância física, e obrigamo-nos a acreditar e a fazer acreditar os outros que nada muda, tudo permanece como antes, basta telefonar, fazer uma videochamada! Mas não é a mesma coisa. Nós sabemos isso. Olhar para um ecrã não é a mesma coisa que olhar olhos nos olhos a meio metro de distância. E ficará a faltar o beijo, o abraço, a carícia, o odor que nos liga, o tato da pele na pele do outro.

Quando a partida é provisória, começam a fazer-se contas aos dias que ficam a faltar para o regresso. Alimenta-nos mais a certeza do regresso, do encontro e da festa, do que a distância, e esta justifica-se pela necessidade. Problema maior é quando a partida é definitiva, para sempre, ou porque as condições e as opções de vida o exigem, ou por morte (e aqui o definitivo tem um carácter avassalador).

A partida de Jesus é definitiva! Previamente o anuncia, mas também a promessa do Seu regresso. Não um regresso ao "antes", físico, mas a partir de Deus, pela ação do Espírito Santo. Ele dá-nos, envia-nos de junto do Pai, o Espírito Santo.

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2 – "Vós sois testemunhas destas coisas". Ontem eles, hoje nós, discípulos missionários deste tempo, 2019, onde nos encontramos, na família, nos estudos, no trabalho, na festa como no luto, de manhã ou ao entardecer do dia e da vida. Somos testemunhas da Boa Notícia que nos é revelada em plenitude por Jesus Cristo e no Seu mistério de entrega e oblação. Ele entregou-Se inteiramente por nós.

O discípulo segue as peugadas do Mestre. «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém».

Vendo a vida de Jesus, podemos antecipar como será a nossa vida uma vez a Ele convertidos. Se Ele, qual manso Cordeiro, foi injustiçado, perseguido, maltratado, morto, como não o seremos nós também se ousarmos persistir na verdade, no amor e no serviço?!

Mas não há que temer. «Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai… Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas até aos confins da terra».

 

3 – Não nos ocupemos em saber os tempos, comprometamo-nos a evangelizar todas as situações. «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade».

Na Galileia, Jesus encontra-Se com os discípulos, sempre O podemos encontrar, e "elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos". Os discípulos ficam estupefactos. Não querem ainda acreditar que Jesus já não está fisicamente entre eles! Foi tão pouco tempo! Um instante! Três anos preenchidos de bondade, compaixão, de serviço aos mais pobres, de anúncio permanente do Evangelho. Um instante e logo Jesus é preso, acusado de malfeitor e é crucificado. Um instante! Jesus volta, ressuscitado, com as marcas da paixão, o amor levado até ao fim e mostra-lhes que estará no meio deles, mas de uma forma totalmente nova, pelo Espírito Santo, já não limitado pelo tempo ou pelo espaço. Estará ao alcance de todos.

Num misto de alegria e de tristeza, veem-n´O partir. Não há lugar ao engano ou ao faz-de-conta, Jesus afasta-Se em direção ao Pai. Sabemos onde Ele Se encontra! À direita do Pai. E, por conseguinte, o nosso olhar terá de ser peregrino do Céu, a nossa pátria verdadeira, mas com os pés bem assentes neste mundo: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu». Cidadãos do Céu, mas comprometidos no anúncio do Evangelho, na transformação do mundo que Deus nos dá como morada provisória, mas ainda assim para a tornarmos bela, cuidada, fazendo-a nossa casa, a minha e a tua casa, lugar em que nos encontramos, nos descobrimos e nos tratamos como irmãos.

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Textos para a Eucaristia (ano C): Atos 1, 1-11; Sl 46 (47); Ef 1, 17-23; Lc 24, 46-53.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

 

12.05.18

Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura

mpgpadre

1 – Jesus estará presente nos discípulos através do Espírito Santo. Mas caber-lhes-á, e a nós também, pôr em marcha o anúncio do Reino que Ele instaurou com a Sua vida e, particularmente, com o mistério da Sua morte e ressurreição: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado».

Sem delongas, o evangelista informa-nos que Jesus foi elevado ao Céu, sentando-Se à direita do Pai, e os discípulos partiram por toda a parte, a anunciar o Evangelho, como lhes tinha sido ordenado, e logo verificam que o Senhor coopera com o seu ministério, visível nos milagres que comprovam e ilustram as palavras.

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2 – São Lucas faz-nos regressar um pouco atrás, sublinhando as hesitações e os medos, os percalços do caminho e o perigo da automatização da salvação. Os 40 dias dados para a Ascensão de Jesus força-nos a perceber que Ele esteve o tempo necessário para nos preparar para a missão, mas agora é a nossa vez, não podemos ficar de braços cruzados à espera que a vida aconteça, por si mesma.

Durante 40 dias apareceu-lhes, mas findaram esses dias. Será agora a restauração de Israel? Podemos ficar descansados, que tudo ficará diferente? Vamos ver o sol brilhar no país e no mundo? A resposta de Jesus é lapidar: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou… mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra».

O decisivo não é a irrupção do Reino Deus, o fim do mundo, a vitória do bem sobre o mal, os bons em lugar dos maus, a vida a absorver a morte, a confiança a destruir o sofrimento; o decisivo é o que eu e tu podemos fazer para sermos verdadeiras testemunhas de Jesus, em Jerusalém e em toda a parte, na minha e na tua casa, na minha e na tua paróquia, na minha e na tua rua!

 

3 – Tal como Marcos, também Lucas conclui que Jesus Se eleva à vista deles, mas logo uma nuvem O esconde dos seus olhos!

O Céu faz ouvir o seu grito: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

O olhar voltado para o Céu remete-nos para a terra: Jesus virá do mesmo modo! É preciso não descurar a terra, o mundo! Não basta simplesmente ficarmos pasmados a contemplar o que possa estar para lá das nuvens, é necessário que a nossa vida seja sol e luz para os irmãos, sejamos testemunhas de Jesus, do Seu amor e do Seu perdão, para, dessa forma, purificarmos o nosso olhar, o nosso coração, para que vendo-O nos irmãos, O cheguemos a ver face a face.

A Madre Teresa de Calcutá dá-nos uma dica preciosa: «Reza como se tudo dependesse de Deus e age como se tudo dependesse de ti...». O mundo precisa de Deus e precisa de nós, de mim e de ti, para levarmos o Deus que nos habita a todos que não O conhecem ou vivem afastados d’Ele.

 

4 – Hoje, sobretudo em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, evoca-se Maria, Mãe de Jesus, como Nossa Senhora de Fátima, 101 anos depois da primeira aparição aos Pastorinhos.

A mensagem é a do Evangelho: conversão, mudança de vida, oração pela paz no mundo, compromisso com a verdade e com a justiça, defesa e promoção da vida e da dignidade das pessoas, sobretudo as mais frágeis!

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Textos para a Eucaristia: Atos 1, 1-11; Sl 46 (47); Ef 1, 17-23; Mc 16, 15-20.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

 

07.05.16

Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu

mpgpadre

1 – As últimas palavras de Jesus são de despedida, de promessa, de esperança e de envio. E não apenas isso. Sintetizam o mistério pascal, comprometendo os discípulos. Doravante não poderão calar o que viram e ouviram: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso».

Ao longo de três anos – a vida pública de Jesus –, os apóstolos foram testemunhas de um sonho, um projeto de vida, um desafio envolvente. O reino de Deus a emergir na pessoa de Jesus Cristo, nas Suas palavras e nos Seus gestos de compaixão e de proximidade, de delicadeza e de acolhimento. Uma mesa posta para todos. Um banquete para incluir, a começar pelos excluídos. Um reino de portas abertas, integrador, em que ninguém está a mais. Acompanham-n'O camponeses, pedintes, doentes, maltrapilhos. Mais que um estilo (exterior) é um jeito de ser, um compromisso. A santidade de Jesus mistura-se com o (nosso) pecado, a água dissolve a lama, a divindade abaixa-Se para caminhar connosco e nos elevar.

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2 – A Ascensão de Jesus ao Céu leva-nos a sério. Não somos mais crianças de levar pela mão. O tempo de aprendizagem perdura a vida toda mas há um momento em que as aprendizagens e os instrumentos nos responsabilizam e nos é passada a bola. Cabe-nos prosseguir o caminho aberto por Jesus. Assim na fé. Assim na vida!

Jesus leva os discípulos para todo o lado. Explica-lhes mais detalhadamente a Sua mensagem e o conteúdo dos gestos e das parábolas. Uma e outra vez os envia para que vão e anunciem a proximidade do Reino de Deus e curem doentes e endemoninhados. Prepara-os não para O substituírem – Ele estará presente até ao fim –, mas para serem as Suas mãos, a Sua voz, o Seu abraço, no mundo das pessoas.

"Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus".

 

3 – Os Apóstolos levam algum tempo a perceber por inteiro a missão a assumir com a morte e a ressurreição do Mestre da docilidade. Nos Atos dos Apóstolos, Lucas mostra a urgência em não ficarem a olhar para o Céu como se de lá viessem todas as soluções.

Depois da Sua paixão, diz-nos São Lucas, Jesus apareceu vivo aos Seus discípulos, durante 40 dias (tempo necessário para iniciar e cimentar uma nova forma de se relacionarem com o Mestre), falando-lhes ainda e sempre do reino de Deus. Os discípulos continuam a interrogar-se e a interrogá-l'O. Jesus provoca-os: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas até aos confins da terra».

Os discípulos viram e ouviram, não podem calar, não podem esconder. São testemunhas da vida e da missão de Jesus.

À vista dos seus discípulos, Jesus elevou-Se ao Céu e "uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

Não apenas eles. Também nós. Quantas vezes ficamos à espera? De sinais! De respostas! De soluções! Então a mesma voz: Jesus, o milagre para a vossa vida, encontra-se entre vós! Por que esperais?

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Textos para a Eucaristia (C): Atos 1, 1-11; Sl 46 (47); Ef 1, 17-23; Lc 24, 46-53.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

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