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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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29.04.17

Reconheceram-n’O ao partir do pão...

mpgpadre

1 – Dois dos discípulos regressam a casa, desencantados. Jesus vem e coloca-Se com eles a caminho. Primeiro momento. Jesus vem ao nosso encontro nas circunstâncias da nossa vida e todos os momentos são propícios. Há de haver um tempo que depende de nós reconhecê-l'O e acolhê-l'O ou ignorá-l'O.

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2 – Pelo caminho, Jesus vai-lhes explicando as Escrituras, preparando-os para o que está para vir, para O reconhecerem.

«Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». A pergunta provocatória de Jesus, lança pontes para a Sua vida pública, em que tinha anunciado o sofrimento e a perseguição se prosseguisse com o seu programa de vida, denunciando a prepotência, a arrogância, o autoritarismo, a intolerância e optando pelos mais pobres, pelos excluídos, pelos mais pequeninos, pelos publicanos e pecadores, pelas mulheres e pelas crianças, incluindo, promovendo, devolvendo a dignidade perdida, revelando-lhes o amor de Deus, tratando-os como irmãos. Esta postura criou inveja, ciúme, gerou ódios que que viriam a custar-Lhe a vida. Como tinha previsto. Chegar à meta sem esforço e sem sacrifícios não é possível.

Jesus serve-se da Sagrada Escritura para lhes mostrar as intuições da Lei e dos Profetas no que ao Messias diz respeito. Aproximam-se da sua povoação e Jesus faz menção de seguir adiante. Ele vem até nós, mas não Se impõe, dá-nos a liberdade para O acolhermos, ou para O deixarmos prosseguir para outras bandas. Os discípulos de Emaús sentem-se impelidos a deixar que Ele permaneça: «Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite».

 

3 – Há momentos de dúvida, de hesitação e até de treva. Mas não desistamos. Deus manifesta-Se também na noite da nossa fé e da nossa vida. Assim no-lo garantem muitos santos. Jesus dá-nos uma sugestão para O encontrarmos: vendo e tocando as Suas chagas presentes nos irmãos. Quando cuidamos dos outros por amor a Jesus Cristo, a nossa fé exprime-se e amadurece, mesmo que com incertezas. A fé fortalece-se com o amor e cuidado aos outros.

Hoje Jesus mostra-nos outra forma de O reconhecermos. Pôs-se à mesa com eles, "tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho". Abrem-se os olhos, melhor, o entendimento e reconhecem-n’O. A fração do pão, da forma como Jesus no-lo dá, a Eucaristia, faz-nos irmãos, aproxima-nos, abre-nos a compreensão.

Jesus está no pão a partilhar e anunciar. Partem imediatamente. À Eucaristia levamos tudo o que arde cá dentro, os nossos projetos e angústias, os nossos sonhos e as nossas alegrias. A Eucaristia abre-nos os olhos e o coração e a vida e envia-nos em missão.

 

4 – A comunidade garante e fortalece a fé. Os dois discípulos regressam ao seio da comunidade, para testemunharem o encontro com Jesus e para escutarem e absorverem o testemunho dos outros discípulos. Também na dúvida, na incerteza, a comunidade dos crentes deve ser o espaço e o tempo em que descobrimos Jesus. Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome estarei no meio deles.


Textos para a Eucaristia (ano A):  Atos 2, 14. 22-33; Sl 15 (16); 1 Pedro 1, 17-21; Lc 24, 13-35.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

09.04.16

Simão, Filho de João, Tu amas-me?

mpgpadre

1 –  “A preocupação de todo o cristão... há de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor. A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote” (Bento XVI, em Fátima).

O amor é a fidelidade no tempo. Não é um sentimento passageiro, mas uma opção de vida. Jesus não passa pelas pessoas. Jesus permanece. "Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos" (Mt 28,20). Não estará num momento ou nas situações favoráveis, mas em todo o tempo, e em todas as situações da vida. Deus é amor. Quem ama permanece em Deus e Deus permanece nele.

Jesus volta a aparecer, junto à margem. Convida-nos para a Sua mesa. O entusiasmo inicial desvanece-se, logo passa e tudo regressa à rotina e ao cansaço. E eis que vemos Jesus, a chamar-nos, a alimentar-nos e a enviar-nos. Ainda não percebemos que a ressurreição nos leva para outros caminhos? A vida está aquém do sepulcro e além da morte. O Ressuscitado reenvia-nos para o HOJE. Por quê voltar atrás?

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2 – Jesus apareceu aos discípulos, na tarde daquele primeiro dia, encontrou-os fechados em casa com medo dos judeus. Oito dias depois voltou a aparecer-lhes, estando também Tomé, antes ausente. A alegria tomou conta deles, mas foi sol de pouca dura. Que fazer? Esperar que o Ressuscitado restaure em definitivo o Reino de Deus?

Pedro, para se distrair ou ocupar o tempo, decide ir pescar. Os outros seguem-lhe o exemplo. Tomé, Natanael, João, Tiago e mais dois discípulos. Já se tinham esquecido que Jesus os retirou da pesca real para os tornar pescadores de homens (cf. Mt 4, 19). E, com efeito, a noite não rendeu, não pescaram nada. Ao romper da manhã, Jesus apresenta-Se na margem. Jesus chega cedo à nossa vida. Eles não sabiam que era Ele. Muitas vezes também nós não nos apercebemos que Jesus nos visita ou que está diante de nós!

A pergunta de Jesus deixa-os boquiabertos: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Escutam o pedido e, de bom grado, O atenderiam, mas não pescaram nada. Então Jesus diz-lhes: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Sucedem-se momentos extraordinários. Com Jesus, a pesca é abundante. Sem Ele, é inútil qualquer trabalho. Nesta pescaria são precisas muitas mãos. Pedro vai ao encontro de Jesus, outros discípulos puxam as redes. Pedro volta, sobe ao barco, ainda Hoje como Francisco, e puxa a rede para terra firme, com 153 grandes peixes. Não importa o número mas a comunhão de amor. Na margem, Jesus espera-os para os alimentar. Primeiro pediu-lhes que comer, agora tem o lume aceso e peixes a assar. Mas conta com eles, e connosco: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora».

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3 – O amor é a fidelidade no tempo. Não é um instante, ainda que se alimente de instantes e se renove constantemente. Traduz-se em obras, gestos e atitudes. Jesus questiona Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Pedro responde o óbvio: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus insiste. Na terceira e última resposta, Pedro reconhece-se humildemente, quase a sussurrar: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo».

Olhando-o nos olhos, Jesus desafia-o: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Mais uma vez não lhe promete facilidades. Jesus estará sempre com ele e connosco, desde que O amemos de todo o coração. Como a Pedro, ontem, também a nós, hoje, Jesus interpela: «Segue-Me».

_________________________

Textos para a Eucaristia (ano C): Atos 5, 27b-32. 40b-41; Sl 29 (30); Ap 5, 11-14; Jo 21, 1-19.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE

18.04.15

Vós sois as testemunhas de todas estas coisas

mpgpadre

1 – Estamos aqui, como cristãos e como comunidade crente, porque Jesus Cristo vive no MEIO de nós e nos congrega como Seu CORPO, do qual somos membros. Se a morte de Jesus pusesse fim à Sua vida, como um todo, também o Seu projeto de salvação ficaria para sempre encerrado naquele túmulo.

Mas eis que, passados três dias, o túmulo se abre. Jesus vem e coloca-Se no MEIO de nós e associa-nos à Sua vida nova. Encontra-nos perto do sepulcro, encontra-nos no caminho, encontra-nos em casa. E provoca-nos, enviando-nos a todo o mundo.

«Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

Pedro, depois das aparições de Jesus, temperado pelo fogo de Deus, posto à prova, reconciliando-se com a sua fragilidade e com os seus medos, torna-se, com os demais apóstolos, testemunha convicta: «O Deus de nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a soltá-l’O. Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação dum assassino; matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso… Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados».

A palavra de Deus, nas palavras de Pedro, convida-nos a assumir a nossa história. É tempo de balançar a vida para a frente, deixando que o Espírito de Deus nos comunique a vida nova, para n'Ele vivermos e anunciarmos o Evangelho do perdão e do amor. Sejamos também nós testemunhas do Ressuscitado Jesus!

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2 – A Páscoa transforma-nos, pois nos introduz numa vida nova e numa nova maneira de compromisso com o mundo que nos rodeia e ao qual Deus nos envia com a missão de o cultivarmos, para que seja um lugar para nos encontrarmos como irmãos a fim de formarmos uma só família para Deus.

Com a Ressurreição de Jesus, o Céu chega a nós com toda a sua força transformadora, a força do amor, do perdão, do serviço, que nos aproxima e irmana e nos leva a cuidar dos mais frágeis, sabendo que neles, de forma preferencial, poderemos encontrar o Deus de Jesus Cristo, que Se deixa ver e tocar pelas chagas, pelas feridas humanas.

Aquela manhã é uma surpresa contínua. Ainda hoje nos reunimos, como cristãos e como comunidade, no primeiro DIA DA SEMANA que se tornou o DIA DO SENHOR (Dies Domini = Domingo), para celebrarmos a Páscoa de Jesus Cristo. N'Ele, Deus recria todas as coisas, fazendo-nos participantes da salvação, corresponsáveis uns pelos outros, pois membros da mesma família.

O Encontro com o Ressuscitado convoca-nos para a missão e de discípulos tornamo-nos missionários. Os discípulos de Emaús, que Jesus encontrou no caminho e que O reconheceram ao partir do pão, saem rapidamente e vão ao encontro dos outros para lhes contarem tudo o que aconteceu. São testemunhas destas coisas! Eles e nós.

 

3 – Jesus surpreende. Quando deixar de nos surpreender há que suspeitar da nossa fé. Apresenta-se no MEIO e traz-nos a paz: «A paz esteja convosco». Ainda atolados na noite da dúvida e da incerteza nem queremos acreditar que Aquele que morreu numa cruz está de volta ao nosso convívio.

Jesus tranquiliza-nos: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». E logo acrescenta: «Tendes aí alguma coisa para comer?». Segue o mesmo padrão que antes, visualiza o que afirma com uma realidade do dia-a-dia.

Em definitivo, Jesus não é um espírito a vaguear pelo mundo ou um fantasma. Por um lado, a realidade temporal foi ultrapassada pela ressurreição, por outro, a identidade corpórea é evidente. O Crucificado é o Ressuscitado. Jesus relembra a mensagem anterior à Paixão. Manifesta-Se num corpo glorioso mas a Sua aparição é mais do que um susto, um fantasma, uma ilusão, É Ele próprio com a Sua identidade humana e divina. Como Filho de Deus, Ele pode comer e ser tocado, apesar da Sua presença gloriosa.

Por vezes queremos explicar e encerrar Deus nas nossas conceções racionais. Mas Deus, enquanto Deus, não pode ser limitado nem prisioneiro dos nossos conceitos. A palavra de Deus convida-nos a abrir-nos à esperança e ao futuro, a deixarmo-nos surpreender por Deus, como aconteceu com os discípulos daquele tempo, para nos tornarmos verdadeiras testemunhas.

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Textos para a Eucaristia (B): Atos 3, 13-19; Sl 4; 1 Jo 2, 1-5a; Lc 24, 35-48.

 

Reflexão dominical COMPLETA no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.

21.05.14

LEITURAS - João César das Neves - Lúcia de Fátima...

mpgpadre

JOÃO CÉSAR DAS NEVES (2014). Lúcia de Fátima e os seus primos. Lisboa: Paulus Editora. 168 páginas.

       João César das Neves é um conhecido economista, e um reconhecido católico, com intervenções oportunas em diversas áreas, com o pano de fundo da mensagem do Evangelho. Mais um original contributo de um tema incontornável para os católicos (portugueses), o acontecimento de Fátima e as Aparições aos três Pastorinhos, dois deles já beatificados, em 2000, pelo Papa João Paulo II, que se deslocou a Fátima com esse propósito, no dia mais importante, 13 de maio, altura em que foi também revelada a terceira parte do segredo. A Irmã Lúcia viria a falecer cinco anos depois, a 13 de fevereiro de 2005, uns meses antes do Papa João Paulo II, que faleceu a 2 de abril de 2005. Três anos depois, Bento XVI dispensou do prazo para se iniciar o processo de beatificação, que são cinco anos, mas que passados três anos se iniciou o processo.

       O título, desde logo, nos centra no papel preponderante de Lúcia, pela extensão de vida, grande parte dos quais como mensageira da Senhora de Fátima. É do seu testemunho, respondendo aos diversos processos paroquiais, diocesanos, ou em resposta ao Vaticano, seja pelos escritos e pelas respostas que vão dando. O centro de toda a mensagem é DEUS. Outra protagonista é Nossa Senhora. E no serviço de divulgar o amor e a misericórdia de Deus, através da veneração do Imaculado Coração de Jesus e de Maria, os Pastorinhos.

       Se o título nos aponta imediatamente para a irmão Lúcia, o autor não deixa de contextualizar os acontecimentos de Fátima, com o lugar e o ambiente do interior de Portugal, aquela época, a proximidade à primeira guerra mundial, os erros espalhados pela Rússia, os costumes da época, o que envolveu a auscultação dos factos e a evolução dos acontecimentos.

       Antes de Lúcia, os dois primos: Francisco - reservado, decidido, disposto a tudo fazer para consolar Nosso Senhor, sério, não se importando de perder nos jogos. Jacinta - a mais nova. Determinada. Emotiva. A que colhe mais simpatia por parte das pessoas. A primeira a revelar a aparição de Nossa Senhora. Oferece os seus sacrifícios pela conversão dos pecadores, para consolar o Imaculado Coração de Jesus e de Maria, e pelo Santo Padre, a quem vê em grande sofrimento. Sensível, mas ao mesmo tempo corajosa, permanecendo dócil a Nossa Senhora, mas guardando para si o que é necessário guardar. Com a pneumónica sabe que não há nada a fazer, revelação de Nossa Senhora, mas aguenta todos os tratamentos para a conversão dos pecadores e pelo Santo Padre. Morre sozinha.

       Certamente que as Memórias da Irmã Lúcia são imprescindíveis para compreender o acontecimento de Fátima e o desenvolvimento de devoções e da consagração do mundo a Nossa Senhora, o carácter dos seus primos, e o desenrolar das investigações, e os padecimentos a que estiveram sujeitos. No entanto, tem surgido um enorme volume de textos, reflexões, e outras devoções decorrentes da Mensagem de Fátima. João César das Neves apresenta aqui um belíssimo testemunho sobre Fátima, com as PESSOAS incontornáveis nesta Mensagem vinda do Céu, que concorre com Lúcia, Jacinta e Francisco, para fazer chegar o Evangelho mais longe.

        É uma leitura leve, no sentido que é acessível a todos. Em pouco texto diz muito, leva-nos ao essencial. É um daqueles livros sobre o qual não existe dificuldade em recomendar, e que nos permite perceber um acontecimento sobrenatural.

03.05.14

Reconheceram-n'O ao partir do pão

mpgpadre

       1 – "Jesus entrou e ficou com eles. Pôs-Se à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O". A Eucaristia, instituída em Quinta-feira Santa, marca para sempre a vida dos cristãos, dos que se querem seguidores de Jesus. Neste pedaço de Evangelho que hoje nos é apresentado, estão os traços essenciais dos crentes cristãos.

       Jesus toma a iniciativa. Vem ao nosso encontro. Encontra-nos a caminhar. Acompanha-nos pela estrada fora. Dispõe-se a entrar em nossa casa e a revolucionar a nossa vida. Mas não Se impõe. Ele seguirá outro caminho se nós estivermos impermeáveis ao Espírito.

       O encontro com Jesus, se é autêntico, não anulando as dificuldades da nossa vida, frágil e humana, finita e mortal, converte-se em ALEGRIA contagiante, faz-nos descruzar os braços, levantar-nos do chão e coloca-nos de novo a caminho, ainda que tenhamos que voltar atrás, ainda que tenhamos que irromper pela noite e pelas trevas, para levar a Luz e Verdade a outras pessoas. Ide e fazei discípulos é mais que uma opção. É a única opção para os seguidores de Jesus. O bem, o amor, é para partilhar. Só o que se partilha é verdadeiramente nosso. Cristo é nosso quando e sempre que o partilhamos.

       2 – Sexta-feira, que viria a ser santa, dia da entrega final de Jesus na Cruz, os discípulos veem desenrolar-se um filme inesquecível. Desde o entardecer do dia anterior, acompanhando Jesus na oração dramática do Horto das Oliveiras. Sucessivamente, Jesus é preso, julgado de forma sumária, passando de instância para instância, esbofeteado, escarnecem d'Ele, cuspindo-lhe, colocam-lhe uma coroa de espinhos, é flagelado e fisicamente muito fragilizado carrega a Cruz, é crucificado e morre pregado na CRUZ como criminoso, de Quem se desvia rapidamente o olhar.

       Jesus morre. É sepultado. E agora? Quê fazer? O que aconteceu? O que nos aconteceu? Aquele que era o Guia agora está morto! Que vai ser de nós? Extinguiu-se a nossa luz!

       A morte de um familiar, um amigo, um vizinho, aproxima-nos de outros familiares e amigos. Partilhamos a dor, fazemos o luto em conjunto. Podemos até ficar algum tempo, umas horas, uns dias, para nos apoiarmos na mesma dor. Depois a vida segue e nós seguimos também, apesar da perda que sofremos e que passa a fazer parte de nós. Também os discípulos. Regressaram a casa, estiveram algumas horas juntos, três dias, e depois regressam às suas próprias casas. É nesse regresso que Jesus encontra os discípulos de Emaús, desanimados, mas em lógica de se conformarem. "Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu".

       «Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?» – questiona Jesus. "Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito". A palavra de Deus prepara-os e prepara-nos para reconhecermos Jesus. "E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O".

       Novo acontecimento volta a congregar-nos em família: um casamento, um nascimento, um batizado, uma festa de aniversário. Aqui o acontecimento novo: JESUS ESTÁ VIVO! Há que regressar rapidamente à família, a Jerusalém, dizer aos outros, contar-lhes tudo, confirmar o que já se vinha a espalhar. Ser testemunhas da Ressurreição.

 

       3 – Dia da Mãe, início do mês de maio, mês de MARIA, discípula e Mãe de Jesus, o seu exemplo de serenidade e confiança, mantém a primeira comunidade reunida em clima de oração e de recolhimento. Os discípulos de Emaús, quando reconhecem Jesus, voltam atrás, precisamente aonde se encontra Maria com um ou outro discípulo. É Ela que nos congrega como filhos, é Ela que nos faz sentir irmãos, é n’Ela que encontramos um modelo de Mãe: atenta, disponível, confiando mesmo quando as coisas correm mal.

Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, rogai por nós.


Textos para a Eucaristia (ano A): Atos 2, 14. 22-33; Sl 15 (16), 1 Ped 1, 17-21; Lc 24, 13-35.

 

15.04.12

Felizes os que acreditam sem terem visto

mpgpadre

       1 – "Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto»".

 

       Ficará para sempre a confissão de fé de Tomé: "Meu Senhor e Meu Deus". Diante de Jesus ressuscitado não são necessárias muitas palavras. A experiência de encontro é tão forte e sublime que leva à contemplação, ao êxtase. Com Tomé, também nós rezamos, repetimos (em silêncio), professamos a nossa fé, num dos momentos mais extraordinários, o mistério da fé por excelência, o da CONSAGRAÇÃO, quando o Pão e o Vinho dão lugar à pessoa de Jesus Cristo, PÃO divino, o lugar à adoração. Somos privilegiados, não O vimos fisicamente, mas participámos deste milagre maior: "felizes os que acreditam sem terem visto".

       A cada passo evocamos a memória do apóstolo: crer como Tomé, ver para crer. A dúvida do Apóstolo é compreensível, uma vez que a RESSURREIÇÃO é um acontecimento inaudito, novo, extraordinário, que sai fora do humanamente expectável. Veja-se o caso dos discípulos de Emaús (evangelho de são Lucas), que tendo ouvido dizer que Ele ressuscitara, pois as mulheres encontraram o túmulo vazio (como podem constatar também alguns discípulos) e apareceram-lhes uns anjos, estão tristes, ainda não acreditam, até Jesus Se manifestar na fração do pão. Do mesmo jeito, o demais apóstolos, acreditam porque veem, e não porque outros o testemunharam.

       "Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos»".

       Também a eles Jesus mostra o lado e as mãos, repetindo a saudação, para que não restem dúvidas que estão perante o Mestre dos Mestres.

 

       2 – A ressurreição de Jesus Cristo revoluciona a história da humanidade. E, nesta perspetiva, é um acontecimento histórico. Nada será como dantes. Não só divide a história ao meio, o antes e o depois de Cristo (a era cristã inicia-se na referência ao nascimento de Jesus, mas este só é reconhecido a partir da Páscoa, e dos encontros com o Ressuscitado, de contrário Jesus seria mais um profeta caído em desgraça e esquecido), como influencia (continua a influenciar) a cultura, a sociedade, a política, a economia, a religião. É uma revolução a partir do interior do homem, mas efetiva, que se espalha de Jerusalém para o mundo inteiro, ou pelo menos para meio mundo, e cuja perseguição não só não desmobiliza mas apressa a evangelização. Expulsos de casa, expulsos da cidade, levam Cristo para outras casas e cidades.

       A casa do medo há de incendiar-se com a alegria do Ressuscitado. A vida nova invade toda a casa, como quando os raios de sol, num alegre dia de primavera, inundam todos os compartimentos com uma claridade tal que o olhar tem de se apurar (para resistir!).

       É em casa que a vida acontece. E é à volta de uma mesa que se solidificam e estreitam os laços que unem e caraterizam a família. Na última das Ceias encontram-se lá todos. O ambiente é de festa, mas cedo fica carregado com o anúncio de Jesus. É um testamento. Vai partir. Não mais se sentará à mesa com os seus, a não ser noutra Páscoa. A família aprende a superar as dificuldades. A casa começa a desmoronar-se quando alguém se levanta da mesa e abandona a casa. É o que acontece com Judas. Não voltará a entrar em casa, a sentar-se à mesa com os companheiros e com o Mestre, não voltará à convivência com os amigos. Nem tudo estava perdido. Pedro volta. Os outros discípulos hão de voltar também.

       A casa torna-se refúgio, casa de medo e desolação, de solidão e choro, casa onde se faz luto. A casa resguarda-nos dos olhares de condenação e de escárnio, protege-nos das más-línguas. É em casa que os discípulos se fecham e se apoiam uns aos outros, lamentando o sucedido, as portas e as janelas estão fechadas. A luz espreita pelas frinchas. Reina o medo e a tristeza. Jesus vem e coloca-se no meio deles. A casa ganha nova vida. Jesus ilumina toda a casa. Melhor, inunda de alegria os seus discípulos. Passa a ser casa de esperança, de festa, arejada com a presença do Ressuscitado, o cheiro a mofo desaparece rapidamente. Abrem-se as portas. Começa a revolução. A partir de dentro. A partir de casa.

       A casa não é apenas o espaço físico, a habitação, é o outro, a casa são as pessoas que a constituem. Quando alguém regressa a casa, um filho desavindo, um pai ou uma mãe fora em trabalho, uma filha que estivera longo tempo hospitalizada, surge vida nova. O regresso de Jesus a casa, à convivência dos seus, provoca nova vida. "Família e nova evangelização", é a temática proposta para o ano pastoral a decorrer na Diocese de Lamego. Nada mais incisivo: é a partir de casa, da família, que a evangelização há efetivar a adesão firme a Jesus Cristo, mudança no coração, para mudar o mundo.

 

       3 – A comunidade inicia em casa a verdadeira ressurreição, vida nova. Abrem-se as portas para o mundo. Os discípulos fizeram um longo caminho. Deus caminhou com eles. Jesus fez-Se casa para eles. É a LUZ da ressurreição que finalmente lhes abre o entendimento.

       Há vida nova. Jesus está de volta. Os discípulos saem da letargia em que tinham caído com a Sua morte. E com eles se faz a primeira comunidade cristã, que vai aumentando de dia para dia.

       O acontecimento – Ressurreição de Jesus – dá origem a uma postura nova, que assume e espelha a postura de Jesus Cristo e responde ao Seu mandato de amor e de comunhão.

       "A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de grande simpatia. Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade".

       Eis o modo como as primeiras comunidades assumem viver e anunciar a Ressurreição em Cristo Jesus. Continuam a ser modelo para as comunidades do nosso tempo.

 

       4 – Hoje como ontem, não estamos sós. E não devemos estar sós, se Deus nos criou para vivermos uns com os outros e uns para os outros, em comunidade, ajudando-nos como irmãos, vivendo com os outros como em família, como em casa, protegendo, dialogando, partilhando, comendo do mesmo pão, alimentando-nos da mesma vida, da mesma vontade de viver, acolhendo e acolchoando as dores uns dos outros, solidificando a confiança e a segurança.

       Deus amou-nos primeiro. Enviou-nos o Seu Filho. Ama-nos, em todos os momentos da nossa vida. A referência para nos amarmos como irmãos é o amor de Deus. E amamos a Deus sempre que seguimos o Seu projeto de amor, de vida nova, de reconciliação e de paz.

       "Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos, porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não só com a água, mas com a água e o sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade".


Textos para a Eucaristia (ano B): Act 4,32-35; 1 Jo 5,1-6; Jo 20,19-31.

 

Reflexão dominical na página da Paróquia de Tabuaço.

28.11.09

Aparições de Medjugorje e Madre Teresa

mpgpadre

        O padre Jack relata um encontro, nos EUA, com a Madre Teresa de Calcutá e a opinião desta acerca das aparições de Nossa Senhora em Medjugorje. 

     A Madre Teresa, sem levantar a voz, vai falando de vários temas. Por exemplo acerca do aborto, diz que hás duas mortes: uma é a do bebé e a outra é a da consciência da mãe. E que a única coisa que a pode curar é o sacramento da Reconciliação, porque a grande dádiva da Confissão é que permite que nos comecemos a perdoar a nós mesmos..

 

 

        O padre Jack pede-lhe a bênção e ela recusa, dizendo que quem deve dar a bênção é o sacerdote, acrescentando: "Os padres não se dão conta doo quanto são preciosos. É através de vós que Jesus está aqui na Eucaristia".

       Quando lhe perguntaram sobre as aparições de Nossa Senhora em Medjugorje, ela respondeu:

       - "Claro que a Santíssima Virgem está a aparecer lá! É a minha terra, sabem? (Albânia, nos Balcãs) Mas eu nunca lá iria, porque poderia ser uma distracção em relação ao trabalho que Deus lá está a fazer. Enviei uma carta para eles entregarem a Maria, a pedir-lhe que viesse a Calcutá".

O sacerdote respondeu-lhe: "Bem, Madre, Maria não vai porque já a está a utilizar a si lá".

in Wayne Weible, Medjugorje. A Mensagem. Paulinas 2009.

26.11.09

Medjugorje: A Mensagem

mpgpadre

       Encontrámos este livro na Livraria Religiosa de Lamego, a Gráfica de Lamego, e imediatamente comprámos. O sr. Guerra, o responsável, começou por dizer que valia a pena, pois já tinham sido vendidas mais de 1 milhão de cópias, em todo o mundo. Não foi esse o motivo, até porque dias antes tinha adquirido "A Cabana" que já tinha vendido mais de 7 milhões de cópias em todo o mundo. Comprei pela mensagem e pelo fenómeno das aparições de Nossa Senhora.

 

       Quando estive na Equipa Formadora do Seminário Menor de Resende, nos anos de 1998-2000, o sr. Reitor, Pe. Manuel Esteves, falou-nos muitas vezes de Medjugorje (mediugorje, como prenunciámos), quer à Equipa Formadora, quer aos seminaristas, lendo textos referentes às mensagens de Nossa Senhora a seis videntes, todos os dias, ao longo de vários anos, numa localidade da ex-Jugoslávia, Medjugorje, sob domínio comunista.

       Este livro é um testemunho na primeira pessoa, Wayne Weible, protestante, que ministrava catequese aos adultos e que se encontra com este fenómeno numa sessão de catequese. Recolhe informações. Prepara um artigo para um dos seus jornais, que desdobra em 4 artigos, que vão tendo cada vez mais saída, até que são impressos num opúsculo, que em pouco tempo ultrapassa os 2 milhões de exemplares, espalhados pelos EUA.

 

       O autor faz várias incursões a Medjugorje, à Irlanda, a Inglaterra. Várias viagens, várias conferências, várias entrevistas. Sente dentro de si a voz de Nossa Senhora, convidando-o a espalhar a mensagem. Descobre a beleza da recitação do terço. A mensagem fundamental de Medjugorje é a mesma de Fátima, de Lourdes, do Evangelho: jejum, oração, penitência, conversão, mudança de vida, seguimento de Jesus Cristo.

       Estas aparições não foram validadas pela Igreja, mas em todo o caso a mensagem que veiculam está de acordo com o Evangelho, leva as pessoas à conversão, à confissão, à reza do terço, à celebração da Eucaristia, à comunhão, à transformação interior e exterior.

postado a partir de Caritas in Veritate.

26.11.09

Aparições de Nossa Senhora em Medjugorje

mpgpadre

       No dia 24 de Junho de 1981, Nossa Senhora apareceu a seis crianças, na aldeia serrana de Medjugorje. Desde então, e diariamente, Nossa Senhora aparece. Além das seis crianças, ainda apareceu a outra, mas como ao segundo dia não compareceu, só viu Nossa Senhora uma vez. Nossa Senhora revela para eles, para a comunidade e para o Mundo, 10 segredos. Alguns dos videntes só vêem Nossa Senhora em datas específicas, aniversários, quando têm mais necessidade... Mas a Mãe de Jesus continua a aparecer diariamente.

       À mesma hora, numa das salas contíguas à Igreja de São Tiago, ou no exterior. O encontro inicia-se com a recitação do terço, durante o qual se dá a aparição. Fazem silêncio. Aqui no vídeo podemos ver uma das aparições. É uma questão de fé, vemos a expressão de Mirjana, uma das videntes, já adulta. Mexe os lábios, abana a cabeça, expressa alegria ou choro. No final alguém escreve a mensagem do dia.

Medjugorje, 2 de Maio de 2009

       Podem ver outros vídeos, mesmo da dança do sol, ou milagre do Sol, como aconteceu em Fátima. Como é uma questão de fé, pode ou não ver-se o milagre.  Aos que presenciam, os sacerdotes têm dito para não olharem directamente para o Sol, tentando a Deus, pois alguns ficam com lesões na retina. Optámos pelas imagens centradas numa das videntes; não se vê a aparição, como é evidente, mas podem ler-se as expressões. Mais uma vez, importa dizer, que estas aparições não estão aprovadas pela Igreja, mas os frutos têm sido muito meritórios e a mensagem fundamental é a constante do Evangelho.

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