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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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16.12.18

Alegrai-vos sempre no Senhor... Seja de todos conhecida a vossa bondade»

mpgpadre

1 – «Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade». O 3.º Domingo do Advento é conhecido como Domingo da Alegria (Gaudete) e a liturgia da palavra dá-nos o fundamento e as razões para tal alegria.

A alegria dá trabalho, exige dedicação e até esforço. Esta maneira de dizer pode soar estranha, contudo, para lá da alegria espontânea, há a alegria que se conquista, que se procura, há a opção pelo copo meio cheio, a escolha da positividade. Uma pilha tem dois polos, um positivo e outro negativo. Também a vida, ainda que mais multifacetada, com matizes variadas, dependendo de muitas circunstâncias, crónicas e/ou pontuais, interiores ou exteriores, próprias ou alheias. E até o clima pode modificar a disposição e os comportamentos. Mas como somos seres racionais, com vontade própria, podemos insistir numa dinâmica positiva. Não precisamos de ser ingénuos, mas podemos escolher seguir adiante, apostar em tudo o que nos faz bem e nos aproxima dos outros.

O apóstolo Paulo convida à alegria, mas logo a agrafa à bondade. É que o bem que dizemos e que fazemos, e a habituação ao mesmo, ajuda-nos a solidificar a alegria com que acolhemos as maravilhas que o Senhor realiza em nós e através de nós.

Lucas-3-10-18-1.jpg

2 – Depois de João Batista pregar o arrependimento, a conversão, alguns perguntam-lhe o que fazer. Que fazer para a vida nos assemelhe a Deus? Como chegar a uma alegria que nos leve a acreditar na força do amor, do perdão e da confiança em Deus? E João responde-nos, concretizando: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo» (todos); «Não exijais nada além do que vos foi prescrito» (publicanos e nós); «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo» (soldados, eu e tu).

 

3 – João Batista prepara e anuncia a Boa Nova que está a chegar. É necessário preparar o coração e a vida para Aquele que está a chegar. «Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro».

Numa das passagens do Principezinho (de Antoine Saint-Exupéry), a raposa diz ao pequeno Príncipe: "Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, eu, a partir das três, já começo a ser feliz. Quanto mais se aproximar a hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já estarei agitada e inquieta; descobrirei o preço da felicidade!" É esta alegria que hoje evocamos, a alegria de sabermos que o Senhor está a chegar e que nos traz a salvação de Deus. Alegria que nos faz agir, aplanar os caminhos da nossa vida para que o Senhor possa passear-Se e viver em nós.

____________________________________________________________________________________________

Textos para a Eucaristia (ano B): Sof 3, 14-18a; Sl Is 12, 2-3. 4bcd. 5-6; Filip 4, 4-7; Lc 3, 10-18.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

22.09.12

Heitor e as 23 lições da felicidade...

mpgpadre

Lições sobre a felicidade, sugeridas por Heitor, em "Heitor e a procura da felicidade":

Lição n.º 1: Uma boa maneira de estragar a felicidade é fazer comparações.

Lição n.º 2: A felicidade surge muitas vezes de surpresa.

Lição n.º 3: Muita gente só perpetiva a sua felicidade no futuro.

Lição n.º 4: Muita gente pensa que a felicidade é ser mais rico ou mais importante.

Lição n.º 5: Às vezes a felicidade é não compreender.

Lição n.º 6: A felicidade é uma boa caminhada no meio de belas montanhas desconhecidas.

Lição n.º 7: O erro é acreditar que o objetivo final é a felicidade (explicar melhor).

Lição n.º 8: A felicidade é estar com as pessoas que amamos.

Lição n.º 8 bis: A infelicidade é estar separado daqueles que amamos.

Lição n.º 9: A felicidade é não faltar nada à família.

Lição n.º 10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

Lição n.º 11:A felicidade é ter uma casa e um jardim.

Lição n.º 12: A felicidade é mais difícil feliz num país governado por pessoas más.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º 14: A felicidade é ser-se amado por aquilo que se é.

          Nota: as pessoas são mais simpáticas com uma criança que sorri (muito importante).

Lição n.º 15: A felicidade é sentir-se completamente vivo.

Lição n.º 16: A felicidade é festejar.

          Pergunta: Será a felicidade apenas uma reação química do cérebro?

Lição n.º 17: A felicidade é pensar na felicidade daqueles que amamos.

          Lição n.º 18: A felicidade seria poder amar várias mulheres ao mesmo tempo. (Riscado, as mulheres não estariam pelos ajustes. Para substituir a

Lição n.º 18: A felicidade é não dar demasiada importância à opinião dos outros.

Lição n.º 19: O sol e o mar são a felicidade para todas as pessoas.

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 21:A rivalidade é um poderoso veneno da felicidade.

Lição n.º 22: As mulheres são mais atentas que os homens à felicidade dos outros.

Lição n.º 23: A felicidade é ocuparmo-nos da felicidade dos outros?

As três lições que o monge lhe sugere:

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

 in François LELORD, As viagens de Heitor. Heitor e a procura da felicidade. Lua de Papel (Leya), Alfragide 2011.

07.07.11

Cura-te a ti mesmo!

mpgpadre

       No Evangelho (Mt 10, 1-7), Jesus dá aos seus discípulos o poder de expulsar espíritos impuros e de curar doenças e enfermidades. O mesmo poder que Jesus possuir dá-o aos seus discípulos. Quer isto dizer, grosso modo, que também nós, como discípulos de Jesus para este tempo, recebemos o poder de expulsar espíritos demoníacos e de curar doenças e enfermidades, nossas e dos outros.

       O poder curativo é próprio do ser humano. Mas não só, outros animais "auto curam-se" e/ou auto medicam-se.

       Fisicamente, o nosso corpo tem organismos de defesa, de protecção, de reacção a corpos estranhos, ou a vírus, micróbios, bactérias, doenças. Possui alarmes. Avisa-nos, através de diferentes reacções, quando não está a funcionar bem. Por vezes contornamos ou adiamos o problema precisamente convencidos que o organismo corrigir-se-á por si mesmo. Em parte é verdade. O único senão, por vezes precisa de ser ajudado, ou pela nossa mente, ou por mecanismos externos, medicamentos...

       Por exemplo, uma ferida exposta, não se cura com as aplicações de produtos medicamentosos, mas através das propriedades do sangue. Quando se tapa a ferida, não é para que cure, mas para evitar que entre elementos que danifiquem os tecidos e adulterem o fluxo sanguíneo. As aplicações medicamentosas visam potenciar os poderes curativos existentes no nosso organismo.

       Mesmo em doenças crónicas e/ou doenças graves, o auxílio médico e a medicação visam preparar o organismo para que este possa ganhar a batalha da cura contra a doença. Por vezes, o estado gravoso pode levar a uma intervenção mais profunda, substituindo elementos naturais por mecanismos artificiais, mas mesmo desta forma tenta-se enganar o organismo, para que ele não detecte intromissão nos seus mecanismos. As drogas ingeridas ou introduzidas, em forma de medicamentos, procuram interferir, escondendo, enganando, adulterando o organismo. De contrário, este rejeitaria tudo o que lhe é estranho. Por vezes, mesmo com medidas drásticas, o organismo rejeita enxertos, ou órgãos alheios e/ou artificiais. A cura está dentro de nós. O médico e o medicamento potenciam o organismo para que este cure. Às vezes levam muito tempo. Ingerem-se medicamentos e só passadas semanas, meses, ou até anos é que a cura advém, quando o organismo assimilou e fez seu e o que era alheio.

       Psicologicamente, o mecanismo é semelhante. Mesmo em estados de grande ansiedade e depressão, a cura é interior. Por vezes é necessário forçar o organismo, para que este descanse, retempere forças. Os medicamentos utilizados na psiquiatria não visam a cura, mas anestesiar a pessoa, ou prepará-la para que descubra e assuma as ferramentas da sua própria cura, ou simplesmente para que o processo auto-destrutivo não seja completo ao ponto de não permitir o retorno e a cura.

       Os milagres, do mesmo modo, são uma potenciação das nossas capacidades curativas. Jesus exige sempre a fé. A cura não é um passe de mágica que, utilizando objectos, palavras e elementos da natureza, se obtenha espectacularmente. As palavras como os gestos, quando acontecem, visam que a pessoa desperte e se deixe tocar pela graça.

       O grande milagre de Jesus, e que é pedido aos seus discípulos e à humanidade, é a conversão interior, a mudança de mentalidades, o encontrar as marcas do verdadeiramente humano, e do divino e agir para curar, para salvar, para dar vida. Quantas palavras escutamos a Jesus que são sintomáticas: a cura exige a fé, "a tua fé te salvou", "vai e não tornes a pecar", "os teus pecados estão perdoados", "levantas-te e anda". As expressões são claramente um desafio à cura interior, à conversão, à mudança de vida. Nos casos, em que Jesus procura provocar a fé, haverá simultaneidade, isto é, provoca a cura, provocando a fé, ou provocando fé, provoca também a cura.

       Obviamente, os médicos e a medicina são essenciais à humanidade e á qualidade de vida. Há doenças que exigem a intervenção de clínicos especialistas no corpo e na mente. É meritório o trabalho realizado. São louváveis os esforços técnicos e científicos. Mas a lógica continua a ser a de potenciar o organismo para que o mesmo reaja. Quantas doenças físicas que não são curadas porque a mente, a força de vontade, a defesa da vida e da saúde, estão também em desequilibro e impedem a cura. Hoje, cada vez mais, os médicos sabem como o optimismo, a força de vontade, a ajuda das pessoas queridas, são essenciais, para que se obtenha sucesso contra as doenças, físicas e/ou mentais.

       Pode curar-se uma pessoa contra a sua própria vontade? Muito dificilmente. Por vezes as próprias pessoas, mais consciente ou inconscientemente auto-infligem-se doenças... algumas bem graves, físicas e mentais...

       Como é que nós podemos ser agentes curativos?

       Somo-lo em relação a nós, mas também o podemos ser na relação com os outros.

       Jesus envia-nos para curar. Quantas vezes uma pessoa ficou melhor só porque recebeu uma palavra de conforto? Quantas vezes uma criança ficou saudável do estômago porque foi acarinhada pela mãe? Quantas situações desastrosas foram evitadas com uma palavra de simpatia?

       Vale a pena reflectir!

 

       Leia o Evangelho. Jesus ajuda-nos a descobri o que há de melhor em nós. Introduz-nos na capacidade de amar, de perdoar, de dar, de receber dando a vida, de olhar parta o outro como pessoa, ...

       Já agora, algum livro de Augusto Cury, conhecido psiquiatra e cientista, que nos invita a sermos protagonistas da nossa vida e não espectadores... e Antoine Saint-Exupéry, com o Principezinho que busca em outros lugares o que possui no seu mundo, ainda que pequeno e com poucas coisas... e Paulo Coelho... a felicidade não está longe, no exterior, mas perto de nós, no interior... ou o livro de David Servan-Schreiber, CURAR o stressm a ansiedade e a depressão sem medicamentos nem psicanálise, Dom Quixote, Lisboa: 2004.

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