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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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08.06.14

Desperta para amar - XI Festival Diocesano da Canção

mpgpadre

A nossa música, proposta ao XI Festival Diocesano da Canção.

ENSAIO com o prof Abel Rodrigues, ainda sem alguns elementos e instrumentos. Mas um belíssima amostra da Canção:

Desperta para Amar

Em cada despertar, a história chama por mim

Tanta vida para amar, tanta luta a travar

Um mundo inteiro: sofrimentos sem fim

E eu quase a desistir, quase a vacilar

 

Jesus me diz, a serenar, não receies, não receies amar

Eu venci o mundo! Não se cansem os braços teus

Olha para o Céu, muito tempo para lá chegar

Agora vai, contigo estarei a semear e a louvar a Deus

 

Em cada olhar, uma prece, uma súplica

Tantos corações magoados, cansados de amar

Um mundo inteiro e tanta injustiça

Que me desanimam antes de começar.

 

Em cada nuvem carregada, de lágrimas a verter

Tanto a transformar, não sei p’ra onde me virar

Um mundo inteiro: com problemas a crescer

Tem sentido, a favor dos outros, a minha vida gastar

05.05.13

Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará

mpgpadre

       1 – “Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro”.

       A nova cidade – é o nosso Deus. Nós, o Seu povo. Como povo clarificamos a nossa permanência no Senhor, contrapondo a inspiração pessoal à inspiração do Espírito. Como há dias dizia o Papa Francisco, não nos iludamos a procurar Jesus Cristo fora da Igreja, recordando, por sua vez, as palavras do Papa Paulo VI que tinha dito ser “uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”.

       O templo também é novo: o próprio Deus e o Cordeiro. Ele é LUZ que está por toda a parte, que alumia a alma e o mundo. A nossa luz vem de dentro, vem de Deus.

       2 – Como perceber que permanecemos na Igreja, ligados à comunidade cristã? Como saber que estamos em Deus, em comunhão com Ele? Como reconhecer que Ele permanece em nós?

       A resposta é dada por Jesus Cristo de forma inequívoca:

«Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».

       O contexto é ainda o da Última Ceia, a primeira dos novos tempos, durante a qual Jesus sublinha o essencial do seu Testamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Ele vai para o Pai, e da vastidão de Deus, pelo mistério da Ressurreição, estará mais acessível, para todos, até ao fim dos tempos, pelo Espírito Santo.

 

       3 – PERMANECER é o ideal e o compromisso do cristão, do discípulo de Jesus Cristo. Começa aí a VIDA NOVA. A primeira atitude é viver com Jesus, estar em Sua Casa, e no Seu Corpo.

       A evangelização (e o envio) começa antes, muito antes, começa na inserção Cristo e ao Seu Corpo que é a Igreja, do qual somos membros. Ele está no CENTRO, no MEIO, entre nós, ou não passamos de mais uma organização social, cultural, ou de mais uma ONG (organização não governamental), como referia Francisco nos primeiros dias como Papa. Ele há de ocupar-nos por inteiro. Ocupar o nosso coração. Só o amor preenche o ser humano por completo. Na Mensagem para as Jornadas Mundiais da Juventude, Bento XVI acentua que o AMOR é “a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e torna-se incapaz de amar o seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós”.

       O amor levar-nos-á a fazer transbordar o que nos transforma.

       Os cristãos e as comunidades dos primeiros dias, com menos meios, com muitíssimos obstáculos, fervilharam no anúncio de Jesus Cristo e do Seu evangelho, não apenas pela pregação direta, mas também pelo amor que colocavam em tudo o que faziam.

       Agora é HORA de sermos nós os portadores desta BOA NOTÍCIA: Deus habita entre nós.

       4 – A primeira leitura tem-nos dado a oportunidade de acompanhar a dinâmica e o entusiasmo com que o Evangelho vai “contaminando” povos, ambientes, novos mundos. Obviamente, com dificuldades que merecem cuidado e confrontação, para que prevaleça a fé, a ligação a Jesus Cristo, através dos apóstolos e seus sucessores.

“Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação...”

       Com preocupação, os discípulos, enviados das comunidades a novas comunidades, verificam que nem tudo é claro, transparente, fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo. O que fazer? Excluir? Denunciar? Melhor, refletir em comunidade, com aqueles que têm autoridade. Aqui se vê como desde sempre a inspiração pessoal há de ser testada com a “tradição”, com o ensino dos apóstolos, com a vivência comunitária da fé, sob a inspiração do Espírito Santo.


Textos para a Eucaristia (ano C): Atos 15, 1-2.22-29; Ap 21, 10-14.22-23; Jo 14, 23-29.

 

13.05.12

Permanecer porque se ama. Quem ama não quer partir!

mpgpadre

       1 – AMAR e PERMANECER. A liturgia da palavra deste e dos domingos anteriores relaciona duas faces da mesma moeda, uma opção de vida. Amar exige permanecer, ir ao encontro, ficar, fazer festa, alegrar-se, conviver, partilhar o que vai na alma, comungar projetos e sonhos. Permanecer porque se ama. Quem ama não quer partir. Quem ama atrai para si aquele/aquela que ama, aproxima-se. Não se distancia. Não desvia o olhar. Muito menos o coração. Quer estar bem juntinho. Olhos nos olhos. Lado a lado. Frente a frente. Quem ama quer que o amor dure para sempre, seja eterno, ou pelo menos até que a morte separe. E mesmo nos tempos que correm, efémeros, apressados, em mudança constante, ao sabor das modas, ainda há amores eternos, ou que querem ser eternos.

       Jesus vem de Deus, da eternidade, para ficar. Vem por amor. Não parte. Pelo menos não parte sem antes assegurar a Sua presença até à eternidade. Dá a vida porque ama. Entrega a Sua vida àqueles que ama. Deixa a Sua palavra. Ressuscita, mas permanece pela memória, pelo mistério, pelos Sacramentos. Doravante não O veremos fisicamente, mas vê-l’O-emos na Palavra dita em Seu nome, nos Sacramentos através dos quais pelo Espírito Santo estará entre nós, e ve-l’O-emos em cada pessoa, em cada olhar, em cada gesto de amor e de ternura.

 

 

       Como não evocar as palavras de Jesus nos momentos finais da Sua vida terrena: vou para o Pai para vos preparar um lugar, quero que onde Eu estou vós estejais também, vou e vós sabeis o caminho, Eu sou o caminho para chegar ao Pai, vou mas não vos deixarei órfãos, enviar-vos-ei o espírito Santo, fazei isto em memória de mim, sempre que vos reunirdes em meu nome Eu estarei no meio de vós, até ao fim do mundo, não temais.

       Hoje o Evangelho é por demais explícito. Vale a pena deter-nos nas palavras de Jesus:

«Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos… fui Eu que vos escolhi para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça… O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

       2 – As palavras de Jesus não deixam dúvidas. Ele ama-nos com o mesmo amor com que Deus Pai O ama. Beneficiamos do amor de Deus cumprindo o Seu mandamento: amar como Ele nos amou.

       O Apóstolo São João assume o desafio de Jesus e clarifica-o para a comunidade cristã:

"Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados".

       O amor que não é partilhado morre. A partilha enriquece-nos. Quando partilhamos riquezas materiais, poderemos ficar com menos coisas. Quando partilhamos a alegria, a fé, a esperança, o amor, mais aumentam em nós. Quanto mais nos damos, mais recebemos. Por outro lado, o amor não é nosso, o amor vem de Deus. Deus é Amor. Ele amou-nos primeiro. Deu-nos o Seu Filho Unigénito, que entregou a vida em nosso favor. Como seus seguidores, vivamos o mesmo amor, partilhemos a Sua vida com os nossos irmãos, os membros da nossa família e da nossa comunidade e de outras famílias e comunidades.

       Aquele que ama, vem de Deus. O amor que há em nós é o reflexo de Deus em nós, é a Sua marca, é o código genético que nos identifica como irmãos em Jesus Cristo, filhos amados de Deus. Nisto sabemos que permanecemos em Deus, se amamos como Jesus nos amou.

 

        3 – O amor floresce à medida que é partilhado. Longe da vista, longe do coração. O que não é visto não é lembrado. O que não é lembrado é esquecido. O amor precisa de ser lembrado, constantemente. Não há maior amor do que Aquele que dá a vida pelos amigos. Jesus dá a vida por nós. É a nossa maior alegria, sabermo-nos merecedores de tamanha dádiva. O amor não nos silencia, ainda que faltem as palavras para tão grande mistério! A alegria que nos inunda transborda. O amor não se fecha, não isola. O amor liberta-nos para o encontro com o outro, com os outros.

       Esta é a grande descoberta dos discípulos. O medo encerra-os dentro de quatro paredes. O amor abre-lhes a mente, o coração, dá-lhes coragem, desperta-os para a pregação, para o anúncio do Evangelho, para comunicar a alegria do encontro com Jesus ressuscitado. Há um enorme desejo de mostrar aos outros como Deus operou em nós maravilhas e a grandeza com que nos ama.

       Assim se espalha a boa notícia. Pedro dá testemunho. O Espírito Santo garante a permanência no amor de Deus, na vida nova que nos é dada em Jesus Cristo. Sem exceções. Todos são chamados ao amor de Deus. Todos são convocados para viverem ao jeito de Jesus, para viverem a vida nova da graça, da salvação.

“Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés. Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável». Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo se difundia também sobre os gentios, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus…» Pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles”.


Textos para a Eucaristia (ano B): Atos 10, 25-26.34-35.44-48; 1 Jo 4, 7-10; Jo 15, 9-17.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço.

10.07.10

A nossa maior qualidade: AMAR

mpgpadre
       «Certa vez, Frei Egídio (um dos companheiros mais queridos de S. Francisco), homem muito simples e piedoso, falou assim ao Ministro General, Frei Boaventura (+ 1274), um dos maiores teólogos da Igreja.
       - Meu Pai, Deus deu-lhe muitos dotes. Eu, pessoalmente, não recebi grandes talentos. O que devemos nós, ignorantes e tolos, fazer para sermos salvos?
       O douto e santo Frei Boaventura elucidou-o dizendo:
       - Se Deus não desse ao homem nenhuma outra capacidade senão a de amar, isto lhe bastaria para se salvar.
       - Quer dizer que um ignorante, pode amar a Deus tanto como um sábio?, perguntou Frei Egídio, tentando entender.
       - Mesmo uma velhinha muito ignorante, disse-lhe com ternura o grande teólogo, pode amar mais a Deus do que um professor de Teologia.
       Dando pulos de alegria, Frei Egídio correu para a sacada do convento e começou a gritar:
       - Ó velhinha ignorante e rude, tu que amas a Deus Nosso Senhor, podes amá-l`O mais do que o grande teólogo Frei Boaventura.
       E, comovido, ficou ali, imóvel, durante três horas.»
 
(Pe. Neylor J. Tonin, em "Histórias de Sabedoria"), in Abrigo dos Sábios.

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