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02.06.18

Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?

mpgpadre

1 –  O Evangelho traz-nos mais um debate entre Jesus e os fariseus. Os discípulos, enquanto caminham, apanham algumas espigas. Popularmente dizemos que "roubar para comer não é pecado".

Nas nossas terras é conhecido o costume do "rebusco". Quando se arrancavam as batatas e depois de serem apanhadas, as pessoas podiam passar a apanhar as que ficavam perdidas. Assim o trigo, o milho… Depois de varejar os castanheiros ou as nogueiras, ou depois de vindimar, as pessoas podiam entrar nas propriedades e apanharem castanhas, nozes, maças, uvas, o que encontrassem. Alguns proprietários, que não eram unhas de carne, deixavam propositadamente mais frutos na terra e nas árvores para que os pobres pudessem recolher alimentos.

Os fariseus também não colocam isso em causa. Quem não fosse proprietário ou quem andasse em viagem comia frugalmente, pela escassez dos alimentos disponíveis mas também pelas dificuldades em transacionar pela troca direita ou por dinheiro. O que os fariseus questionam é por ser ao sábado, supondo que ao sábado seria preferível passar fome ou até morrer!

los discípulos iban arrancando espigas.jpg

2 – Os fariseus usam a lei do descanso sabático para questionar Jesus acerca dos seus discípulos. Tudo serve para O questionarem e pôr em causa a Sua postura!

Jesus serve-se da Sagrada Escritura relembrando uma personagem importantíssima para os judeus, o Rei David, e como ele e os companheiros entraram no templo e comeram as oferendas que era oferecidas a Deus para sustento dos sacerdotes! A conclusão de Jesus é lapidar: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». A lei, o sábado hão de estar ao serviço da pessoa, da sua dignidade, da promoção da vida!

Jesus prossegue. Entra na sinagoga onde encontra um homem com uma mão atrofiada. Os fariseus fixam-se em Jesus a ver se ele tem o atrevimento de em dia de sábado o curar. É a vez de Jesus questionar: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». E logo Jesus trata de fazer o que está ao Seu alcance, curando-o.

Jesus sente indignação e tristeza pela dureza dos seus corações. Os fariseus vão reunir-se com os partidários de Herodes e decidem acabar com a vida de Jesus. De que lado nos posicionamos? Claro, simpaticamente ao lado de Jesus, embora talvez também sejamos fariseus em muitas circunstâncias. Deixemos que Jesus nos cure do nosso egoísmo e da indiferença perante o sofrimento dos outros.

3 – A primeira leitura enquadra e justifica o sábado como dia santo. «Trabalharás durante seis dias e neles farás todas as tuas obras. O sétimo, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nele qualquer trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem nenhum dos teus animais, nem o estrangeiro que mora contigo. Assim, o teu escravo e a tua escrava poderão descansar como tu».

É de sublinhar a sabedoria da lei, sob a inspiração divina, numa época tão distante da nossa. O sábado é dia santificado para louvar o Senhor, mas também para o descanso de todos. O sábado não é apenas para alguns, mas para todos, até para os animais. As leis laborais, como a psicologia moderna, consagram a necessidade do descanso para retemperar forças, para equilibrar a saúde física e psicológica, mas por forma a potenciar o convívio entre as pessoas. O descanso valoriza o trabalho e, em contraponto, o trabalho valoriza o descanso.

Sendo o texto elaborado por alguém académica e socialmente com um estatuto elevado, a abrangência da lei é divinal, pois não se fixa apenas nos judeus ou nos homens livres, mas abarca os escravos e os estrangeiros, evocando a condição em que os judeus viveram no Egipto como estrangeiros e como escravos. Se Deus os libertou, se Deus está na origem do sábado, então o sábado é para todos, em ordem à libertação integral!

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Textos para a Eucaristia (ano B): Deut 5, 12-15; Sl 80 (81); 2 Cor 4, 6-11; Mc 2, 23 – 3, 6.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

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