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14.10.17

Reuniram todos os que encontraram, maus e bons

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1 – Depois da vindima, o banquete! Depois do trabalho, a festa! E quanto mais o trabalho (justamente remunerado), mais intensa a festa e a alegria. Nem todos têm trabalho condigno para terem acesso a um condigno banquete. As causas são variadas, mas, seguidores de Jesus, temos de fazer com que o banquete se alargue a todos.

Jesus continua a chamar-nos para o Seu banquete, para o Seu reino. Tudo está preparado. Uns e outros vão recusando, vão-se desculpando. Não têm tempo. Têm muitos afazeres.

Uma sugestiva e conhecida estória: Um homem foi convocado pelo Rei. Ficou assustado e recorreu aos seus amigos. Tinha três amigos. O mais íntimo, o número 1, encontrava-se com ele todos os dias, a todas as horas, eram inseparáveis. Com amigo número 2 encontrava-se uma vez por semana ou quando calhava. Ao amigo número três encontrava uma vez por outra. Foi ter com o número 1 que lhe disse: nem pensar, pede-me tudo, menos isso. O número 2 disse-lhe que o acompanhava mas ficaria à porta, não entraria. Foi então ter com o amigo número 3 que imediatamente se disponibilizou a acompanhá-lo à presença do Rei. O homem somos nós. O Rei é Deus. A convocação para ir à Sua presença é o momento da nossa morte. O amigo número 1 são as coisas que nos ocupam e preocupam, deixamo-las todas, nenhuma seguirá connosco. O amigo número 2 são os nossos familiares e amigos, acompanham-nos, mas ficam à porta, do cemitério e do lado de cá da vida. O amigo número 3 é o bem que fazemos, acompanha-nos para a eternidade.

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2 – Jesus espalhou um sonho, anunciou um reino, revelou a alegria de Deus, o amor de Deus, para com todos, mas sobretudo para com os mais frágeis, pobres, mendigos, leprosos, mulheres, pecadores, publicanos. Em Jesus, a certeza que temos Pai, que nos ama com coração de Mãe, um Pai que Se dispõe a tudo, por causa de nós.

A delicadeza de Jesus faz mossa nas lideranças judaicas, instaladas no poder, vivendo comodamente. Naquele tempo, como hoje, há uma multidão de famintos, de pobres, de excluídos, lázaros que não têm assento à mesa, que ficam fora, fora das muralhas, afastados e impedidos pelos portões da indiferença, da corrupção, do egoísmo. Contudo, Jesus não Se deixa vencer, nem iludir, não Se deixa comprar, nem se deixa corromper! Denuncia com a Sua postura, com as Suas palavras, com as parábolas que nos apresenta.

 

3 – Jesus tem consciência que se aproxima para o final da sua vida. A afronta de doutores da lei e anciãos do povo é cada vez mais evidente. Todavia, Jesus continua a pregar, continua a estar próximo dos pecadores e dos publicanos, continua a responder aos fariseus, às lideranças judaicas. O recurso às parábolas facilita o diálogo, pois, embora a linguagem seja clara, deixa margem para que cada um encaixe ou recuse os Seus ensinamentos, sem se sentir forçado.

O Rei da parábola continua a enviar os seus servos para chamarem todos os que encontrarem. Hoje (e amanhã) o convite é idêntico: «Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes». Os servos saíram “pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados”. Há lugar para mim e para ti.

Pode acontecer que alguém não vista o traje nupcial. O Rei chama, uma e outra vez. Não desiste. Nunca desiste de nós. Basta acolhê-l'O e teremos lugar à mesa. Para o banquete, bons ou maus, todos precisamos de vestir o traje da verdade, da justiça, da caridade, da comunhão com os outros. Não podemos ir de qualquer maneira, aos empurrões, com trajes esfarrapados pela arrogância, pela violência, pela vingança. Vistamo-nos de humildade, transparência, de amor, de misericórdia, para nos "afeiçoarmos" aos Rei, isto é, para termos feições semelhantes às de Deus que Se revelam em Jesus, feições de paz e de compaixão, de ternura e de bondade.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 25, 6-10a; Sl 22 (23); Filip 4, 12-14. 19-20; Mt 22, 1-14.

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