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01.09.18

Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro

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1 – Deus nunca pode ser desculpa para fazer o mal ou deixar de fazer o bem, ainda que a história continue a mostrar como facilmente se conflitua em nome de Deus, se mata em nome da religião.
Da religião espera-se que promova a paz, a defesa dos mais frágeis, a justiça, o respeito pela dignidade, pela vida humana. Ao centro está Deus, único destinatário de adoração. É o primeiro dos mandamentos e dos mais importantes. Tratar Deus como Deus, para tratar as pessoas como imagem e semelhança de Deus, sem as instrumentalizar, diminuir, espezinhar e sem as endeusar. Deus não está contra o Homem. Aliás, quanto menos Deus, menos humanidade e maiores os riscos de ditaduras e totalitarismos, pois mais facilmente se descartam as pessoas mais vulneráveis.
Jesus depara-se com a hipocrisia de alguns fariseus, grupo muito religioso, tendia a levar ao extremo as normas do culto judaico. É sempre perigoso quando as regras e as tradições valem mais que as pessoas. Para alguns, todos os motivos são válidos para atacar Jesus, para O porem à prova, para Lhe armarem ciladas, para tentarem desacreditá-l'O das pessoas simples e humildes. Nestes dias temos visto como tudo tem servido para atacar o papa Francisco. Porque será que a luz, o bem e a ternura provocam tanta inveja e irritação?

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2 – Pureza ou impureza?! Lavar as mãos antes das refeições, para nós, é uma questão de higiene e de saúde e não de pureza ou impureza. Obviamente a nossa cultura é diferente. Se pensarmos que no século XIX havia pessoas que não tomavam banho ou tomavam apenas uma vez por ano, com medo de adoecerem, ou que as intervenções cirúrgicas e os partos eram efetuados sem lavar as mãos!

Seja como for, a religião há de ser vivida sob a luz e não sob o obscurantismo. Perguntar, informar-se, estudar as razões desta ou daquela tradição, verificar até que ponto uma tradição ajuda as pessoas e as comunidades a viverem melhor. Há o mistério, que se acolhe, se partilha, se vive! Mas nunca às escuras! Não apenas as emoções, mas sentimentos, reflexão, oração, estudo!
Fariseus e escribas vêm de Jerusalém, juntam-se à multidão e perguntam a Jesus pela conduta dos Seus discípulos: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?» Aparentemente a crítica é feita aos discípulos e não a Jesus diretamente! Mas como sabemos isso é apenas questão de linguagem e pormenor. Ao criticarmos uma criança, adolescente, jovem, na maioria das vezes não criticamos o seu carácter ou o seu proceder, mas os pais ou os professores, ou os catequistas, ou o pároco, porque não souberam ensinar-lhe a comportar-se como deve ser!

 

3 – Jesus supera os limites do puro e do impuro, das tradições e das estruturas para Se fixar na pessoa humana, na intencionalidade das suas ações, na sua responsabilidade pessoal. As estruturas não pecam! As tradições, à partida, não são más, quando muita desajustadas a uma nova realidade. Isso não significa, como defendia São João Paulo II, que não existam estruturas de pecado, conjugação de esforços, de leis, políticas de empresa que promovem, enquanto estrutura, o mal, a corrupção, a destruição da pessoa e da sua dignidade. Porém, a responsabilidade tem de ter um rosto. Hitler tratou os judeus como um todo, um povo a eliminar! Alguém poderia, em sentido inverso, culpar a Alemanha e todos os alemães pelo crime hediondo perpetrado contra os judeus e contra a humanidade.
As palavras de Jesus são clarividentes: «Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez». Se alguém chama a atenção um adolescente ou a um jovem vai responder que não foi ele, ou que os outros também disseram ou fizeram o mesmo, ou não foi ninguém, foi o grupo todo. É compreensível para as crianças, talvez para os adolescentes, menos para os jovens e muito menos quanto as desculpas vêm dos adultos.

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Textos para a Eucaristia (ano B):

Deut 4, 1-2. 6-8; Sl 14 (15); Tg 1, 17-18. 21b-22. 27; Mc 7, 1-8. 14-15. 21-23.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

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