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02.12.17

Acautelai-vos e vigiai...

mpgpadre

1 – Iniciamos um novo ano litúrgico com o 1.º Domingo do Advento. A palavra-chave – VIGIAI – esteve presente nos últimos dias do ano litúrgico que finalizou.

A nossa vida é como uma bola de neve, acrescentamos coisas novas e largamos outras pelo caminho. Por vezes, excluímos o que entendemos ser-nos prejudicial, outras vezes não temos força para deitar fora o que nos faz sofrer e, por vezes, é bom que o que nos faz sofrer esteja presente como memória, como desafio, como gratidão.

Algumas vezes colocam-se à bola de neve – a nós – os desperdícios dos outros, outras vezes o caminho percorrido atrai e cola detritos inúteis. A acumulação de situações, momentos, alegrias, sofrimentos, tornam a bola maior, mas não necessariamente mais pesada. Uma bola de neve pode ficar descompensada, desequilibrada, torta ou bastante perto de ser redondinha.

Domingo I do Advento.jpg

2 – «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento». A vigilância não é uma atitude passiva, indiferente ao tempo que passa. Faz-nos arregaçar as mangas e deitar mãos à obra.

Voltemos à imagem da bola de neve. Por um lado, tal como a bola da neve também a leveza da nossa vida depende de circunstâncias interiores e exteriores. Mas como a bola de neve não tem consciência nem vontade própria fica mais dependente dos declives do terreno. O seu tamanho e a sua forma, mais redonda ou achatada, influenciam o seu avanço… A bola de neve pode encontrar grandes obstáculos e superá-los num terreno mais inclinado ou pela consistência e tamanho fazendo resvalar e contornar ou passar por cima…

Como temos vida interior e consciência do que somos, vontade e capacidade de discernir e noção das nossas capacidades e limitações, não somos simplesmente bolas de neve que deslizam como se fôramos meros espetadores do que se desenrola à nossa volta. Não. Nem pensar. Deus chama-nos à vida e confia-nos o mundo inteiro, confia-nos a vida e sobretudo a vida humana. Guiamos a bola de neve a partir do interior mas sujeitos à temperatura exterior, à consistência da neve e do entulho que vamos acumulando, ao declive do terreno e da vida!

Sim, mas como a bola de neve também podemos confiar-nos a Deus e deixarmo-nos guiar por Ele, pela Sua mão, pela Sua vontade.

 

3 – Temos presente as parábolas que escutámos nos domingos anteriores: dos talentos e das 10 virgens que acompanharão o esposo até ao banquete (Mt 25, 1-30). Aí está o entrelaçamento entre o final do ano litúrgico e o início deste novo ano. O reino de Deus é comparável a um nobre que partiu em viagem para ser coroado como rei e confiou os seus bens aos seus servos. Quando chegou de viagem alguns apresentaram-lhe os bem multiplicados… Na Parábola das virgens, 5 delas prepararam-se, preveniram-se com azeite nas lamparinas e nas almotolias…

A parábola de hoje inscreve-se nesta dinâmica. «Um homem partiu de viagem... e deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse».

Deus não parte de viagem, permanece sempre perto de nós. Todavia, dá-nos plenos poderes para administrarmos o mundo. Cada um com os seus dons e talentos. Um dia este Senhor há de chegar para nos pedir contas dos nossos irmãos, sobretudo o cuidado que prestamos aos mais pequeninos (Mt 25, 31-46. Não sabemos o dia nem a hora em que virá o dono da casa: «se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha». E se vier e nos encontrar a dormir? Poderá chegar inesperadamente. Jesus coloca-nos de sobreaviso: «O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!».

Este é também o desafio da primeira oração da Eucaristia: «Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus». Uma espera que se concretizará na prática do bem.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7: Sl 79 (80); 1 Cor 1, 3-9; Mc 13, 33-37.

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