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24.09.12

LEITURAS: A Fúria do Venezuelano

mpgpadre

GEROGI BATISTA, A Fúria do Venezuelano. Papiro Editora. Porto 2012.

       Mais uma leitura extraordinária. O professor Gorgi é nosso colega, pelo que lhe daríamos sempre o benefício da dúvida, pela proximidade, pela amizade, pela seriedade com que se apresenta, e pelo empenho na escola, na relação com os professores, com os alunos, com a comunidade educativa. Se outra motivação não houvesse pelo menos a curiosidade pelo trabalho do colega.

       Mas mal iniciámos a viagem, pelo livro adentro, logo formos enormemente surpreendidos. Uma escrita fácil e com um enredo muito imaginativo. Para quem leu José Saramago, a contextualização da trama, uma aldeia no cimo de uma montanha, faz lembrar a Jangada de Pedra, com a Península Ibéria a desprender-se da Europa. Aqui a situação é outra, mas a originalidade e a criatividade é semelhante. Uma povoação que vive no sobressalto de ver o chão que pisa a deslizar pela montanha. Se saem todos da aldeia, a aldeia oscila e cairá, é preciso colocar pedras para equilibrar o peso. Só pode sair um autocarro de cada vez. Se saíssem todas as pessoas, ou mais que um autocarro, por certo que a oscilação (sem contrapeso) destruiria a aldeia, como se pode verificar nas descrições.

       Obviamente, o trama, a estória principal, é muito bem conseguida, amor, ciúme, traição, despeito, vingança, o falatório. O enredo coloca-nos na nossa idiossincrasia bem portuguesa, bem no interior rural, com um pároco que é também presidente da junta de freguesia, onde contrabalança a seriedade da vida e a leveza, a festa, a viagem. Todo o povo se encanta com uma viagem histórica. Não tanto pela história, mas mais pelo convívio.

       E enquanto o povo vai na viagem para apreciar umas gravuras muito antigas, na aldeia meia dúzia de pessoas vive uma história que nos prende a atenção do primeiro ao último minuto, da primeira à última página. A maioria das pessoas passam por momentos de exaltação, mas também hilariantes. Na aldeia, os vultos, as pessoas, sorrateiras, na sombra, espreitam, espiam, amam, odeiam... será que a freguesia se sustentará em tãonfrágil equilíbrio?

       A bem de uma boa leitura não podemos adiantar mais. Recomendamos vivamente que leiam o romance. Da nossa parte, ficamos surpreendidos, sabendo da seridade do autor, descobrimos uma enorme criatividade. Deve-lhe ter dado gosto escrever desta forma escorreita, com arte e com alma. A nós deu-nos um imenso gozo ler e situar-nos dentro daquela aldeia, no emaranhado dos momentos e da paixão e do amor, e da beleza, e da grandeza e da pequenez do ser humano.

 

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