Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

19.02.12

Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho

mpgpadre

       1 – Deus responde-nos sempre sim. Mesmo quando Lhe dizemos não, Deus não desiste de procurar-nos, de nos dar sinais e de enviar mensageiros.

       Mas escutemos a poesia que nos chega do Apóstolo Paulo e que nos recorda o sim permanente de Deus, que devemos imitar: "Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós pregamos entre vós – eu, Silvano e Timóteo – não foi sim e não, mas foi sempre um sim. Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho. É por Ele que nós dizemos ‘Ámen’ a Deus para sua glória".

       Certamente que estamos cientes duma passagem do Evangelho em que Jesus, de forma inequívoca, desafia que a linguagem seja "sim, sim" e "não, não", mas num contexto diferente do presente. Jesus falava da necessidade de sermos coerentes entre as palavras que proferimos e a vida que levamos e que no trato com o nosso semelhante sobressaísse a transparência de quem ama e se dá aos outros.

       Uma perspetiva que, ao fim e ao cabo, implica o mesmo compromisso: estar diante das pessoas com o melhor de nós mesmos, respondendo de forma a exprimir, a viver, a multiplicar a caridade. É a vida de Deus. Há de ser a nossa vida. Em Deus é um SIM contínuo, pleno, repleto de Amor. Em nós é um sim que se vai solidificando, com o perigo de se desvanecer em hesitações, cansaços, dúvidas e até recuos. Mas a lentidão do nosso sim não nos deve levar à desistência mas à insistência.

 

       2 – A postura de Jesus, ao longo da Sua vida pública, certamente espelho da sua vida anterior e privada, em Nazaré, junto dos seus familiares, revela o Rosto de um Deus próximo, Pai, Amigo, que Se enternece, que Se compadece. Em Jesus, Deus atende às necessidades daqueles que encontra e/ou que vêm ao Seu encontro, pois já ouviram falar d'Ele, no seu íntimo a ânsia por encontrar "o tal" Messias.

       Depois da primeira jornada de Cafarnaum (veja-se a homilia de D. António, Bispo de Lamego, na tomada de posse), Jesus regressa e são muitas as pessoas que voltam para O escutar, para O rever. Eis que quatro homens fazem descer um paralítico, através da abertura do teto, pois de outro modo seria impossível aproximar de Jesus.

       Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». 

       Jesus diz sim à fé daquelas pessoas e transporta-as para mais longe. As necessidades físicas são fundamentais, mas sem descurar a vida espiritual. Melhor, as necessidades corporais só são verdadeiramente satisfeitas na envolvência do mundo espiritual. Um corpo são num mundo afetivo e espiritual desfragmentado não existe. Se as dores físicas passam para a disposição, a deficiência espiritual torna o corpo pesado, fraco, doente, paralisando-o.

 

       3 – O perdão é parte essencial da cura. Isso mesmo o mostra Jesus. Obviamente, não confundir, o mal físico não é, de modo nenhum, consequência do pecado, como Jesus o dirá noutra ocasião, mas em muitas doenças do nosso tempo a falta de perdão equivale à falta de cura. Perdoar-se a si mesmo, tolerando as próprias fraquezas. Perdoar aos outros, reconhecendo-os como irmãos e sabendo das próprias fraquezas e limitações, acolher o perdão vindo de Deus, que salva, que resgata, que nos introduz numa vida nova.

       Um dos elementos fundamentais que Jesus traz é precisamente o perdão dos pecados. É um "privilégio" de Deus, mas um "privilégio instrumental", a favor de todo o povo, da humanidade inteira, livrar do pecado, do mal, dando-nos uma nova oportunidade, de vivermos em Deus e a partir d'Ele, numa vida em abundância.

       É o que sucede também com o povo de Israel, antecipando o tempo de Jesus Cristo e do Seu Corpo que é a Igreja. Ao povo é dada uma nova oportunidade, uma nova vida, não em atenção aos méritos, mas ao sim de Deus, à Sua misericórdia e benevolência. Deus esquece, perdoa os desvios e os pecados, reintroduzindo uma nova dimensão, a vida nova que se adquire pelo perdão: "Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. Eu vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não o vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida. O povo que formei para Mim proclamará os meus louvores... Sou Eu, sou Eu que, em atenção a Mim, tenho de apagar as tuas transgressões e não mais recordar as tuas faltas".

       Em Deus um sim permanente. Procuremos que a nossa vida seja um sim a Deus, efetivando-se no nosso sim aos outros.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 43,18-19.21-22.24b-25; 2 Cor 1,18-22; Mc 2,1-12.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço.

Comentar:

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.

Este blog tem comentários moderados.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Relógio

Pinheiros - Semana Santa

- 29 março / 1 de abril de 2013 -

Tabuaço - Semana Santa

- 24 a 31 de abril de 2013 -

Estrada de Jericó

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Velho - Mafalda Veiga

Festa de Santa Eufémia

Pinheiros, 16/17 de setembro de 2012

Primeira Comunhão 2013

Tabuaço, 2 de junho

Profissão de Fé 2013

Tabuaço, 19 de maio