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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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25.02.18

Este é o meu Filho muito amado: escutai-O

mpgpadre

1 – Quem não gostaria de ter um vislumbre do futuro, a ponta do véu levantada em relação a um acontecimento, uma pessoa, um novo projeto. Uma dica que facilitasse a confiança no que se está a fazer, a garantia que tudo vai correr bem ou que pelo menos nas agruras não estaremos sós, porque alguém vai apoiar-nos, não nos vai deixar cair no abismo! Quando as coisas correm mal, uma insinuação de bem, de alteração da situação poderá provocar novo ânimo e levar-nos a novas insistências. Mas também quando as coisas correm bem, como gostaríamos de saber que assim vão continuar!

Estamos na Quaresma! No primeiro domingo, as tentações, superáveis com a ajuda de Deus, sob o impulso do Espírito Santo. O caminho faz-se caminhando e ao longo do caminho as dificuldades, as tentações, as contrariedades, provocadas pelos outros, pelas circunstâncias da vida, ou pelas nossas escolhas atuais ou passadas. Jesus não é um milagreiro, um fazedor de milagres tais quê poderíamos cruzar os braços e deixar que o Céu resolvesse a nossa vida. Afinal, Jesus calçou-se de humanidade e fez-Se caminho para nós.

Jesus não esconde as dificuldades que advirão. Aliás, no meio da refrega, convida-nos para n'Ele descansarmos: vinde a Mim todos vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei!

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2 – No alto da Montanha, Jesus desvenda um pouco do Céu!

Jesus revelara aos discípulos que iria ser julgado, condenado e morto e três dias depois ressuscitaria! Mas como acontece connosco, também os discípulos só ouvem o anúncio da morte.

Não temais! Eu estarei convosco até ao fim dos tempos.

Num caminho de altos e baixos, Jesus retira-Se para a montanha e leva conSigo Pedro, Tiago e João (e por certo Judas!), ainda não refeitos daquele "murro no estômago", e transfigura-Se diante deles. «As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear».

Junto de Jesus e a conversar com Ele toda a história da salvação representada por Moisés e por Elias. É um lampejo da eternidade. Deus é um Deus de vivos, não de mortos, é o Deus de Abraão,  Isaac e Jacob, Moisés e David, Elias e Ester, Ana, Isaías, eu e tu!

Inebriado pela situação, Pedro diz a Jesus para permanecerem ali, basta preparar três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias. Então de entre as nuvens faz-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». É uma informação que nos compromete. Deus revela-nos que Jesus é Seu amado filho, mas logo nos interpela: escutai-O! Prestai atenção! Vede até onde Ele vos pode levar! Não vos deixeis subjugar pelas tempestades!

 

3 – Deus não mora à superfície (Tomáš Halík). Não é um mágico que nos iluda. Ele leva-nos a sério, também/sobretudo nos momentos de sofrimento, de dúvida, de hesitação. Jesus não garante uma vida sossegada, garante-nos, isso sim, que não há nada que nos afaste d'Ele e do Seu amor por nós.

É a convicção de São Paulo: «Se Deus está por nós, quem estará contra nós? Deus, que não poupou o seu próprio Filho?»

A Transfiguração é um lampejo de luz que nos garante que as trevas não levarão a melhor. Um fósforo aceso, uma vela que arde, a lanterna de um telemóvel, a chama de um isqueiro, abrem uma clareira na escuridão, por mais densa que seja. A Transfiguração é esta clareira de luz, que nos vem de Deus e nos traz Jesus, e nos dá ânimo para prosseguirmos em Quaresma pois o que lá vem supera todo o desgaste. É como a mulher que está para ser Mãe, não caminha para a dor, caminha para a vida, para o parto, para dar um filho ao mundo!

Os discípulos descem do monte! É hora de voltar à cidade dos homens e das mulheres! Tudo o que nos aproxima de Deus nos aproxima simultaneamente dos outros! Não há Céu sem cidade e é na cidade, no mundo, que acolhemos a Palavra de Deus, que acolhemos Deus feito Homem, em Jesus.


Textos para a Eucaristia (ano B): Gen 22, 1-2. 9a. 10-13. 15-18; Sl 115; Rom 8, 31b-34; Mc 9, 2-10.

10.02.18

«Se quiseres, podes curar-me»... «Quero: fica limpo».

mpgpadre

1 – Seguir Jesus é a primeira missão do cristão. Melhor, a missão de Jesus em cada um de nós. Seguir, amar, viver e testemunhar Jesus, transparecendo-O nas palavras e nos gestos! Ele age em nós e através de nós, na vitalidade do Espírito Santo, desde que deixemos!

Este é o contexto temático do ano pastoral da nossa diocese, a partir da Parábola do Bom Samaritano e de toda a vida de Jesus. Os discípulos, e porque são discípulos, hão de procurar imitar o Mestre da Bondade. Conhecer, seguir e amar Jesus implica que procuremos proceder do mesmo modo com que Ele vive a Sua relação com cada pessoa. Na Parábola do Bom Samaritano, Jesus alarga as fronteiras para nos mostrar claramente que há um caminho que nos conduz a Deus e que passa pela disponibilidade em olhar, ajudar, cuidar, curar o outro, levantando-o do chão e de todas as situações de escravidão em que se encontra mergulhado. Somos responsáveis uns pelos outros. Já não somos Caim; pelo batismo, tornámo-nos outros Cristo's!

Ao longo da vida de Jesus, é prática corrente a Sua delicadeza, atenção e disponibilidade para parar, para estar, para cuidar, para escutar, para abraçar! Quando se aproximam, Ele não olha para o relógio. Naquele momento o tempo para! É como se não houvesse futuro ou outras pessoas a ajudar. O tempo para. É preciso parar também. Quando viajamos sabemos bem que para apreciarmos uma paisagem é necessário parar, quanto mais para conhecer uma pessoa!

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2 – Eis que se aproxima de Jesus um leproso. Mesmo a esta distância temporal nos provoca medo e náuseas! É visível o aspeto e as marcas da lepra: é preferível manter-nos afastados! Hoje estas e outras doenças já não têm a mesma carga de falência! O leproso é um excluído por excelência. Não basta a doença quanto mais a exclusão. Estava prescrito na Lei que as pessoas que tivessem sinais de lepra se afastassem da civilização, vestissem de forma andrajosa, para serem reconhecidas, com o cabelo em desalinho, com o rosto coberto até ao bigode e avisando aqueles que se aproximassem: impuro, impuro!

Este homem, apesar de tudo, aproxima-se de Jesus. Ainda bem que é de Jesus que se aproxima, pois também Jesus Se faz próximo dele, imediatamente! Entre este homem e Jesus não há barreiras humanas, sociais, culturais ou religiosas. É uma pessoa que precisa de ajuda, filho amado de Deus,um irmão para cuidar. «Se quiseres, podes curar-me». Afinal a fama de Jesus já se espalhara! «Quero: fica limpo». É a resposta de Jesus, fazendo o que Lhe é possível.

 

3 – O que fizer a tua mão direita não saiba a tua esquerda. Isso não impede a "divulgação" do bem! Aliás, o mundo seria bem melhor se se anunciasse sobretudo o bem e não tanto o mal, ainda que se justifique para evitar situações semelhantes, para repor a justiça e a verdade, ou para sensibilizar para os problemas escondidos.

Divulgar o bem pode suscitar o desafio de imitarmos o bem que vimos fazer ou de que ouvimos dizer, na certeza de que é possível contribuir para uma sociedade mais justa e fraterna.

Jesus recomenda àquele homem que não faça grande alarde da cura, ficando com a missão de se mostrar ao sacerdote, fazendo a oferta ao Templo daquilo que Moisés tinha prescrito. Este mandato evoca a gratidão para com Deus e o testemunho (ainda que limitado). O encontro com Jesus cura da lepra e provoca a alegria do testemunho acerca dos benefícios que Deus opera por Seu intermédio.

Jesus deixa de poder andar abertamente pelas cidades, pois vêm pessoas de toda a parte ao Seu encontro. Percebe-se então a reserva de Jesus acerca da divulgação das curas, levando alguns a dispensar o trabalho, o esforço, o compromisso por cooperarem com a transformação do mundo à espera que tudo se resolva a partir da eternidade! Jesus não vem para nos substituir, mas para nos ensinar a sermos mais humanos, com tudo o que isso significa!


Textos para a Eucaristia (ano B): Lev 13, 1-2. 44-46; Sl 31 (32); 1 Cor 10, 31 – 11, 1; Mc 1, 40-45.

03.02.18

Vamos a outros lugares, a fim de pregar aí também...

mpgpadre

1 – Em Cafarnaum, em dia de sábado, Jesus vai, como judeu praticante, à Sinagoga e aí expulsa de um homem um espírito impuro. Ficou então patente como a autoridade Jesus começa a ganhar forma, na coerência das palavras e dos gestos.

Agora é tempo de repousar e de se alimentar. Jesus, com Tiago e João, vai a casa de Simão e André. É na normalidade que Jesus continua a entrar na nossa vida. É na normalidade do tempo e da história que Jesus nos salva, nos interpela, nos pega pela mão e nos envia. Vive o sábado como qualquer judeu. Quase não se dá pela Sua presença. Mas vai-se percebendo a Sua delicadeza, a Sua docilidade. N'Ele começa a ver-se o poder e sobretudo o amor de Deus.

A sogra de Simão está de cama, com febre. Jesus faz o que está ao Seu alcance. Os gestos são ilustrativos: pega na mão da sogra de Pedro e levanta-a. É uma descrição muito sóbria, mas que diz muito. O gesto de Jesus é curativo, pois a febre desaparece e a sogra de Simão começa a servi-los. A cura não é somente em benefício próprio, mas em prol de todos.

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 2 – Jesus não tem mãos a medir. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trazem-lhes os doentes e os possessos e a cidade inteira vem postar-se diante da casa.

O dia foi vivido em família. Depois da ida à sinagoga, da oração comunitária, da escuta e meditação da palavra de Deus, a vivência à volta da mesa, evocando a bênção de Deus, descansando da semana de trabalho, falando das preocupações e dos projetos pessoais e familiares. Vislumbra-se, nesta informação de Marcos, que o sábado é sagrado, pois só no final do dia a multidão volta para se encontrar com Jesus. Mais à frente havemos de ver como Jesus lê o sábado e os outros dias como tempo permanente e oportuno para fazer o bem. Seja como for, no essencial, o respeito pelo dia do Senhor, para que Ele seja o Senhor dos dias, e em cada dia reconheçamos a Sua soberania e nos tratemos como iguais, como irmãos!

O Mestre da Bondade não deixa de atender às súplicas, curando as pessoas atormentadas por doenças e por demónios, que, sublinhe-se novamente, sabem quem Ele é e querem dar "testemunho" acerca d'Ele. Fica o desafio também para nós, com o Espírito Santo, infundido em nós pelo Batismo, sejamos testemunho, anúncio, vivência de Jesus Cristo, em todo o lado, em toda a parte!

 

3 – A constante da vida de Jesus é fazer a vontade do Pai.

Depois de um dia preenchido e do descanso noturno, bem cedo, Jesus levanta-se e sai para um lugar isolado para orar. A oração é o combustível que O faz viver. A ligação ao Pai é permanente. Ainda assim, a necessidade de fazer silêncio, de se retirar para um lugar tranquilo. Há tempo para tudo, não pode faltar tempo para a oração. Imaginemos que vamos de viagem, vamos com tanta pressa que não temos tempo para meter gasóleo no carro! Queiramos ou não, o carro acabará por parar! Assim a vida! Assim a fé. Assim a nossa vida como discípulos de Cristo. Se não nos alimentamos do combustível adequado, acabaremos por definhar.

Não podemos adivinhar o conteúdo da oração de Jesus! Talvez nem seja preciso! O importante é aquele espaço de tempo em que Se põe à escuta do coração e da vontade do Pai.

A chegada dos discípulos desperta-O: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foram por toda a Galileia.


Textos para a Eucaristia (ano B): Job 7, 1-4. 6-7; Sl 146 (147); 1 Cor 9, 16-19. 22-23; Mc 1, 29-39.

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