...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
13
Jan 18
publicado por mpgpadre, às 19:01link do post | comentar

1 – Jesus chama-nos mas não nos quer de qualquer maneira, quere-nos de corpo e alma. Aceita o nosso pecado e as nossas limitações, aceita-nos como somos, com as nossas dúvidas e hesitações, com os nossos falhanços e com os nossos esforços, compreende os nossos avanços e recuos, o nosso entusiasmo e o nosso medo, as nossas certezas e o nosso peregrinar por vezes titubeante, mas não nos quer pela rama, quere-nos envolvidos, mergulhados na Sua palavra, procurando, apesar de tudo, fazer o bem. Por conseguinte diz-nos ao que vem. Não faz campanha (eleitoral), não usa muito palavreado nem argumentos para nos levar a aderir à Sua mensagem.

Vinde ver! É a Sua resposta! Podia passar umas horas a explicar a razão e a importância do seguimento! Jesus sabe que mais facilmente imitamos comportamentos do que seguimos conselhos, então nada melhor do que ver como Ele vive, como gasta o Seu tempo, como reage às diferentes situações da vida. O apóstolo só o é verdadeiramente se for discípulo, se se mantiver perto do Mestre, pela oração, pela imitação da Sua postura: Vai e faz tu também do mesmo modo.

1102014617_univ_lsr_xl.jpg

2 – Para seguir Jesus não bastam algumas informações sobre Ele, mas mergulhar a nossa vida na Sua vida. Luminosa, a propósito, a Boneca de Sal, uma fábula de Anthony de Mello.

Era uma boneca feita de sal. O seu maior sonho era ver o mar. Ficava dias e noites embrenhada nos pensamentos, tentando imaginar a imensidão e a beleza do grande oceano, sentindo uma grande nostalgia, a "saudade" de algo que conheceria apesar de tão longínquo: as suas raízes, a sua origem.

Um certo dia, decidiu partir. Foi uma busca árdua, saciando pontualmente a sua sede nas fontes e nos riachos, nos lagos e nos rios. Por fim chegou a um areal, uma praia à beira mar. Como era imenso e apelativo aquele mar! E como era misterioso! Parecia que a água salgada e o mar já a habitavam por dentro. Ali ficou, perdida em contemplação, e foi dialogando com o mar: Diz-me, quem és tu?

– Sou o mar.

– Mas o que é o mar?

– Sou eu!

– Explica-me melhor, por favor! Deixa-me perceber, deixa-me conhecer-te...

– É simples: toca-me.

A boneca, extasiada, mas um pouco a medo, avançou e deixou que os seus pequenos pés fossem acariciados pela areia, pela água, pela espuma esbranquiçada. E – surpresa! – começava a compreender qualquer coisa... Quando, porém, pôs os olhos no chão, apercebeu-se, assustada, que os seus pés haviam desaparecido. Protestou aflita: «Oh! Que fizeste tu? Onde estão os meus pés?» O mar replicou: «Porque choras? Apenas foi necessário ofereceres um pouco de ti para poderes compreender».

A boneca refletiu e serenou. Entendia um pouco mais. Então, decidida avançou. A água começou lentamente a cobrir partes do seu corpo que dolorosamente se desvaneciam. Quanto mais avançava mais profundamente compreendia, apesar de ainda não ser capaz de dizer o que era o mar. Uma outra vez inquiriu: «O que é o mar?»

Uma última onda arrebatou o que restava dela. E, precisamente, naquele derradeiro momento em que desaparecia na imensidão do mar, a boneca exclamou: Sou eu!

 

3 – Depois do batismo, Jesus passa a anunciar às claras a Boa Nova da presença de Deus no meio de nós. O Evangelho aponta, com João Batista, para Jesus: «Eis o Cordeiro de Deus».

Ouvindo João, os seus discípulos passam a seguir Jesus. Timidamente, perguntam-Lhe: Rabi, onde moras? Jesus não se demora numa explicação, mas faz-lhes uma proposta: Vinde ver. Eles foram e ficaram com Ele nesse dia. Conhecer Jesus implica habitar com Ele e deixar-se habitar por Ele, deixar que os Seus pensamentos, palavras e gestos se agarrem aos seus corpos e às suas vidas. E à nossa vida!

O encontro com Jesus desencadeia a missão. André vai chamar o seu irmão Simão. O encontro com Jesus é essencial para o seguimento, deixando-se fitar por Ele, como aconteceu com Pedro: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas». O chamamento não é para umas férias em casa de Jesus, mas é para entranhar a própria vida na Sua vida para depois O testemunhar e transparecer.


Textos para a Eucaristia (ano B): 1 Sam 3, 3b-10. 19; Sl 39 (40); 1 Cor 6, 13c-15a. 17-20; Jo 1, 35-42.


mais sobre mim
Relógio
Janeiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

21
22
23
24
25
26

28
29
30
31


comentários recentes
O mundo atual precisa do testemunho cristão. Livro...
Saudações fraternas. Claro que sim. Ao longo da Su...
Caríssimo, no texto que comento, anuncia a experiê...
Sofres do síndrome de última bolacha do pacote
Quero agradecer por essa linda história e texto po...
Gostei da trilogia.http://numadeletra.com/1q84-liv...
Olá!Caí neste comentário acerca deste último livro...
http://numadeletra.com/41791.html
também gostaria de o conhecer pessoalmente acho in...
Bom dia. Alguns elementos para o ofertório estão v...
Bom dia. Sou catequista na minha paróquia e estamo...
Mais uma vez, muitos parabéns por nos dar este bel...
Eu já sabia que não devemos menosprezar nunca o po...
Bom dia. Eu é que agradeço, pela presença, pelo in...
Bom dia Padre Manuel! É sempre com muito agrado qu...
arquivos
Pinheiros - Semana Santa
- 29 março / 1 de abril de 2013 -
Tabuaço - Semana Santa
- 24 a 31 de abril de 2013 -
Estrada de Jericó
pesquisar neste blog
 
Velho - Mafalda Veiga
Festa de Santa Eufémia
Pinheiros, 16/17 de setembro de 2012
Primeira Comunhão 2013
Tabuaço, 2 de junho
Profissão de Fé 2013
Tabuaço, 19 de maio
subscrever feeds
blogs SAPO