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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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28.02.15

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O»

mpgpadre

1 – Fomos com Jesus ao deserto, para rezar e nos encontrarmos connosco e com Deus. Os desertos da nossa vida põem-nos à prova. A intimidade com Deus torna-nos mais ágeis e mais humildes.

Hoje o convite é para subirmos com Jesus à montanha, como discípulos. Naquele tempo, Jesus levou Pedro, Tiago e João. Hoje toma-nos pela mão, a cada um de nós, para O seguirmos. É preciso SAIR da nossa comodidade e dos nossos afazeres, e CAMINHAR, não apenas em terreno plano, mas SUBIR à montanha. É-nos exigida valentia. Sermos mornos não é suficiente para seguir Jesus. Com Ele, não há mínimos garantidos, há sempre caminho a fazer.

Depois de ter anunciado aos seus discípulos a paixão cruenta, Jesus envolve-os nesta manifestação de luz. A transfiguração é uma AMOSTRA da RESSURREIÇÃO. Também para nós. No meio das dificuldades e dos desertos precisamos de luz que nos indique o caminho, algo que nos dê esperança, precisamos que nos digam que a vida tem sentido, e que melhores dias estão para vir, apesar de tudo!

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2 – Jesus abre-lhes o coração, transfigura-Se diante deles, diante de nós. A conversar com Ele, a Lei e os Profetas, representados por Moisés e Elias. A eternidade torna-se mais visível. Resplandece a esperança. Está-se bem naquele lugar. Então Pedro diz a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias».

Estão como que fora de si, a sonhar acordados. Sentem-se bem, parece que o tempo parou, SUBIRAM com Jesus. Como no batismo, do Céu vem uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». Há, porém, algumas diferenças significativas. No Batismo, a voz do Pai dirige-se a Jesus: És o meu filho muito amado (cf. Mc 1, 7-11). Agora dirige-se a Pedro, Tiago e João, e a cada um de nós, garantindo Jesus como Filho, mas agrafando-nos à Sua missão: escutai-O. Por aqui se vê a prioridade e a urgência da escuta. Para sermos missionários teremos que ser ouvintes, discípulos, aprendizes.

Mas precisamos de DESCER com Jesus. Para isso que Ele veio. Desceu das alturas para viver como um de nós, no meio do mundo e da história, entranhado na nossa vida, ajudando-nos a olhar para o Pai. Ele conduz-nos a Deus quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 1-9).

O relato da transfiguração é uma parábola da nossa fé. Orientamos a vida, com as suas esperanças e as suas tristezas, para a celebração da Eucaristia, na qual nos encontramos com Jesus, morto e ressuscitado, ou na qual Ele nos encontra, pelo Seu Espírito Santo. Neste encontro poderemos transfigurar a nossa vida. Mas não acaba aí. A Eucaristia, se a vivemos com autenticidade, faz-nos DESCER ao encontro dos outros, sobretudo dos mais necessitados.

 

3 – Com a morte e sobretudo com a ressurreição de Jesus, por Ele anunciada, sela-se a Aliança nova e definitiva. E «se Deus está por nós, quem estará contra nós? Deus, que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por todos nós, como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas? Quem acusará os eleitos de Deus, se Deus os justifica? E quem os condenará, se Cristo morreu e, mais ainda, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós?» 


Textos para a Eucaristia (ano B): Gen 22, 1-18; Sl 115 (116); 2 Rom 8, 31b-34; Mc 9, 2-10.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

27.02.15

QUARENTA DIAS DE ORAÇÃO E 40 HORAS DE PERDÃO

mpgpadre

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MENSAGEM DE D. ANTÓNIO COUTO PARA A QUARESMA 2015

  1. Na sua mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lança um forte apelo contra a indiferença generalizada e globalizada, que se instala no nosso coração e o anestesia e endurece, tornando-nos insensíveis. A indiferença é, diz o Papa, uma reclusão mortal em nós mesmos, e desafia, por isso, as nossas paróquias e comunidades a serem ilhas de misericórdia no meio deste vasto mar de indiferença. E contra a dureza enrugada do nosso coração, o Papa propõe a beleza e leveza, sem rugas, da graça e do perdão, uma Igreja maternal, vigilante, compassiva e comovida, com «um coração que vê», como uma mãe sempre atenta, uma mão sempre estendida para manter entreaberta a porta do amor e do perdão, a porta de Deus (Salmo 106,23).
  1. Para tornar as coisas mais palpáveis e visíveis, o Papa propõe mesmo a realização de um «Dia do Perdão», 24 horas de reconciliação, a levar a efeito na Igreja inteira nos dias 13 e 14 de Março, de meia tarde a meia tarde, sob o lema: «Deus, rico de misericórdia» (Efésios 2,4). Peço, por isso, encarecidamente, a todos os sacerdotes que convoquem as comunidades paroquiais para este exercício de renovação das pautas do coração através da oração, da escuta atenta e qualificada da Palavra de Deus, da vivência da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação e da prática da caridade. Não deixemos de dar corpo e alma a este «Dia do Perdão», para o qual o Papa Francisco nos convoca.
  1. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de graça para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
  1. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para apoiar os 25 Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Guiné Bissau. Esta mão de amor estendida até à Guiné Bissau traduz-se no apoio concreto a 60.000 crianças (dos 0 aos 6 anos), enquadradas em 10.000 famílias e 320 comunidades. Lembro que a mortalidade infantil (dos 0 aos 5 anos) atinge, na Guiné Bissau, a cifra altíssima de 27,4%, muito devido à subnutrição e parcos cuidados de higiene e de saúde. Estes 25 Centros de Recuperação Nutricional, geridos por Congregações Religiosas com a coordenação da Cáritas da Guiné Bissau, representam um pouco mais de esperança para as crianças guineenses. A Fundação Fé e Cooperação (FEC), que foi instituída em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), e que este ano celebra 25 anos de existência, diálogo, fé e cooperação, encontra-se também a trabalhar no terreno guineense, dando apoio a estes 25 Centros de Recuperação Nutricional. Serão os membros desta instituição da Igreja Católica que levarão a nossa esmola para as crianças da Guiné Bissau, e velarão pela sua eficaz aplicação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
  1. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2015, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados (em ano a eles consagrado), todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação muito especial a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.

Lamego, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas

Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,

+ António.

23.02.15

CRISTINA SICCARDI: Descobrir HILDEGARDA DE BINGEN

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CRISTINA SICCARDI (2013). Descobrir Hildegarda de Bingen. Mística, artista, mulher de ciência. Prior Velho: Paulinas Editora. 232 páginas.

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        Doutora da Igreja proclamada pelo Papa Bento XVI, foi o reconhecimento de uma santa cuja a fama granjeou ainda em vida, tendo-se tornado verdadeira profetisa, pregadora, catequista, instruindo reis e imperadores, Papas e Bispos, sacerdotes e religiosas, leigos, comunidades conventuais ou paroquiais.

       Em 10 de maio de 2012, por vontade do papa Bento XVI, Hildegarda foi canonizada; a 7 de outubro de 2012, domingo dedicado à Rainha do Santo Rosário, festividade instituída por São Pio V para comemorar a vitória de Lepanto, em 1571, contra a frota turca, Bento XVI propôs Santa Hildegarda como Doutora da Igreja Universal. Na mesma ocasião, declarou também São João de Ávila como Doutor da Igreja.

       A autora faz referência a algumas das intervenções do Papa Bento XVI e que poderá ler nos seguintes links:

Carta Apostólica de Proclamação de Santa Hildegarda Doutora da Igreja

Audiência Geral de 1 de setembro de 2010

Audiência Geral de 8 de setembro de 2010

       «Luz do seu povo e do seu tempo», assim a definia João Paulo II, em 1979, por ocasião do 800º aniversário da morte da Mística alemã.
       "2. Hildegarda nasceu em 1089 em Bermersheim, perto de Alzey, de pais de linhagem nobre e ricos proprietários de terras. Aos oito anos foi aceite como oblata na abadia beneditina de Disibodenberg, onde em 1115 emitiu a profissão religiosa. Com a morte de Jutta de Sponheim, por volta de 1136, Hildegarda foi chamada a suceder-lhe como magistra. De saúde física frágil, mas vigorosa no espírito, comprometeu-se profundamente por uma renovação adequada da vida religiosa. Fundamento da sua espiritualidade foi a regra beneditina, que indica o equilíbrio espiritual e a moderação ascética como caminhos para a santidade. Depois do aumento numérico das monjas, devido sobretudo à grande consideração pela sua pessoa, por volta de 1150 fundou um mosteiro na colina chamada Rupertsberg, nas proximidades de Bingen, para onde se transferiu juntamente com vinte irmãs de hábito. Em 1165 instituiu outro em Eibingen, na margem oposta do Reno. Foi abadessa de ambos" (Carta Apostólica de Bento XVI).
       A biografia apresenta-nos as diversas etapas da vida de Hildegarda, com as primeiras visões, os seus escritos, a fundação do mosteiro de Rupertsberg, os contactos com bispos, sacerdotes, com o Papa, com o imperador; as suas obras teológicas, mas também sobre as plantas medicinais, a genialidade desta santa, na música, na botânica, na oralidade.
       Viveu numa época de grande turbulência na Igreja, em que os Bispos e o Papado estava por demais vinculados a disputas de poderes e de lugares, tendo mesmo havido nesta ocasião dois Papas em simultâneo. São Bernardo de Claraval terá um papel importante na vida de Hildegarda, nomeadamente intercedendo por ela junto do Papa, para que colocasse por escrito as suas visões.
       Como profetisa, a Sibila do Reno é autorizada e convidada a pregar em público, diante de senhores e de servos. Frontal, denuncia aqueles que se servem da Igreja, os que são dúbios, os que procuram apenas os interesses pessoais. Remete sempre para a Santíssima Trindade. O desiderato é viver sob o auspício de Deus.

21.02.15

Jesus esteve 40 dias no deserto...

mpgpadre

1 – "O Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

O primeiro Domingo da Quaresma traz-nos o episódio das Tentações de Jesus. As tentações a que Jesus está sujeito são as mesmas tentações do povo de Deus ao longo do deserto. O povo cedeu. Jesus ajuda a superar as tentações em entrega confiante a Deus.

Jesus, verdadeiro homem, é tentado como qualquer um de nós. As nossas tentações são visualizáveis em Jesus, porque em tudo Se identifica connosco. Os desertos da nossa existência podem tornar-se tempo de dúvida e de provação, de amadurecimento e de purificação dos nossos propósitos e compromissos. Quarenta anos: a Quaresma do povo da Primeira Aliança para entrar na Terra da Promessa. Jesus é a Promessa que se cumpre para nós. Quarenta dias em que Se prepara para Se dar totalmente a nós, sem reservas e sem medos.

O alimento de Jesus é a realização da vontade do Pai. Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade (cf. Heb 10, 1-10). A tentação acompanha-O ao longo da vida. Há n’Ele uma força maior: a presença de Deus. Com efeito, é o Espírito Santo que O conduz ao deserto. É o mesmo Espírito que Se manifesta no Batismo. O tentador é forte, mas Deus assiste Jesus com os Seus santos Anjos.

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2 – Deus assiste-nos do mesmo jeito que a Jesus, desafiando-nos a dar o melhor de nós e a acolher os outros como irmãos. É possível que as tentações nos acerquem. É possível seguir Jesus, fazer como Ele, deixar-se conduzir pelo Espírito de Deus.

Se o Seu alimento – a vontade do Pai – o livra do mal e das manifestações diabólicas, também a nós nos dará a força e a caridade para, em cada dia, encontrarmos razões que nos atraiam para o bem e para a verdade, pois Ele é o nosso Caminho e a nossa Vida.

Vale a pena reler algumas palavras do Papa Francisco na sua Mensagem para esta Quaresma, e das quais faz eco D. António Couto, Bispo de Lamego, ao dirigir-se à Diocese, convocando-nos a marcar a diferença num mundo em que a indiferença pelos outros se globaliza.

Diz o Papa: "Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar. A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem". 


Textos para a Eucaristia (ano B): Gen 9, 8-15; Sl 24 (25); 1 Pedro 3, 18-22; Mc 1, 12-15.

 

Reflexão COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

14.02.15

Se quiseres, podes curar-me! Quero, fica limpo!

mpgpadre

1 – «Se quiseres, podes curar-me». O primeiro passo para a cura é o desejo de ser curado. A doença é, certamente, uma experiência de fragilidade, de impotência e, muitas vezes, de desencanto. Na presença de pessoas doentes, vem ao de cima, muitas vezes, o protesto contra a vida e contra Deus. Nunca é fácil lidar com a doença dos nossos familiares e amigos e sobretudo quando é prolongada e já não existem possibilidades de cura. Havendo esperança de melhoras, de estabilização ou de cura, então é possível aceitar as dores, os incómodos, os tratamentos. Não havendo, tudo se torna mais difícil, para o próprio e para quem está à volta.

Outra das consequências da doença, crónica ou prolongada, além do desgaste físico e emocional, é o isolamento e a solidão. Os amigos vão desaparecendo progressivamente.

Uma pessoa surpreendida por uma doença incurável poderá sentir-se revoltada e transparecer azedume para com aqueles que estão mais próximos. À doença acrescenta-se a solidão. A pessoa doente não faz vida social, deixa de conviver, pela (in)disposição, ou porque a própria doença desaconselha os ajuntamentos. E a falta de vontade; não quer ouvir ninguém; não quer ouvir as mesmas perguntas…

Healing of the Lepers at Capernaum (Guérison des

2 – Imaginemos agora uma doença infectocontagiosa!

A Bíblia preserva o medo de contágio e as prescrições para evitar qualquer tipo de contacto com um leproso, dando à lei um carácter divino. «Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão… O leproso com a doença declarada usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: ‘Impuro, impuro!’. Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

A lei defende os sãos, mas condena à exclusão os leprosos.

Há pouco mais de 50 anos, existiam leprosarias e aldeias isoladas e situações em que os animais tinham um melhor tratamento. Lembremos a parábola de Lázaro, contada por Jesus.

A propósito seria interessante ler a biografia do Padre Damião, o Santo de Molokai, ou o filme Ben-Hur, que mostra o tratamento dado aos leprosos, votados ao completo esquecimento.

 

3 – Se um leproso vem ter com Jesus é porque já ouviu falar d'Ele, já alguém lhe anunciou Jesus. Novamente a dinâmica da evangelização e da intercessão. Sorrateiramente, este homem aproxima-se. Confia no que lhe disseram, mas também no que o seu íntimo lhe diz. Arrisca muito, sujeita-se a ser escorraçado, apedrejado e morto.

«Se quiseres, podes curar-me». O leproso faz a sua profissão de fé de forma simples, humilde e direta. São Marcos deixa-nos ver de perto a postura de Jesus. Há oito dias, víamos que Ele pega na mão da sogra de Simão Pedro e levanta-a. Esta semana, a mesma delicadeza, proximidade, sem meias nem peias, simplesmente, compadecido, Jesus estende a mão, toca-lhe e diz: «Quero: fica limpo». E como no momento da criação, também aqui a palavra de Deus tem efeito: aquele homem fica limpo da lepra.

Quantas pessoas precisam apenas de um toque, um aperto de mão, um abraço, uma afaço, um beijo, um sorriso, para se sentirem humanas e se sentirem salvas! 


Textos para a Eucaristia (ano B): Lev 13, 1-2. 44-46; Sl 31 (32); 1 Cor 10, 31– 11, 1; Mc 1, 40-45.

 

Reflexão dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

07.02.15

Vamos a outros lugares, a fim de pregar aí também...

mpgpadre

1 – O anúncio do Evangelho – Palavra de Deus encarnada, Jesus Cristo – é acompanhado de libertação, de acolhimento, de inclusão, de vida nova. A Boa Notícia que Jesus nos traz – Deus ama-nos como filhos – faz-nos família, sara as nossas feridas, expulsa os demónios que nos atormentam, cura os nossos ódios e desejos de vingança, liberta-nos para nos amarmos uns aos outros, apostando no perdão e no serviço.

Jesus faz-Se acompanhar de Tiago e João e vai a casa de Simão e de André, que estão preocupados pois a sogra de Simão Pedro está doente, com febre. Logo lhe falam dela. Veja-se a dinâmica e a importância da intercessão. A delicadeza de Jesus é notória: toma-a pela mão e levanta-a. Como em outras situações, aqueles que se sentem salvos por Deus predispõem-se de imediato para o serviço. É o que faz a sogra de Pedro: curada, responde com serviço.

Ao cair da tarde, depois do sol-posto, trazem a Jesus os doentes e possessos, com a cidade inteira reunida para O ver e O ouvir. Jesus cura muitas pessoas e liberta os que são atormentados pelos demónios, para que vivam na claridade do amanhecer que vai surgir.

Sem muito tempo para descansar, ainda manhã cedo, Jesus levanta-se e retira-se para orar. A intimidade com o Pai é o Seu alimento. Quanto mais perto de Deus, mais perto dos homens. Quanto maior a intimidade com Pai, mais desprendimento para cuidar dos irmãos.

Quando os discípulos despertam e se apercebem que Jesus já não está no meio deles, saem à procura d'Ele. Para nós: se nos apercebemos que Jesus não está no meio de nós há que O procurar, indo ao Seu encontro.

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2 – «Todos Te procuram» – dizem os discípulos a Jesus. Saliente-se, mais uma vez, a intercessão. Os discípulos levam a Jesus a preocupação das pessoas. Por outro lado, TODOS Te procuram, inclui-nos e reforça a necessidade da evangelização dos cristãos e da Igreja. O "todos" que os discípulos levam a Jesus refere-se por certo às pessoas daquela cidade e que se tinham juntado diante da casa de Pedro. Mas logo Jesus alarga a referência a "TODOS": «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim».

Jesus relembra o Seu propósito: IR a outros lugares PREGAR.

 

3 – São Paulo, na segunda leitura hoje proclamada, chão da Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, deixa claro qual a sua missão como Apóstolo, vivendo-a como vocação e compromisso:

«Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Desempenho apenas um cargo que me está confiado... Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo faço por causa do Evangelho».

A sua e a nossa missão primeira: EVANGELIZAR. Em todo o tempo, em todas as ocasiões, oportuna e inoportunamente, como diz a Timóteo: "Proclama a palavra, insiste em tempo propício ou fora dele, convence, repreende, exorta com toda a compreensão e competência" (2 Tim 4,2). A pregação provoca movimento, ação, saída, ir ao encontro, procurar o outro e entrar em comunhão com ele. Por Cristo, "fiz-me tudo para todos". 


Textos para a Eucaristia (ano B): Job 7, 1-4. 6-7; Sl 146 (147); 1 Cor 9, 16-19. 22-23; Mc 1, 29-39.

 

REFLEXÃO COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

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