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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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11.11.13

Semana dos Seminários | Mensagem de D. António Couto

mpgpadre

       1. Está na moda a palavra “Seminário”. Usa-se na Universidade e para múltiplos encontros de estudo e de trabalho. Neste âmbito alargado, um Seminário é um tempo onde as pessoas se reúnem num lugar mais ou menos redondo para porem em comum as suas ideias e pontos de vista acerca de uma determinada temática ou situação. É cada vez mais da experiência comum que ninguém possui a verdade toda inteira, bem redonda, como diziam os antigos filósofos gregos, sendo, por isso, enriquecedores todos os contributos e todos os pontos de vista. Ainda por cima num tempo em que os saberes tendem a especializar-se, é sempre bom saber o contributo que pode trazer para a discussão o vizinho do lado. Sempre neste sentido lato, um Seminário é aquilo que a raiz da palavra indica: uma sementeira.

       2. Mas hoje quero referir-me ao Seminário em sentido estrito e específico, que é o lugar, o tempo e o modo onde e como a Igreja reúne e forma os candidatos ao sacerdócio. O lugar e o modo é aqui uma casa ampla e simples, uma tenda plantada no coração da cidade dos homens, com espaços interiores e exteriores, com vistas para Deus e para o mundo, dado que quem se prepara para o sacerdócio tem de aprender a ver e a ouvir Deus de perto e a ser visto e ouvido por Deus, como tem igualmente de estar atento às situações concretas em que vivem os homens e mulheres deste tempo, pois deve saber ouvir os seus gritos de alegria ou de tristeza, e deve saber levar-lhes a mensagem do Evangelho, e dizer a cada um: «“Tu também és amado por Deus em Cristo Jesus”. E não apenas dizê-lo, mas pensá-lo realmente. E não apenas pensá-lo, mas fazê-lo acontecer, de modo que essa pessoa sinta e descubra que há nela alguma coisa já salva, alguma coisa maior e mais nobre do que pensava, e desperte assim para uma nova consciência de si» (Eloi Leclerc, Sagesse d’un pauvre, Paris, Éditions Franciscaines, 1984, p. 150). Também de forma diferente dos Seminários que por aí se realizam, o tempo do Seminário para a formação sacerdotal não é um dia nem uma semana ou um semestre, mas a vida toda.

 

       3. Os Seminários de estudo ou de trabalho e o Seminário que prepara para a vida sacerdotal têm na sua raiz a semente. Semente e semeador e campo lavrado e semeado são metáforas que povoam a Escritura dos dois Testamentos, e indicam um modo de vida. O agricultor olha com carinho o chão que trabalha, as árvores que planta, os frutos que vê nascer e amadurecer. Lançar a semente é um tempo e um modo importante, mas é a colheita que ele tem sempre em vista. A colheita é um tempo de alegria (Sl 126,5-6). De acordo com o Evangelho, é pela colheita e pela alegria que devemos afinar sempre o nosso olhar e os critérios com que contemplamos a seara de Deus. Assim deve ser também o Seminário: tempo de nos maravilharmos com as árvores que florescem. Quando desaparece a flor, surge o fruto. No dizer de Jesus, o Senhor que servimos é o Senhor da colheita, da estação dos frutos, da alegria. Por isso, manda-nos rezar assim: «Pedi ao Senhor da colheita (therismós) que mande trabalhadores para a sua colheita (therismós)» (Lc 10,2). Ou somos da estação dos frutos e da alegria, ou andamos certamente perdidos.

 

       4. A missão específica do Seminário, dizem os Documentos do magistério da Igreja, é «formar Pastores para a Igreja de hoje, no mundo de hoje» (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 61; Normas Fundamentais para a Formação Sacerdotal nas Dioceses Portuguesas, n.º 129 e 162). O Pastor está atento às suas ovelhas e conhece-as uma a uma, cuida delas com premura, dá a vida por elas (Jo 10,1-18). É, por isso, que, na sua vertente humana, o Seminário deve ser uma comunidade impregnada de profunda amizade e caridade, de modo a poder ser considerada uma verdadeira família, que vive na simplicidade, na confiança e na alegria. E, na sua vertente cristã, deve configurar-se como comunidade de discípulos do Senhor Ressuscitado, reunida à volta da alegria do Senhor Ressuscitado, formada dia a dia na leitura e na meditação da Palavra de Deus, no sacramento da Eucaristia e no exercício da justiça e da caridade fraterna. Uma comunidade onde resplandeça o Espírito de Cristo e o amor para com a Igreja. Uma comunidade orante, onde se aprende e se cultiva o vocativo da oração e o imperativo da comunhão (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 60).

       5. O ambiente simples e dinâmico do Seminário ajudará cada um dos candidatos ao sacerdócio a alcançar uma compreensão cada vez mais profunda das exigências e da beleza da sua vocação, em ordem à aceitação, cada vez mais radical e definitiva, do projecto de Deus. Os formadores saberão acompanhar cada candidato, e levá-lo a ver a sua vocação à luz da Igreja, da sua doutrina, da sua prática pastoral e litúrgica e da sua legislação, de modo a fazer crescer no coração de cada candidato um coração novo à medida de Cristo, conforme ao coração de Cristo, sensível às dores de cada ser humano, para saber ser, neste mundo controverso, verdadeiro semeador de esperança e ceifeiro feliz.

 

       6. Sábia e inteligentemente, a documentação da Igreja tem salientado que, «de sua natureza, a formação sacerdotal exige uma continuidade, ao longo de toda a vida, com incidência nos primeiros anos de sacerdócio» (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 70-76; Normas Fundamentais para a Formação Sacerdotal nas Dioceses Portuguesas, n.º 152). Isto quer dizer que devemos humildemente saber estar sempre em formação, sentados na escola do nosso verdadeiro Mestre e Senhor.

 

       7. Atravessamos uma vez mais a Semana dos Seminários, que este ano acontece de 10 a 17 de Novembro, subordinada à temática de sabor paulino «Para que Cristo se forme em nós» (cf. Gálatas 4,19). Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom Pastor, a velar sempre pelo seu rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 17, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende. E que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

 

Lamego, 1 de Novembro de 2013, Solenidade de Todos os Santos

+ António, Bispo de Lamego

 

FONTE: Diocese de Lamego.

09.11.13

Para Deus todos estão vivos...

mpgpadre

       1 – Deus «não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

       O centro gravitacional do cristianismo é a Ressurreição de Jesus. Sem Ressurreição, a morte de Jesus teria sido uma entre milhares, sem história para contar que não a de um indivíduo sepultado nas tumbas de Jerusalém. Com a aparição do Ressuscitado surge a Igreja, comunidade dos Seus apóstolos e discípulos. O anúncio do Evangelho inicia após e por causa da ressurreição.

       A luz da Páscoa permite re-ler a vida e missão de Jesus. Muitos dos acontecimentos ficariam como meras recordações para os amigos mais próximos. A ressurreição é a razão de ser da fé cristã, sem a qual não adiantaria falar de vida nova, de eternidade, de futuro, de Alguém que garantisse a nossa identidade para lá do tempo e da história.

       Nos primeiros dias deste mês, a ida aos Cemitérios seria desoladora e desagregadora. Se esta fosse a última morada, seria muito pouco para os nossos anseios humanos, para a nossa esperança. Melhor, seria uma esperança vã. E uma esperança vazia equivaleria a uma fé vazia, sem sentido, inútil, ilusória. A nossa fé baseia-se na Ressurreição de Jesus. É Ele a nossa esperança, a esperança de n'Ele ressuscitarmos e reencontrarmos aqueles a quem queremos bem e já partiram. Por isso rezamos por eles, trazendo-os à mesa da Eucaristia.

       2 – Depois da Ressurreição, Jesus reúne os discípulos, dá-lhes o Espírito Santo, constitui-os como Seu Corpo. E com eles também nós. Somos a Sua Igreja. Ele a Cabeça. Nós os membros. A vida eterna, a promessa de uma morada junto do Pai, a garantia que nenhum dos Seus discípulos se perderia, o desafio para fabricar bolsas que não se rompessem – tudo isto é sancionado com a Sua ressurreição.

       Recuemos um pouco, ao tempo histórico de Jesus, aproximemo-nos d'Ele, como fizeram muitas pessoas naquele dia. Habituados a transacionar bens materiais, os saduceus olham para Ele com desconfiança, alguns mais preocupados com a própria carteira: tudo se resolve cá em baixo. A ressurreição poderá ser uma ilusão psicótica. À socapa alguém pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos... o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?»

       Bela maneira de pregar uma partida a Jesus, socorrendo-se dos Escritos Sagrados. Jesus, a Palavra de Deus em Pessoa, responde também com a Palavra de Deus: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça-ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

       A ressurreição é um acontecimento NOVO. Não é conquista humana, é dádiva de Deus, em Cristo Jesus.

 

       3 – Não é fácil falar de morte e de vida depois da morte. Mas mais difícil seria aceitar que tudo desaparece com a morte. Então, tudo se resumiria ao cemitério, a vida dos nossos antepassados e a nossa vida, cujo futuro seria sombrio, pois desembocaria no desaparecimento definitivo de tudo o que fomos/somos, ficando, quando muito, uma memória residual da nossa passagem pelo mundo.

       A fé na Ressurreição só em Cristo recebe a LUZ definitiva. A ressurreição de Jesus abre-nos definitivamente as portas da eternidade e a comunhão plena com Deus. E não é apenas um acontecimento futuro, é realidade em Cristo e na Sua Igreja. Fomos batizados na morte e ressurreição de Cristo, morremos para o pecado para n'Ele ressuscitarmos como novas criaturas, pela água e pelo Espírito Santo.


Textos para a Eucaristia (ano C): 2 Mac 7,1-2.9-14; Sl 16 (17); 2 Tes 2,16-3,5; Lc 20,27-38.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

02.11.13

Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa

mpgpadre

       1 – «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». O convite de Jesus, feito a Zaqueu, e a cada um de nós, é extraordinário. Zaqueu era cobrador de impostos, publicano, profissão geradora de ódios, pois o que cobravam era fruto do trabalho, do sustento e das canseiras de muitas famílias, algumas das quais com escassos recursos, e ainda por cima os impostos cobrados era direcionados para o imperador romano, a potência invasora, e para as autoridades locais. Por outro lado, os cobradores de impostos, muitas vezes, aproveitavam o posto que ocupavam e a proteção que tinham para cobrar maquias consideráveis para si próprios.

       Jesus entra na cidade de Jericó. Ali vive um homem rico, o chefe dos cobradores de impostos. Zaqueu é de pequena estatura, de vistas curtas, pouco mais vê que a sua carteira. Mas para ver Jesus é necessário ter os olhos bem abertos, e sobretudo o coração. Impelido a ver Jesus, sobe a uma árvore, eleva-se do chão e acima da multidão.

       Entretanto, Jesus levanta o olhar e interpela-o: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». É preciso descer, colocar-nos ao nível de Jesus, que sendo de condição divina, quis ser um de nós, para no meio de nós nos ensinar a ser irmãos, porque filhos de Deus, do mesmo Pai. Se ficarmos no lugar em que nos encontramos, no nosso pedestal, na nossa vidinha, poderemos até ver Jesus, mas à distância, e apenas com os olhos, não com o coração. Zaqueu desce rapidamente e recebe Jesus com alegria.

       É uma alegria convertida em compromisso: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Não basta acolher o amor de Deus, é necessário que este AMOR maior seja serviço aos outros.

       Vêm então os reparos daqueles que, vendo Jesus, ainda não O descobriram, ainda não se deixaram tocar pela Sua presença, pelo Seu olhar: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Jesus não se deixa enredar na cusquice e conclui: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

       2 – O Evangelho é um desafio de salvação. Devemos manter aceso em nós o desejo de querer ver Jesus, de O encontrar, de O seguir, de O levarmos para casa, de O trazermos para a nossa vida.

       Só a humildade nos coloca no caminho de Jesus, de contrário Ele passa e nós ficamos em cima do sicómoro, ou comodamente a murmurar, pelos outros que avançam caminhando com Ele. O chamamento é para mim. É para ti. Ele passa. Faz-Se caminho, verdade e vida. Vem habitar connosco, vem ficar em nossa casa.

       Se a nossa estatura é pequena, há que procurar mais afincadamente, abrir o coração, fazer com que as nossas vistas sejam mais largas, alcancem mais longe. É necessário procurá-l’O onde Ele vai passar. Escutar o seu convite. Segui-l'O para onde for. É necessário descer do nosso comodismo e não deixar que Ele passe adiante sem nós. Também São Paulo caiu do cavalo, do alto do seu orgulho e da sua presunção. Jesus bate à nossa porta, grita-nos aos ouvidos, envia-nos um impulso ao coração, como fez aos discípulos de Emaús.

       Acolher Jesus, segui-l'O deixando que entre em nossa casa, gera ALEGRIA que transborda, contagia e se espalha para as casas vizinhas, para as pessoas que se cruzam connosco. Ou então ainda não O encontramos. Não basta acolher o amor de Deus, é necessário que este AMOR maior seja serviço aos outros.

       Hoje a salvação quer entrar em minha casa, na tua, na nossa casa. Por mais perdidos que estejamos, Jesus vem salvar-nos, introduzindo-nos na comunhão de Deus. Levemos a outros esta alegria. Não impeçamos ninguém de se aproximar e de ver Jesus. A multidão impedia que Zaqueu chegasse perto de Jesus. Não sejamos empecilho para os outros pela nossa opacidade, pela nossa tibieza. Ao invés, deixemo-nos contagiar e contagiemos. Evangelizados e evangelizadores.


Textos para a Eucaristia (ano C):

Sab 11, 22 – 12, 2; Sl 144 (145); 2 Tes 1, 11 – 2, 2; Lc 19, 1-10.

 

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