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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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30.05.13

Festa da Visitação de Nossa Senhora à Sua prima Isabel

mpgpadre

       1 – Chegamos ao final do mês de Maria, não com a consciência de dever cumprido, pois estamos sempre a caminho, e é a caminhar que que Deus nos encontra, mas como página que quisemos pintar com a oração, com o encontro, sintonizando-nos uns com os outros, em Jesus Cristo, sob o olhar e a intercessão de Maria santíssima.

      Trouxemos à oração mariana a nossa vida, como deve ser, com alegrias que nos motivam agradecimento, louvor, com preocupações que percorrem os nossos dias, tristezas e dúvidas, unimo-nos à Igreja, rezamos pelo mundo e pela paz, suplicamos pelos nossos familiares, sobretudo aqueles que no presente nos suscitam mais cuidados, e pelas pessoas que se encontram em situação mais frágil.

       Iniciámos o mês com a festa de São José operário, um homem justo, trabalhador, discreto, que toma a seu cargo a missão de ser a Casa de Maria e de Jesus. Belo testemunho de vida e de fé!

       A meio do mês, a celebração da festa de Nossa Senhora de Fátima, com a Procissão das Velas, que traz muitos corações ao Coração de Maria, e com o dia 13, a comemoração da primeira aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, em Fátima, mostrando que o Céu está perto de nós, só precisamos de fazer o nosso caminho de conversão, oração, empenho.

       Peregrinamos também ao Sabroso, onde a história da fé erigiu um templo em honra de Maria, convidando a sair da nossa comodidade para nos darmos aos outros.

       E terminámos o mês com o belíssimo e significativo episódio da Visitação de Maria à Sua prima Santa Isabel.

       2 – A liturgia da palavra remete-nos para a confiança em Deus, nosso Salvador. Ainda que o mundo inteiro desmorone, Deus não nos abandona. Por maiores que sejam as nuvens, para lá da escuridão é possível que encontremos Deus a velar por nós: “Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa”.

       Por outro lado, a caridade como fruto da graça santificante de Deus. Diz-nos São Paulo: "Seja a vossa caridade sem fingimento. Detestai o mal e aderi ao bem. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno; rivalizai uns com os outros na estima recíproca. Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito; dedicai-vos ao serviço do Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. Acudi com a vossa parte às necessidades dos cristãos; praticai generosamente a hospitalidade..."

       3 – No evangelho, o relato da Visitação:

“Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá… Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»… Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome”.

     São Lucas deixa-nos alguns dados precisos. Maria vai apressadamente para a Montanha. A pressa das palavras deve dar lugar à pressa da caridade. A rivalidade, como lembra São Paulo, seja no serviço, na atenção ao outro, na caridade.

       Encontro, no seio materno, de João Batista e de Jesus. Ambos gerados por ação de Deus, envolvidos no mistério divino, ainda que a missão e as circunstâncias sejam distintas. A alegria é uma característica fundamental no nosso encontro com Jesus Salvador. Como nos sentimos por nos sabermos salvos por Jesus? É diferente a nossa vida por termos Jesus na nossa vida?

        Papel preponderante de Maria na vida de Jesus, e futuramente na comunidade cristã. Ela é a eleita do Senhor, a cheia de Graça, escolhida para ser a Mãe do Filho do Altíssimo. É bem-aventurada porque acreditou em tudo o que o Senhor lhe comunicou. Isabel deixou-se contagiar com a PRESENÇA de Deus em Maria. E nós, cristãos, de que forma nos deixamos contagiar por Jesus, pela Sua palavra, pelos seus sacramentos, pelas pessoas que Ele coloca ao nosso lado?


Textos para a Eucaristia: Sof 3, 14-18; Rom 12, 9-16b; Lc 1, 39-56.

26.05.13

Tudo o que o Pai tem é meu...

mpgpadre

       1 – “Uma pessoa sozinha nem para comer serve". Esta expressão popular pode ajudar a refletir no mistério da Santíssima Trindade. Como referem alguns Padres da Igreja, Deus é Uno mas não Um. Se fosse um seria solidão; dois seria conflito; Três é comunhão.

       A solidão é muito mais que estar sozinho e pode acontecer até no meio de uma multidão… quando uma pessoa não se sente amada, nem reconhecida pelo seu talento, pelo seu trabalho, quando sente que o mundo é inimigo e quando  tudo corre mal…

       Seja como for, precisamos dos outros, de ver e viver com pessoas. O estar sozinho consigo mesmo é um estado de alma que não dispensa a companhia. Precisamos uns dos outros, para nos reconhecermos como pessoas, para sabermos quem somos. Precisamos de um olhar, uma palavra, um toque, para sabermos que estamos vivos.

        2 – Assumir que o nosso Deus é Trindade faz-nos conjugar a harmonia com a diversidade, com os dons dos outros. A Igreja nasce da Trindade, sustenta-se na Trindade e encaminha-Se para a Trindade santíssima. Não é uma vestimenta, é a própria alma da Igreja e dos cristãos, condição sine qua non, sem a Trindade não existe Igreja, não há cristãos. A Trindade enforma-nos, preenche-nos. É sempre à Trindade que rezamos, e a Quem entregamos a nossa vida…

       Reconhecer Deus como Trindade anula o princípio ditatorial do “eu quero, posso e mando”, que não tem cabimento no CREDO cristão. Acolher Deus como Pai, Filho e Espírito Santo implica que recebamos em nós o DIFERENTE, os outros, reconhecendo-os como irmãos, com qualidades; implica reconhecer e aceitar outras ideias, outras vivências. Ao mesmo tempo, como na Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito, Três Pessoas, uma só natureza, assim nós com os outros, diferentes mas da mesma natureza humana.

 

       3 – O jeito de Jesus viver configura, nas palavras, na oração, na postura, esta realidade de comunhão trinitária. Ele vai à margem, traz os desvalidos, os excluídos, para o centro, para a luz, para a vida, reconhecendo-os como irmãos, filhos amados de Deus, independentemente da condição social, política, familiar, doentes, pecadores, pessoas impuras, todos acorrem a Ele e a todos acolhe com carinho e delicadeza, crianças, mulheres… Por outro lado, Jesus deixa claro que a Sua prioridade é fazer a vontade do Pai, não age por Si mesmo, realiza a obra do Pai.

        No evangelho que hoje escutamos, Jesus faz eco da comunhão íntima com Pai, pelo Espírito Santo: «… Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo… Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu».

        Jesus orienta a Sua vida pelo Pai, deixando-se moldar pelo Espírito Santo. Tem de ser também a nossa divisa: orientarmos a nossa vida a partir de Deus, para o Pai, no Filho pelo Espírito Santo.

        4 – Um problema de todos os tempos, mas também do nosso, é a (in)coerência de vida, passar das palavras à prática. Estamos a caminho. Deus caminha connosco e encontra-nos a caminhar. A Trindade também é isto, um Deus que não Se encerra em Si, num Céu estrelado e distante, mas que sai ao nosso encontro, encarna, faz-Se Homem, assumindo a temporalidade por nós.

        Jesus, a sabedoria do Pai (primeira leitura), vai para o Pai e  envia o Espírito Santo que O torna presente até ao fim dos tempos.

       Como nos recorda São Paulo, em nós já está em gestação o Reino de Deus: “Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

       Não há que enganar. Não estamos sós. O amor de Deus preenche-nos o coração e a vida. E o amor gera vida, partilha, comunhão.


Textos para a Eucaristia (ano C): Prov 8, 22-31; Rom 5, 1-5; Jo 16, 12-15.

 

24.05.13

Boletim Paroquial Voz Jovem - maio 2013

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       Edição de maio do Boletim Paroquial Voz Jovem, está pronto para entrega, em papel ou nesta rede. Este número tem dois temas maiores: a Jornada Diocesana da Juventude e a Profissão de Fé, das crianças/adolescentes do 6.º ano de Catequese. Uma parte preenchido com fotografias, outra com o desenvolvimento destas atividades pastorais. Outros assuntos: Olhar de um jovem, sobre a figura bíblia José do Egipto, e informações várias à comunidade paroquial, anunciando a Peregrinação Nacional das Crianças da Catequese a Fátima, as Festas da Catequese, Corpo de Deus e Primeira Comunhão, Escola da Fé, com o Pe. João Carlos, os donativos que vêm a ser recebidos para o pagamento do empréstimo bancário.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:

23.05.13

Profissão de Fé - Tabuaço 2013

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       Imagens da Profissão de Fé, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, no dia 19 de maio, solenidade do Pentecostes, em forma de diaporama/vídeo. A música de fundo foi proposta para cântico de entrada na XXVIII JDJ, que se realizou no Santuário de Santa Maria do Sabroso, no dia 18 de maio.

20.05.13

Tabuaço: Profissão de Fé - 2013

mpgpadre

Solenidade de Pentecostes e celebração da Profissão de Fé dos meninos do 6.º Ano Catequese. Nos últimos anos, para dar mais relevo a grande festa do Pentecostes, temos feito coincidir a Profissão de Fé, pois é no Espírito Santo que professamos a fé em Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. É no Espírito Santo que nascemos como cristãos e formamos Igreja.

       O dia 19 de maio de 2013 fica marcado de forma especial para a Mariana Lemos, Mariana Seixas, Margarida, Guilherme, Neuza, Sofia, Daniela Correia, Daniela Gonçalves, Rita Ferreira, e para as suas famílias, sendo sempre uma celebração envolvente da comunidade paroquial. Algumas imagens desta belíssima festa.

Para outras fotos disponíveis, na página da Paróquia de Tabuaço no facebook,

ou no Google +

19.05.13

Todos ficaram cheios do Espírito Santo

mpgpadre

       1 – O Espírito Santo é Pessoa, é Deus, é DOM dado à Igreja. Como referia o Papa Francisco, é a própria Pessoa de Deus que fala em nós, que nos traz Jesus Cristo. Gera-O em Maria, gera-O nos discípulos, gera-O na Igreja.

       De junto do Pai envia-nos o Espírito, que por Sua vez nos dará Deus, nos dará o próprio Jesus Cristo, vivo, ressuscitado, na Palavra e nos Sacramentos.

       O Espírito Santo é a COMUNICAÇÃO de Deus à humanidade. O Espírito Santo é esta CARTA que Deus continua a escrever em nós, inspirando-nos, criando a vitalidade da fé, a certeza da presença de Jesus entre nós. É a REDE que nos liga a Deus e aos outros, faz-nos a memória do passado e lança-nos para o futuro.

       2 – Vejamos os dois relatos do Pentecostes, ou dádiva do Espírito Santo.

       Nos Atos dos Apóstolos, a narração deste sublime acontecimento: “Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem”.

       Respeitando a sensibilidade semítica e o calendário religioso judaico, São Lucas mostra o PENTECOSTES cristão. Jesus Cristo morreu, ressuscitou, apareceu aos discípulos, subiu ao Céu, enviando o Espírito Santo, e nos compromete com o tempo presente.

O Espírito Santo coloca-nos em andamento. É HORA de abrirmos portas e janelas, arejando a nossa casa, saindo para os caminhos da vida a anunciar Jesus em todo o mundo.

 

       3 – No relato de São João, no Evangelho, a cronologia é diferente, mas o conteúdo é o mesmo: o Espírito agrafa-nos à alegria, à esperança, ao testemunho.

“Na tarde daquele dia, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

       Quando cada um se preocupa apenas consigo, de forma gananciosa, não entende a linguagem do outro, os seus apelos, ou os seus sofrimentos. Com a vinda do Espírito, com a abertura à criatividade divina, é possível falar diversos idiomas percetíveis, pois a linguagem do bem, do amor, da verdade é universal, simples, acessível a todos.

        Por outras palavras, o idioma, as diferenças culturais, religiosas, políticas, não justificam a intolerância, a violência, a guerra santa. O Espírito faz-nos ver e compreender que as diferenças nos enriquecem mutuamente.

       No evangelho sublinha-se sobretudo a alegria que brota das aparições do Ressuscitado e da dádiva do Espírito Santo. O medo dá lugar à confiança, o isolamento converte-se em alegria, a intranquilidade transforma-se em paz e compromisso. Até então Jesus, agora JESUS através de NÓS. Nós e o Espírito Santo.

 

       4 – Se o Pai é o mesmo, se Jesus é irmão de todos, se é no mesmo Espírito que somos constituídos herdeiros da HERANÇA eterna, então o que somos, o que fazemos, o que assumimos, o que dizemos há de aproximar-nos, contribuir para sermos o que SOMOS, identificando-nos com Jesus, deixando que o Seu Espírito recrie em nós constantemente a vida em abundância.

Belíssimo o texto do apóstolo à comunidade de Corinto:

“Ninguém pode dizer «Jesus é o Senhor» a não ser pela ação do Espírito Santo. De facto, há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito”.

       A profissão de fé cristã só é possível no Espírito Santo. Ele nos inspira para a verdade e para o bem. Se professamos a mesma fé, os dons diversos hão de guiar-nos aos outros, com os outros, a favor da vida. E ninguém está fora, excluído. Todos são importantes, porque todos são filhos de Deus, todos somos membros do mesmo Corpo, do mesmo Cristo, da mesma Igreja.


Textos para a Eucaristia (ano C): Atos 2, 1-11; 1 Cor 12, 3b-7.12-13; Jo 20, 19-23.

 

14.05.13

Tabuaço: Festa das Bem-aventuranças 2013

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       Os jovens adolescentes do 7.º ano de catequese celebraram a sua Festa de Catequese, as Bem-aventuranças, no passado dia 11 de maio, sábado, durante a celebração da Eucaristia.

No momento de ação de graças, tempo para um gesto espcífico. Os catequizandos foram "atados", pela catequistas, olhos, ouvidos, pés. O celebrante soltou as amarras, seguindo-se as palavras... pela Liberdade que Deus nos deu... possamos anunciar o bem, o belo, o amor, possamos ver, possamos ser obreiros da paz... para sermos bem-aventurados.

       Algumas imagens ilustrativas desta festa:

Para ver mais fotos das Bem-aventuranças e das Festas da Catequese,

visite a página da Paróquia de Tabuaço no facebook: AQUI

14.05.13

Hino da XXVII Jornada Diocesana da Juventude - Tabuaço

mpgpadre

1. Vinde morar comigo, agora e pelo tempo fora
Vamos, por aldeias e cidades, conquistar a vida a toda a hora
Viver o sonho e a ventura, ser casa e luz para o irmão
Guiar o outro, com paixão, à fé, ao amor e ao perdão

Ide, ide, por todo o mundo, ser rosto de Deus e muito mais
Anunciar a alegria e ser canção de um novo dia
Levai o evangelho, e com engenho, criai discípulos em todo o cais
E todos juntos, como irmãos, fazei da vida a mais bela melodia

2. Lançai as redes, pescadores, abri para mim o coração
Vinde, quero habitar em vós, aprendei a amar e a semear
Recriar a vida, e a falar, ser casa e luz para o irmão
Promover o bem e a comunhão, e o mundo transformar

3. Com Maria, minha e tua Mãe, fazer o que Ele faz
Vamos juntos, viver o Evangelho, semear a paz.
Até ao Céu, estender a mão e ser casa e luz para o irmão.
Em Nazaré, em qualquer chão, levai fé ao coração.

13.05.13

Conversas com Jorge Bergoglio - Papa Francisco

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SERGIO RUBIN e FRANCESCA AMBROGETTI, Papa Francisco. Conversas com Jorge Bergoglio, Paulinas Editora. Prior Velho 2013, 216 páginas.
 

       A eleição de Jorge Mario Bergoglio foi uma surpresa e uma bênção. Embora tivesse sido um dos nomes mais votados no conclave que elegeu Bento XVI, a comunicação social, sobretudo esta, apontava noutro sentido, ainda que o seu nome também fosse referenciado. Uma bênção pelos gestos, pelas palavras e também pela surpresa. A escolha ponderada e amadurecida dos Cardeais contrasta com o imediatismo com que uma eleição papal é discutida.

       Com um papel preponderante na América Latina, e como Bispo de Buenos Aires, na Argentina, o então Cardeal Jorge Bergoglio era quase desconhecido por estas bandas, a não ser em ambientes mais eclesiásticos e mais centrais.

       Havia, por isso, de buscar toda a informação possível sobre o novo Papa, o que disse, o que escreveu, o que fez.

       O livro que agora sugerimos mostra, desde logo, que um Papa não cai do Céu, em para-quedas, o que vem de cima corresponde à essência do pensamento e do ministério de Bergoglio. Este livro é disso exemplo, as grandes intuições estão na entrevista concedida aos dois jornalistas, Rubin, argentino, e Ambrogetti, italiana.

       O título original - O Jesuíta. Tinha em conta precisamente a sua pertença à Companhia de Jesus. A entrevista faz lembrar a dos Seus predecessores: "Atravessar o Limiar da Esperança", a João Paulo II, e "O Sal da Terra", ao então Cardeal Ratzinger, procurando que através de múltiplas perguntas venha ao de cima o pensamento e o sentir dos entrevistados, sobre as grandes questões da humanidade, da fé, do tempo presente.

       Ao ler-se o livro fica-se com a clara sensação que não saímos defraudados com a respostas diretas, simples, eivadas de fé e de esperança, com desafios concretos ao compromisso de todos na construção do mundo, e em concreto, pois essa era a realidade do seu compromisso pastoral, a construção da Argentina, como pátria e não apenas como país ou nação, pátria que acolhe dos pais melhorando, com o contributo de todos e cada um, para legar às gerações futuras, um mundo mais fraterno, mais solidário.

       São variados os temas - o trabalho, a oração, a fé, as convulsões sociais da argentina e do mundo, a resposta à crise, crise económica e crise de valores, o celibato dos padres, os abusos sexuais, a dor e o sofrimento, o combate à pobreza e o compromisso com os mais frágeis, os idosos, as crianças, os doentes, a coerência de vida.

       Cada dia que passa somos confrontados com a profundidade e autenticidade das palavras e dos gestos do Papa Francisco. Não são de agora, são de um compromisso diário ao longo de anos. Lendo o livro, com mente aberta, facilmente verificamos que não surpreende assim tanto a sua maneira de estar na vida e na missão. Não se chega a Papa de qualquer maneira. É um longo caminho, parte do qual nos é revelado nesta obra/entrevista ao então Cardeal Jorge Bergoglio.

       Há sempre um ponto de contacto importante entre os grandes sábios e os santos. Lembro agora Bento XVI. Numa comparação imediata com João Paulo II levou tempo para as pessoas perceberem a sua humildade profunda, que espelhava uma vida inteira dedicada à Palavra de Deus e de fidelidade a Jesus Cristo e à Igreja. Por outro lado, sobrevém, nos sábios e nos santos, e é comum a Bento XVI e a Francisco, uma enorme clareza de pensamento, em linguagem muito acessível, simples, sem rodeios, diretos, com o recurso frequente a imagens, comparações, histórias de vida, experiências variadas. Neste aspeto, são muito mais parecidos do que se pode pensar ou se faz crer, respeitando, no entanto, a identidade de cada um, o percurso, o carisma.

 

Para ler algumas passagens desta entrevista

pode consultar o nosso blogue: AQUI ou em outros locais:  AQUI.

Veja-se também a resenha apresentada pela Livraria Fundamentos: AQUI.

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