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10.03.13

Este meu filho estava morto e voltou à vida...

mpgpadre

       1 – O evangelho deste dia apresenta-nos uma das mais extraordinárias parábolas de Jesus, um exclusivo de São Lucas, conhecida como a Parábola do Filho Pródigo. Uma verdadeira pérola!

       2 – A figura central é o Pai, que facilmente se pode identificar com Deus (PAI). Depois de algumas murmurações, Jesus deixa claro que Deus é Pai, e ama como Pai e como Mãe, é um AMOR entranhado na vida, na história do ser humano.

       Aquele pai cria as condições para os filhos. Trabalha em função deles. Quer que não lhes falte um abraço, a presença dos amigos, a alegria de desfrutar da vida, diariamente, no meio das fragilidades, em dias mais alegres e em dias mais sombrios. Quer que aprendam a trabalhar, a ser responsáveis, a cuidar da casa. Os filhos acompanham-no nos negócios. Partilha com eles a responsabilidade. Não se esconde nas preocupações do trabalho ou na acumulação de fortunas. Os filhos também vão para o campo. Misturam-se com os criados, pois para o Pai também contam, também precisam de casa, de amigos, de apreciar a vida.

       Os filhos já estão crescidos. Já orientam a sua vida, assumem as suas responsabilidades e as consequências dos seus atos. Conhece os filhos como a palma das suas mãos. Deteta sinais de alarme no filho mais novo. Dá-lhe espaço, mas está mais vigilante. Vê-o inquieto, ansioso. Não vê motivos para isso. Mas sabe que os filhos têm de viver a sua vida e passar por momentos menos bons. Também assim se cresce. Que andará a turbar-lhe a mente? Com a naturalidade de sempre pergunta-lhe sobre o que lhe vai na alma. Não obtém resposta satisfatória. Vê que o filho se mantém distante e a fazer perguntas e mais perguntas aos servos e aos viajantes.

       Está a desligar-se. Está a crescer. Está a pensar pela sua cabeça. Há que esperar e dar tempo ao tempo. Eis que o filho mais novo se abeira cheio de si mesmo: “Pai, dá-me a parte da herança que me toca”. E parte. O pai sente que lhe falta o ar. Uma parte de si é-lhe arrancada. Não quer acreditar. Morre um pouco. O pedido do filho é um desejo de morte. A herança herda-se pela morte dos pais, e não em vida. O filho deseja que o pai morra.

 

       3 – Durante a ausência do filho, o Pai cuida da casa, para que o outro filho se sinta protegido. O tempo cura as maleitas dos afetos e dos sentimentos. Pelo menos dilui. A sua casa está incompleta, falte-lhe um membro. Todos os dias fixa o olhar no horizonte, aguardando que o AMOR profundo que nutre pelo filho o faça regressar. A sua aposta não é defraudada. Demorou demasiado tempo. Vê uma sombra ainda distante. Não tem dúvidas. Só pode ser o seu filho que “estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado”. Lança-se ao seu encontro. Abraça-o. Devolve-lhe a dignidade de filho. No seu coração continuou a ser filho. Não o avalia pelos desaires, mas pelo coração. O amor não tem preço. Não há nada que pague o bem do filho. É a vez de esbanjar a sua riqueza com o regresso do filho pródigo. A sua maior riqueza é o amor. Pelos filhos. Não importa o que tem de fazer. “Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos”.

       A mesma atitude diante da intransigência do filho mais velho. Procura entender as razões que lhe assistem. Sempre esteve em casa. Certinho. Cumpridor. Fiel. De tão zeloso que não quer desculpar a safadeza e a rebeldia do irmão. Como é possível o regresso à normalidade? Como é possível que o Pai o trate como se nunca tivesse ido para longe, como se nunca lhe tivesse desejado a morte? Será que o pai perdeu o juízo e a vergonha? Só o amor do Pai/Mãe entende como o coração tem razões que a razão desconhece.

       Jesus mostra-nos como é imenso o amor de Deus por nós. Muito maior que a nossa fragilidade e o nosso pecado. Se nós quisermos, não há nada que nos possa separar do amor de Deus.


Textos para a Eucaristia (ano C): Jos 5, 9a.10-12; 2 Cor 5, 17-21 ; Lc 15, 1-3.11-32.

 

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