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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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16.09.12

Boletim Paroquial de Santa Eufémia - n.º 2

mpgpadre

       As festas em honra de Santa Eufémia, peregrinação e romaria, traz a Pinheiros uma enchente, e ainda para mais quando o dia 16 de setembro coincide com o fim de semana, como foi este ano, coincidindo com o Domingo. Há outros momentos e celebrações na comunidade paroquial de Pinheiros, de que dá nota também o segundo número do Boletim Paroquial de Santa Eufémia, elaborado para ser entregue às pessoas precisamente no ocasião das festas da comunidade.

       Além das fotos, alguns textos de reflexão e de informação sobre a vida da comunidade paroquial de Pinheiros. O Boletim pode ser lido e visto no formato digital. Clique sobre a imagem, ou abaixo faça download.

Download em PDF: Santa_Eufmia_2012.pdf

16.09.12

E vós quem dizeis que Eu sou?

mpgpadre

       1 – A Epístola de São Tiago, segunda leitura, lavra a ligação íntima e fundamental entre a fé e a vida. O apóstolo exemplifica com situações concretas, reais e exequíveis:

“De que serve a alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Poderá essa fé obter-lhe a salvação? Se um irmão ou uma irmã não tiverem que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia, e um de vós lhe disser: «Ide em paz. Aquecei-vos bem e saciai-vos», sem lhes dar o necessário para o corpo, de que lhes servem as vossas palavras? Assim também a fé sem obras está completamente morta. Mas dirá alguém: «Tu tens a fé e eu tenho as obras». Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé”.

       A fé autêntica, em e com Jesus Cristo, conduz-nos aos outros.

       2 – Não há compromisso social puro, autêntico, libertador, se antes não se der um encontro transformador com Jesus Cristo. A fé é DOM recebido, acolhido e aprofundado na partilha. A fé há de levar-nos a imitá-l'O, pelo que nos compromete nas obras, como expressão, visualização, e comprovação da nossa adesão firme a Jesus e ao Seu Evangelho de caridade.

       Tudo se inicia em Jesus. Ele desce de Deus e traz-nos Deus. Mas não Se impõe. Cabe-nos acolher a nossa vocação, o Seu chamamento. Cabe-nos escolher o caminho que nos guia ao CAMINHO. Cabe-nos, livremente, aceitar a salvação que Ele nos dá, deixarmos que a nossa vida se transforme por inteiro e sermos portadores desta boa notícia em nós, pelas palavras e pelas obras.

 

       3 – Pergunta-nos Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

       Não basta a opinião dos outros. Não vale responder com o que ouvimos dizer: João Baptista; Elias; um dos profetas…

       Chega um momento em que se tornam insuficientes as respostas dos outros, precisamos de responder por nós. Quem é Jesus para mim? Que importância tem na minha vida? Toca a minha alma? Mobiliza-me para a comunhão e para a comunidade? Posso dizer com Pedro: «Tu és o Messias», o enviado de Deus? És Deus para mim? És a minha salvação e o meu descanso? És a minha bússola, o meu norte?

       Que resposta dar? Não assobiemos para o lado como se não fosse nada connosco. É connosco que Jesus está a falar.

 

       4 – Jesus conta connosco mas não contemos com a vida facilitada. Aliás, sublinhe-se desde logo, quem segue um caminho de honestidade e de trabalho cedo encontrará escolhos e inimigos. Não se pode agradar a toda a gente. «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

       Jesus anuncia tempos conturbados, de que dá nota a contestação de Pedro. É o fim das expetativas dos discípulos. E eles que pensavam que o reino de Deus seria imposto sem custo e sem esforço! E afinal vai custar pelo menos a vida do Mestre.

 

       5 – A Palavra de Deus não promete vida fácil, mas promete a presença permanente de Deus. O Seu olhar não se desviará do nosso, como na Cruz não se desprendeu da Mãe e não se desprendeu do Pai. Como rezamos com o salmo: “O Senhor guarda os simples: estava sem forças e o Senhor salvou-me”.

       Ou como visualiza o profeta Isaías:

“O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba… O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me?”

       A certeza que Deus vem salvar-nos, anima-nos a caminhar, conforta-nos, puxa-nos para a frente e para cima. Não nos deixa desistir.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 50,5-9a; Sl 114 (116); Tg 2,14-18; Mc 8,27-35.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

ou no nosso blogue CARITAS IN VERITATE

14.09.12

Leituras: O Deus da Ausência

mpgpadre

Joaquim Sarmento, O Deus da Ausência. MinervaCoimbra, Coimbra 2012.

       De novo nos surpreende o Dr. Joaquim Sarmento, com este belíssimo exercício literário. Já nos habituou a escrever bem, de forma escorreita, ao correr da pena, enformado por uma profunda cultura, numa linguagem acessível, em diálogo com a história, com a religião e a fé, com a vida do campo e da cidade, com o país e a Europa, com a psicologia e a política, com os costumes e tradições do povo, com a evolução dos tempos, com este nosso Douro, onde se passa grande parte da história e do enredo do Romance, diálogo com a filosofia e com o quotidiano.

       Já o dissemos oportunamente, os romances de Joaquim Sarmento ombreiam facilmente com nomes da nossa literatura portuguesa e se tivesse a mesma divulgação/projeção mediática por certo se tornariam sucesso de vendas. Os romances de Joaquim Sarmento, para lá da originalidade dos enredos, entram na nossa identidade bem portuguesa, de brandos costumes, mas com grandes paixões. Lamego (Balsemão) e o Douro projetam-se na sua candura, na sua beleza, no trabalho árduo e comprometido, na vinha e no sol, na pobreza e em paisagens deslumbrantes. E nas influências que se trocam, e se vendem, em interesses e no suor daqueles e daquelas que construíram/constroem o Douro, os socalcos do sacrifício e do pão de cada dia. Outros beberam e bebem refastelados à sombra o néctar que esta região, património da humanidade, ajuda a produzir, com as suas encostas e encantos e com as costas e as mãos e os pés de muita gente.

       A família Quitiliano tem segredos, tem vida, tem sonho, tem paixão. Joaquim Sarmento envolve-nos numa trama, em que o narrador se situa bem perto dos personagens, conhecedor de sentimentos divulgados ou escondidos. E se a trama romanceada é por demais bem conseguida, também a contextualização temporal, passagem do século XIX para o século XX, num Portugal em ebulição, no fim de um regime (monárquico) e no início de outro (republicano) e nas experiências que custam muito sofrimento a muitas pessoas

       Quem tiver oportunidade, quem gostar de ler, este é um livro que se devora com muito agrado, lê-se e compreende-se sem necessidade de estar sempre a reler o que se acabou de ler.

 

Veja blogue da MinervaCoimbra.

13.09.12

Leituras: A Revolução de António e Oriana

mpgpadre

      Este é o segundo romance da autoria do Dr. Joaquim Sarmento, ilustre conterrâneo de Lamego, ex-deputado à Assembleia da República, ex-Presidente da Assembleia Municipal de Lamego, formado em Direito, Advogado aposentado, tem-se dedicado nos últimos anos à escrita. O primeiro romance - O crime de cerejeiro- consagrou-o como romancista, com a idiossincrasia do Douro e da cidade de Lamego, com um enredo envolvente.

       Neste novo romance - A revolução de António e Oriana, Campo da Comunicação, Lisboa 2009 - o contexto é o da revolução dos cravos com toda a envolvência dos anos imediatamente antes e depois de 1974. O fundo é a revolução de Abril, mas com a revolução micro-cósmica, partindo para o Douro das quintas, das fortunas, dos patrões e dos "escravos" da vinha, para Lamego (cidade de Balsemão), cidade onde a Igreja tem forte implementação e onde o comunismo não se afirma...

       É uma leitura envolvente do principio ao fim. O autor mostra uma enorme maturidade intelectual, dialogando com a arte, com a fé, com a política, com o direito, com os usos e costumes, com as características do Douro e, especificamente com a cidade de Lamego e arrabaldes, em tempo delicados para a nação, mas também para este cantinho do Douro....

10.09.12

Homilia de D. António Couto na Festa de Nª Sª dos Remédios

mpgpadre

  1. O Evangelho deste Dia faz desfilar diante de nós uma admirável litania de nomes. Esta longa, lenta e bela melodia ensina-nos que, para chegarmos junto de Jesus e de Maria é necessário primeiro atravessar, com sentida emoção e repassada alegria, a lição de todo o Antigo Testamento, sentir o pulsar do coração dos «justificados» que o habitam, e entrar, juntamente com eles, nessa imensa peregrinação ou procissão de esperança que nos leva até «José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus» (Mateus 1,16). É uma teia de 44 nomes que nos leva a esse cume inundado de Luz, que nos encandeia e nos cega os olhos, e nos faz ver este mistério inefável e profundo, legível só à outra luz do coração.
  2. Admirável litania de nomes e gerações,/ longa, lenta e bela melodia,/ que nos ensina que para chegarmos junto de Jesus e de Maria, / é necessário subir a escadaria.
  3. Prosseguindo o Evangelho deste Dia, também se vê bem que «o essencial é invisível para os olhos», e que «só se vê bem com o coração». É assim que José, o justo, pensa em sair de cena, silenciosamente, amorosamente, para não atrapalhar ninguém, e deixar a cena toda livre para Deus. E é também assim que Deus desce na passividade de um sonho e entrega a José o que é, na verdade, coisa própria de Deus: a esponsalidade e a paternidade. Deus é o Esposo, o verdadeiro Esposo, tantas vezes dito nas páginas do Antigo e do Novo Testamento. Deus é o Pai, o verdadeiro Pai, tantas vezes dito nas páginas do Antigo e do Novo Testamento. É só por graça que José recebe Maria como esposa, e é só por graça que é o pai do Filho de Deus, nascido de Maria. Na verdade, diz bem Tiago, juntamente com o Apóstolo Paulo, que «toda a paternidade, como todo o dom perfeito, vêm do Alto, descem do Pai das Luzes» (Efésios 3,15; Tiago 1,17).
  4. Subamos, pois, mais alto. Desçamos, pois, mais fundo. Caríssimos pais e mães, os filhos que gerais e que vos nascem, são, antes de mais, vossos ou são de Deus? Dir-me-eis: este filho é nosso, fomos nós que o geramos, fui eu que o dei à luz, nasceu no dia tal. E eu pergunto ainda: sim, mas porquê esse, e não outro? É aqui, amigos, que entra o para além da química e da biologia. É aqui, amigos, que entramos no limiar do mistério, na beleza incandescente do santuário, onde o fogo arde por dentro e não por fora. É aqui que caímos nos braços da ternura de um amor novo, maternal, patente neste colo virginal de Nossa Senhora dos Remédios, que nenhuma pesquisa biológica ou química explicará jamais. Todo o nascimento traz consigo um imenso mistério. Sim, porquê este filho, e não outro? Porquê este, com esta maneira de ser, este boletim de saúde, este grau de inteligência, esta sensibilidade própria? Sim, outra vez, porquê este filho, e não outro, com outra maneira de ser, outro boletim de saúde, outro grau de inteligência, outras aptidões? Fica patente e latente que, para nascer um bebé, não basta gerá-lo e dá-lo à luz. Quando nasce um filho, é também Deus que bate à nossa porta, é também Deus que entra em nossa casa.
  5. A Bíblia é um livro cheio de nascimentos. Hoje é o dia de anos de Maria, o aniversário de Maria, que aqui, nesta sua Casa, saudamos de perto sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. O humilde profeta Miqueias, saudou-a de longe, à distância de oito séculos no tempo, e de trinta quilómetros no espaço, lá do meio dos seus campos de Moreshet-Gat, a sua aldeia natal. Daí, levantou os seus olhos claros e carregados de verdade como árvores carregadas de frutos, e viu a cidade capital, Jerusalém, cheia de vícios, de vazio religioso, exploração dos pobres pelo rei e pelos poderosos. Miqueias denuncia esta situação escandalosa com uma linguagem duríssima. Escreve ele: Por acaso, não cabe a vós, chefes de Jacob, dirigentes de Israel, conhecer o direito, vós que odiais o bem e amais o mal, que arrancais a pele do meu Povo, lhe comeis a carne, cortando-a em pedaços e cozendo-a na panela, e lhe roeis os ossos?» (Miqueias 3,1-3).
  6. Visto isto, Miqueias levanta ainda mais os seus olhos muito puros, lancinantes, como estremes facas de dois gumes, e eis que vê nascer, ainda que à distância e em claro contraponto, um futuro novo, um mundo novo, que se condensa, não na figura de um rei, rico, viciado, explorador, mas no puro recorte de uma mãe que há-de dar à luz e amamenta um menino (Miqueias 5,2). Uma mãe que amamenta um menino. Este quadro, vê-o Miqueias, não a surgir da viciada Jerusalém, mas dos campos da humilde terra de Belém (Miqueias 5,1). Por isso também, não se atreve Miqueias a dar o título de rei (melek) ao senhor desse mundo novo, a raiar; em vez de rei, será um guia (môshel), que sabiamente irá à frente do seu Povo (Miqueias 5,1).
  7. Uma Mãe que amamenta um menino. Se vejo bem, estou mesmo a ver o quadro luminoso de Nossa Senhora dos Remédios. E compreendo melhor a razão porque a amamos tanto. Está ali, bem à vista, a Mãe e o Menino, mas também o coração,/ a respiração,/ a pulsação,/ a lalação,/ a aleitação./ Vida recebida,/ amada,/ mimada,/ acariciada./ Nunca enlatada.
  8. Não há no mundo braços tão fortes como os de uma Mãe. Da nossa Mãe. Por isso vimos aqui de dia e de noite. Respira-se aqui outra cultura, outro amor, outra alegria. Por isso vimos aqui, de noite e de dia, entregar a Maria as nossas dores e as nossas flores. Aqui encontramos a cura do amor verdadeiro e sem ruga. Daqui saímos sempre renovados, porque aqui sentimo-nos amados e embalados nos teus braços maternais, Mãe. Aqui, aqui, aqui começa o mundo, Mãe.
  9. Encarecidamente imploro ao Senhor Reitor deste Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e à Real Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, que tudo façam para que este lugar nunca seja um des-lugar, mas seja cada vez mais, não apenas o ex-libris de Lamego, mas o mais belo lugar de Lamego, o mais terno lugar de Lamego, o mais aconchegado lugar de Lamego, o património mais comovido de Lamego. Os pobres, os nossos irmãos que doem, têm de encontrar aqui a sua Casa. E as esmolas e as ofertas aqui depositadas pelos nossos irmãos que doem e que dão têm de nos merecer um infinito respeito, e não podem ser gastas em qualquer coisa, de qualquer maneira, sem estremecimento nosso. Têm de ser obrigatoriamente gastas, exclusivamente gastas, escrupulosamente gastas em abraços maternais, sem outras contabilidades, calculismos ou exercícios financeiros. A Real Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios tem aqui a sua vocação e a sua missão mais nobre, mais pura, mais sublime, mais humana, mais divina. E nós, todos nós, que mais de perto sentimos o chão e o Céu deste Santuário temos todos a estrita obrigação de nos gastarmos também em abraços maternais.
  10. Encarecidamente imploro às queridas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que são quem mais tempo passa neste Santuário e a ele mais se dedica, a graça de continuarem a dar-se de corpo inteiro, coração inteiro e tempo inteiro, a encher de amor este bocadinho de chão e de Céu. Eu sei que vós sabeis, melhor do que ninguém, como fazer deste espaço um regaço e um abraço.
  11. Senhora dos Remédios, Senhora da Embalação e da Aleitação, pega em nós ao colo, vela por nós, fica à nossa beira. É bom ter uma Mãe como companheira, médica e enfermeira.

Lamego, 08 de Setembro de 2012, Solenidade de Nossa Senhora dos Remédios

+ António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego

09.09.12

Tudo o que faz é admirável. Faz que os surdos ouçam...

mpgpadre

       1 – Em tempos conturbados, a voz do profeta soa a esperança.

       Isaías, na primeira leitura, mostra, com palavras de alento, que a promessa de Deus não tarda em cumprir-se.

“Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos”.

       A convicção do profeta há de congregar o povo eleito e motivar os crentes para a fidelidade a Deus e aos Seus mandamentos. É tempo de recuperar a fé e a esperança em Deus.

 

       2 – No evangelho, Jesus é apresentado como o Messias esperado, o Deus que vem salvar-nos. Isaías identifica alguns dos acontecimentos que sucederão com a Sua chegada, como por exemplo os surdos voltarem a ouvir. Atentemos as palavras do Evangelho:

“Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar… Jesus, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Efatá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente…”

       “Ao fazer com que os surdos ouçam”, Jesus confirma que é o Messias que estava para vir. As palavras adquirem vida concreta nesta cura. Com Ele, solta-se a língua, abrem-se os ouvidos, ressoa a palavra de Deus, circula vida nova.

       “Effatá” é também um dos ritos do Batismo, lembrando que a graça recebida nos há de permitir escutar a Palavra de Deus e professar a fé. O que ouvimos e o que dizemos, como seguidores de Jesus, deve ser para louvor e glória de Deus. Se assim for, purificaremos o que ouvimos com a misericórdia de Deus, e diremos palavras que dimanem da caridade do Senhor.

 

       3 – O encontro com Jesus Cristo há de transformar-nos, comprometendo-nos. Interiormente. Ele não Se impõe, não chantageia. Convida, desafia, envolve. Obviamente, a resposta que daremos levar-nos-á a alterar hábitos, a postura diante dos outros.

       Não é uma mudança pela rama, como se trocássemos de roupa. Agora vestimos a roupa de cristãos e vamos à Missa, dizemos as nossas orações, e logo depois, se necessário, vestimos outra roupa, que diga mais com a ocasião ou com as pessoas que temos pela frente.

       Pelo batismo, estamos interiormente revestidos de Cristo. Ele habita-nos. Nas palavras de São Paulo, já não somos nós que vivemos, é Cristo que vive em nós. Ou em Santo Agostinho, ao comungarmos somos assimilados ao Seu corpo, somos transformados n’Ele.

 

       4 – O apóstolo São Tiago, na segunda leitura, ilustra como viver ao jeito de Cristo, em situações concretas. No domingo anterior exemplificava com o serviço aos órfãos e às viúvas, as pessoas mais fragilizadas do seu tempo. Hoje traduz a vivência em Cristo com o amor e respeito igual a todos os que nos aparecem pela frente.

“A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas. Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido; talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés». Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios? Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?”

       Sublinha-se uma vez mais como o serviço e a atenção aos mais pobres é a opção de Jesus Cristo, não para excluir, mas para promover e incluir os que não se sentem ou não são tratados como filhos.


Textos para a Eucaristia (ano B): Is 35, 4-7a; Tg 2, 1-5; Mc 7, 31-37.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS in VERITATE

07.09.12

YOUCAT - Catecismo Jovem da Igreja Católica

mpgpadre

       No próximo dia 11 de outunro (2012) iniciar-se-á o ANO da FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI, por ocasião da celebração dos 50 anos do concílio Vaticano II e 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Nessa mesma altura, irá decorrer a Assembleia Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé cristã.

       LEITURAS obrigatórias para o ANO DA FÉ: a BÍBLIA; os Documentos do concílio VATICANO II; o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, publicado em 1992, por João Paulo II e cuja coordenação esteve a cargo do atual Papa, então Cardeal Joseph Ratzinger; a Carta Apostólica Porta da Fé (11 de outubro de 2011), em que Bento XVI promulga/convoca o Ano da Fé e aponta as coordenadas para viver este ano.

       O Catecismo da Igreja Católica é uma referência fundamental para a nossa identidade católica. Assume contributos de muitos estudiosos, dos bispos das dioceses, do mundo inteiro, de congregações, de fiéis, religiosos, sacerdotes... Foi um trabalho demorado, mas cuja objetivo era condensar o essencial do catolicismo, em linguagem acessível a todos, esclarecedora, e referência incontornável.

       Dada esta importância, foram publicados outros subsídios para ajudarem a ler o Catecismo.

       Em 2005 (28 de junho: vigília da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo), Bento XVI promulgava o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, passavam então, segundo o próprio Papa, 20 anos do início da elaboração do Catecismo da Igreja Católica. O compêndio é de fácil leitura, apresentando-se em formato de perguntas - respostas.

       Em 2011, ano da Jornada Mundial da Juventude, que se realizou em Madrid, na vizinha Espanha, é dado à estampa um novo contributo para divulgação do essencial da Mensagem cristã, experimentada/vivida pelas comunidades católicas, em comunhão com o Papa e com os Bispos, sucessores dos Apóstolos.

       YOUCAT (Youth Catechism of the Catholic Church - Catecismo Jovem da Igreja Católica) é uma proposta apelativa para os mais jovens, mas como outras leituras, também esta poderá ser acessível para todas as idades. Segue a mesma lógica do Compêndio, seguindo o formato de pergunta e resposta, remetendo para o Catecismo, e apresentado frases ilustrativas de autores célebres a desconhecidos, ligados à Igreja, à cultura, à arte, ao desporto,... com imagens inspiradoras.

       Tal como o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA e também o COMPÊNDIO, o Catecismo Jovem divide em quatro Partes:

  1. Em que cremos (= A Profissão de Fé)
  2. Como celebramos os mistérios cristãos (= A celebração do mistério Cristão)
  3. A vida em Cristo
  4. Como devemos orar (= A oração cristã)

       São 527 questões, que condensam os 2865 números do Catecismo e as 598 questões do Compêndio.

       Pode ler-se de maneiras diferentes. Lendo tudo seguido, seguindo, na margem das páginas, as "citações" de nomes consagrados, dos Papas, da Bíblia; lendo o corpo, as perguntas e respostas e depois voltando a ler as citações. Começando pelo início ou lendo/meditando os temas mais sugestivos para cada um. Ou recorrendo ao índice remissivo, índice de conceitos, que remete para a(s) página(s) respetivas. Pode ler-se de uma assentada. Ou conforme a disposição. Pode ler-se aos bocados e sublinhar o que naquele momento tem mais relevância.

       Os nossos sublinhados irão aparecer por aqui, citações, questões e respostas.

       Pode ler-se a partir de páginas da internet em português como por exemplo:  

       O YOUCAT conta ainda com a Carta de Apresentação do Papa Bento XVI e do Posfácio do Cardeal-Patriarca D. José da Cruz Policarpo.

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