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03.03.12

Voz Jovem - O que quer dizer Quaresma

mpgpadre

       A palavra Quaresma vem do latim e quer dizer 40.° dia (quadragésimo dia) antes da Páscoa. É tempo de preparação para a celebração anual do mistério pascal. Tem a duração de quarenta dias, sem contar os domingos, nos quais não se faz penitência. Começa na quarta-feira de cinzas e vai até à manhã de quinta-feira santa, com a celebração da bênção dos santos óleos.

       O número quarenta tem, na Bíblia, uma grande força simbólica: quarenta anos transcorridos pelo povo no deserto; quarenta dias em que Moisés e Elias se prepararam para encontrar-se com Deus no monte Horeb; quarenta dias e quarenta noites, a duração do dilúvio; por quarenta dias Jonas pregou a penitência aos habitantes de Nínive; o próprio Jesus passou quarenta dias no deserto, lutando contra as tentações e preparando-se para a missão. Quarenta indica tempo de caminhada, purificação, renovação espiritual.

       Com a Quaresma, inicia-se o ciclo Pascal cujo ponto mais alto é o Tríduo Pascal (sexta-feira santa, sábado santo e domingo da ressurreição), e se prolonga até a solenidade de Pentecostes.

       São seis domingos da Quaresma. O sexto, no qual se inicia a Semana Santa, chama-se Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.

       Que possamos fazer uma caminhada espiritual de jejum, oração e conversão para vivermos melhor o mistério de Jesus.

 

Ofélia Santos, in Boletim Voz Jovem, fevereiro 2012

01.03.12

Editorial Voz Jovem - fevereiro 2012

mpgpadre

       1 – Iniciámos o tempo da QUARESMA, dedicado a preparar a celebração litúrgica mais importante dos cristãos: a PÁSCOA. A paixão redentora de Jesus Cristo culmina num grito de alegria que ilumina de paz e de vida a terra inteira. Do túmulo surge uma LUZ tão intensa que renova toda a humanidade. É este o fundamento e a certeza da nossa fé, é o início de uma longa jornada que já leva dois mil anos (aproximadamente).

       O sepulcro não resiste à violência da graça, da vida, do amor que jorra de Deus. Num provérbio muito popular, dizemos da água: água mole tanto bate em pedra dura até que fura. Aqui podemos dizer que a suavidade do amor é força mais robusta que a pedra colocada na entrada do túmulo onde o corpo de Jesus foi depositado.

       2 – A festa tem mais sentido e sabor quando nos preparamos, quando fazemos esforço. Se a festa nos for oferecida tem a beleza da gratuidade, mas, em algumas situações, pode não nos envolver o suficiente. Quando desfrutamos da festa tendo presente o trabalho que nos exigiu então valorizamos cada momento e mesmo se alguma coisa não correr de feição sabemos que fizemos por que tudo fosse pensado e vivido “ao pormenor”. As pequenas falhas, a existirem, serão enquadradas no conjunto da festa, que envolve o antes, o dia propriamente dito, o tempo subsequente que nos permite degustar, tranquila e alegremente. Se chegamos à festa sem qualquer ambientação nem a viveremos com o devido apreço nem saberemos relativizar algum aspeto que não corra tão bem, apontando este ou aquele defeito, pois não fomos nós que tivemos o trabalho.

       Vivamos a Quaresma. Caminhemos resolutamente para a Páscoa. Com a certeza que o trabalho primeiro e maior é de Deus. É Ele que nos chama e opera em nós a conversão. A cada um de nós, e à comunidade a que pertencemos, cabe acolher a benevolência de Deus, numa caminhada iniciada no Batismo.

 

       3 – Na liturgia da quarta-feira de cinzas sublinham-se vários aspetos a considerar como atitude permanente, mas relembrados com maior vivacidade nesta época: reconhecer a nossa pequenez, a nossa fragilidade humana, não como humilhação mas como abertura aos outros e a Deus, como oportunidade de renovar o nosso compromisso com a verdade e com a caridade.

       O profeta Joel deixa o alerta do Senhor nosso Deus: “Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos” (Joel 2, 12-18). Os sinais exteriores e as tradições da piedade popular são de valorizar se resultarem da vivência interior e levarem à prática do bem.

       São Paulo, por sua vez, fixa uma certeza: “somos embaixadores de Cristo” (2 Cor 5, 20ss). Logo, vivemos não de nós e para nós, mas vivemos a partir de Jesus Cristo, alimentamo-nos da Sua vida, da Sua palavra, e a favor de todos.

       No Evangelho (cf. Mt 6, 1-6.16-18), o desafio para que as nossas ações, jejuns, boas obras, não sejam nem apenas nem principalmente para mostrarmos que somos melhores que os outros, mas, com a descrição cristã, beneficiem sem expor, testemunhem a fé de Cristo e tudo, o que fizermos e dissermos, conduza para Ele.

 

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