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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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05.02.12

Todos Te procuram... Vamos a outros lugares...

mpgpadre

       1 – "De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios".

       O relato do Evangelho que nos é proposto neste domingo acompanha Jesus no Seu ministério público, em vários momentos, e em diferentes acentuações.

       Desde logo, a narração mostra como a fama de Jesus já se tinha espalhado e como são muitas as pessoas que O procuram. As razões podem ser diversas como diversa é a vida de cada um, com as suas preocupações e com os seus sonhos/projetos.

       Os discípulos mostram a preocupação: "todos Te procuram", parecendo que Jesus se tinha alheado das pessoas e desta procura. Mas escutemos: Vamos a outro lugares, ao encontro das pessoas, há mais pessoas que querem e precisam de escutar a palavra de Deus. É essa a minha missão: pregar, levar a todos a Palavra de Deus para que todos tenham a oportunidade de acolher os novos tempos da salvação.

       Como sublinhou o nosso Bispo, na tomada de posse, mais perto de Deus para se fazer mais próximo dos homens. "Pertinho de Deus, cheio de Deus, Jesus leva Deus aos seus irmãos" (D. António Couto). É o ponto de partida de Jesus. Há de chegar a ser também o nosso. Jesus não Se afasta para Se isolar, para ficar longe das pessoas, afasta-Se para rezar, para ficar pertinho de Deus e depois voltar com toda a força aos caminhos dos homens e levar Deus a todos.

 

       2 – Vejamos como São Marcos nos mostra Jesus em momentos distintos.

       Jesus avança para Cafarnaum. Vai à Sinagoga, oração, leitura, reflexão da Sagrada Escritura, cura um homem com um espírito impuro.

       Mas a Sua jornada ainda não acabou. "Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los". Depreende-se que entretanto Jesus e os seus discípulos comam, descansem um pouco, retemperem forças.

       O dia ainda não terminou, ainda há muito que fazer. "Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios..." 

       Manhã cedo, antes que os outros despertem, já Ele se levantou, saiu para um lugar sossegado, para que a Sua intimidade com Deus Pai se torne mais evidente. O alimento de Jesus é fazer a vontade do Pai. Os seus gestos, palavras, milagres, encontros, com a multidão ou em casa de pessoas concretas, são momentos que espelham o fazer a vontade do Pai. Mas por vezes, a necessidade de parar, avaliar, refletir, rezar, ouvir, fazer silêncio, para que a voz do Pai ressoe mais fundo.

 

       3 – Todos O procuram. Jesus vai, parte, industria/ensina os Seus discípulos para que eles possam ajudar, testemunhar, anunciar o AMOR de Deus em toda a parte, em todos os lugares, em todos os tempos, até ao fim do mundo.

       Disso nos dá a certeza o Apóstolo da Palavra:

       "Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa... Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens". 

       Que há de mais sublime que viver Deus, deixando que Ele transborde para os outros, para o mundo. Cada cristão há de tornar-se anunciador do Evangelho, é a condição de todo o batizado, o compromisso de todo/a aquele/a que quer seguir Jesus. Anunciar o Evangelho com a vida que se leva, em cada encontro, em cada lugar, para inserir a própria vida na eternidade de Deus.

 

       4 – Crente é aquele que se abre ao mistério. A vida não se resume à materialidade, à dimensão biológica. O homem ultrapassa infinitamente o homem (Blaise Pascal), está inscrito nos seus genes, aspirar sempre mais, até ao Infinito. Deus criou-nos por amor, atrai-nos constantemente. Quando nos esquecemos da nossa identidade, da nossa origem, envia profetas, envia o Seu próprio Filho. 

       Aspiremos às coisas do alto. É da eternidade que Deus nos busca. Vem. Desce. Habita-nos. Encarna. Faz-Se história. Faz-Se tempo. Vive no meio de nós. É Deus connosco. Percorre, em Jesus Cristo, os dramas e os sonhos da (nossa) humanidade. Carrega a cruz do nosso sofrimento, não por ter muitas forças, mas por transbordar de Amor. Amar é a força maior. Quem ama vai mais longe. Quem ama carrega todas as cruzes, todo o sofrimento, até ultrapassar. Quem ama dá a vida, predispõe-se a oferecer a vida pelo outro, pelo filho, pelo irmão, pela mãe e pelo pai, pela humanidade.

       O nosso desejo, sermos mais, vivermos mais, vivermos melhor, é o caminho da santidade. Aperfeiçoar-nos, não para sermos melhores que os outros, mas nos tornamos aquilo que somos, imagem e semelhança de Deus. Para sermos felizes. Quando nos dispersamos, confundimo-nos, desorientamo-nos. Não sabemos para onde ir. Não nos reconhecemos. Não sabemos por que estamos aqui. Não sabemos por que estamos e outros não. Na dispersão, diabolizamos, tornamo-nos estorvo, pedra de tropeço uns para os outros.

       A vida é efémera. Avança. Rápida. Veloz. À velocidade da luz. Estamos, e logo já não estamos. Amanhece e logo nos tornamos demasiados velhos, pesados, já não voamos, já não sonhamos, já não nos resta nem vida nem esperança.

       "Job tomou a palavra dizendo: Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. – Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade". 

       A vida é como um sopro. Se ela acaba na morte, é demasiado frágil, inócua, vazia, perde-se toda a esperança, tudo o que fomos, o que somos não tem saída, não tem horizonte, abertura. A nossa vida e identidade dispersam pelo cosmos como poeira insignificante. Não ficará qualquer registo da nossa passagem pelo mundo, a não ser poeira, entre poeira.

       A vida é história que nos compromete. Se na nossa fragilidade encontrarmos o Deus da vida, a esperança recoloca-nos na eternidade, o nosso fim é o Céu, e então a duração da nossa existência medir-se-á pela intensidade com que vivemos, pelo amor, pela paixão, pelo sonho, pela beleza. Enlevados para o alto para o encontro de Deus na história. Podemos alcançar Deus, melhor, podemos deixar-nos alcançar por Deus na história deste tempo, na nossa vida quotidiana.

       Evangelizar também é isto: viver na dinâmica do amor de Deus.


Textos para a Eucaristia (ano B): Job 7,1-4.6-7; 1 Cor 9,16-19.22-23; Mc 1,29-39.

 

Reflexão Dominical na Página da Paróquia de Tabuaço

04.02.12

35. Viver no tempo, com o olhar voltado para a eternidade.

mpgpadre

Viver no tempo, com o olhar voltado para a eternidade. Cidadãos do mundo, cidadãos do Céu.
Inseridos na história, comprometidos com pessoas concretas, de carne e osso, e na transformação doo mundo, que começa pela própria casa, fazendo com que os pequenos gestos sejam marcas do Infinito. Só na Transcendência, e no transcender-nos, é possível que o sonho comande a vida, que o horizonte nos abra para o futuro, e na confiança nos devolva a beleza e o entusiasmo para viver com alegria.
Inspiremo-nos sábias palavras propostas para este Domingo (mais à frente, Job mostrará que tudo é vão, a não ser que seja feito em Deus): "Job tomou a palavra dizendo: Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. – Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade".
Se tudo se reduzir a 50/70/90 anos de existência, pouco mais ou menos, então a nossa vida é uma trágico-comédia, divida em alegrias e tristezas, passageiras, efémeras, como o orvalho da manhã que logo desaparece, sem deixar vestígios.

Crente é aquele que se abre ao mistério. A vida não se resume à materialidade, à dimensão biológica. O homem ultrapassa infinitamente o homem (Blaise Pascal), está inscrito nos seus genes, aspirar sempre mais, até ao Infinito. Deus criou-nos por amor, atrai-nos constantemente. Quando nos esquecemos da nossa identidade, da nossa origem, envia profetas, pessoas inspiradoras, envia o Seu próprio Filho.
Aspiremos às coisas do alto. É da eternidade que Deus nos busca. Vem. Desce. Habita-nos. Encarna. Faz-Se história. Faz-Se tempo. Vive no meio de nós. É Deus connosco. Percorre, em Jesus Cristo, os dramas e os sonhos da (nossa) humanidade. Carrega a cruz do nosso sofrimento, não por ter muitas forças, mas por transbordar de Amor. Amar é a força maior. Quem ama vai mais longe. Quem ama carrega todas as cruzes, todo o sofrimento, até ultrapassar. Quem ama dá a vida, predispõe-se a oferecer a vida pelo outro, pelo filho, pelo irmão, pela mãe e pelo pai, pela humanidade.

O nosso desejo, sermos mais, vivermos mais, vivermos melhor, é o caminho da santidade. Aperfeiçoar-nos, não para sermos melhores que os outros, mas nos tornamos aquilo que somos, imagem e semelhança de Deus. Para sermos felizes. Quando nos dispersamos, confundimo-nos, desorientamo-nos. Não sabemos para onde ir. Não nos reconhecemos. Não sabemos por que estamos aqui. Não sabemos por que estamos e outros não. Na dispersão, diabolizamos, tornamo-nos estorvo, pedra de tropeço uns para os outros.

A vida é efémera. Avança. Rápida. Veloz. À velocidade da luz. Estamos, e logo já não estamos. Amanhece e logo nos tornamos demasiados velhos, pesados, já não voamos, já não sonhamos, já não nos resta nem vida nem esperança.
A vida é como um sopro. Se ela acaba na morte, é demasiado curta, inócua, vazia, perde-se toda a esperança, tudo o que fomos, o que somos não tem saída, não tem horizonte, abertura. A nossa vida e identidade dispersam pelo cosmos como poeira insignificante. Não ficará qualquer registo da nossa passagem pelo mundo, a não ser poeira entre poeira. Não se trata aqui de nos reconhecermos na nossa fragilidade humana que se abre aos outros e a Deus. Sabermo-nos pó e, nesta humildade, abrir-nos a Deus e ao próximo é redentor, pois estamos ligados a todo o Universo criado. Aqui, pelo contrário, trata-se de encerrar a nossa existência apenas no material, no que se desfaz como pó, como terra, que se corrompe pelo tempo e de que não restará senão a memória de outros que queiram preservar-nos.

A vida é história que nos compromete. Se na nossa fragilidade encontrarmos o Deus da vida, a esperança recoloca-nos na eternidade, o nosso fim é o Céu, e então a duração da nossa existência medir-se-á pela intensidade com que vivemos, pelo amor, pela paixão, pelo sonho, pela beleza. Enlevados para o alto, para o encontro de Deus na história. Podemos alcançar Deus, melhor, podemos deixar-nos alcançar por Deus na história deste tempo, na nossa vida quotidiana.
Viva/vive a tua vida, sabendo que é passageira, mas que se abre infinitamente em Deus. Dá qualidade ao tempo presente, na relação com os outros, os da tua casa e os da tua vizinhança, antecipando e vivendo a eternidade de Deus.

(reflexão feita a partir da nossa Reflexão Dominical.

03.02.12

Editorial Agência Ecclesia: Luz no sofrimento

mpgpadre

Essa mesma dor, como muitas vezes aprendemos, pode ser, contudo, um sinal de que a vida ainda está em nós, que não se quer deixar eliminar, lutando contras as adversidades, chamando-nos para essa luta 

        O cardeal-patriarca de Lisboa falava, recentemente, num “paradoxo” na relação entre o catolicismo e a dor humana, afirmando que a Igreja, por um lado, procura mitigar esse sofrimento e, por outro, dá-lhe um sentido sublime e transcendente.

       A aproximação do Dia Mundial do Doente recupera, anualmente, a reflexão e também a celebração sobre essa (apenas) aparente contradição: o crente não pode ignorar o sofrimento do outro, no qual reconhece o seu rosto e a face de Deus, ainda que tudo faça para o evitar. A história ensina-nos que a dor é uma marca constante do ser em humanidade. Não se pode fugir dela, mas também não é lícito permanecer impassível, como se não fosse possível ajudar quem sofre.

       O que muitos podem ver como fuga à realidade, na referência ao transcendente, é, por parte da doutrina católica, a resposta mais sincera que pode oferecer sobre a existência: como captar a beleza do momento que passa sem ser com a alma aberta ao infinito, mesmo (sobretudo) nos momentos mais duros?

       Já uma vez, neste espaço, escrevi sobre o que custa acreditar que o sofrimento tenha um qualquer objetivo purificador, que a vida tenha um propósito para lá deste ‘sem-sentido’ em que a natureza nos reduz a uma terrível insignificância, na sua arbitrariedade.

       O sofrimento, a doença que atinge sem olhar a quem, amplificam esse sentimento, até porque, talvez por uma questão cultural, vemos a dor como um castigo, uma perda do estado original de perfeição. Essa mesma dor, como muitas vezes aprendemos, pode ser, contudo, um sinal de que a vida ainda está em nós, que não se quer deixar eliminar, lutando contra as adversidades, chamando-nos para essa luta - e não nos largando enquanto não a ouvirmos...

       Muitos, perto ou longe de nós, vivem como se a dor não tivesse fim, como estivesse à espera de uma qualquer brecha para se fazer sentir. Acredito, como diz Leonard Cohen, que há mesmo uma fenda em tudo e que é assim que a luz entra. A fé católica e o seu ensinamento sobre o sofrimento podem ser, para muitos, essa mesma luz.

 

Octávio Carmo, Editorial Agência Ecclesia.

02.02.12

33. Por baixo da pele, pulsa a mesma vida, sangue, nervos, carne, energia, células

mpgpadre
Por baixo da pele, pulsa a mesma vida, sangue, nervos, carne, energia, células,...
Não somos apenas um conjunto biológico, material, que sobrevive e vive na saúde dos seus órgãos vitais - ainda que a fragilidade dos mesmos possa pregar-nos algumas partidas e nos lembre que não somos eternos, e nos recorde que o desejo inscrito no coração seja a vida, a preservação da vida, a plenitude da vida ou vida em abundância.
A nossa identidade, como pessoas e/ou como crentes, ultrapassa o que o nosso corpo pode mostrar na sua beleza e na sua fragilidade, na sua robustez e na sua caducidade.
Somos mais do que aquilo que comemos. Somos muito mais do que aquilo que possuímos. Somos muito mais do que aquilo que vestimos. Somos bem mais do que o pecado que nos aprisiona. Somos mais do que as nossas limitações que nos afastam de Deus e dos outros. Somos muito mais, porque Deus nos ama como filhos. Somos muito mais porque trazemos em nós o ensejo do Infinito, trazemos inscrito no nosso peito a busca da eternidade, a busca de Deus.
Antes de nos criar, Deus colocou no nosso coração o seu Espírito que nos atrai, que nos faz querer ser mais, pular, saltar, procurar a felicidade.
O drama: o desejo que transborda em nós, de vida e felicidade, nem sempre nos leva onde nos encontramos com Deus. Muitas vezes a nossa vida diaboliza-se por que O buscamos onde Ele não se encontra.
Ele quis que O encontrássemos no lugar mais recôndito de nós mesmos: o nosso íntimo, o nosso coração, a nossa alma. Do mesmo jeito, nos outros podemos vislumbrar o olhar de Deus. A dupla missão do cristão, do crente, é deixar transparecer em si o rosto de Deus, o rosto de Jesus, e procurar descortinar a beleza de Deus no olhar das pessoas que Ele colocou à nossa beira, a família, os amigos, os membros da nossa comunidade, os/as que encontramos no trabalho, nos caminhos da nossa existência e do nosso tempo, nos lugares de lazer e nos lugares de encontro e oração.
Por baixo da pele, somos mais iguais. Somos da mesma carne, pulsa em nós a mesma vida. Para o crente, a vida que Deus nos dá. Para o descrente (ou não crente), pulsa a vida que liga à humanidade, à história, ao tempo e ao universo.
Por baixo da pele, não somos assim tão diferentes do que aquilo que a aparência da nossa pele, do nosso vestuário ou da nossa riqueza material, da nossa ideologia ou partido, ou da nossa fé, poderá mostrar.
Somos mais iguais, quando a pele do nosso corpo se levanta, quando enruga com o passar dos anos, quando oculta o que vai no nosso interior, pois por fora está luzidia e por dentro pode esconder-se já a debilidade, ou quando nos expõe os sofrimentos que nos destroçam e que também nos irmanam, o sofrimento e a doença não escolhem nem idades, nem pessoas, nem crentes ou ateus, ricos ou pobres. Também aqui somos mais iguais.
Da próxima vez que passar por alguém lembre-se de olhar para esse/essa alguém em que está Deus (se for crente), ou alguém com a mesma garra de viver, mas também as mesmas inseguranças, ainda que possam estar disfarçadas pela presença jovial.
Somos mais iguais, do que por vezes queremos ser, apesar das nossas especificidades, onde também se pode ver a beleza e a grandeza de Deus.
Somos mais iguais, tratemo-nos como iguais, como irmãos, como filhos amados de Deus. Às vezes custa descobrir o olhar de Deus por detrás de um olhar magoado, ferido, por detrás de um olhar fechado, revoltado, amargurado. Por vezes é difícil que em nós se possa vislumbrar o olhar de Deus quando nos tornamos opacos à Sua presença amorosa e à sua beleza.

Por baixo da pele, somos mais iguais, mas também no coração, no desejo de nos transcendermos, na busca de felicidade, na fé que buscamos/vivemos, somos mais iguais quando nos reconhecemos filhos da mesma humanidade, habitantes da mesma terra, filhos do mesmo Deus, do mesmo Pai.

Por baixo da pele... reconheça/reconhece no outro "carne da tua/sua carne, osso dos teus/seus ossos", do mesmo pó que nos liga ao UNIVERSO inteiro, e que nos há ligar à nossa origem e ao nosso fim: DEUS.

02.02.12

Tio Labão, Jacob e Raquel… - Gén 29, 15-28

mpgpadre

       Jacob havia perdido a noção da distância que percorrera. Não tinha, igualmente, uma ideia clara onde encontrar o povo de sua mãe.

        Encontrou, então, alguns pastores que estavam a acercar-se de um poço para poderem arranjar água para as suas ovelhas. “Será que por acaso alguma vez ouviram falar de um homem chamado Labão?” – perguntou ele.

       “Sim, ouvimos, sem dúvida” – responderam eles. “Ele é da mesma aldeia que nós. Olhai, aquela é a sua filha Raquel, que leva as suas ovelhas para o poço.”

       Jacob, que mal podia acreditar na sua sorte, correu a cumprimentar a rapariga e começou a chorar de alívio e alegria. “Sou teu primo” – disse ele. “Sou o filho de Rebeca. Voltei… para casa! Talvez possa fazer parte da família.”

       Ela riu timidamente. Raquel era linda e correu a contar ao seu pai. Labão ficou encantado por ver o sobrinho. Jacob ficou um mês inteiro como convidado. “Podes ficar de muito bom grado” – disse Labão, – “mas não deves trabalhar para mim gratuitamente. O que te posso dar que aceites como pagamento?”

       Jacob suspirou. “Trabalharei durante sete anos se me deixares casar com Raquel” – disse ele.

       Labão riu. “Gosto do acordo” – disse ele. “Gosto muito do acordo. Espero que não consideres a espera demasiado longa.”

       Jacob não achou. Pareceu-lhe que o tempo tinha voado. Ao fim de sete anos, Labão organizou um banquete de casamento. A noiva, envolta em joias e véus, quando a noite caiu, foi levada por Labão a Jacob, o qual fez dela sua mulher.

 

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, janeiro 2012

01.02.12

32. Alegre-se com a felicidade dos outros

mpgpadre

Alegre-se com a felicidade dos outros, rejubile com os sucessos dos que o/a rodeiam.
Nos dias que recebemos de Deus a vida e o tempo, de forma gratuita - não pedimos para nascer -, encontramos pessoas várias que se alegram mais com os infortúnios alheios do que com as coisas boas que podem apreciar em suas vidas.
Impressiona-me quando vejo pessoas tristes porque outros têm sucesso, ou obtiveram algum ganho significativo.
Mas por quê?
O que as outras pessoas têm ou o sucesso que obtêm não me diminui, de forma nenhuma. Pode até não acrescentar nada à minha existência pessoal, mas também não me retira nada, absolutamente nada.
Pelo contrário, se me comprazo na infelicidade alheia isso é sinal evidente que a minha vida não é agradável, não tenho valor, não valorizo o que há de bom em mim e na minha vida, sou vazio, preencho o meu coração e o meu pensamento com situações que, de forma solidária, me deveriam penalizar.
Claro, posso dizer que os outros também se alegram com os meus fracassos. E depois? Que me há de interessar isso.
Escolha, como refletimos em outro momento, valorizar os outros e alegrar-se com o sucesso até dos seus inimigos...
É mais uma forma de ser feliz, de viver pela positiva.
Alegre-se por que o outro se encontrou, por que o outro é feliz.
Mesmo que agora as coisas não te/lhe estejam a correr bem, há de chegar também o teu dia, a tua hora, confia, vive, aprecia...
Foi assim que o Mestre dos Mestres viveu... sempre à procura de retirar de cada um, as melhores pérolas, mesmo onde só havia visível pedra rústica e informe.

01.02.12

Às vezes basta SORRIR

mpgpadre

       É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, nos mesmos sítios, mas sempre distantes, ausentes, frias, de cara "fechada".

        Vivemos numa sociedade governada pelo medo do próximo, falta de atenção, de simpatia, a pensar apenas em si próprio no eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando e nem sempre da melhor maneira.

       Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um “bom-dia” sorridente, um “olá” que muda a outra pessoa. Quantas vezes não acontece chegarem a um sítio para tratarem de alguma coisa e aparecer uma cara sisuda para vos atender e vos deixa de pé atrás?

       Mas não desanime porque mesmo nesses casos um sorriso da nossa parte é uma maneira de falar melhor e, mais, tornar as coisas mais agradáveis. Depois temos aquelas pessoas que nos veem todos os dias e nos sorriem, que nos tratam bem, que nos sabem atender e nos fazem sentir bem. E isso é muito muito bom. Por isso, sorriam, façam algo pelos outros, mudemos algumas coisas e pode ser que o que está a nossa volta mude também de alguma forma para nós. 

 

Ofélia Santos, Boletim Voz Jovem, janeiro 2012

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