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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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04.01.12

4. Veja a VIDA como um TODO.

mpgpadre

A VIDA como um TODO.
Os fragmentos da nossa existência, são isso mesmo, fragmentos, que numa ou em outra época distorcem completamente a nossa história. Ao fixar-nos num fragmento, numa dificuldade, num problema, podemos facilmente desanimar e ficarmos como que zombies sem orientação, sem norte, sem sentido que nos arrebate para o futuro.
Obviamente, que as partes, os momentos, cada um deles, os pormenores que existem na nossa vivência quotidiana, caracterizam-nos como pessoas, como seres de (em) relação. As importância dos fragmentos há de ser englobada na totalidade do nosso caminhar, nos momentos bons, fortalecendo-nos, e nos momentos que nos são desfavoráveis, ajudando-nos a relativizar os fracassos de modo a não cairmos com demasiada facilidade em pessimismos estéreis, inócuos, que na maioria das vezes não nos ajudam a avançar.
Um exemplo paradigmático: as árvores e a floresta.
Como é difícil quando estamos demasiado perto, mas também quando nos colocamos demasiado longe, distantes, alheios, indiferentes!
É preciso aproximar-nos.
É preciso distanciar-nos.
Não há contradição.
É um paradoxo que nos desafia ao equilíbrio.
E o equilíbrio desejável é sempre difícil conseguir, como o fiel da balança que por quase nada balança numa ou em outra direção.
Se conseguirmos ver a floresta como um todo, perceberemos que a árvore que por ora nos impede a passagem, nos assusta, cuja enormidade não nos deixa ver adiante, é apenas mais uma árvore que teremos que enfrentar, contornar, ultrapassar, logo veremos outras árvores, de tamanhos diversos e de milhentas cores, umas que dão fruto e outras nem tanto, umas com boa aparência mas que não se abrem em flores, e outras cujo aspeto nos repele mas que largam uma agradável e contagiante perfume à nossa volta.
Distanciamo-nos para ver além da árvore, contemplando a beleza, a harmonia, de todo o conjunto.
Às vezes precisamos de sair, de nos colocar a certa distância, para perceber melhor, para viver mais profundamente, como precisamos do silêncio para apreciar as palavras, como precisamos da chuva e do frio para saborearmos o sol e o calor, como precisamos da oração para nos abrirmos ao futuro, à vida, aos outros, a Deus
Aproximamo-nos, pois precisamos de nos adentrarmos na floresta, para descobrir o riacho que lá passa, os cheiros que nos ligam à terra, ao ar, à folhagem. Se ficámos à distância não faremos a descoberta do que existe no interior.
O que nos dizem os outros será suficiente? Deixarmos que eles vivam por nós e nos contem as suas experiências, positivas ou negativas? Haverá lá dentro algum monstro que me paralisa?
É necessário embrenhar-nos na história do mundo, das pessoas, de Deus.
Perguntam dois discípulos a Jesus: onde moras? A resposta do Mestre dos Mestres é eloquente: vinde ver. Não basta terem conhecimento cerebral, é necessário conhecerem a morada de Jesus e estarem com Ele.
Muitas vezes Deus Se deu a conhecer. Mas chegado a plenitude do tempo veio Ele, em carne e osso, entrou na história, no tempo, na vida do mundo, fez-Se homem.
Ou lembremo-nos do Principezinho, precisou de se distanciar do seu pequeno mundo, até descobrir que era precisamente no seu mundo que estava a fonte da sua felicidade, ou como o filho pródigo que precisou de sair da proteção paterna para descobrir o quanto o Pai era importante na sua vida.
Ou a boneca de sal, que busca o seu fim na sua origem; os rios, os lagos, os riachos, preparam-na, mas precisa de entrar no mar, para se perder, e ao perder se encontrar consigo.
Ou como a borboleta que ouve as outras a falar sobre o que é o fogo, mas verdadeiramente só o compreenderá quando se deixar queimar por ele.
Ver a vida como um todo, para percebermos que não estamos sós, que há mais vida para lá da árvore que nos tolhe o olhar.
Adentrar-nos pela floresta, para vivermos, para experimentarmos. A vida não é o que os outros nos dizem, é também, e muito, o que nós vivemos.

04.01.12

Além das receitas - editorial da Agência Ecclesia

mpgpadre

Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias

        A UE pretende desenvolver, até 2014, uma série de iniciativas/respostas ao crescente envelhecimento da sua população. A mais saliente de entre elas será a celebração do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo, que agora começa.

       Os números justificam-no claramente: “em 2060 haverá apenas uma pessoa em idade ativa (15-64) por cada pessoa com mais de 65 anos”. É, pois, evidente o desafio que daqui emerge; mas também a oportunidade de pensamento e mudança que tal comporta. Sobretudo, se tal fizer aprofundar políticas sociais e alterar preconceitos...

       Um deles é a ideia, muito assimilada, de que a vida (quase) termina no dia em que se passa à reforma. A pessoa em causa facilmente sente que perdeu status numa sociedade que considera que deixar de trabalhar é deixar de produzir e aumentar o número dos descartáveis.

       Contrariar esta mentalidade e aprender a tirar partido da vida em tais circunstâncias é uma tarefa de cada um; mas há, igualmente, que fazer ver à opinião pública o potencial dos mais idosos para o serviço à sociedade e à economia: não os afastando do mercado do trabalho e incrementando a sua participação na vida da comunidade. Concretamente, proporcionando contextos para a transmissão dos respetivos conhecimentos, que enriquecem outras gerações e salvaguardam a própria autoestima. Ao mesmo tempo, os mais idosos também se enriquecem, pois que nenhuma geração tem o monopólio do saber: cada um tem conhecimentos de que outros carecem!

       Este é um caminho a percorrer, contra o individualismo que ameaça dominar-nos e nos fecha dentro de fronteiras que os outros rotulam: de um lado, os “cotas”; do outro, os “inconscientes”. Uns e outros, porém, fechando aos demais as condições do seu (des)envolvimento pessoal e social.

       Entendo que neste ano e neste diálogo indispensável a Igreja tem muito a aportar. A começar pela prática - mostrando que, no seu seio, não há lugar para a discriminação. Pelo contrário, assumindo-se como lugar onde cada ser humano vale e é reconhecido pelo que é e não pelo que faz ou produz.

       Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias, mediante o acolhimento dos seus dons. E o voluntariado não é o menor dos espaços de participação, sendo que a imaginação e a sensibilidade pastoral saberão encontrar outros ministérios.

       Comecemos por deixar intervir, contrariando a tentação de manter ou desejar idosos passivos ou como meros e mais frequentes fregueses da Missa e outros sacramentos...

       A este propósito encontrei citado, acho que apropriadamente, o Salmo 92 “Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o Senhor é reto”.

       Amá-los e respeitá-los é muitíssimo mais que ter saudades dos contos do avô ou das receitas da avozinha!

 

João Aguiar Campos, Editorial da Agência Ecclesia.

 

04.01.12

Deus também não podia ver-me assim

mpgpadre

       Desconhecemos a autoria desta pequena estória, mas vale a pena refletir nela...:

       Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.

       Perguntou:

       - Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? - Quando é que eu posso vê-lo?

       O cirurgião respondeu:

       - Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.

       Sally perguntou:

       - Porque razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa? - Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...'

       O cirurgião perguntou:

       - Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade. Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.

       - Quer um cachinho dele?

       Perguntou a enfermeira.

       Sally abanou a cabeça afirmativamente.

       A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.

       - Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:

       - Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

       Ela continuou:

       - O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.

       Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez. Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela. A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu. Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.

       A carta dizia:

       - Querida Mãe, Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-TE". Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe. Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem. Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes. Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico! Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar! E sabes uma coisa?... O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa?... Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido. Mas sabes uma coisa Mãe?... Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta. Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"... Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas veem este papel em branco. É mesmo maravilhoso não é!?... Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.

       Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?...

 

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

03.01.12

3. O TESOURO ESCONDIDO, de José Tolentino de Mendonça

mpgpadre

O TESOURO ESCONDIDO, de José Tolentino de Mendonça.

O teu tesouro está onde está o teu coração.

Jesus Cristo fala do reino de Deus e compara-o a um tesouro que é descoberto. Quem o encontra esconde-o no campo, vai vender o que tem, com alegria, volta e compra o campo... (cf. Mt 13, 44-46).

Neste pequeno livro (o Tesouro escondido. Para uma arte da procura interior, das edições Paulinas, 2011), o autor parte desta parábola de para convidar a abrir a mente, o coração, a vida, a Deus, ao mundo, aos outros...com arte e com alma.

De todas as situações poderemos tirar lições importantes para hoje e para amanhã.

Também estas nos hão de ajudar a fazer escolhas, a percorrer não o caminho mais fácil, mas o mais verdadeiro, o que nos trará a felicidade, os pedaços da felicidade que almejamos, o caminho que nos coloca na rota de Deus e nos insere na família dos homens, nossos irmãos.

Fazer escolhas pode tornar-se doloroso, porque ainda não vemos claramente as consequências do caminho que vamos trilhar.

Ainda assim, é bom que saibamos que a vida avança e que podemos tornar-nos vítimas da história, do tempo, das circunstâncias, ou, como releva Augusto Cury, podemos tornar-nos autores da nossa vida, fazedores do nosso tempo, construtores da nossa história.

Desde logo saibamos que há riscos.

Pode haver "sangue", sacrifício, sofrimento.

Podemos não acertar à primeira.

Podemos ir por um caminho paralelo que não nos leva a parte nenhuma, ou por um atalho.

Podemos ter que voltar atrás.

Mas também isso pode ajudar-nos a descobrir o caminho que melhor nos aproxima dos outros e de Deus.

Lições em cada escolha e em cada desencontro, lições a colher em cada situação.

Encontrar o tesouro é apenas e só a primeira etapa... é um começo!

É muito bom. Comprazemo-nos na alegria.

Vendemos tudo o que temos, dispensamos tudo o que nos pesa na viagem/peregrinação da vida. Voltamos para esconder o tesouro.

O silêncio far-nos-á compreender, muitas vezes, o que é essencial e o que é acessório e dispensável. "Quando vivemos para sermos vistos falseamos a verdade profunda para a qual a nossa vida deve tender". O tesouro que encontramos leva-nos ao despojamento, à vida interior, muito ruído afasta-nos do essencial. Antes da "descoberta", de apreciarmos o dom de Deus, não saberemos valorizar o essencial, que é invisível ao olhos mas não ao coração (Principezinho).

Escondamos o tesouro. Centremo-nos no coração, olhemos para dentro. Virá o tempo para a partilha e para a comunhão que será tanto mais rica quanto mais nos conhecermos e quanto maior for a beleza do nosso tesouro, do nosso coração. E não tenhamos medo de fazer de Cristo o nosso tesouro mais precioso. Nada nos tira, pode levar-nos às alturas...

02.01.12

2. De cada situação da vida, uma lição, um ensinamento...

mpgpadre

De cada situação da vida, uma lição, um ensinamento.

Toda a nossa vida passada há de ser assumida, relida, atualizada neste novo ano.

Fixamos o olhar no futuro, em Deus, vivemos o presente.

O passado é quase como a areia entre as mãos, foge-nos. É passado. Não podemos corrigir. Não há lugar para arrependimentos.

Há lugar à conversão.

O que aprendemos, o que vivemos pode servir-nos para agora.

Um filme, a leitura de um livro, de um texto, um encontro marcado ou casual, ou até mesmo um desencontro (com a própria vida), uma descoberta, uma aprendizagem, uma palavra, mais intencional ou quase inaudível como a brisa da tarde em qualquer primavera da nossa existência, um gesto ou um sorriso, a dureza ou a leveza com que nos trataram...

Tudo faz parte da vida e tudo nos pode ensinar a viver mais, melhor, com mais qualidade de vida.

Não sabemos tudo. Ainda bem.

Se soubéssemos tudo, seríamos deuses, perder-nos-íamos na solidão, eternos, incompreendidos, acima, para lá dos outros, já não precisaríamos de estar no mundo. Melhor, este já não seria o nosso mundo.

A perfeição é um caminho (sem fim, ou melhor, com o fim em Deus, na eternidade).

Nunca é demasiada, a perfeição. É um ideal que nos lança para a frente, para cima, para o futuro

Só em Deus, a perfeição, a Quem buscamos, e que nos encontra e com quem nos encontraremos em definitivo na eternidade e então sim a perfeição, a plenitude do que vemos (veremos) e do que somos (seremos).

Aprendamos com as pessoas mais simples e humildes.

Simples de coração, de abertura solidária às pessoas com quem se cruzam. Deus revelou as verdades aos simples e aos pequeninos e não aos sábios e inteligentes, diz-nos Jesus.

Aprendamos também com estes, os que se consideram mais que todos, auto suficentes, também com eles podemos aprender a ver a vida de outros ângulos, ainda que aprendamos como não deveremos viver...

Aprendamos com o medo e com a dúvida, com a alegria e com a festa e com a beleza que nos rodeia.

Em 365 dias, do ano que findou, que lições importantes trouxemos para 2012?

Cada dia, cada sol e cada lua, cada orvalhada e cada chuva, nos traz um lição que havemos de aproveitar para vivermos com mais intensidades as situações novas que surjam na nossa vida.

No ano de 2012, a maioria de nós tem pouco mais de 364 dias para viver... Ou já só temos 364 dias e mais qualquer coisita para aprendermos algo, para vivermos, para sermos transparência da LUZ que nos vem do presépio de Belém...

02.01.12

1. Faltam 364,5 dias para 2013.

mpgpadre

Faltam 364,5 dias para 2013.

Tanto e tão pouco.

Preocupações, crise, chatices, problemas, dificuldades.

Tantas coisas temos pela frente. Mas, como muitas vezes repetimos, não há mal que sempre dure... logo chegaremos a 2013, e a esperança de um novo ano alimentar-nos-á por alguns instantes... e depois, mais 365... e o mesmo.

Mas por quê esperar tanto tempo, até 2013?! Será que os problemas se revolvem por si só? Quem não quiser dificuldades, ou tiver medo de todo e qualquer sofrimento, já desistiu.

E se aproveitarmos os 364,5 dias que ainda temos pela frente! De forma positiva. Há novas coisas a descobrir, novos dias, novas descobertas, novas lutas e compromissos. Podemos optar pelo lamento, pela resignação, somos assim, não há esperança para nós. Podemos ir à luta, sabendo que pelo caminho vamos encontrar obstáculos, não acertar sempre, e poderá haver ocasiões que teremos de refazer o caminho... falta tão pouco para 2013, já não faltam 366 dias que completam este ano de 2012.

Quando os Apóstolos aceitam seguir Jesus Cristo, aderindo ao Seu projeto, sabem que encontrarão muitos muros, pontes destruídas, perseguição, prisão, a possibilidade de serem mortos, ainda assim aceitam com alegria, sabem que o Senhor estará sempre com eles... Também connosco Ele estará, sempre, em todas as circunstâncias, em cada momento.

Hão de surgir momentos em que não perceberemos que é Ele que nos guia, que nos leva ao colo, tal será a dor, o sofrimento, a dúvida! Não desanimemos. Que Deus nos abençoe e proteja neste novo ano. Aproveitemos os 364,5 dias e meio que muitos de nós terão para viver, saltar, pular, gritar, cair, levantar, hesitar, sorrir...

01.01.12

Santa Maria Mãe de Deus - Dia mundial da Paz

mpgpadre

       1 - Hoje, neste domingo, ao começar um novo ano, reunimo-nos para celebrar o Filho de Deus feito homem. Fazemo-lo, contemplando-O nos braços de Maria, que no-l’O oferece, que nos convida a aproximar-nos d’Ele como fizeram os pastores em Belém.

       Com fé e com esperança, peçamos a Jesus, Príncipe da Paz, que o seu amor e a sua paz alcancem o mundo neste ano que hoje começamos.

       Desde há 45 anos que, por iniciativa do Papa Paulo VI, o primeiro dia do ano, dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, é celebrado como Dia Mundial da Paz. E como admirar-se desta escolha, se no fim da Ladainha de Nossa Senhora nós a invocamos como Rainha da Paz, coroando com esta invocação um dos bens maiores pelo qual anseia a humanidade!

        2 - O tema da mensagem de Bento XVI para este Dia Mundial da Paz é: Educar os Jovens para a Justiça e a Paz. O Santo Padre está convencido de que os jovens podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo. E é com esperança que o Papa afirma: “Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No Salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor ‘mais do que as sentinelas pela aurora’ (v.6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante.”

       A mesma toada confiante nos é transmitida por D. António Couto, o nosso novo bispo, que iniciará o seu ministério episcopal na diocese no próximo dia 29: ”Com alegria e confiança de criança, levanto os meus olhos para os montes, para Aquele que guarda a minha vida, de noite e de dia, quando saio e quando entro, desde agora e para sempre! É com esta luminosa melodia do Salmo 121, que canto, neste dia, ao bom Deus, que sei bem que «tem sido o meu pastor desde que existo até hoje» (Génesis 48,15). D’Ele quero ser transparência pura, sempre, como Ele, pastor que visita, com um olhar repleto de bondade, beleza e maravilha, os seus filhos e filhas que Ele agora me confia. Enche sempre, Senhor, o meu olhar, mãos e coração com a tua presença bela e boa. Que, em mim, sejas sempre Tu a visitar o teu povo. É esta divina maneira de ver bem, belo e bom (episképtomai), que diz o bispo (epískopos) e a visita ou visitação pastoral (episkopê) (Lucas 1,78; 7,16; 19,44).” 

       Unamo-nos nos mesmos sentimentos aos nossos Pastores e enfrentemos o novo ano na confiança, na esperança e na paz.

 

       3 – A paz é dom de Deus, mas é também trabalho do homem. Deus não nos dispensa do nosso trabalho e a tarefa que Bento XVI que aponta é a aposta na educação. O Santo Padre lembra que educar – na sua etimologia latina “educere” - significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma felicidade que faz crescer a pessoa. E aponta lugares concretos para uma verdadeira educação para a paz e a justiça:

  • A família, já que os pais são os primeiros educadores e a família é a célula originária da humanidade;
  • Os responsáveis das instituições com tarefas educativas, que devem velar para que, em todas as circunstâncias, seja valorizada e respeitada a dignidade de cada pessoa;
  • Os responsáveis políticos, que devem ajudar as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito - dever de educar;
  • O mundo dos media, para que não se limitem a informar mas também a formar na medida em que existe uma ligação estreitíssima entre educação e comunicação;
  • Também os jovens são convidados a fazer um uso bom e consciente da liberdade para serem responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz. 

        Aceitemos a missão que o sucessor de Pedro nos confia, com a mesma confiança e generosidade com que Nossa Senhora aceitou a interpelação do Anjo, que lhe permitiu ser a Mãe de Deus.

 

Pe. João Carlos,

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