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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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31.07.11

Dai-lhes vós de comer...

mpgpadre

       1 - A nossa vida é uma busca constante, busca de felicidade, de realização em diferentes níveis, pessoal, familiar, profissional. E mesmo quando surgem situações de mal, de destruição, de egoísmo, são outras tantas formas de afirmação pessoal, de realização invertida, ainda que por vezes resulte não da vontade decidida e consciente mas pela influência do grupo ou de algum distúrbio psíquico. Mas a regra mantém-se: todos queremos ser felizes; a maneira de o conseguir, ou o grau de realização, é que é diferente de pessoa para pessoa.

       Encontramos pessoas que em pequenas coisas se sentem felizes e outras em que por mais razões que tenham para sorrir andam sempre de cara à banda, indispostas com a vida, com os outros, com o mundo. Existem pessoas que vivem só para este mundo e aparentam ser felizes, mas sempre com um vazio interior, porque as suas vidas fecham-se num tempo limitado e finito. E existem pessoas de fé que são verdadeiramente felizes. Nelas não existe o vazio da escuridão. É certo, como já referia Santo Agostinho, também elas procuram como quem encontra e encontram como quem procura. Por outras palavras, o sentido que encontra na fé e pela fé é motivação para aprofundarem a vivência espiritual, comprometendo-se mais e mais com a transformação deste mundo, para também aqui e agora trazerem razões para esperança.

        2 - Com efeito, a verdadeira resposta às nossas procuras interiores, à nossa sede de sentido, só tem uma resposta plenamente satisfatória em Deus, pois só Ele nos garante e à nossa vida, não apenas hoje, amanhã, mas definitivamente. Todos nós ansiamos por mais. Esta ânsia de sermos felizes é também uma ânsia de eternidade. E neste propósito só Deus assegura definitividade. Só Ele dá um sentido coerente e final que não se corrói com o tempo nem termina quando acaba a pessoa.

       A nossa memória pessoal e humana ficaria para sempre morta, no passado, sem promessas cumpridas, apenas com sonhos desfeitos. Por outro lado, Deus é a certeza que no fim vencerá o Bem, a Verdade, a Justiça, a Beleza. Este Vale de Lágrimas que atravessámos, sem fé, não teria qualquer sentido, pelo contrário acentuaria um vazio permanente, obscuro, destrutivo. E que dizer do sofrimento? Do sofrimento inocente? Já agora é tão difícil perceber. E se não houvesse futuro, se não houvesse Deus, se não houvesse Alguém que garantisse a justiça definitiva.

       É certo que Deus respeita as nossas escolhas. Como é certo que muitas das escolhas que uns e outros fazemos são fonte de injustiças e de sofrimento. Mas no fim, sabemos que Ele lá está, não como o castigador, mas como Amor que Se dá e Se entrega para que todos tenhamos a vida em abundância. Como nos lembra o Apóstolo: "...eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades nem a altura nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor".

 

       3 - O Profeta Isaías, mensageiro de Deus, mostra-nos como em Deus podemos encontrar o alimento que dá sentido e sabor às nossas inquietações mais profundas, às nossas buscas interiores.

       «Eis o que diz o Senhor: 'Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Prestai-Me atenção e vinde a Mim; escutai e a vossa alma viverá. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David'».

       E o alimento que Deus nos dá é gratuito. Acentua-se também aqui que o verdadeiro alimento que não se esgota provém da escuta da Palavra de Deus.

       Do mesmo jeito o Evangelho realça que a multidão vai em busca de um sentido, vai ouvir Jesus, esperando d'Ele palavras de conforto ou, como um dia dirá São Pedro, Palavras de vida eterna. Por vezes, também a curiosidade e o desejo de ver milagres. Mas os evangelhos são expressivos, mostram como a compaixão de Jesus pela multidão O leva a ensinar-lhes muitas coisas, dá-lhes um alimento espiritual. E as multidões seguem-n'O para O ouvir.

       O milagre da multiplicação foi sempre visto como antecipação do mistério maior da nossa fé, a Eucaristia, na qual, nos elementos do pão e do vinho, Jesus nos havia de dar o Seu corpo e sangue como alimento abundante até à eternidade.

       «Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados». Neles todos somos (ou podemos ser) saciados.

 

       4 - A dimensão vertical (que nos liga a Deus) não dispensa a dimensão horizontal (que nos liga aos outros), antes o exigem. Viver a fé com autenticidade implica o compromisso com o nosso semelhante e com a transformação do mundo presente. Somos enviados por Jesus para, em Seu nome, inundarmos o mundo das pessoas com o Seu amor, com a Sua Paixão, com o Seu perdão, com a Sua vida.

       Aos discípulos Ele não pedirá menos que não sejam serem promotores do bem. Não lhes dá milagres para realizar, mas dá-lhes uma tarefa concreta, de fazerem como Ele fez.

       «Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: 'Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento'. Mas Jesus respondeu-lhes: 'Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer'».

       E não vale a pena adiar os problemas e as dificuldades, ou esconder-se. As palavras são também para nós, discípulos deste tempo: "Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer". Agora é connosco. Jesus Cristo conta com cada um de nós e com todos nós.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 55,1-3; Rom 8,35.37-39; Mt 14,13-21

 

30.07.11

Redenção: a verdade que se torna reconhecível

mpgpadre

       A «Redenção», no sentido pleno da palavra, só pode consistir no facto de a verdade se tornar reconhecível. E ela torna-se reconhecível se Deus Se tornar reconhecível. Ele torna-Se reconhecível em Jesus Cristo. N'Ele, Deus entrou no mundo, e assim plantou a medida da verdade no meio da história. Externamente, a verdade é impotente no mundo; tal como Cristo, que, segundo os critérios do mundo, não tem poder: Ele não possui nenhuma legião; acaba crucificado. Mas é precisamente assim, na carência total de poder, que Ele é poderoso, e só assim a verdade se torna incessantemente força.

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 160.

29.07.11

Jardim - lugar da traição, lugar da ressurreição!

mpgpadre

Monte das oliveiras...

       "Ali, Jesus experimentou a solidão extrema, toda a tribulação do ser homem. Ali, o abismo do pecado e de todo o mal penetrou até ao fundo da sua alma. Ali foi assaltado pela turvação da morte iminente. Ali O beijou o traidor. Ali todos os discípulos O abandonaram. Ali Ele lutou também por mim.

 

       ... No «jardim» acontece a traição, mas o jardim é também o lugar da ressurreição. de facto, no jardim, Jesus aceitou completamente a vontade do Pai, assumiu-a e assim inverteu a história".

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 126.

28.07.11

Cruz e Ressurreição na Eucaristia de Jesus

mpgpadre

       ... cruz e ressurreição fazem parte da Eucaristia, que não seria ela mesma sem elas. Mas, visto que o dom de Jesus é essencialmente um dom radicado na ressurreição, a celebração do sacramento devia necessariamente estar ligada à memória da ressurreição. O primeiro encontro com o Ressuscitado aconteceu na manhã do primeiro dia da semana - terceiro dia depois da morte de Jesus - e, por conseguinte, na manhã de domingo. Assim, a manhã do primeiro dia da semana tornou-se espontaneamente o momento do culto cristão e o domingo o "Dia do Senhor".

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 121.

27.07.11

Uma morte violenta que é auto-doação

mpgpadre

       "A vida ser-lhe-á tirada na cruz, mas desde já, Ele próprio a oferece. Transforma a sua morte violenta num acto livre de auto-doação aos outros pelos outros.

       ... No acto de dar a vida está incluída a ressurreição. Por isso pode, de antemão, distribui-Se a Si mesmo já, porque é já que oferece a Sua vida, que Se oferece a Si mesmo e, deste modo, readquire-a já, agora. Assim pode instituir agora o sacramento em que Se torna o grão de trigo que morre e em que, através dos tempos, Se distribui a Si mesmo aos homens na verdadeira multiplicação dos pães".

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 112.

26.07.11

A vida que a morte não aniquila!

mpgpadre

       "O homem encontra a vida quando se une Àquele que é em Si mesmo a vida. Então nele, muitas coisas podem ser destruídas; a morte pode tirá-lo da biosfera, mas a vida que a transcende, a vida verdadeira, permanece... É a relação com Deus em Jesus Cristo que dá aquela vida que nenhuma morte é capaz de tirar".

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 78.

24.07.11

Uma rede que apanha todo o tipo de peixe...

mpgpadre

       1 – Para escutar, compreender e acolher a palavra de Deus é necessário, antes de mais, uma atitude de humildade, de abertura de coração e de mente, de disponibilidade para se deixar tocar/envolver pela graça de Deus, e prontidão para se deixar transformar pela força do Espírito.

       No contexto das parábolas, os discípulos perguntam a Jesus qual a razão para Ele falar em parábolas. Jesus vai respondendo que fala dessa forma para que as pessoas não compreendam. Mas acrescenta um dado muito importante: não compreendem porque os seus corações se tornaram duros. Daqui se conclui com facilidade que a “não compreensão” não assenta na dificuldade da mensagem, ou na pouca erudição da população, mas na dureza do coração, no orgulho, na prepotência, na tradição ignorante, na arrogância, na sobranceria.

       Para escutar, compreender e acolher a palavra de Deus é preciso a humildade de coração. Só um coração humilde é capaz de escutar e compreender. Com efeito, as parábolas contadas por Jesus facilitam a compreensão do que nos quer comunicar.

       Ora, vejamos mais três parábolas sobre o reino dos Céus:

  • “O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo”.
  • “O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola”.
  • “O reino dos Céus” é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente.

       2 – As diversas parábolas ajudam-nos a compreender o mistério do reino dos Céus e o que nos é "exigido" para fazermos parte dos eleitos do Senhor. Não esqueçamos que a condição primeira é a disponibilidade de coração, a humildade diante d'Aquele que vem, que chega até nós e nos impulsiona para o Céu, para a vida divina, a vida na graça santificante.

       Partimos da humildade de coração para a necessidade e urgência de conversão. Só predispondo-nos a mudar o nosso coração, a nossa vida, deixando-nos cativar pelo Espírito Santo que Jesus nos dá, nos preparamos para compreender a Palavra que pode alterar para sempre a nossa vida.

       Jesus explicita a Sua missão no mundo, no meio da humanidade, e a abrangência do reino de Deus, que se estende até aos confins do mundo e ao fim dos tempos. Todavia, desde logo, salta para a liça a prioridade do reino de Deus diante de todas as coisas, de todos os compromissos, de todos os projectos. Todos os projectos só têm um sentido absoluto, definitivo e garantido para o futuro, no Reino de Deus. Este é a pérola mais preciosa, é o tesouro escondido em nós, no campo da nossa vida e que com a vida deveremos preservar. Primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais virá por acréscimo.

       3 – Por outro lado, o reino de Deus destina-se a todos.

       Na última das parábolas Jesus compara o reino dos céus a uma rede que lançada ao mar recolhe todo o tipo de peixes, grandes e pequenos, brancos, verdes e vermelhos, azuis e laranjas, pretos e multicolores. Há peixes bons e peixes intragáveis. Mas, tal como na parábola do trigo e do joio (mas também do Semeador que saiu a semear, ou como a parábola do vinhateiro que sai de manhã, ao meio-dia, a meio da tarde, ao entardecer e chama todos os que encontra para a sua vinha, para a todos compensar do mesmo jeito), todos são chamados e todos têm as mesmas possibilidades (de serem pescados), bons e maus, com muitas ou com poucas capacidades. O importante, lembremo-lo uma vez mais, é o coração e a capacidade de cada um se tornar ouvinte, discípulo. A paciência amorosa de Deus é sem limites.

       Deixemo-nos pescar pelo Senhor, sabendo que para sermos bom peixe basta abrir o nosso coração, deixando-nos transformar na fé pelo Espírito de Amor que Jesus nos comunica com a Sua vida, morte e ressurreição.

 

       4 – Deus chama-nos; em Jesus Cristo vem ao nosso encontro. N'Ele o Reino dos Céus chega até nós. Vem para nos salvar, para que através do dom da Sua vida, do Seu amor infinito, nós sejamos inseridos na Sua vida divina, tornando-nos n'Ele, filhos de Deus.

       São Paulo fala-nos desta vocação primordial: "Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados, segundo o seu desígnio. Porque os que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou".

       Em Jesus Cristo fomos/somos redimidos do pecado e da morte, a nossa herança é a vida eterna, a salvação junto de Deus.

 

       5 – Na dúvida e na incerteza dos tempos presentes, nas provações e dificuldades que encontramos, só a atitude de humildade nos leva a compreender a palavra de Deus e a fazer com que a vontade de Deus se traduza na nossa vontade muito humana. Por vezes podem faltar as forças, o ânimo; por vezes, as preocupações podem esvaziar o nosso compromisso e tornar este mundo mais belo e justo.

       Nunca nos falte a humildade, a abertura de coração. Como Salomão supliquemos a sabedoria para nos deixarmos guiar pelo Espírito de Deus: "Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?».

       Não sabendo o que havemos de pedir, peçamos a sabedoria do Espírito Santo.


Textos para a Eucaristia (ano A): 1 Reis 3, 5.7-12; Rom 8, 28-30; Mt 13, 44-52.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço.

23.07.11

Deus é a realidade que dá o ser e o sentido

mpgpadre

       No mundo, verdade e opinião errada, verdade e mentira estão continuamente indissociáveis. A Verdade, em toda a sua grandeza e pureza, não aparece. O mundo é «verdadeiro» na medida em que reflecte Deus, o sentido da criação, a Razão eterna donde brotou. E torna-se tanto mais verdadeiro quanto mais se aproximar de Deus. O homem torna-se verdadeiro, torna-se ele mesmo quando se conforma co Deus. Então alcança a sua verdadeira natureza. Deus é a realidade que dá o ser e o sentido.

        «Dar testemunho da verdade» significa pôr em realce Deus e a sua vontade face aos interesses do mundo e às suas potências. Deus é a medida do ser. Neste sentido, a verdade é o verdadeiro «Rei» que dá a todas as coisas a sua luz e a sua grandeza. Podemos também dizer que dar testemunho da verdade significa, partindo de Deus, da Razão criativa, tornar a criação decifrável e a sua verdade tão acessível que possa constituir a medida e o critério orientador no mundo do homem, que venham ao encontro dos grandes e poderosos o poder da verdade, o direito comum, o direito da verdade.

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 158-159.

22.07.11

A fé purifica o coração!

mpgpadre

       "...Adão, que tentara com as próprias forças apoderar-se do divino... Cristo desceu da Sua divindade tornando-Se homem... despoja-Se do seu esplendor divino, ajoelha-Se por assim dizer diante de nós, lava e enxuga os nossos pés sujos, para nos tornar capazes de participar no banquete nupcial de Deus.

       ... é o amor de Jesus até ao fim que nos purifica, que nos lava. O gesto do lava-pés exprime isto mesmo: é o amor serviçal de Jesus que nos arranca da nossa soberba e nos torna capazes de Deus, nos torna 'puros'...

       ... A fé purifica o coração. A fé deriva do facto de Deus Se voltar para o homem. Não se trata simplesmente de uma decisão autónoma dos homens. A fé nasce porque as pessoas são tocadas interiormente pelo Espírito de Deus, que lhes abre os corações e os purifica".

 

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 56-57.

21.07.11

Uma esposa para Isaac: Rebeca - Gn 24, 32-66

mpgpadre

       A jovem, cujo nome era Rebeca, ficou surpreendida com os presentes que lhe haviam sido oferecidos. Sem fôlego com tanto entusiasmo, correu para contar à sua mãe.

        “Escutai! O homem deu-me jóias em ouro e perguntou-me se podia visitar o Pai. Certamente isso só pode significar uma coisa” – exclamou ela.

       O irmão de Rebeca, Labão, tinha reparado nas jóias e apressou-se a sair para saber o que se passava. Ele e o seu pai ouviram o servo contar a tarefa que lhe tinha sido destinada: encontrar uma esposa a pedido do seu parente Abraão.

       “Bom, é realmente espantoso que Deus vos tenha guiado até nós” – concordaram ambos. “Deve fazer parte do desígnio de Deus que a nossa Rebeca case com o filho do vosso amo”.

       “Assim é” – disse o servo. “Lembrai-vos que o meu amo é um homem rico e que me providenciou tudo o que possa ser necessário para tratar dos preparativos”. Exibiu presentes esplêndidos para a família e as jóias de ouro e roupas mais refinadas para Rebeca.

       O pai e o irmão de Rebeca acenaram com a cabeça. “Estamos contentes com a oferta” – disseram. “Agora temos de perguntar a Rebeca o que pensa”. Rebeca ficou radiante. “Teria todo o gosto em ir convosco e conhecer esse jovem assim que quiserdes!” – disse ela.

       Com a bênção da sua família, Rebeca e alguns dos seus servos prepararam-se para viajar para Canaã com o servo de Abraão. Meio alegres, meio tristes, montaram os camelos e acenaram em despedida.

       Isaac ficou radiante com a chegada da sua futura noiva. Pouco tempo depois, descobriu que também estava apaixonado por ela.

 

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Julho 2011.

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