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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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07.01.11

O Corpo humano e os seus membros

mpgpadre

       O corpo humano:

       É uma harmonia perfeita, tudo trabalha às mil maravilhas, a maior parte dos dias não nos perguntamos como funciona, a não ser que estejamos doentes. A mão não pergunta por que é que leva a comida à boca. A boca não se incomoda com o que acontecerá à comida que passa por si. As pernas levam-nos ao lugar da comida...

       Porém nem sempre foi assim.

       Um dia, os diversos membros do corpo humano começaram a interrogar-se sobre o seu papel, ou a sua função, por que é que faziam isto ou aquilo e não deviam simplesmente descansar.

       As pernas e os pés disseram:

       – As mãos e a boca que trabalhem, já estamos fartos de andar à procura de comida e ninguém nos agradece.

       As mãos do mesmo modo:

       – Já é tempo de a boca se esforçar e pegar ela na comida, não somos criadas de ninguém.

       A boca ao ver que nem os pés se encaminhavam para a comida, nem as mãos se moviam para pegar em alguma coisa, também desistiu:

       – Porque é que me hei-de preocupar? Sempre fiz a minha parte! Fiz com que o alimento, através de mim, chegasse ao estômago, nunca recebi qualquer agradecimento, não me abrirei para deixar entrar a comida, não vou desperdiçar as minhas energias!

       Bom, o estômago ainda reclamou, não percebia porque é que estava há tantas horas sem receber alimento. Procurou saber o que se passava. Informaram-no que os pés, as mãos, a boca, estavam em greve e se recusavam a trabalhar. E o estômago começou a ficar cada vez mais incomodado, mas pouco a pouco foi-se conformando:

       – Têm razão, mal eles sabem da minha canseira, senão já há muito tempo tinham feito greve. Não há um minuto, um segundo em que eu não esteja em movimento, de ora em diante vou repousar. Não me chateiem. Tenho direito a descansar, nunca ouvi uma palavra de agradecimento por trabalhar o alimento para que o corpo funcione...

       Entretanto, o tempo ia passando, e cada um dos membros do corpo mantinha com firmeza a sua posição. E à medida que as horas avançavam os membros começaram a sentir uma certa sonolência, mas julgaram que era resultado do descanso e que daí não viria mal ao mundo.

       E o tempo foi passando... foi passando... foi passando... E o corpo cada vez mais mole, mais fraco, e ninguém queria dar parte fraca. As pernas já não se sentiam, estavam a ficar roxas, frias... As mãos estavam caídas sobre o corpo... A boca de quando em vez ainda fazia um ligeiro esforço para se abrir, mas acabava por desistir por achar que não valia a pena desperdiçar energias.

       E o tempo ia passando... ia passando...

 

PALAVRA de DEUS:

 

       Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.

       O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: “Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: “Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido, onde estaria o olfacto?

       Deus, porém dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.

        (1 Cor 12, 12-31).

07.01.11

O Valor das pequenas coisas...

mpgpadre

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.

Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.

Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.

Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.

Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.

Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.

Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.

Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.

Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.

Em cada oração que não faço, eu peco.

Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.

Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.

Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.

Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.

Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.

Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.

Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.

Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!

 

Roque Schneider, postado a partir de Caritas in Veritate

04.01.11

O riso de Sara(i)

mpgpadre

       Abrão tem agora noventa e nove anos de idade.

       “Tereis de continuar a confiar em mim” – disse Deus, – “o teu nome deixará de ser Abrão e passará a ser Abraão: o Pai de muitas nações. O nome da tua esposa deixará de ser Sarai e passará a ser Sara: princesa. Ela será a mãe de muitas nações.

       Abraão abanou a cabeça. “Somos ambos velhos” – argumentou, – “porque não deixar Ismael ser meu herdeiro?”

       “A promessa que te fiz há tanto tempo irá concretizar-se através do filho de Sara” – respondeu Deus, –“irás chamá-lo de Isaac”.

       Abraão aceitou a promessa de Deus. Não demorou muito até à chegada de três visitantes.

       Abraão apressou-se a saudá-los. “por favor, bebam alguma água”  – disse ele, “e tomem uma refeição para vos fortalecer”. Correu até Sara e pediu-lhe que começasse a cozinhar. Abraão ofereceu aos homens comida, enquanto Sara permanecia na tenda.

       “Onde está a vossa esposa?” – perguntaram eles e Abraão explicou-lhes. Eles pediram-lhe para que se aproximasse.

       “Daqui a nove meses ela será mãe, e vós sereis pai de um menino!” – sussurraram.

       Sara não pôde deixar de escutar. “Com a minha idade!” – pensou, – “aqueles homens não sabem o que dizem!” Ao pensar na tolice destes deu uma valente gargalhada.

       Deus falou a Abraão: “Porque se riu Sara? Ela não acredita que posso dar-vos um filho?”

       Quando Sara se apercebeu que Abraão sabia da sua reacção de desdenho, teve medo. “Eu não me ri!” “Sim, riste” foi a resposta. Era a voz de Deus que falava.

 

“Querido Deus, obrigado, pois tudo o que prometeis pode concretizar-se”

 

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Dezembro 2010.

03.01.11

Os Magos, vindos do Oriente, regressam por outro caminho. E nós?

mpgpadre

       “Vimos a sua estrela e viemos adorá-l’O” (Mt 2,2).

       O Papa João Paulo II, na sequência das Jornadas Mundiais, escolheu um trecho do Novo Testamento, acompanhado da habitual Mensagem, convidando os jovens a abrir o coração e a vida a Jesus Cristo.

       O convite foi lançado, ir a Colónia, na Alemanha, numa atitude de busca, de encontro celebrativo, de missão e anúncio de Jesus Cristo.

       Com efeito, a vida cristã assume esta tripla dimensão, de procura, de contemplação e de compromisso.

       Os magos do Oriente, deixaram-se guiar por uma estrela, procuraram interpretar os sinais do tempo, saindo em busca da verdade, do sentido para as suas vidas. Saem do comodismo das suas terras, das suas casas, libertam-se do que lhes é acessório e dispensável para aprofundar o caminho da felicidade.

       O segundo momento é o da oração, da contemplação, da adoração. Prostraram-se diante de uma criança. No despojamento, encontram a razão de tudo, de todo o sonho, de toda a busca, do sentido mais profundo das suas vidas.

       Mas depois voltam por outro caminho. É o terceiro momento. Como acentuou o nosso Bispo na Jornada Diocesana da Juventude, em Cinfães, voltam convertidos a outro caminho, comprometidos em anunciar o que viram. Não faz mais sentido voltarem pelo mesmo caminho.

       Em diferentes situações, encontrámos este itinerário de busca e de encontro, de conversão e de envio, de compromisso.

       Dois discípulos de João Baptista seguiam Jesus. Voltando-Se Jesus perguntou-lhes: que buscais?! Eles responderam: Mestre, onde moras?! E Jesus, por sua vez, respondeu-lhes: vinde e vereis! Eles foram e ficaram com Ele (Jo 1, 35-51). Vê-se claramente a procura, o encontro com Jesus, o permanecer junto a Ele, para mais tarde serem anunciadores.

       Sintomático também o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús. Seguiam pelo caminho, Jesus coloca-Se no meio deles, faz com eles um caminho de descoberta, de busca, de esclarecimento. Celebra com eles. Depois da refeição e da oração, eles partem para anunciar Jesus aos outros discípulos (Lc 24, 13-35).

        (Estamos num mês especialmente celebrativo, com as festas da catequese, com os encontros, com uma ou outra celebração. Acreditamos que sejam um momento importante na vida da comunidade e dos cristãos. Mas importa não esquecer o caminho feito, as descobertas, o esforço, a dedicação, de meses ou de anos. Por outro lado, é essencial tomar consciência que é mais um ponto de partida, para o compromisso com os outros, com a comunidade, com a sociedade).

       E nós?! Acomodámo-nos – já fizemos a nossa festa – ou partimos como os magos?! Ficamos a olhar o nosso umbigo, o nosso grupo, satisfeitos pelo brilharete, pelas palmas, ou aprofundámos a nossa relação pessoal e comunitária com os outros?! Defendemos a nossa Igreja, a nossa quinta, ou inserimo-nos cada vez mais na Igreja de Jesus Cristo?

 

Editorial Voz Jovem, Maio 2005.

 

(O texto entre parentesis, in supra, refere-se ao mês de Maio, mas quisemos partilhar esta reflexão à volta da Epifania, a manifestação gloriosa de Jesus vivida pelos Magos do Oriente).

03.01.11

Epifania do Senhor Jesus

mpgpadre

Epifania

       A caminho da estrela… Os magos tinham o hábito de perscrutar os astros. Eles viram uma estrela, sem dúvida nova para os seus olhos, então puseram-se a caminho… Aquele que procuravam parece querer fazer-se conhecer, um sinal basta para estes magos. Param, experimentam uma grande alegria, prostram-se e oferecem os seus presentes. A criança que eles descobrem não é uma criança como as outras: é rei, então oferecem-lhe oiro; é Deus, então queimam incenso; passará pela morte antes de ressuscitar, então apresentam a mirra. Para o regresso, não têm necessidade de estrela. Deus convida-os a regressar por outro caminho. O verdadeiro rei não é Herodes, mas esta criança que acaba de nascer.
.
       • Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação… Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus? • Os “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem, ao nosso computador? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos? • Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.
Vídeo: Epifania do Senhor
Retirado de "Faz-te ao largo"

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