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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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21.01.11

A cada dia o seu mal...

mpgpadre

       "Há um palavra do Senhor que considero muito importante em toda a minha vida: «Não vos preocupeis com o amanhã; cada dia tem o seu mal». Um mal por dia é suficente para os homens; mais não conseguem suportar. Por isso procuro concentrar-se na resolução do mal de cada dia, e deixar o seguinte para o dia seguinte".

 

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

20.01.11

Proibição do crucifixo no Ocidente cristão!

mpgpadre

       "Se a cruz contivesse uma afirmação que fosse incompreensível e inaceitável para os outros, então essa seria uma medida a considerar. Mas a cruz representa que o próprio Deus é sofredor, que Ele nos ama através da Sua dor, que Ele nos ama. esta é uma afirmação que não ataca ninguém. Isto por um lado.

       Por outro lado, também existe naturalmente uma identidade cultural na qual se baseiam os nossos países. Uma identidade que forma os nossos países de maneira positiva e a partir de dentro - e que forma ainda os princípios positivos e as estruturas básicas da sociedade por meio das quais o egoísmo é rejeitado, possibilitando uma cultura de humanidade. Eu diria que essa auto-expressão cultural de uma sociedade que vive de forma positiva não pdoe ser cirticada por ninguém que não partilhe dessa convicção, e também não pode ser banida".

 

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

19.01.11

Bento XVI - Luz do Mundo...

mpgpadre

BENTO XVI, Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos. Uma conversa com Peter Seewald. Lucerna. Cascais: Novembro de 2010.

 

(Papa e Peter Seewald)

 

       Ao longo do tempo temos vindo a recomendar leituras, não por nos parecerem sugestivas, ou porque estão na moda, ou porque todos leêm, mas por terem sido relevantes para nós. Por isso, só recomendamos leituras depois de lidas, passe a redundância.

       Naturalmente, que este livro-entrevista de Bento XVI é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer melhor o Papa Bento XVI mas também as grandes questões da Igreja e da Sociedade contemporânea.

       Sem rodeios, sem fugir ou contornar as perguntas, numa linguagem sempre muito acessível, retratando cada dificuldade da Igreja com frontalidade, sem poeiras, e com a humildade de quem coloca tudo nas mãos de Deus.

       Peter Seewald e Bento XVI percorrem várias problemáticas do nosso tempo, procurando perscrutar os sinais da presença de Deus...

       Para mim, pessoalmente, qualquer leitura que traga a chancela de Joseph Ratzinger ou de Bento XVI é convidativa. Como teólogo ou como Papa lê-se com agrado, percebe-se bem na primeira leitura, abre a nossa mente para outras dimensões da vida, para a cultura, para a arte, para a música, para a beleza da natureza... para a surpresa de Deus

18.01.11

O nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata?

mpgpadre

       "Comecemos talvez de um modo desajeitado, perguntando: o nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? A pergunta faz-nos sorrir, é um bocado cómica, mas, se quisermos, acaba por colocar-nos perante a nossa realidade de uma forma bastante profunda. A pergunta pode ser feita numa cozinha, por uma criança que está a descobrir o mundo, pode ser proferida por filósofos nos seus tratados ou pode ser formulada por um mestre espiritual. O nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? Nietzsche, por exemplo, dizia que «tudo é interpretação», isto é, não há um núcleo de Ser a sustentar a nossa experiência de vida, tudo são cascas de cebola, modos de ver, perspetivas, interpretações. Para lá disso não há mais nada. Uma visão espiritual do mundo, por outro lado, está certamente do lado da batata, pois considera que mesmo escondida por uma crosta ou por um véu persiste uma realidade que é substanciosa e vital.

 

       A verdade é que mesmo sabendo que a vida é uma batata, nós vivêmo-la muitas vezes como se fosse uma cebola. Vivemos de opiniões, de verdades parciais e provisórias, de paixões, vivemos de aparências e modas como se a vida fosse isso. Esgotamo-nos a desfilar cascas e camadas, sem um centro que nos dê realmente acesso ao pleno sentido. Há uma escritora contemporânea, Susan Sontag, que diz que a nossa existência como que fica sequestrada neste sem fim de interpretações que nos distraem da viagem essencial. Não habitamos em nós próprios, levados por ideias, pontos de vistas, cascas e mais cascas. Segundo ela, o mais urgente seria apurar e aprofundar os nossos sentidos, aprendendo a ver melhor, a sentir melhor, a escutar melhor.

 

       Na vida espiritual também é isso o mais importante. Simone Weil escrevia que ela é fundamentalmente feita de atenção: «é a orientação para Deus de toda a atenção de que a alma é capaz». Da qualidade da atenção depende em muito a qualidade da vida espiritual.

 

       Possamos dizer a verdade do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen:

«Deixai-me limpo

O ar dos quartos

E liso

O branco das paredes

Deixai-me com as coisas

Fundadas no silêncio.»

       Os sentidos espirituais abrem-se e maturam no silêncio. Se mergulharmos neles, tornam-se trilhos para o nosso caminho. É esse o conselho que os mestres unanimemente fazem para passarmos da cebola à substanciosa e vital batata. O conselho de Arsénio, um dos Padres do Deserto (eremitas cristãos que fundaram a espiritualidade monacal) soava assim - «Foge. Cala-te. Permanece no recolhimento». Poemen garantia - «Se fores realmente silencioso, em qualquer lugar onde estiveres encontrarás repouso». João Clímaco, na primeira metade do século VII, escreveu: «o amigo do silêncio aproxima-se de Deus, e encontrando-se com Ele em segredo, recebe a sua luz». Isaac de Nínive prescrevia aos que o procuravam: «Ama o silêncio acima de todas as coisas; ele concede-te um fruto que à língua é impossível descrever… Dentro do nosso silêncio nasce alguma coisa que nos atrai ao silêncio. Que Deus te conceda perceber aquilo que nasce do teu silêncio.»

 

José Tolentino Mendonça, In Diário de Notícias - Madeira (16-01-11)

17.01.11

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo...

mpgpadre

       1 – "João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus»" (Evangelho)

       Definitivamente, a missão de João Baptista cumpre-se com a chegada e manifestação de Jesus Cristo. Vemo-lo de maneiras diversas nos Evangelhos, mas a realidade é a mesma, João Baptista é o Precursor, a voz que clama no deserto, Jesus é o Messias de Deus, a Palavra que Se faz pessoa humana.

       No Baptismo, o próprio Céu garante Jesus como Messias: "Este é o meu Filho muito amado". Antes, e quase silenciosamente, João testemunha acerca de Jesus: Tu é que me deverias baptizar e vens para eu Te baptizar?

       Hoje (na versão de São João), João, o Baptista, dá um testemunho claro e inequívoco acerca de Jesus: é Ele o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é Ele o Filho de Deus, foi sobre Ele que o Espírito de Deus repousou no momento do baptismo.

       2 – Como víamos na semana passada, o baptismo dá lugar à missão. Jesus, o Ungido por Deus, é enviado a anunciar, com palavras e com gestos, a boa nova da salvação. O testemunho é, neste contexto, um voto de confiança n'Aquele que é o Eleito do Senhor. A partir de então, Jesus faz-Se à estrada, e irá de povoação em povoação.

       Do mesmo modo, na segunda leitura, o Apóstolo São Paulo sente-se chamado a ser Apóstolo de Jesus e do Seu Evangelho. A identidade é também missão. É Apóstolo como aprendiz/disípulo de Jesus. É Apóstolo como enviado de Cristo Senhor. Não se trata de um auto-elogio, mas da disponibilidade de colocar a sua vida ao serviço da palavra de Deus.

       O chamamento não se encerra na individualidade de cada um, antes pelo contrário, abre-se à humanidade inteira, como serviço, como entrega, como compromisso. Assim com Jesus, assim com São Paulo, assim com os profetas.

       Nas palavras de Isaías, referidas ao profeta, ou ao Messias que há-de vir, a mesma dinâmica no chamamento, enquanto "instrumento" ao serviço da Palavra de Deus, da libertação do Povo eleito. "O Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele.... «Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra»". Servo de Deus e enviado por Ele, para se tornar Luz das nações, para levar a salvação a todos os povos.

 

       3 – O que vale para Jesus vale também para nós.

       Valeu para São Paulo, para os Apóstolos, para Francisco de Assis, para João Paulo II, para Madre Teresa de Calcutá, para o Padre Américo, para Santa Teresinha, para Santo António, para Santa Teresa d' Ávila, para Santo Agostinho, para os Pastorinhos de Fátima, para o Padre Cruz: Há-de valer também para nós. Pelo baptismo fomos chamados ao projecto de Jesus Cristo, não apenas por nós, não primeiramente pelas qualidades que pudéssemos ter, mas com uma missão de salvação: utilizar a nossa voz e a nossa vida, para acolher a vida nova que nos é dada em Jesus Cristo, para testemunhar a presença de Deus em nós, para nos tornarmos interpelação para o mundo que vivemos e no tempo que atravessámos, em lógica de perdão, de compromisso e de caridade.

       Não se deitam pérolas aos animais. A riqueza que nos é dada por Deus, desde a criação, e por Ele confirmada/aprofundada nos Sacramentos, não é inútil, não é em vão, é para ser acolhida e partilhada em comunidade, numa atitude de serviço, de gratidão e de louvor. 

_______________________ 

Textos para a Eucaristia (ano A): Is 49, 3.5-6; 1 Cor 1, 1-3; Jo 1, 29-34

15.01.11

João Paulo II (quase) Santo

mpgpadre

João Paulo II será beatificado no dia 1 de Maio de 2011

       O Papa Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II (1920-2005), concluindo assim o processo para a sua beatificação.

       A sala de imprensa da Santa Sé anunciou, entretanto, que a cerimónia de beatificação vai decorrer a 1 de Maio, Domingo da Divina Misericórdia, no Vaticano, sendo presidida por Bento XVI.

       O milagre agora comprovado refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.

       A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.

       A decisão abriu caminho, em definitivo, à beatificação do Papa polaco, que liderou a Igreja Católica entre 1978 e Abril de 2005, quando faleceu.

       Bento XVI anunciou no dia 13 de Maio de 2005, quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.

       No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito" (santo depressa).

        Em Dezembro de 2009, o actual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo em direcção à beatificação.

       Recorde-se que, num caso semelhante, o de Madre Teresa de Calcutá, a beatificação aconteceu em 2003, também seis anos após a sua morte.

       A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia, por ele criada em 2000.

       Como o próprio Bento XVI recordou, em 2008, durante o jubileu do ano 2000, "João Paulo II estabeleceu que na igreja inteira o Domingo a seguir à Páscoa passasse a ser denominado também Domingo da Divina Misericórdia".

       João Paulo II tornou pública a sua decisão no âmbito da cerimonia de canonização de Faustina Kowalska (30.04.2000), religiosa polaca nascida em 1905 e falecida em 1938, "zelosa mensageira de Jesus Misericordioso".

       Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre aconteceram segundo as normas estabelecidas em 1983.

       A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.

       O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto: O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.

       Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.

       O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre.

       É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.

       Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.

       A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

Outros textos sobre esta notícia:

13.01.11

A criança, o ateu e as laranjas!

mpgpadre

      Uma criança, enquanto ajudava os seus pais a cuidar do jardim, cantava canções religiosas.

       Passou por ali um ateu, isto é, alguém que não acreditava na existência de Deus. Impressionado por vê-la tão feliz, parou e perguntou-lhe:

       - Por que cantas assim com tanta alegria?

       A criança respondeu:

       - Porque acredito que Deus é meu amigo e gosta muito de mim. Estas conções falam de Deus. Gostas delas?

       O homem, que levava um saco de laranjas, disse-lhe:

       - Dou-te uma destas laranjas se me disseres onde está o teu Deus.

       A criança, com toda a simplicidade, respondeu:

       - Se eu as tivesse, dava-lhe não apenas um, mas duas ou mais, se me dissesse onde é que Deus não está.

 

Mesmo que haja quem diga que Deus não existe, não é por isso que Ele deixa de existir e de nos encvolver com o seu amor.

 

In Revista Juvenil, n.º 542, Janeiro de 2011.

12.01.11

Carta de Deus ao ser humano...

mpgpadre

Tu és um ser humano, és o Meu milagre.

E és forte, capaz, inteligente, e cheio de dons e talentos.

Conta teus dons e talentos. Entusiasma-te com eles.

Reconhece-te.

Aceita-te.

Anima-te.

E pensa que desde este momento podes mudar tua vida para o bem, se assim te propões e se te enches de entusiasmo.

Tu és minha criação maior. És meu milagre.

Não temas começar uma nova vida.

Não te lamentes nunca.

Não te queixes.

Não te atormentes.

Não te deprimas.

Como podes temer se és meu milagre?

Estás dotado de poderes desconhecidos para outras criaturas do Universo.

És ÚNICO.

Ninguém é igual a ti.

Só em ti está aceitar o caminho da felicidade e enfrentá-lo seguindo sempre adiante.

Até o fim.

Simplesmente porque és livre.

Em ti está o poder de não amarrar-te às coisas.

As coisas não fazem a felicidade.

Te fiz perfeito para que aproveitasses tua capacidade, e não para que te destruísses com teus enganos do mundo.

Te dei o poder de PENSAR.

Te dei o poder de AMAR.

Te dei o poder de IMAGINAR.

Te dei o poder de CRIAR.

Te dei o poder de PLANEJAR.

Te dei o poder de REZAR.

E te situei o poder dos anjos quando te dei o poder da escolha.

Te dei o domínio de escolher o teu próprio destino usando tua vontade.

O que tens feito destas tremendas forças que te dei ?

Não importa ! De hoje em diante esqueça o teu passado, usando sabiamente este poder de escolha.

Opta por SORRIR em lugar de chorar.

Opta por CRIAR em lugar de destruir.

Opta por DOAR em lugar de roubar.

Opta por ATUAR em lugar de adiar.

Opta por CRESCER em lugar de consumir-te.

Opta por BENDIZER em lugar de blasfemar.

Opta por VIVER em lugar de morrer.

E aprende a sentir a Minha presença em cada ato de sua vida.

Cresça a cada dia um pouco mais no otimismo e na esperança!

Deixa para trás os medos e os sentimentos de derrota.

Eu estou ao teu lado. Sempre.

Chama-me.

Busca-me.

Lembra-te de mim.

Vivo em ti desde sempre e sempre te estou esperando para amar-te.

Se hás de vir até Mim algum dia.. que seja hoje, neste momento!

Cada instante que vivas sem Mim, é um instante infinito que perdes de Paz.

Procura tornar-te criança… simples, generoso doador, com capacidade de extasiar-te e capacidade para comover-te ante à maravilha de sentir-te humano.

Porque podes conhecer Meu amor, podes sentir uma lágrima, podes compreender uma dor.

Não te esqueças de que és Meu milagre.

Que te quero feliz, com misericórdia, com piedade, para que este mundo em que transitas possa acostumar-se a sorrir, sempre que tu aprendas a sorrir.

E se és Meu milagre, então usa os teus dons e muda o teu meio ambiente, contagiando esperança e otimismo sem temor porque…

 

EU ESTOU AO TEU LADO!

DEUS.

 

autor desconhecido, postado a partir de CARITAS IN VERITATE

09.01.11

Este é o meu Filho muito amado

mpgpadre

       1 – "Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser baptizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser baptizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse" (Evangelho).

       O Baptismo de Jesus sublinha a assunção plena da humanidade por parte de Deus, manifestada já na Encarnação de Deus, cuja expressão histórica e temporal nós celebrámos com o Natal, nascimento de Jesus, o Filho de Deus.

       A omnipotência divina, a grandeza de Deus, manifesta-se na nossa fragilidade humana e na nossa finitude. Ele assume a nossa humanidade, com a limitação do tempo e do espaço. Ao encarnar, assume as leis de um mundo determinado e concreto, uma cultura, uma religião, uma sociedade. Por conseguinte, veremos Jesus a cumprir com as exigências das leis judaicas, com as tradições religiosas, com os ritos cultuais.

       Junto de João Baptista, Jesus tem este gesto de humildade que em nada o diminui, pelo contrário confirma a Sua missão de Se fazer um de nós, assumindo tudo o que é verdadeiramente humano,

 

       2 – Com o Seu baptismo, Jesus inicia uma nova etapa na Sua vida.

       Será impelido ao deserto, lugar de silêncio e de encontro com Deus, lugar de oração e contemplação, tempo de preparação para a vida pública. É o baptismo que projecta a missão de Jesus. João "termina" a Sua missão propedêutica e Jesus assume em definitivo o anúncio do Reino de Deus. É para isso que veio, que foi enviado por Deus Pai, que foi escolhido. Ele é o Eleito, por excelência. No baptismo, Deus revela-nos a identidade de Jesus, que será igualmente missão a favor da humanidade inteira.

       "Logo que Jesus foi baptizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência»" (Evangelho).

       "Diz o Senhor: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma..." (primeira leitura).

 

       3 – O baptismo não é um rito mais, é uma vida nova que recebemos de Deus.

       Vale para Jesus e vale para nós. As palavras vindas do Céu confirmam Jesus como o Eleito, o Bem Amado de Deus, mas, e como escutamos na primeira leitura, n'Ele repousa o Espírito de Deus para levar a justiça às nações: "...Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam. Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas»".

       Ouçamos também as palavras de São Pedro, na segunda Leitura: "Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele".

       O baptismo é um motivo impulsionador para Jesus praticar o bem, curar os doentes, expulsar os demónios, anunciar a vinda do Reino dos Céus, pois Deus está n'Ele, está com Ele.

       Também nós fomos baptizados em Cristo Jesus, não apenas com um baptismo de penitência, como o administrava João Baptista, mas um baptismo de conversão e de vida nova. Também Deus está connosco. Que é que fazemos com o nosso baptismo? Como preenchemos a vida nova que recebemos de Deus?

_________________________

Textos para a Eucaristia (ano A): Is 42, 1-4.6-7; Act 10, 34-38; Mt 3, 13-17

 

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